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… og deretter lojal alliert?

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Nesta etapa é então instalada uma cortina de estacas secantes a montante da barragem, distanciada 0,20 metros da cortina corta-água de montante. Esta cortina é fixa à cortina de montante através de um maciço de encabeçamento em jet-grout a 0,5 metros de profundidade, e é encastrada no maciço rochoso até uma profundidade de 32 metros. Para uma primeira análise foi admitido um módulo de deformabilidade de 10 GPa.

Um dado importante acerca desta etapa que deve ser mencionado é a eliminação no modelo de todos os deslocamentos verificados até imediatamente antes da instalação da cortina de estacas secantes, para poder ser analisada apenas a influência da instalação desta estrutura.

O modelo utilizado para a análise assume a forma apresentada na Fig. 46 onde podemos ver que se repõe o solo que anteriormente foi erodido, e se instala a cortina de estacas vertical imediatamente a montante da bacia, a vermelho, atingindo a formação de xisto, a cinzento.

Como com a instalação desta cortina, o fluxo de água percolado pelo solo de fundação é praticamente interrompido, os esforços ficam concentrados nesta zona da intervenção. Devido à proximidade entre as cortinas de estacas e de montante, estes esforços são absorvidos por ambas as estruturas.

Analisando os diagramas correspondentes à cortina de montante nesta etapa (Fig. 47), é bem visível o crescimento de esforços devido à implementação da cortina de estacas secantes, tanto ao nível dos momentos como de esforços transversos, assim como um elevado crescimento do deslocamento horizontal.

Fig. 47 - Diagramas de esforços de flexão e deslocamentos da cortina de montante na etapa 8

Analisando então os diagramas extraídos, e fazendo uma comparação com as etapas anteriores, é óbvio o acréscimo dos valores máximos em todos os diagramas. Nesta etapa o momento fletor máximo negativo assume uma grandeza de -1446 kNm que, contrastando com a etapa 7, representa um acréscimo de 900 kNm em valor absoluto. Em relação aos esforços transversos, e fazendo novamente uma comparação com a etapa anterior, neste caso, obteve-se um valor de -936 kN, em contraste com os -374 kN, que representa um crescimento devido à instalação da cortina de estacas de aproximadamente 562 kN. Olhando para os deslocamentos, é talvez aqui que este aumento na solicitação da cortina de montante fica melhor representado, pois nesta etapa a cortina regista um deslocamento máximo no seu pé de 11,5 mm, mais 9,2 mm que na etapa 7 onde o deslocamento máximo foi apenas de 2,3 mm.

Passando para a cortina de jusante, devido a este corte quase total do escoamento, e à reposição do solo erodido, verifica-se um reequilíbrio a nível de tensões e pressões hidráulicas já que existe uma redução das subpressões na base da bacia. Estes efeitos provocam uma alteração nos esforços e deslocamentos. Os diagramas correspondentes evidenciam essa alteração na Fig. 48.

Fig. 48 - Diagramas de esforços de flexão e deslocamentos da cortina de jusante na etapa 8

A nível de momentos fletores verifica-se uma inversão dos esforços em relação à etapa 7, registando-se um momento máximo positivo de 269 kNm, e que se deve essencialmente à reposição de solo que se dá nesta etapa. Em termos de esforços transversos aliados a este momento, o valor obtido foi de 273 kN. Relativamente aos deslocamentos, mais uma vez é talvez na sua análise que se consegue ter uma melhor perceção do que acontece nesta etapa. O deslocamento máximo é cerca de 0,3 mm, mas contrariamente à etapa 7, este dá-se no sentido de jusante para montante, e o seu máximo não ocorre no pé da cortina, mas por volta dos 15 metros de profundidade. A forma que este deslocamento toma, à semelhança do que se viu na etapa 6, é consequente do reequilíbrio de tensões, que volta a levar a cortina para montante devido ao acréscimo de peso a jusante.

Nesta etapa além das cortinas corta-água de montante e jusante é importante fazer uma análise da cortina de estacas instalada. Esta estrutura passa a ser a principal responsável pela resistência à passagem de água, mas os esforços são repartidos entre esta e a cortina de montante até aos -17,5 metros, sendo estes suportados na integra pela cortina de estacas para maiores profundidades.

Seguindo a mesma forma de análise estrutural seguida até aqui, são extraídos os valores e diagramas de esforços fletores e deslocamentos ao longo da cortina, desde o seu topo a -0,5 metros até ao seu encastramento enre os -30 e os -32 metros.

Desta maneira, os esforços e deslocamentos assumem a forma apresentada na Fig. 49.

Fig. 49 – Diagramas de esforços de flexão e deslocamentos da cortina de estacas na etapa 8

Através destes diagramas é possível observar perfeitamente a repartição de esforços entre esta cortina e a corta-água de montante, que ocorre desde o topo até aos 17,5 metros de profundidade onde termina a cortina de montante. Esta partilha, é evidenciada pelo momento fletor máximo positivo registado a esta profundidade, com um valor de 160 kNm, e pela transição dos esforços transversos para um valor próximo de zero. Outra evidência relativa ao funcionamento conjunto entre cortinas pode ser observado no deslocamento da cortina de estacas na profundidade -17,5, que toma um valor coincidente com deslocamento verificado no pé da cortina de montante de 11,5 mm já descrito anteriormente. O deslocamento máximo da cortina de estacas ocorre, no entanto a uma profundidade onde esta estrutura já não tem o apoio da vizinha, a cerca de 20,6 metros da superfície, com uma grandeza de 13 mm. À medida que se continua a aumentar a profundidade, o deslocamento tende para zero, devido ao encastramento no estrato rochoso que o impede.

Os deslocamentos ocorridos da implementação desta solução apresentam-se na Fig. 50, onde está representado claramente o movimento da nova cortina de estacas, e a estabilização a jusante.

Fig. 50 - Deslocamentos da etapa 8

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