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Negative effekter av skatteparadis .1 Skadelig skattekonkurranse

In document Skatteparadis og utvikling (sider 64-70)

Boks 4: Scandinavian Star og miljøkriminalitet til havs – bruk av lukkede jurisdiksjoner for å unndra seg erstatningsansvar og straff

4 Effekter av skatteparadis

4.1 Negative effekter av skatteparadis .1 Skadelig skattekonkurranse

Além da mais comum sequela de um AVC – a hemiplegia – há outras sequelas funcionais que podem interferir na boa interacção entre um utilizador que tenha sofrido um AVC e um produto de apoio. Para os projectistas de produtos de apoio, seria conveniente a compreensão das possíveis limitações existentes nesta inte- racção de forma a encontrar caminhos que possam solucionar estes problemas.

No capítulo anterior vimos que há um parco uso de produtos de apoio por par- te de vítimas de AVC. Uma das causas poderia ser a falta de adequação dos produ- tos de apoio existentes às necessidades e capacidades deste tipo de utilizadores. Foi com base nestas motivações que desenhámos a avaliação de produtos de apoio que mostramos neste capítulo. O desenho do método de avaliação dos pro- dutos de apoio foi feito a partir de dados na literatura sobre a área da ergonomia, cujo objectivo final é promover regras para o desenho e implementação de solu- ções que ofereçam resultados satisfatórios de interacção quer a nível físico quer cultural (Päivinen, 2002). As raízes do estudo da ergonomia surgiram no século XVIII e o seu nome, como disciplina relacionada com o estudo do trabalho huma- no, no século XIX – do grego ergon (trabalho) e nomos (lei natural). A ergonomia é hoje em dia uma das áreas principais na formação base de um designer por fornecer teorias, princípios, métodos e informação que permitem aos designers criar soluções que optimizem a interacção entre o ser humano e os produtos. No entanto, a interacção com um produto não é um acontecimento isolado – ela tem um contexto de uso que pode ser variável – e, portanto, é necessário compreen- der esta interacção como fazendo parte de um sistema.

Embora maioritariamente centrada nas questões levantadas pela ergonomia, esta avaliação procurou também servir-se dos conhecimentos provindos da área da usabilidade. De acordo com a norma ISO 9241, usabilidade pode ser defini- da como a medida segundo a qual um produto pode ser usado por “utilizado- res específicos, e num contexto específico, para atingir um objectivo específico

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com eficácia, eficiência e satisfação” (ISO, 1997). Segundo Nielsen (1993) há cin- co componentes qualitativos que definem a usabilidade:

- Facilidade de aprendizagem – nível de facilidade com a qual o utilizador aprende a utilizar o produto;

- Eficiência – nível estável de performance do utilizador (o tempo para atingir este nível pode variar de utilizador para utilizador e de acordo com o grau de perícia de cada um);

- Memorização – implica a repetição do uso de um produto depois de um lon- go período de tempo e avalia a capacidade do utilizador se lembrar da apren- dizagem que fez na vez anterior acerca da utilização do produto;

- Erros – um erro é definido, genericamente, como uma acção que não leva ao objectivo pretendido, pelo que uma avaliação dos erros num sistema é feita pela quantidade deste tipo de acções que decorrem numa interacção;

- Satisfação – componente subjectiva que avalia o quão satisfatório é o uso do produto por parte do utilizador.

Segundo o mesmo autor, em usabilidade o conceito de utilidade é igualmen- te importante: não interessa ao utilizador a usabilidade de um determinado pro- duto se este não for útil para os objectivos que pretende (Nielsen, 1993). Assim, idealmente, a percepção da utilidade de um produto deve também ser patente e imediata.

A usabilidade não está isolada de um contexto e do conjunto de capacida- des do utilizador. Como tal, a grelha de avaliação de produtos de apoio que cri- ámos teve em conta as típicas características de pessoas que sofreram AVC (ver Capítulo 2). A usabilidade fala-nos da prevenção de erros e a ergonomia fala-nos da prevenção de acidentes. Ao ter em conta estes conceitos e as típicas caracte- rísticas de vítimas de AVC, pretendemos avaliar os riscos de ocorrência de qual- quer uma destas situações. A prevenção de acidentes é importante como garan- tia da integridade física e bem-estar dos utilizadores, ao passo que a prevenção de erros adquire grande importância no caso das vítimas de AVC tendo em conta a potencial frustração que a ocorrência de erros pode acarretar dada a geral falta de interesse mostrada pelas vítimas de AVC. A incapacidade de atingir os objec- tivos traçados com o mínimo gasto de esforço pode levar a que estes utilizado- res rapidamente percam interesse no produto de apoio, optem por não o utilizar e, consequentemente, diminua as hipóteses de atingirem a independência dese- jada na realização das tarefas que, de outra forma, poderiam ser permitidas pelo uso do produto de apoio em questão.

Na sua tese de doutoramento, Päivinen (2002) criou uma lista de parâme- tros de avaliação ergonómica de ferramentas manuais que utilizou para a avalia- ção e comparação de quatro exemplares diferentes. Na nossa investigação base- ámo-nos na lista criada por este autor, seleccionando os parâmetros condizentes

171 Avaliação de Ajudas da Vida Diária com a avaliação que pretendíamos fazer e acrescentando outros que, de acordo com os dados encontrados na revisão de literatura sobre vítimas de AVC e com os dados recolhidos junto das vítimas de AVC entrevistadas, se nos afiguraram como pertinentes tendo em conta o grupo de estudo.

Uma vez que a motivação para esta avaliação partiu da constatação do parco uso de produtos de apoio por parte de vítimas de AVC e da hipótese de que este parco uso se pudesse dever aos próprios produtos de apoio, acrescentámos à grelha uns itens não de avaliação, mas de descrição, que incluem o custo do pro- duto ou o local onde foi encontrado.

O total de itens usados na grelha de avaliação é apresentado no Quadro 7.1. Depois da identificação do produto de apoio, seguem-se os itens gerais de ava- liação e descrição do produto em questão. No item “forma geral e posicionamen- to de elementos estruturais” faz-se uma descrição das diferentes componentes do produto de apoio, sua inter-relação e posicionamento relativo. A simetria é verificada dada a necessidade de os produtos de apoio poderem ser utilizados quer com a mão esquerda quer com a direita. O item “equilíbrio” contempla não só o equilíbrio do produto de apoio durante o uso, mas também em descanso. O peso é avaliado para cada produto isoladamente e na relação com outros pro- dutos com que, eventualmente, interaja. A resistência é utilizada aqui não com a acepção rigorosa utilizada no estudo e avaliação do comportamento de materiais, mas sim como termo que define a capacidade dos materiais usados no produto apresentarem cedências ou deformações que permitam uma melhor interface com o utilizador, resistindo ao mesmo tempo às solicitações externas e à defor- mação plástica. Em “materiais” descrevem-se os materiais usados no produto de apoio e avalia-se a sua adequação ao uso. A avaliação da montagem e desmon- tagem preocupa-se com a facilidade de realizar estas operações, caso existam. Segue-se a verificação da existência de uma tira de pulso, que foi aqui integrada como um item de avaliação dada a incapacidade frequente verificada nas vítimas de AVC em se curvarem para alcançar objectos que tenham caído ao chão. A cor é usada aqui como elemento de avaliação da sua utilização de acordo com o seu benefício para a utilização do produto de apoio (ex: uso de cor diferenciada num botão que permita o seu destaque). É também considerada a existência de ins- truções para o uso do produto de apoio e a adequação da informação prestada. A “área de contacto com a mão” avalia a adequação da zona de interface permiti- da pelo produto. O tipo de manejo (fino ou grosso) foi integrado aqui como ele- mento de avaliação, já que, no geral, as vítimas de AVC são incapazes de realizar manejo fino. Se a “resistência” e a “área de contacto com a mão” avaliam já a zona de interface, o item “aderência” avalia especificamente a adequação do material usado na zona de contacto com a mão em relação com o seu volume.

172 Avaliação de Ajudas da Vida Diária Fotografias Identificação Nome Local Função Domínio (AVD) Fabricante Custo Dimensões gerais (c x l x a) Descrição e propriedades

Forma geral e posicio- namento de elementos estruturais

Avaliação de 0 (insufi- ciente) a 5 (muito bom) Simetria Equilíbrio Peso Resistência Materiais Montagem / Desmontagem Suspensão e tira de pulso Cor

Instruções Embalagem

Área de contacto com a mão Tipo de manejo Aderência Uso Operações Avaliação de grau de dificuldade de execu- ção, de 0 (impossível) a 5 (muito fácil) Tarefas do uso Pontos críticos Vantagens

Quadro 7.1 Grelha criada

para a avaliação de produ- tos de apoio.

de apoio foram testados numa ou várias situações em que podiam ser utilizados. É importante notar aqui que estes testes de utilização foram feitos por nós, simu- lando as comuns deficiências apresentadas por vítimas de AVC, como a hemiple- gia, a limitação na amplitude de movimentos ou a velocidade na execução dos movimentos.

No final desta avaliação de uso era feita uma análise comparativa aos resulta- dos dentro de cada item e identificados os pontos críticos e vantagens apresen- tados por cada produto.

173 Avaliação de Ajudas da Vida Diária

Figura 7.1 Produtos de

apoio avaliados.

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