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3. Results

3.4. Characterization of stx2a + E. coli

3.4.4. O-agglutination of boiled culture with O-antisera

incorporada a uma posterior prática de criação de cenas.

o processo de criação da instalação/altar foi para os aprendizes. Pude perceber, à medida que as obras eram apresentadas, que sua concepção e execução ganhavam, gradativamente, mais consistência e qualidade, aprendizagem esta que foi incorporada a uma posterior prática de criação de cenas.

A próxima sequência de procedimentos teve como tema gerador a relação entre aprendiz e personagem, o que se deu em três âmbitos diferentes: a construção de um personagem utilizando o próprio corpo, partindo da movimentação e composição com o corpo de um colega e, por fim, tomando um poema como estímulo inicial. No primeiro caso, o procedimento foi denominado CRIANDO O PERSONAGEM A PARTIR DO CORPO. Depois de um período inicial, que chamei de levantamento de repertório físico, cada aluno ator deveria ir criando, gradativamente, o andar, a voz e a atitude do personagem, partindo única e exclusivamente da experiência corporal, e só então, quando o personagem estivesse esboçado, é que o aprendiz aprofundaria sua criação a partir da relação com outro personagem. A apreciação feita pelos aprendizes sobre

Figura 77 - Alter rodrigueano composto por alunos atores.

essa atividade ressaltou que a descoberta da possibilidade de criação cênica partindo exclusivamente de estímulos corporais foi a característica mais importante. Outro objetivo pedagógico que, a partir da minha percepção de professor, foi amplamente contemplado, consistiu na descoberta de uma via diversa de criação de personagem que não passa pela compreensão racional, mas sim pela resposta corporal intuitiva de cada aprendiz aos estímulos experimentados.

No segundo procedimento, denominado CRIANDO LINHAS BELAS, o aluno ator cria uma obra de arte a partir da observação das linhas que compõem o corpo de um colega e, a partir da manipulação do corpo desse colega, elabora uma obra tridimensional, buscando valorizar as linhas que mais lhe chamaram a atenção. A importância da observação para a formação do artista e a possibilidade de se assumir diferentes pontos de vista em um processo criativo foram as percepções mais citadas nos depoimentos escritos pelos alunos atores. Ao me deparar com os resultados da atividade, pude perceber que o olhar do grupo se tornou muito mais sensível, o que se refletiu claramente nas composições apresentadas.

Já no procedimento chamado de APROXIMANDO-SE DA PALAVRA ATRAVÉS DE POEMAS, cada aprendiz deveria criar um personagem partindo de uma experiência primeira e coletiva de leitura de um poema. O formato cênico que a obra poética deveria assumir ficou a cargo do aprendiz, podendo este optar por algo mais onírico ou mais realista. Uma importante instrução dada para a execução deste procedimento foi a de que o local de apresentação não precisaria estar limitado ao palco italiano, mas que qualquer lugar do teatro poderia servir de espaço cênico. Este processo contemplou três momentos distintos de apresentação, sempre seguidos de uma

apreciação grupal, o que tinha o objetivo de criar uma pequena experiência de um processo criativo. Ficou evidente que as sugestões dadas por mim e pelos colegas reverberavam, de maneira potente, nos resultados cênicos apresentados nas semanas subsequentes, especialmente depois que os aprendizes entraram em contato com os conteúdos sobre as circunstâncias dadas, contidos no terceiro capítulo do livro O trabalho do ator sobre si mesmo na construção da vivência, de Constantin Stanislávski.

No terceiro semestre do curso de Artes Cênicas, os procedimentos foram todos direcionados para a construção de um espetáculo, que teve como matéria dramatúrgica alguns contos de A vida como ela é..., de Nelson Rodrigues. O motivo para a escolha desse autor deu-se por conta de que a proposta temática para os três semestres de trabalho foi o universo rodrigueano, aspecto este que será analisado mais à frente.

O primeiro procedimento utilizado neste semestre foi VISITANDO NELSON RODRIGUES e teve como objetivo reaproximar o grupo de aprendizes dos temas presentes na obra do Autor. Para tanto, no primeiro encontro, apresentei uma série de materiais relacionados, direta ou indiretamente, a Nelson Rodrigues. Esses materiais foram visitados e, posteriormente, analisados. Essa atividade serviu como um reaquecimento das energias criativas já estimuladas nos dois primeiros semestres de trabalho. Acredito que, enquanto proposição pedagógica, essa visitação impulsionou os alunos atores a conhecerem diferentes facetas do Autor, ainda não exploradas pelo grupo, nem na composição do show de calouros e nem na elaboração do show de transição.

Depois desse primeiro momento, optei por começar um trabalho que estivesse apoiado na análise minuciosa do texto teatral, partindo então do procedimento ENTRANDO EM CONTATO COM O TEXTO A SER ENCENADO: ANALISAR E NOMEAR AS CENAS. Iniciamos uma leitura do texto com o objetivo de revelar a estrutura do mesmo através da identificação de cenas e subcenas, atribuindo a estas títulos que fossem capazes de revelar, através da ação dramática, o seu conteúdo essencial. É de extrema importância ressaltar que, ao longo do período de realização dessa atividade, pude perceber que o interesse dos aprendizes foi declinando, chegando ao ponto em que, ao final do último encontro destinado a tal análise, alguns aprendizes demonstraram alívio por terminar tal tarefa. Uma questão fundamental que se coloca aqui, no âmbito da pedagogia do teatro, é como encontrar uma forma de explorar o texto teatral que encontre ressonância nos alunos atores e que não se constitua em uma obrigação, mas sim uma possibilidade de ampliar o conhecimento do aprendiz.

O segundo procedimento que teve o texto como base foi ENTRANDO EM CONTATO COM O TEXTO A SER ENCENADO: COMPREENDER OS PERSONAGENS. Esta atividade consistia em realizar uma leitura minuciosa do texto, com o objetivo de criar um arcabouço de ações internas e externas que traduzissem as motivações dos personagens. Essa proposta consegue um melhor aproveitamento se for refeita, pelo menos, três vezes para cada trecho do texto. Diferentemente do procedimento anterior, este despertou maior prazer, pois foi capaz de ampliar a compreensão e estimular a pesquisa dos alunos atores sobre o material proposto. Vale ainda ressaltar que muitos deles já apresentavam, ao final da terceira leitura, um esboço bastante interessante do personagem lido.

Esta etapa se completou com a seguinte atividade: FAZENDO A PRIMEIRA LEITURA COM PERSONAGENS DEFINIDOS. Uma nova leitura do texto foi realizada, porém com uma novidade importante: a distribuição de personagens já estava feita. Cabe ressaltar, neste ponto, que essa atribuição de personagens foi elaborada através de outro procedimento, que apresento a seguir, e que faz parte de uma etapa em que pretendi que o aluno ator começasse a pensar seu trabalho de criação a partir de uma perspectiva mais abrangente, que incluísse o corpo e a construção da cena

O primeiro procedimento na fase seguinte foi nomeado da seguinte forma: DEFENDENDO O PERSONAGEM. Essa proposta visa estimular o aluno ator a pesquisar as diversas possibilidades de criação cênica para o personagem que deseja interpretar. Acredito que essa atividade coloca o aprendiz em uma situação que alia uma vontade e uma contra vontade, no primeiro caso, o que guia sua ação é o desejo de conquistar determinado personagem, e, no segundo caso, a dificuldade de elaborar algo para uma encenação ainda incipiente e o temor de exposição das próprias ideias sobre essa mesma encenação. Essa aparente situação de conflito me parece pedagogicamente muito potente, pois coloca o aprendiz em uma condição na qual ele não pode ficar, mas apresenta também, como saída para esse impasse, uma nova possibilidade que ele ainda não conhece e que deseja conquistar.

Depois de ultrapassada essa barreira primeira, o próximo procedimento, chamado de PESQUISANDO CORPORALMENTE OS PERSONAGENS, foi proposto e consistiu em uma experimento prático utilizando as qualidades do movimento com vistas à construção do personagem. Os depoimentos dos alunos atores apontam para uma compreensão bastante grande sobre as

possibilidades criativas que as pesquisas envolvendo o corpo do ator/personagem podem suscitar.

Uma vez que o aprendiz já tinha experimentado, ainda que de maneira rudimentar, as possibilidades criativas e corporais, propus mais um procedimento buscando aprofundar essa relação, denominado COLOCANDO O TEXTO EM CENA: ESBOÇAR A RELAÇÃO ATRAVÉS DO CORPO. Esta proposta partiu não mais de um estudo racional, mas se propôs a elaborar uma via intuitiva de criação, que se esboçou através de uma dança que retratasse a relação dos personagens em questão. Foi surpreendente que, ao solicitar aos aprendizes que utilizassem mais a percepção física do que a compreensão intelectual na execução da atividade, eu pude perceber que eles se entregaram mais facilmente ao jogo cênico proposto, o que acabou por gerar frutos na construção do arcabouço do espetáculo. Estes primeiros procedimentos foram uma fase preparatória para o último dessa etapa, que foi denominado COLOCANDO O TEXTO EM CENA: ESPACIALIZAR A PALAVRA. Neste ponto, é importante esclarecer que esta proposta não consiste em uma simples marcação

de cena, mas sim busca encontrar sentido para “estar em cena”, usando como alicerce os procedimentos até agora citados. Outro aspecto importante a ser ressaltado na execução dessa proposta é que a geografia da cena não seja determinada exclusivamente pela concepção do professor encenador, mas a resultante de uma combinação dos olhares externo e interno ao palco, ou seja, contemple a percepção do diretor e também do ator.

As atividades finais desse semestre foram os ENSAIOS CORRIDOS e PREPARANDO OS ALUNOS ATORES PARA O ENSAIO GERAL. No primeiro caso, o que mais me chamou a atenção foi que, a cada ensaio corrido realizado, por conta do caráter experimental que foi proposto por mim antes desses ensaios, os aprendizes apresentavam uma evolução na compreensão do personagem e da cena que executavam. É verdade também que nem todos os alunos atores enxergavam, nessa atividade, as possibilidades de apropriação e aperfeiçoamento do trabalho que estavam fazendo, mas muitos deles, a partir de instruções claras e indagações feitas por mim ao longo desse período, conseguiram aprimorar