4. Analyse av funn
4.2 Bakgrunn for valg av skjønnlitteratur i norskundervisningen
4.2.4 Nasjonsbygging og kulturhistorisk perspektiv
Será exposto, nesta seção, o contexto da pesquisa. Iniciaremos pelo local da coleta de dados. Depois, apresentaremos a professora e os alunos participantes.
2.1.1 A escola onde foi realizada a pesquisa
A nossa pesquisa foi realizada numa Escola Municipal de Educação Básica de um município do interior de São Paulo. Trata-se de uma escola que atende dois segmentos da Educação Básica: Educação Infantil (uma classe multisseriada de 4 e 5 anos) e Ensino Fundamental (1º ao 5º anos).
Nessa escola, há os professores titulares das classes e os professores especialistas. Os professores titulares ministram as aulas de Língua Portuguesa, Matemática, História,
Geografia, Ciências e uma aula semanal de Arte, com foco no trabalho com música, enquanto que os outros professores são especialistas em: Educação Física (2 aulas por semana), Inglês (2 aulas por semana) e Arte (1 aula por semana), obedecendo, assim, à grade prescrita pela Secretaria de Educação, que é de 25 aulas semanais.
Trata-se de uma escola que fica num bairro rural. Como, no bairro, não há alunos suficientes para preencher as vagas existentes na escola, esta recebe alunos de vários bairros que ficam no entorno dela. Por causa disso, a maioria de seus alunos se locomovem de ônibus. O número de alunos de cada classe, dificilmente, ultrapassa 24, pois as classes são pequenas e não comportam um número maior.
É uma escola tranquila, com pais presentes e participativos, tanto em relação à vida escolar de seus filhos, como, também, nas atividades e reuniões que acontecem na escola para a comunidade.
2.1.2 A pesquisadora- professora
Como trabalho na prefeitura desse município e ministro aulas na escola citada na última seção, tive a oportunidade de nela realizar a pesquisa de campo. Na função de pesquisadora, elaborei todo o material necessário para a realização das aulas: o modelo didático e a sequência didática; e na função de professora, pude aplicar a sequência para os meus próprios alunos.
Para ser professor nesse município, é necessária a graduação num curso superior de Pedagogia ou Normal superior reconhecidos pelo MEC. O ingresso acontece por meio de concurso público.
Como professora, atuo há nove anos, destes: três na Educação Infantil (creches) e oito no Ensino Fundamental (isso porque trabalhei durante dois anos em dois períodos, dobrando infantil com fundamental). Sou funcionária concursada e efetiva na Prefeitura de Jundiaí e, em 2016, foi o meu terceiro ano de trabalho nesse município. Fui efetivada no final do ano de 2013 e no ano de 2016 exercia meu segundo ano como docente nesta escola.
Graduada em Pedagogia pela FACINTER (Faculdade Internacional de Curitiba) e aluna regular de Pós-graduação Stricto Sensu, Mestrado em Educação pela Universidade São Francisco, propus, junto com à minha orientadora, um trabalho baseado no modelo didático e sequência didática de um gênero científico com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental.
2.1.3 Os alunos participantes
O público-alvo da pesquisa era constituído por alunos regularmente matriculados na escola supracitada, cursando o 1º ano do Ensino Fundamental, entre seis e sete anos de idade, em 2016. A sequência foi aplicada somente em uma classe da escola, composta por 10 meninos e 16 meninas; todos matriculados desde o início do ano. (não entraram nem saíram alunos durante a realização da pesquisa).
Como dito anteriormente, a maioria dos alunos da escola (e consequentemente os da classe onde foi realizada a pesquisa) reside nos bairros que ficam no entorno da escola e a minoria dos alunos reside no bairro.
O poder aquisitivo das famílias dos alunos é relativamente bom, e na maioria das famílias, pai e mãe trabalham. Vários alunos possuem computador e têm acesso à internet em casa, têm contato frequente com livros e revistas e, em relação ao lazer, frequentam cinemas, shoppings e clubes da região. Os pais são presentes e preocupados com o desempenho de seus filhos, e, em sua maioria, atuam juntamente com a escola, o que favorece o aprendizado das crianças. São críticos, apoiam os projetos, exercendo sua cidadania. Trata-se de uma comunidade bastante expressiva.
A secretaria de Educação do município de Jundiaí adotou, há vários anos, avaliações denominadas diagnósticas que seguem os critérios das hipóteses de escrita14, que são fruto dos
estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, alicerçados em teorias de Piaget. Procuramos, em vários documentos da rede, alguma normatização do uso dessas hipóteses de escrita, porém, nada foi encontrado. Segundo várias coordenadoras, o trabalho com essas hipóteses iniciou em 1999 com a municipalização do ensino até o 5º ano do Ensino Fundamental, juntamente com a aprovação da LDB e não tem nada documentado em relação às normas de trabalho com essas hipóteses para orientar o trabalho dos professores, apenas as obras dos autores citados (Emília Ferreiro e Ana Teberosky). Segundo as coordenadoras, as hipóteses são observadas com a intenção de que o professor, observando-as, trace sua linha de trabalho para que o aluno evolua na sua aprendizagem. Nos livros didáticos dos professores, sempre vêm orientações sobre as hipóteses de escrita.
Os resultados dessas avaliações são registrados em tabelas que são preenchidas, bimestralmente, em todas as escolas do município, como instrumento de avaliação. É através
14 Os níveis da escrita (chamados, aqui, de hipótese de escrita) foram ilustrados no livro Psicogênese da Língua Escrita, de Emília Ferrero e Ana Teberosky, em 1999, pela Editora Armed.
dessas hipóteses que os professores municipais identificam os níveis de aquisição do sistema de escrita pelo aluno em processo de alfabetização. É principalmente através dessas tabelas que são vistos os resultados da aprendizagem dos alunos no município de Jundiaí. As tabelas com as hipóteses de escrita são entregues na Secretaria Municipal de Educação com a intenção de que seja visualizado onde há necessidade de investimento na alfabetização.
Seguem, abaixo, os critérios para identificação das hipóteses de escrita, de acordo com as orientações feitas para os professores e com estudos das autoras supracitadas.
QUADRO 1:Hipóteses de escrita
Hipótese de escrita Descrição da hipótese
Pré-silábica Na escrita pré-silábica, não há correspondência entre som e a palavra. Os alunos usam uma quantidade ilimitada de letras. Essa quantidade pode estar relacionada ao tamanho da figura a ser escrita. Nessa hipótese, é comum a mistura de letras com números.
Ex.: RNT (BRIGADEIRO) Silábica- sem valor
sonoro Nessa hipótese, a criança começa a associar os sons à grafia da palavra. Usa uma letra para representar cada som (sílaba), porém, sem se preocupar com o valor sonoro correspondente.
Ex.: VCAP (BRIGADEIRO) Silábica com valor
sonoro Nessa hipótese, a criança escreve uma letra para representar cada sílaba da palavra. Essas letras correspondem ao valor sonoro de cada sílaba. Às vezes, usa somente vogais, outras, somente consoantes. Ex.: IAEO (BRIGADEIRO)
Silábico-alfabética Nessa hipótese, a criança começa a escrever com certa lógica, ora usa uma letra para representar cada sílaba, ora usa duas.
Ex.: BIHDEO (BRIGADEIRO)
Alfabética A criança faz relação entre som, letras e sílabas. Pode não ter domínio das normas ortográficas, principalmente das sílabas complexas, sendo esta uma das próximas etapas a serem priorizadas. Ex.: BRIGADEIRO
De acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Educação, espera-se que, ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, o aluno já esteja alfabetizado (alfabetizado é diferente de hipótese de escrita alfabética). O aluno pode estar na hipótese de escrita alfabética e não dar conta de produzir um texto com autonomia, no entanto, já compreendeu o sistema de escrita. Também nessa hipótese, pode apresentar dificuldades na escrita ou leitura de palavras com sílabas complexas. Portanto, ao final do 1º ano, o ideal é que a criança já tenha compreendido o sistema de escrita, estando, no mínimo, na hipótese alfabética. No segundo ano é que vai aprimorar os conhecimentos acerca da leitura e escrita convencional.
Considerando os resultados das hipóteses de escrita identificadas no início da pesquisa, vinte e dois alunos estavam na hipótese de escrita alfabética e quatro na hipótese silábico-
alfabética, o que mostrava uma classe com nível de aprendizagem diversificado. Enquanto havia alunos que produziam textos, apresentando escrita ortográfica próxima à convencional e com leitura quase fluente, havia, também, crianças que estavam iniciando o processo de leitura, e ainda aquelas que não haviam compreendido o sistema de escrita.
Essas avaliações descritas acima, e denominadas diagnósticas, como foi dito anteriormente, são adotadas pela Secretaria de Educação, como documentação a ser preenchida bimestralmente por toda a rede municipal de ensino. Isso difere do nosso trabalho que é realizado sob uma perspectiva sócio-histórica, fundamentada nas teorias de Vigotski, como foi explanado no capítulo referente à teoria. Consideramos que essa teoria, que envolve as hipóteses de escrita alicerçadas nos estudos de Piaget, não dão conta do desenvolvimento da escrita, uma vez que esta é vista, aqui, como sendo apropriada dentro de um processo, e não
necessariamente desenvolvida por etapas. É por isso que mesmo os professores adeptos dessa linha sempre questionam o fato de que há alunos que 'pulam etapas', ou dizem que não conseguem observar a hipótese em que alguns alunos se encaixam.
Não encontramos nenhuma recomendação da Secretaria Municipal de Ensino sobre metodologia de trabalho com produção de textos nos anos iniciais.