De acordo com Moses (1992), conforme mostrado anteriormente no trabalho, a folga organizacional é composta de três componentes: Margem de Lucro, Mudanças no Patrimônio e Ativos Líquidos. Além destas, Bourgeois; Singh (1983) e Wiseman; Bromiley (1996) apresentam uma mensuração alternativa da folga disponível, chamada índice corrente.
Margem de lucro
Margem de lucro = Lucro líquido Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Income before extraordinary items – available for commons = IBCOM .
Sales (net) SALE
Mudanças no Patrimônio
Mudanças no Patrimônio = Mudanças no PL
Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Stockholders’ equity adjustments = SEQO
Sales (net) SALE
Ativos líquidos
Ativos líquidos = Caixa + títulos negociáveis – passivo circulante
Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Cash and equivalents – current liabilities = CHE – LCT Sales (net) SALE
Índice corrente
Índice corrente = Ativo circulante Passivo circulante
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Current assets = ACT Current liabilities LCT
b) Folga recuperável
De acordo com Moses (1992), conforme mostrado anteriormente no presente trabalho, a folga recuperável apresenta cinco componentes: Capital de Giro, Recebíveis, Estoques, Despesas gerais e Ativos Fixos.
Capital de giro
Capital de giro = Ativo circulante – Passivo circulante Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Current assets – Current liabilities = ACT – LCT ou Working capital = WCAP Sales (net) SALE Sales(net) SALE
Recebíveis
Recebíveis = Contas a receber Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Receivables – total = RECT Sales (net) SALE
Estoques
Estoques = Estoques
Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Inventories = INVT Sales (net) SALE
Despesas gerais
Despesas gerais = Despesas com vendas e administrativas
Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Selling, general and administrative expenses = XSGA Sales (net) SALE
Ativos fixos
Ativos fixos = Ativos não circulantes Vendas
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Noncurrent assets = Assets (total) – Current assets = AT – ACT
Sales (net) SALE SALE
c) Folga potencial
De acordo com Moses (1992), conforme mostrado anteriormente no trabalho, a folga potencial apresenta dois componentes: Dívida Corrente e Dívida de Longo Prazo. Duas mensurações alternativas da folga potencial são apresentadas por Bourgeois; Singh (1983) e adotadas por Bromiley (1991), Wiseman; Bromiley (1996) e Chiu; Liaw (2006) são o índice Dívidas/PL e o índice de cobertura de juros.
Dívida corrente
Dívida corrente = Passivo circulante Patrimônio Líquido
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Current liabilities = LCT Stockholders’ equity SEQ
Dívida de longo prazo
Dívida de longo prazo = Passivo de longo prazo Patrimônio Líquido
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
Long-term liabilities = Liabilities (total) – current liabilities = LT – LCT
Stockholders’ equity SEQ SEQ
Índice Dívida/PL
Índice dívida / Patrimônio líquido = Total de dívidas
Patrimônio Líquido
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT: Debt – total = DT
Stockholders’ equity SEQ
Índice de cobertura de juros
Índice de cobertura de juros = Lucro antes de juros e impostos Despesas com pagamento de juros
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT:
EBITDA = Sales (net) - Selling, gen. adm. exp. = SALE – XSGA Interest expenses Interest expenses XINT
d) Desempenho passado da empresa
O desempenho da empresa é mensurado pelo Retorno sobre o Ativo (Return on assets – ROA), através da seguinte fórmula:
ROA = Lucro operacional Ativo total
Considerando-se a nomenclatura da base de dados COMPUSTAT, o ROA é dado pela seguinte fórmula:
ROA = Income before extraordinary items – available for commons = IBCOM Assets – total AT
Conforme discutido anteriormente no presente trabalho, é importante, na mensuração do retorno sobre os ativos, que estes sejam considerados líquidos da depreciação. Neste sentido, a COMPUSTAT, na mensuração do ROA, já considera os ativos desta forma, ou seja, líquidos da depreciação.
e) Desempenho médio do setor
O desempenho médio do setor é mensurado pelo Retorno sobre o Ativo (Return on assets – ROA) médio das empresas que compõem aquele setor:
ROAind = Σ dos ROA’s individuais
nº empresas no setor
f) Expectativas quanto ao desempenho
Em conformidade com os estudos de Bromiley (1991) e Wiseman; Bromiley (1996) é razoável que a expectativa de desempenho de uma empresa seja mensurada pela média das projeções de três analistas de mercado quanto ao seu lucro por ação, transformado em ROA por sua multiplicação pela quantidade de ações da empresa e conseqüente divisão pelo total de ativos do ano anterior. As projeções de analistas de mercado, bem como suas médias,
foram obtidas no I/B/E/S (Institutional Brokers Estimate System) da Thomson-Reuters, componente da base de dados DATASTREAM.
g) Aspirações de desempenho
Em conformidade com os estudos de Bromiley (1991) e Wiseman; Bromiley (1996), as aspirações de desempenho da empresa são mensuradas da seguinte forma: para empresas com desempenho superior à média de seu setor, as aspirações são de 1,05 vezes o desempenho passado (mensurado através do ROA). Para empresas com desempenho inferior à média de seu setor, as aspirações são iguais ao desempenho médio do setor. Assim:
se ROA > ROAsetor então aspiração = ROA × 1,05
se ROA < ROAsetor então aspiração = ROAsetor
É razoável a adoção do fator de ajuste do ROA de 1,05, à luz de pesquisas anteriores, como Bromiley (1986, 1991), Lant; Montgomery (1987). Para testar a sensibilidade dos resultados para este parâmetro, Bromiley (1991) construiu variáveis de aspiração utilizando fatores de ajuste de 1,05, 1,25 e 1,5. As correlações entre a aspiração usando o fator de ajuste de 1,05 e aquelas usando 1,25 e 1,5 foram 0,99 e 0,97, respectivamente. Bromiley (1991) também estimou os modelos de risco e desempenho usando o fator de ajuste de 1,5 e obteve estimativas que foram coerentes com aquelas baseadas no fator 1,05. Além disso, Eliason (1976) apud Wiseman; Bromiley (1996) observa que os níveis objetivados de desempenho futuro das empresas são estabelecidos normalmente pouco acima dos níveis de desempenho passado.
5.8 TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS DADOS