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Numerical models

5. Comparison of truss model and mass spring model in model scaled size

5.2 Numerical models

A análise SSA correspondente à Classificação Dirigida (CD), referendada pelo princípio da proximidade, nos direcionou à observação dos itens mais próximos, representados empiricamente criando regiões de contiguidade ou descontinuidade na Figura 3. Iniciada a análise atenta às partições das facetas projetadas em regiões, sob o olhar da Teoria das Facetas, o tipo das partições apresentadas foi a Polar. Exibindo diferenças de caráter qualitativo, demonstra partições não ordenadas. Notamos, portanto, que cada item correspondeu a diferentes direções na projeção emanando de um ponto de origem. No caso da Figura 3, os Campos “Física Ciência”, “Física Conteúdo Escolar” e “Atributos do Aluno de Física” polarizaram-se em torno do ponto “Imaginação”. É o que passaremos a detalhar subsidiadas em suas manifestações discursivas.

Figura 3- Análise da técnica SSA Classificação Dirigida das Palavras Associadas à Física

Vida Nasa Movimento Imaginação Einstein Aprendizagem Transmissão de Conteúdo Prática Newton Realidade Lógica Estudo Cotidiano Conhecimento Natureza Cálculo Vontade Entendimento Fenômenos Dificuldade Ciência

Os trechos usados como justificativas das análise SSA referente á CD do PCM Física estão referendados especificamente pelas Categorias Física: Ciência x Conteúdo Escolar; e a Categoria O discente licenciando. Diferentemente da Figura 2 correspondente à análise MSA, quando projeta o Campo “Física Conteúdo Escolar” em que os itens se apresentaram mais agrupados em relação aos demais Campos, no caso da Figura 3, é o Campo “Física Ciência”, que emblema essa característica. Direcionados a classificar os itens a partir do estímulo “Física”, pois estão classificando a partir de um direcionamento posto pela pesquisadora, os licenciandos a representam em contraposição à região “Física Conteúdo Escolar”, pois se localiza diagonalmente oposta. Paralelamente a essas duas facetas, situa-se a faceta “Atributos do Aluno de Física” pelos itens: “ Aprendizagem” “Prática” e “Vontade”. Deflagrando o posicionamento tanto deles mesmos enquanto alunos-licenciandos, quanto dos seus alunos do ensino fundamental e médio, diante da “Física Ciência” e da “Física Conteúdo Escolar”.

O ponto confluente entre as regionalizações é o item “Imaginação”. O sentido que lhe é atribuído transversaliza os demais. Nas análises da CL, compreendemos que a RS de Física pelos licenciandos é estruturada a partir da concepção que têm de Ciência racionalista. A “Imaginação” enquanto abstração e/ ou idealização está presente como articuladora em seus discursos quando explicam as categorias dos Campos delineados no mapa da CD, ratificando a organização e estruturação da RS. A seguir, lemos alguns trechos das justificativas da CD correlatas ao Campo “Física Ciência”:

A gente tem natureza, aí vem o entendimento dos fenômenos. Natureza ta relacionada à vida, lógico, a sobrevivência. Então vem o estudo, a natureza também pode ser estudada pela Física, que é uma ciência [...] É no desenvolvimento da ciência mesmo no Cálculo e na Lógica, tem que ter uma certa imaginação pra ver o desenvolvimento [...] a natureza, ciência, né. Porque a Física se baseia na observação da natureza, nesse estudo. O entendimento de fenômenos é a base pra qualquer estudo físico [...] (01/27).

[...] a relação entre imaginação e Física primeiro porque assim... pra você desenvolver uma teoria... antes de você, digamos, um fenômenos acontece, acontece um fenômeno, por exemplo, o de Newton na queda da maçã, ele viu aquilo ali, então ele teve que ter a imaginação, muita imaginação pra prever que daquilo ali ele tiraria a primeira lei, a segunda lei... desenvolveria isso da imaginação. Tem que ter. Se você não tiver imaginação você não fazia (01/30).

A categorização do Campo “Física Conteúdo Escolar” denota a transposição didática da “Física Ciência”. A “Dificuldade” de “Transmissão de Conteúdo” é veementemente pontuada em seus discursos, tentando amenizá-la, aproximando seus conteúdos da “Realidade” de “Vida” dos alunos, do seu “Cotidiano”. Interessante é que o “Movimento” anteriormente situado no Campo “Objetos de Estudo da Física”, na Classificação Livre, passa a ser investido de conteúdo de Física referente às leis de Newton. Conteúdo este mais frequente no ensino de Física pela sua “facilidade” em enxergá-lo em contextos cotidianos. Importante conferirmos abaixo suas explicações:

A dificuldade de ensinar na Física porque o pessoal, a turma não consegue absorver muito bem. A transmissão do conhecimento, por mais que você tente fazer prática, fazer experiências é difícil o pessoal entender. [...] movimento que tem relação com as leis de Newton, ta presente na realidade, no cotidiano, como eu falei aqui natureza. [...] a ciência em si se você for ver desde a história fala muito da física, tem muita coisa da física, a biologia, o vagalume quando acende a luz, vira um fenômeno físico-químico, a medicina tem a questão dos exames da radioterapia. Quase todas as ciências precisam da Física. [...] bem o cotidiano, é assim a meu ver cotidiano tiro por mim eu dirijo segundo as leis da Física [...]. Movimento também tá muito associado às leis de Newton. Muito Associado à realidade. A realidade tem a ver com o cotidiano a meu ver (01/09).

O movimento porque o movimento... a primeira coisa que o aluno vê no ensino de Física, no ensino médio não... não vê Física no ensino médio... a primeira matéria é velocidade é o que é mais comum no nosso dia-a- dia é a questão da velocidade, associando a palavra movimento. É... e teve talvez no nosso dia-a-dia é por isso que essa palavra tá aí, pela questão do uso comum dela (01/17).

No muito associado, imaginação porque na Física é uma coisa que quando você estuda, você tem que imaginar o porquê que aquilo acontece. Porque é daquele jeito. Sempre você tem que ta imaginando algo. Tipo ... imaginação e lógica, eu coloquei lógica mais ou menos associado porque lógica é uma coisa mais mecânica, Ah! Eu pego no ferro e coloco na chama, minha mão esquenta, isso é uma coisa que é lógica. Por isso que eu não coloquei como uma coisa muito importante. Mas a imaginação pra mim é uma coisa muito importante mesmo. Pra qualquer que seja a coisa que você esteja fazendo. E mais ainda pra Física. A realidade eu coloquei porque a Física ela é uma coisa muito real, apesar das pessoas acharem que não vou estudar isso aqui, você nunca usa... mas se você realmente prestar atenção no que você tá usando e na sua vida, você vai vê que a Física está estudando uma coisa da realidade, do seu cotidiano. Aí eu coloquei a realidade no muitíssimo associado porque existem determinadas matérias que você estuda muito com o imaginário, com a coisa duvidosa, que são as coisas chamadas postulados, são as coisas que você estuda porque alguém fez. Você não sabe se aquilo é certo. [...] o movimento eu coloquei em relação a tudo o

que a gente...porque movimento é uma coisa que você consegue falar o que é...é uma coisa muito utilizado em Física. Movimento, é tudo (01/20).

Quando se referem a sua “aprendizagem” como alunos do ensino fundamental e médio em relação à “Física Ciência” e a “Física Conteúdo Escolar”, evidenciam a necessidade dos atributos “Vontade” e “Prática”.

A vida tem dificuldades, estudar é uma delas, pra isso tem que ter vontade, a vontade, é vontade de cada um aprender ou não. E a prática leva o conhecimento. Esse outro aqui pra mim é... aprendizagem pra mim é transmitir conteúdos, no caso da Física entender os fenômenos do cotidiano [...] pra agrupar isso aqui eu usei o critério de aluno mesmo. Esse primeiro aqui ta muitíssimo associado à dificuldade. Não dificuldade sua, mas do que os outros impõem pra você. Até dificuldade gera conhecimento, tá afeto à realidade, então é a transmissão de conteúdo, e ai da vontade de cada um aprender pra mudar a sua vida mesmo. Aqui, aprendizagem, transmissão de conteúdo, conhecimento, vontade e imaginação. Isso aqui foi basicamente a minha parte, professor. Você saber transmitir o conteúdo, você acima de tudo tem que ter uma vontade, tem que ter o conhecimento, tem que aprender acima de tudo, saber da matéria, e ter que ter imaginação. Você tem que imaginar diversas coisas que a Física envolve. No caso do professor, você tem que utilizar esses conhecimentos [...] O estudo e a aprendizagem eles estão basicamente interligados e também pra você ter um conhecimento sobre Física, eu acredito que você tenha que ter um estudo e a aprendizagem [...] Dificuldade, é uma matéria muito difícil de você entender [...]A prática, você tem que ter a prática acima de tudo [...] a prática é com relação a ao estudo, com relação a exercícios que você tem que está ali fazendo o mesmo tipo de exercício sempre que é pra você pegar a prática. Praticamente Física é isso aí no caso (01/29).

O cálculo pro físico é essencial, conhecimento também, entender os fenômenos é a coisa básica da Física, a realidade é aquilo que a gente vê, tem tempo pra estudar, a prática leva a perfeição, como diz aquela frase, você praticando muito vai conseguir o objetivo através do estudo você pode desenvolver sua imaginação como disse Einstein né é mais importante do que o conhecimento. [...] Imaginação é importante principalmente pra caso você ao tenha um experimento, porque a Física é baseada em experimentos, você conseguir imaginá-los e tentar retirar o resultado dali, da parte teórica. Aprendizagem é importante pra você aprender esses negócios, adquirir um bom conhecimento, o cálculo é fundamental pra Física, lógica ajuda muito [...] aí vem as outras coisas que precisa conseguir. Prática, estudo, vontade, cotidiano e dificuldade (01/14).

É notória a visão conteudista do ensino de Física dos licenciandos e a concepção de aprendizagem como resultado de cópia e repetições.