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Nytt operasjonskonsept basert på “The New Way Forward” strategien

4.1 K ORT OVERSIKT OVER AMERIKANSKE OPERASJONER I I RAK ETTER UTGIVELSE AV DEN NYE

4.1.3 Nytt operasjonskonsept basert på “The New Way Forward” strategien

1881 - Nasce, a 3 de agosto, no Rio de Janeiro, no sobrado nº 284 da Rua do

Hospício (atual Rua Bueno Aires, Centro), filho do gaúcho de São Leopoldo Alfredo

Coelho Barreto (positivista e professor de Matemática do Ginásio Nacional) e da

carioca Florência Cristóvão dos Santos. Registrado como João Paulo Alberto Coelho

Barreto, recebe os sacramentos no Templo do Apostolado Positivista aos dois anos e

idade.

1894-96 – Estudante autodidata, auxiliado pelo pai, com passagens pelo Colégio

Mosteiro de São Bento, depois pelo Colégio Pedro II.

1899 – Primeiro texto jornalístico publicado em A Tribuna, de Alcino

Guanabara, a 1º de junho, seguido de colaborações em A Cidade do Rio, periódico de

José do Patrocínio, sobre, entre outros assuntos, o naturalismo, Thérèse Raquin de Zola,

Dumas Filho e A balada do enforcado de Wilde, na versão de Elysio de Carvalho. O

primeiro conto Impotência, abordando desejos homoeróticos, é publicado em agosto.

Passa a assinar Paulo Barreto e Claude.

1901-1902 – Após tentativa frustrada de entrar para a diplomacia - é barrado

pelo ministro das Relações Exteriores, Barão do Rio Branco, por não condizer com o

figurino do Itamaraty

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- ingressa, decididamente, no jornalismo. Colabora para O

Paiz, O Dia, O Correito Mercantil e O Tagarela. Os textos são de cunho artístico:

defesa do realismo enaturalismo, ataques ao romantismo e simbolismo, cobertura do

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Antelo (2008: 18) escreve que João do Rio foi barrado para a carreira diplomática porque era mulato, gordo e homossexual.

Salão de Belas Artes, críticas de escritores como Wilde ou Eça de Queirós, Mário

Pederneiras ou Péthion de Villar e até páginas de um diário pessoal. Assina a coluna

Cosmorama em O Coió como Caran D’Arche.

1903 – Entra para a Gazeta de Noticias, onde ficará 12 anos. Assina P.B. e X. No

final do ano assina a primeira crônica como João do Rio, em homenagem ao jornalista

francês Jean de Paris, do Le Figaro.

1904 – Série de reportagens As Religiões no Rio para a Gazeta. Editadas em

livro, no fim do ano, são sucesso de livraria. Passa a colaborar na sofisticada revista

Kosmos, propagandista das reformas do bota-abaixo urbanístico. Começam as

reportagens que serão incluídas em A Alma Encantadora das Ruas.

1905 – Publicada uma série de entrevistas com famosos escritores, entre março e

maio, em Gazeta de Noticias, que será publicada pela Garnier dois anos depois.

Candidata-se à Academia Brasileira de Letras, perde. Simultaneamente à inauguração

da avenida Central, faz a conferência A rua que abre A Alma Encantadora das Ruas.

Traduz a peça Salomé, de Oscar Wilde.

1906-7 – Estreia a revista Chic-chic e o drama de um ato Clotilde ou A última

noite. Candidata-se novamente à Academia Brasileira de Letras, é derrotado por

Heráclito Graça por 17 votos a 8. Em setembro viaja a Minas Gerais e narra essa

viagem na coluna Para o milagre! Começa a assinar como Joe a coluna

Cinematographo, que vai até 1910 na Gazeta.

1908 – Publica A Alma Encantadora das Ruas, coletânea de crônicas e

reportagens sobre aspectos populares do Rio de Janeiro. Trata da Exposição Nacional

em Cinematographo. Publica a tradução de Salomé. Primeira viagem à Europa (Lisboa,

Londres, Paris) no fim do ano. As crônicas da viagem, publicadas de início na Gazeta,

serão mais tarde recolhidas em Portugal d’agora (1911).

1909 – Com a morte do pai, em março, passa a sustentar a mãe. Lança, em

novembro, um livro de contos infatins, escrito em parceria com Viriato Correia, Era

uma vez.

1910 – Consegue, finalmente, entrar para a Academia. Apoia Rui Barbosa para a

presidência da República contra o General Hermes da Fonseca, que foi eleito. Publica

os livros Dentro da noite, coletânea de contos mórbidos e decadentistas, e Fados,

canções e danças de Portugal. Publicação parcial, na Gazeta, do romance A profissão

de Jacques Pedreira. Conferência em São Paulo, A delícia de mentir, e lançamento de

Dentro da noite. No fim do ano, segunda viagem à Europa: Lisboa, Porto, Madri,

Barcelona, Paris, Costa Azul e Itália.

1911 – A 21 de junho começa a publicar, em A noite, jornal de Irineu Marinho, a

tradução de O retrato de Dorian Gray. Sem assinar, edita, como folhetim da Gazeta,

Memórias de um rato de hotel/o dr. Antonio narra a sua vida. Começa a coluna Os dias

passam..., em substituição a Cinematographo, que dará lugar, no ano seguinte, a outra,

O instante, de Paulo José. A Granier lança as conferências psicológicas de Psicologia

urbana, Portugal d’agora e Vida Vertiginosa.

1912 – Estreia A bela Madame Vargas, em que aparece seu personagem e

máscara literária, o Barão de Belfort. São publicadas as crônicas de Os dias passam... e

a tradução de Intenções de Oscar Wilde.

1913 – A Garnier publica A profissão de Jacques Pedreira. Inconformado com

os erros tipográficos suspende a edição. Como Joe assina, na Gazeta, O instante e a

coluna À margem do dia. Terceira viagem à Europa. Monta A bela Madame Vargas em

Lisboa. Visita França, Alemanha, Turquia, Rússia, Grécia, Jerusalém e Egito.

1914 – Colabora em A Ilustração Brasileira. Com a mudança de governo, abre-

se O tempo de Vencesláo.... e suas crônicas, cada vez mais de cunho político, passam a

comentar os atos do governo Venceslau Brás. 1911 a 1914 foi começo do apogeu

profissional de João do Rio que é promovido a diretor da Gazeta de Notícias.

1915 – Visita à Argentina e publica as crônicas dessa viagem na Gazeta. Faz

conferências em Buenos Aires onde se apresenta sua peça El oro contrarrestado por la

fuerza del destino. Na volta, Oswald de Andrade resenha, no Pirralho, sua peça Eva e,

ainda, em São Paulo começa a escrever em O Paiz. Joe torna a assinar O instante, desta

vez no periódico A Rua. Estreia em São Paulo da peça Eva e no Trianon do Rio de

Janeiro três peças em um ato O encontro, Pena ser só um ladrão e Não é Adão. Torna-

se amigo e confidente de Isadora Duncan, durante a tournée da bailarina no Rio e em

São Paulo. Novo pseudônimo: José Antonio José, fazendo colunismo social na seção

Pall-Mall Rio. Colabora com o português João de Barros na tarefa de aproximação luso-

brasileira, por meio da revista Atlântida. É duramente ridicularizado por Humberto de

Campos na paródia Pele mole de João Antonio João, do jornal O Imparcial.

1916 – Por meio dos pseudônimos Joe e José Antonio José assina agora, em A

Revista da Semana, textos de moda na coluna A semana elegante. Publica Crónicas e

frases de Godofrego Alencar por Villas Boas & Co. Estreia Um chá das cinco, no

Teatro Municipal. Eleito diretor da recém-criada Sociedade Brasileira dos Autores

Teatrais (SBAT). Humberto de Campos começa uma campanha difamatória contra João

do Rio em O Imparcial.

1917 – Publica dois volumes de crônicas, as mundanas de Pall-Mall Rio e as

políticas de No tempo de Vencesláo..., além dos ensaios e conferências de Sésamo.

Visita Belo Horizonte. Exalta Ipanema em crônica para O Paiz, ganha, em

reconhecimento, terreno nessa praia e se muda para o novo bairro.

1918 – Com Azevedo Amaral e Georgino Avelino lança o Rio-Jornal, em que

assina a coluna teatral sob o pseudônimo de Máscara Negra. Publica o romance

Correspondência de uma estação de cura. Nomeado correspondente de O Paiz na

Conferência do Amistício, em Versalhes. Reúne mais tarde esses textos em três

volumes, Na Conferência da Paz.

1919 – Retorna ao Rio depois de oito meses. Publica várias séries de crônicas

n’O Paiz, entre elas Impressões de Londres e Itália-Brasil; também A mulher e os

espelhos (contos), Adiante! (conferências) e Na Conferência de Paz (reportagens).

Alerta médico sobre a fragilidade de sua saúde.

1920 – Funda o matutino A Pátria, onde mantém a coluna Bilhete. Polêmica da

nacionalização da pesca. Hostilizado pelos jacobinos da Associação Social Nacionalista

(ASN), notadamente por Antônio Torres, nas revistas ABC e Gil Blás. É agredido em

pleno largo da Carioca por um grupo de oficiais da Marinha, comandado pelo capitão

Frederico Villar, futuro líder integralista.

1921 – Publica Ramo de loiro (ensaios) e Rosário da ilusão (contos). Envolvido

na nova campanha presidencial, foi pressionado pelos conservadores a apoiar o

candidato Artur Bernardes ou ver protestadas as promissórias que assinara para fundar A

Patria. Falece em 23 de junho dentro de um taxi no bairro do Catete, de ataque do

coração, aos 40 anos incompletos. Seu enterro reuniu cerca de 100 mil pessoas

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CAPÍTULO III______________________

O SABER DA ÉPOCA DE JOÃO DO RIO SOBRE A LÍNGUA

Ao se definir que língua se fala, com que estatuto, onde, quando e os modos de acesso a ela – pelo ensino, pela produção de instrumentos lingüísticos, pelo acesso às publicações, pela participação em rituais de linguagem, pela legitimação de acordos, pela construção de instituições linguísticas, etc. – está-se praticando as várias formas das políticas da língua ao mesmo tempo em que, para identificá-la, se está produzindo seu conhecimento, sua análise, e está-se dando a ela uma configuração particular. (...) A língua e os instrumentos lingüísticos são objetos históricos que estão intimamente ligados à formação do país, da nação, do Estado (Guimarães, Orlandi,1996: 13-14).

Todo conhecimento é um realidade histórica, e para reconstruir a temporalidade

ramificada da constituição cotidiana do saber é necessário escolhê-la, organizá-la,

concebê-la, configurá-la, poetizá-la

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até, para produzir conhecimento. O que pode

significar sua fraqueza mas sua virtude, ser poética a história, pois não pode ser

reduzida apenas a leis, a estruturas. Por definição, o passado é um dado que nada

modificará, mas o conhecimento do passado está sempre em progresso, transformando o

presente vivido em reflexão histórica.

É no interior desse conhecimento que se organiza esta reflexão. A língua e os

instrumentos linguísticos são objetos históricos que estão intimamente ligados à

formação do país, da nação, do Estado e saber da língua portuguesa à época de João do

Rio é produzir o conhecimento sobre a identidade nacional no Brasil, no fim do século

XIX, começo do XX. Sem memória e sem projeto, simplesmente não há saber

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