4 Funn knyttet til de konkrete problemstillingene for undersøkelsen
4.4 Navigasjon
Na próxima etapa da sequência realizada pedi que os atores reexperimentassem as ações rituais partituradas e selecionassem cinco células de ação da mesma, partidas em seus corpos e improvisassem sequencias menores com elas. Após este exercício criativo percebo que a ação ritual apesar de ponto de partida do entendimento de nossos corpos como criadores presentes no processo da cena, não mais afetava os atores da mesma maneira e que então havia sido um dispositivo já não mais útil a ser repetido
sempre pelos atores. Este exercício fundou uma energia em nossos corpos, mas se diluiu potencializando outros tantos exercícios técnicos dos quais fazemos para aquecer e nos tornarmos presentes no espaço de criação.
Du Sarto Relatório 13 do Diário de Bordo do espetáculo Habemus Corpus
Este exercício foi experimentado em três outros trabalhos cênicos que conduzi antes desta pesquisa. Em cada fase de sua aplicação em grupo de atores/atrizes diferentes ele ganhou novas diretrizes de comando e realização em seu desenvolvimento. Ele consistia no pedido de que os/as atores/atrizes desenvolvessem um aquecimento pes- soal ritualizado que se estabelecesse como um dispositivo para ativar suas energias corporais através de escolhas pessoais e ação.
Trabalhamos por muito tempo com estes aquecimentos como base inicial de conden- sação de energia pessoal/coletiva dos/as atores/atrizes em seus próprios corpos, já se colocando à disposição de uma ação mais presente e criativa em processo. Seu desenvolvimento foi estabelecido por mim e repassado para os atores no dia a dia de trabalho acrescentando às etapas:
Realizar um trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando suas neces- sidades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação naquele dia de encon- tro criativo.
Realizar o mesmo trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando agora suas necessidades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação e eleger quais dos exercícios envolvidos nesta busca eram de fato essenciais aquele/àquela ator/atriz.
Sistematizar ou estabelecer partituras com os exercícios de experimentação corporal-vocal, buscando suas necessidades físicas de aquecimento/alonga- mento/fortificação em uma grande estrutura única de acontecimentos.
Realizar o trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando suas necessi- dades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação repetindo tal estrutura única de acontecimentos somente de maneira pré-expressiva, buscando a téc- nica envolvida naquela ação escolhida: estabelecendo os: ritmo, precisão, dinâ- mica, intensidade, quantidade, ar necessário, impulso, força, etc.
Realizar o trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando suas necessi- dades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação repetindo tal estrutura única de acontecimentos adicionando a toda a técnica dominada e/ou apreen- dida à definição de imagens que o movimento das ações realizadas em seu corpo derivavam em sua imaginação, buscando estabelecer uma conexão entre
a técnica e a imagem da ação em acontecimento constante.
Realizar o trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando suas necessi- dades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação repetindo tal estrutura única de acontecimentos adicionando a toda a técnica dominada e/ou apreen- dida e a todas as imagens definidas para o movimento das ações realizadas em seu corpo adicionando sentimento em estar realizando aquela ação técnica-cri- ativa no momento presente. Buscando estabelecer uma conexão entre a téc- nica, a imagem e a sensação/sentimento geradas por toda a ação em aconteci- mento constante como um conjunto dinâmico e fluído.
Realizar o trabalho de experimentação corporal-vocal, buscando suas necessi- dades físicas de aquecimento/alongamento/fortificação repetindo tal estrutura única de acontecimentos adicionando a toda a técnica dominada e/ou apreen- dida as imagens e as sensações geradas pela ação deixando-se afetar-se pro- positalmente do trabalho de todos os/as outros/as atores/atrizes.
No decorrer de nossa investigação pudemos nos apropriar destes aquecimentos ritu- ais, tornando-os um grande ritual inicial individual, porém também coletivo, pois os/as atores/atrizes o realizavam juntos no mesmo local e iam chegando a potenciais ener- gias coletivas conjuntas através de suas corporeidades expressivas: ações, gestos, vocalizes, vibrações e estruturas repetíveis.
Porém, na fase de criação mais efetiva de nosso trabalho, chegamos coletivamente à conclusão – através de minha percepção do corpo dos atores um pouco cansado e de suas manifestações verbais – de que este aquecimento não se fazia tão importante às nossas práticas como no início, e, portanto, foi retirado de nossa prática cotidiana. Percebo que restaram alguns resquícios deste exercício na corporeidade dos atores e estes resquícios, por vezes, tornaram-se propostas coletivas durante os aquecimen- tos informais. Os/as atores/atrizes absorveram esta prática para seus aquecimen- tos/alongamentos pessoais e fizeram escambos espontâneos entre eles/elas de célu- las de tais práticas.
Esta prática foi de grande valia para minha primeira observação/apreensão mais de- talhada dos corpos dos/as atores/atrizes com quem trabalharia e de suas auto provo- cações no desenvolvimento de ações/reações e relações com seu próprio trabalho em ato criativo. E também estabeleceu junto dos participantes do processo criativo como seriam nossos desenvolvimentos e etapas de trabalho.
Minha proposta foi: partindo de uma base simplesmente técnica alcançar uma prática técnica-criativa em função de uma ação cênica presente. Outro ponto a ser destacado:
meu intento em demonstrar aos/as atores/atrizes que este trabalho contaria também com certa autonomia deles em seu desenrolar.
Classifico este exercício como bases: técnica, criativa e técnica-criativa para o traba- lho. Em cada fase de seu desenvolvimento pude perceber uma base diferente de constituição.