1 Innledning
1.2 Norskfødte med innvandrerforeldre
O JC foi internado no início de novembro de 2014, para controlo de sintomas, uma vez que estava diagnosticado com perturbação neurocognitiva vascular e com ciúme delirante, sendo acompanhado por um psiquiatra há 1 ano, por descompensação psicótica e ligeiro défice cognitivo. Utente com atividade delirante, instabilidade na marcha, desorientação espácio-temporal. Alucinações auditivo-verbais, delírios, com associação a síndrome parkinsónico, com repercussões na autonomia e relação com os familiares. No momento do internamento vinha acompanhado da esposa e de um dos três filhos, estava orientado alopsiquicamente a autopsiquicamente, consciente e vígil, com humor estável e memória recente alterada.
Utente 3 – IB
A IB foi internada no mês de janeiro, com perturbação depressiva, síndrome de imobilidade e perturbação neurocognitiva, com início de sintomas compulsivos em setembro de 2014, tendo sintomatologia depressiva desde os 50 anos e detiorizaçao cognitiva recente. Esteve estável até ao verão de 2014, sendo que em agosto do mesmo ano, teve uma infeção respiratória, permanecendo internada três semanas num Hospital. Posteriormente iniciou um quadro de agitação psicomotora e confusão, tendo sido diagnosticada hiponatrémia3. Com estas situações acabou por ser internada no final de agosto na Casa de Saúde de Telheiras, onde teve uma crise convulsiva em contexto de hiponatrémia grave. Posteriormente foi internada na CSI, inicialmente em setembro, na unidade 1, tendo sido transferida para a unidade de psicogeriatria em janeiro.
Utente 4 – AA
A AA, de 66 anos, foi internada no início de dezembro de 2014 na CSI, para controlo de sintomas, como insónia, agitação, humor ansioso, mas também para alívio do cuidador (filha). No momento do internamento não estava orientada auto e alopsiquicamente. Estava consciente, mas com lentificação na resposta, humor instável, discurso incoerente, fuga de ideias, falsos conhecimentos e indiferença ao internamento. Apresentava ideação de fuga.
Utente 5 – YB
A utente, do género feminino e de 53 anos, foi internada por diversos motivos, tais como controlo de sintomas, heteroagressividade, compulsão por doces e por retinência aos cuidados de higiene. Foi um internamento voluntário, onde a utente à entrada estava consciente, sem alterações na orientação e no estado neurológico. Com informação de alto risco de queda.
Utente 6 – BC
A utente de 78 anos de idade foi internada para esclarecimento de disgnóstico, uma vez que se suspeitava de demência. Vivia até ao momento do internamento, com o marido, que era o principal cuidador da BC. Após um contratempo de saúde do marido, levou ao internamento dos dois na CSI, sendo que a utente não tinha consciência deste facto. No momento do internamento vinha sinalizada com perturbação depressiva. Estava desorientada no tempo e espaço.
Ramo de Aprofundamento de Competências Profissionais – Casa de Saúde da Idanha
Utente 7 – EF
A utente, de 76 anos, do género feminino, internada para controlo sintomático e alívio do cuidador, diagnosticada perturbação neurocognitiva frontotemporal. Foi mencionado por familiares que sempre foi uma pessoa autoritária e manipuladora, sendo no entanto autónoma e funcional, até há cerca de dois anos, altura em que começou a apresentar algumas alterações comportamentais, nomeadamente gastos excessivos (e.g. comprava várias coisas repetidas, fazia levantamentos de quantia avultadas de dinheiro sem saber explicar o motivo). Para além disso, tentou vendar a casa sem razão aparente, paralelamente a períodos confusionais e de desorientação espaciotemporal progressivamente mais evidentes. No início do ano 2014, recorreu ao serviço de urgência, por quadro confusional e alucinações auditivo verbais e visuais, i.e., via e falava com o marido já falecido há cerca de 30 anos. Referida para uma consulta de psiquiatria posteriormente para a neurologia, onde nesta altura lhe foi diagnosticada a perturbação neurocognitiva. No final do mesmo ano, por agravamento do quadro anteriormente referido e agressividade dirigida a familiares, com quadro delirante persecutório e de roubo, foi internada num hospital psiquiátrico, até ao internamento na CSI, registando-se melhoria significativa do quadro de agitação psicomotora e do quadro delirante. Contudo, persistiam as alterações mnésicas e quadro delirante residual, que motivou o pedido de internamento na CSI, pela filha.
Utente 8 – TS
Utente de 79 anos, género feminino, com perturbação neurocognitiva, com mais ou menos quatro anos de evolução. O internamento na CSI foi solicitado com intuído de alívio dos cuidadores e estimulação cognitiva, para que após os três meses pudesse ingressar num longo internamento ou num lar. Residia sozinha até há cerca de um ano, com apoio do genro durante o dia. Contudo, um mês antes do internamento, vivia alternadamente em casa dos filhos. Segundo a informação da família, sempre foi uma pessoa muito autónoma até há cerca de quatro anos, altura em que foi intervencionada a colecistectomia complicada, tendo no pós-operatório uma paragem cardiorrespiratória. Desde então começou a evidenciar comprometimentos cognitivos mais evidentes. Deixou de conseguir confecionar os alimentos e de cuidar adequadamente da sua higiene. Nessa altura iniciou acompanhamento regular em consultas de neurologia, tendo sido diagnosticada demência.
Utente 9 – MC
Utente de 83 anos, internada para controlo de sintomas e alívio do cuidador (filha), com diagnóstico de doença de Alzheimer. A MC vivia sozinha, com apoio domiciliário para limpeza da casa, tendo apoio diário da filha. Começou a apresentar alterações de comportamentais, com confabulação e delírios persecutórios em relação aos vizinhos, há cerca de nove anos. Foi nesta altura que começou a ser acompanhada por um neurologista. Ao longo dos anos tem vindo progressivamente a piorar, essencialmente porque nunca aderiu à medicação prescrita. Desde outubro de 2014, tem apresentado períodos de grande ansiedade, com ameaças de suicídio, recusando apoio domiciliário e ajuda de outras terceiras pessoas. Para além disso, apresenta dificuldades na gestão do dinheiro, apresenta períodos de insónia intermetida, levantando-se frequentemente a meio da noite, onde telefona para familiares e pessoas conhecidas com períodos de desorientação espaciotemporal.
Utente 10 – BV
A BV residia com uma filha até janeiro de 2015, na sua área de residência, sendo que nesse período começou a viver com a outra filha, numa outra cidade. Em meados de
2013 iniciou queixas psicossomáticas relacionadas com a tosse e expetoração. No final de 2014, começou a exacerbar comportamentos obsessivos relacionados com a tosse e a eliminação de expetoração. Num mês gastou bastante dinheiro em soro fisiológico com o qual limpava obcessivamente as vias áreas superiores. Quando era contrariada ou advertida em relação a esses comportamentos ficava reativa e agressiva com as filhas. Antes de ser internava apresentava cinofilia progressivamente mais evidente. Paralelemente a esta situação começou a descuidar as rotinas de higiene pessoas, a comer com alguma lentificação. Salienta-se como antecedentes familiares o facto de a utente ter um irmão com patologia demencial.
Ramo de Aprofundamento de Competências Profissionais – Casa de Saúde da Idanha