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4 Juni-opprøret

4.3 Norske reaksjoner

Existe uma grande variedade de modelos que servem para representar o processo político. Alguns têm como base o comportamento do decisor, outros as relações lineares entre os envolvidos nas relações espaciais, e podem focalizar nas instituições regulação e/ou nas leis. Para constituir estes modelos focados, conforme os itens acima, McCool (1994) aponta que as

políticas são feitas a partir dos atores envolvidos, das regras e procedimentos estabelecidos, do compromisso das entidades governamentais e que influem no processo de desenvolvimento das políticas.

O sistema político é traduzido em um processo modelado, em que as interações que são alocadas autoritariamente para a sociedade devem ser delineadas para o entendimento dos atores envolvidos e das escolhas ou decisão política, e, assim, o ponto de vista tecnicista será pouco provável no sistema político. Esta consideração já tinha sido feita por Maquiavel na sua definição de virtú como a “qualidade do homem que o capacita a realizar grandes obras e feitos”, pois o mesmo considera, nesta definição, que o homem é um ser político. Portanto, a política só existe se o homem a fizer.

Easton apud McCool (1994) descreve um sistema político dinâmico, conforme a Figura 2.5. As entradas surgem do ambiente que envolve os políticos e são processadas dentro do sistema propriamente dito e retro alimenta as decisões políticas, de forma tal que se pode avaliar se as decisões feitas no sistema político foram efetivas e/ou eficazes.

Figura 2.5: Modelo do sistema político dinâmico de Easton apud McCool (1994)

Ambiente intrasocial Ambiente Extrasocial E N T R A D A Demand Oferta Sistema Retorno das informações Autoridades Retorno das informações S A Í D A S A Í D A Sistemas: Biológicos Social Ecológicos (Nacionais e Internacionais)

De forma simples, pode-se imaginar que o sistema político consiste de um ambiente de entradas e saídas provenientes de um ambiente total, e cujos estados e alterações podem ser obtido da observação do processo de decisão política. Sabatier (1999) e Echarría (1972) indicam que este processo deve estar embasado no problema a ser solucionado e que as instituições do governo propõem alternativas que poderão ser selecionadas, conforme seus ganhos e, consequentemente, implementadas, avaliadas e revistas posteriormente.

Não é de se esperar que a perspectiva e a modelagem sistêmica do processo político, na proposta de David Easton, fossem totalmente correta. Deutsh apud Moreira (1995) apresenta uns ajustes a esta com base na teoria da comunicação e cibernética. Partindo do questionamento de David Easton de “como é que os sistemas conseguem persistir em um mundo onde reinam ao mesmo tempo a estabilidade e a mudança?”, Karl Deutsh afirmou que para atingir metas de política interior e exterior necessita-se tomar como guia o fluxo de informações nas seguintes óticas:

1. Posição atual do sistema; 2. Resultados reais;

3. Distância que separa as decisões dos resultados desejados; e

4. Das suas mais recentes diligências ou tentativas para conseguir a razoabilidade dos resultados.

A idéia de Deutsh apud Moreira (1995) é de um “teatro” sem interrupção de cenas, sujeito a uma corrente de comunicações que devem ser interpretadas e usadas para se ter respostas a problemas políticos. Para ele, a informação é uma relação padronizada entre acontecimentos, ou, vista a coisa pelos seus efeitos. Assim, para funcionar bem, uma política tem que ser bem informada e bem comunicar os seus resultados.

A informação, que é o componente final para bom entendimento do sistema político, é variável e depende, segundo Deutsh apud Moreira (1995), dos seguintes fatores:

• O peso da informação (load) • O atraso da resposta (lag) • O ganho (gain)

• O avanço (lead)

O primeiro corresponde à freqüência e à grandeza das mudanças, às quais o governo deve responder. A segunda, ao tempo decorrido entre o aparecimento de uma nova situação, à decisão, à transmissão desta e à ação. A terceira compreende as modificações de comportamento em face das informações, considerando a velocidade e importância das respostas dadas pelos estímulos. A última se refere à distância entre a posição do objetivo móvel na data de recepção da informação e a posição estimada no momento de fazer atuar a decisão.

Pensando no modelo da Figura 2.5, o relacionamento dos fatores das informações explicitados acima se dá da seguinte forma: o sistema recebe a informação (load) e leva um certo tempo para processá-lo e reagir; quanto maior o atraso (lag), menos eficiente o sistema, o que tende para incapacidade de subsistir do sistema. Respondida a demanda do sistema, tem-se um ganho (gain), que propicia um avanço (lead) a um novo Estado Normal.

Vale a pena salientar que a rapidez excessiva da reação, antes de completo o processamento da informação implica ineficiência também.

Segundo Deutsh apud Moreira (1995), se as mudanças provocadas no sistema são suficientes, as demandas do ambiente diminuirão, o ganho é significativo e a fadiga do sistema não é atingida; contrariamente, se as mudanças são insuficientes, a fadiga tende a ser atingida e o ganho passa a ser insuficiente. No caso do ganho excessivo, assim como a rapidez excessiva da reação, ocorre uma distorção do sistema que pode provocar ineficiência também.

Para sistematizar a sua contribuição, Deutsh apud Moreira (1995) elaborou o modelo da Figura 2.6:

Figura 2.6: Modelo do sistema Deutsh apud Moreira (1995) (adaptado)

receptor receptor Processamento de dados Centro de decisões Memória de valores Executor Executor Implementação das ordens Retroação

Na proposta de Deutsh apud Moreira (1995), depois das saídas, a informação mostra o ganho, o que indica a direção a ser seguida para equilibrar o sistema. O sistema aprende e toda informação é armazenada para ser usada em situações semelhantes que venham a acontecer no futuro, sejam elas exigências, apoios, conjunturais, entre outros.

Pode-se entender que o setor de transportes brasileiro desde a formação de políticas públicas até a avaliação de seus resultados se comporta como sistema? Neste caso, existe um conjunto de variáveis, atores e objetivos que são retratados na legislação e no funcionamento do Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros que desde sua concepção foi pensado como um sistema. Isso será retratado no item que segue.