KAPITTEL 1. INNLEDNING
1.6 O PPBYGGING AV OPPGAVEN
Neste capítulo são apresentados os resultados dos cálculos e verificações efetuados com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes variáveis na estimativa de emissões de um corredor de ônibus.
Embora as principais conclusões possam ser generalizadas, buscou-se sempre adotar dados e características de corredores representativos da cidade de São Paulo de modo a manter coerência com a utilização de ensaios e medições realizadas para essa mesma realidade.
De maneira geral pode ser estabelecida uma classificação para as variáveis que influem nas emissões de um corredor de ônibus, segundo três categorias:
- variáveis que são função do projeto do corredor e suas conseqüências, abrangendo desde a infraestrutura e as condições operacionais, como distâncias entre paradas e faixas de ultrapassagem, até as características tecnológicas dos ônibus e o planejamento da operação ;
- variáveis que são conseqüência da implantação do corredor, como a possível ocorrência de transferência modal e alterações nos ciclos de condução e fluxos dos autos que trafegam no corredor, bem como nos fluxos e ciclos dos autos que passam a percorrer rotas alternativas, e
- variáveis que resultam de políticas públicas mais gerais como as relativas a programas de inspeção veicular, programas de renovação de frota, estabelecimentos de novos padrões de emissões para veículos novos e programas de redução do teor de enxofre no diesel.
Os estudos de caso elaborados procuraram abordar variáveis das três categorias, ressalvada a limitação de disponibilidade e compatibilidade dos
dados. A análise do conjunto de variáveis foi organizada em três etapas de forma a ampliar progressivamente seu escopo.
Assim, a primeira etapa da análise, baseada em medidas de velocidades médias de ônibus em 14 trechos de corredores realizada pela SPTrans, consiste na simulação da operação desses corredores segundo diferentes
ciclos de condução. O objetivo dessa análise é verificar a influência das
condições de infra-estrutura e de operação do corredor sobre a estimativa de emissões dos ônibus.
No segundo caso a análise é ampliada através da comparação entre as situações “antes“ e “depois” da implantação de um trecho do corredor Pirituba- Lapa-Centro, com base em medições de fluxos e velocidades realizadas pela CET.7 Nesse caso as emissões são estimadas considerando os ônibus e os
demais veículos que trafegam nas faixas adjacentes à via exclusiva dos
ônibus. Além disso, são feitas também verificações do efeito da possível adoção de diferentes tecnologias de ônibus e modificações nos ciclos de
condução de ônibus e automóveis. O objetivo dessa análise é avaliar a
influência sobre as emissões da escolha de diferentes tecnologias de ônibus além de complementar o estudo do efeito de diferentes condições de operação do corredor.
Finalmente, estuda-se o caso de um corredor hipotético, com características similares às observadas em corredores de São Paulo, através da consideração de diferentes cenários, com o objetivo de avaliar a influência de alterações na
divisão modal e da implantação de programas de inspeção veicular, renovação de frota de autos e motos e diminuição do teor de enxofre no diesel. São avaliados novamente nesse caso os efeitos de hipóteses de
alterações nos ciclos de condução e nas tecnologias dos ônibus sobre as emissões.
7 CET: Companhia de Engenharia de Tráfego - instituição municipal responsável pelo
É importante observar que a expressão tecnologia dos ônibus indica, principalmente, a combinação de características de motor, tipo de combustível, sistema de controle de emissões e, eventualmente, tamanho ou capacidade do veículo. Esse último fator não foi considerado nos estudos de caso, por não haver disponibilidade de dados compatíveis com os demais.
A tabela seguinte resume os casos estudados e variáveis pesquisadas.
Variáveis Analisadas Casos Estudados Trechos de Corredores (item 5.2) Situações “antes” e “depois” (ítem 5.3) Cenários Hipotéticos (ítem 5.4) ciclos de condução X X X
tecnologias dos ônibus X X
divisão modal X
inspeção veicular X
renovação de frota X
menor teor de enxofre no diesel X
Tabela 5-1 Casos e variáveis consideradas
Cabe ressalvar ainda, como observação geral para todos os casos aqui estudados, que o mais importante na análise dos resultados não é observar os valores absolutos das emissões e sim os resultados relativos que permitam comparar o efeito das diferentes hipóteses adotadas. Isto se deve às incertezas associadas às medidas, estimativas e compatibilidade das informações utilizadas.
De maneira geral, os estudos de casos consideraram as seguintes informações básicas:
- composições de frotas, ciclos de condução, e respectivas emissões, do banco de dados do estudo realizado pelo ISSRC em São Paulo, em 2004 (LENTS, 2004);
- para os casos em que se considera a operação de ônibus segundo ciclos de operação padrão (Manhattan, Orange County ou Expresso
Tiradentes) foram consideradas frotas homogêneas de ônibus e os
resultados dos ensaios de emissões realizados pelo IPT (2007).
Com relação à metodologia para estimativa de emissões foi adotado, em geral, o modelo IVE, a menos dos casos em que se considerou a operação de ônibus segundo ciclos de condução padrão, para os quais as emissões foram estimadas pela multiplicação dos fluxos previstos pelas emissões unitárias definidas a partir dos resultados dos ensaios do IPT, resumidos na tabela 4.9.
5.2 Análise de Ciclos de Condução em Trechos de Corredores de São