Rapporteringskrav for 2012
2. RAPPORT OG PLANER 2012 - 2013
2.2 Nasjonale styringsparametre under sektormålene
Neste ponto são apresentados os dados recolhidos a partir dos trabalhos efectuados pelos grupos, de acordo com as categorias de codificação.
Sendo que os dados de algumas categorias foram facilmente identificados, a recolha de dados para as outras categorias possuiu uma dimensão subjectiva e interpretativa do processo de construção dos projectos.
Apresenta-se, de seguida, a tabela com as categorias de codificação e os diversos projectos desenvolvidos pelos grupos.
Tabela 10: dados obtidos a partir dos trabalhos efectuados pelos grupos
Categorias de codificação Projectos desenvolvidos
“Jogo de futebol”
Tema livre “Sistema
solar”
Capacidade de programação Sim 5 8 10
Não 0 2 0 Simplicidade/complexidade do projecto Simplicidade 54 5 0 Complexidade 5 5 10 Exploração de novas categorias programáveis
Nenhuma nova categoria explorada 5 6 8
Uma nova categoria explorada 0 3 2
Duas novas categorias exploradas 0 1 0
Mobilização de conhecimentos Aplicação das categorias já
apresentadas
10 10 10
Conhecimentos teóricos/científicos5 0 2 10
Conhecimentos prévios 5 6 2
Transposição do imaginário para o real 0 2 0 4 Grupos que não conseguiram realizar o projecto 5 Conhecimentos oriundos das aulas e/ou da leitura de livros.
Estratégias utilizadas Repetição 0 0 0
Descoberta 3 4 8
Conjectura e teste 3 8 8
Tentativa e erro 10 10 10
Concretização das tarefas 1.ª sessão 5 0 0
2.ª sessão 0 0 1
3.ª sessão 0 4 7
Pela análise dos dados apresentado na tabela, metade dos grupos conseguiu concretizar totalmente a primeira actividade proposta, sendo que a outra metade apenas programou o jogador de futebol. Os grupos que mais dificuldade sentiram foram os seguintes: Ivo e Bernardo, Eva e Francisca, Mafalda, Ricardo e Jorge, João e Otília, David e Alberto. Apesar de grande parte dos alunos não ter conseguido elaborar o projecto tal como era pretendido, isso não os impediu de sair da actividade com um sentimento de satisfação.
No segundo projecto desenvolvido pelos grupos, houve uma evolução, dado que três grupos (Eva e Francisca, Alberto e David, João e Otília) conseguiram delinear um projecto e concretizá-lo plenamente.
A exploração do software em casa contribuiu, por um lado, para ultrapassar as dificuldades evidenciadas na sessão anterior e, por outro, para adquirir a autonomia desejada para a concretização de projectos subsequentes. Assim, o último projecto desenvolvido, apesar de ter demonstrado diferentes graus de complexidade, foi realizado na íntegra por todos os alunos.
Relativamente à simplicidade/complexidade dos projectos, e atendendo-se à diversidade de comandos presentes nos guiões, bem como à capacidade de integrar comandos de um determinado objecto num guião de um objecto diferente, pode considerar-se que esta categoria de codificação apresentou, em termos estatísticos, uma evolução bastante considerável.
Tendo em atenção a pouca experiência em Squeak que as crianças tinham no final da segunda sessão, os cinco grupos que conseguiram terminar a concretização do projecto inicial atingiram, para o momento, um nível de complexidade bastante apreciável. Os restantes grupos situam-se num nível mais simples de concretização.
No que concerne ao segundo projecto desenvolvido pelos grupos, 50% dos grupos desenvolveram projectos simples e 50% dos grupos apresentaram projectos complexos. É de salientar que o grupo constituído pela Eva e Francisca, que não tinha conseguido concretizar plenamente o primeiro projecto, apresentou um segundo projecto bastante complexo. A par deste grupo, encontram-se os grupos constituídos pelos alunos Martim e Afonso; Gil e Tânia; Telmo e Patrício; Clara, Jorge e Dinis.
Figura 33: guiões de acção do projecto "A Terra"
Os restantes grupos desenvolveram projectos passíveis de serem concretizados a partir de comandos simples. Dentro deste grupo houve, naturalmente, alguns grupos que necessitaram da ajuda da investigadora, tal como foi referido anteriormente.
Figura 34: guião de acção do projecto "O voo da abelha"
Relativamente ao projecto final, a complexidade não se situa somente em termos de comandos utilizados, mas sim na concretização efectiva do projecto.
De facto, todos os grupos desenvolveram os projectos com sucesso, tendo encontrado formas simples de representar conhecimentos complexos.
Figura 35: guiões de acção do projecto "O sistema solar"
No que diz respeito à exploração de novas categorias programáveis verificou-se que, no primeiro projecto desenvolvido, os grupos que o finalizaram exploraram somente as categorias que tinham sido apresentadas pela investigadora. Na concretização do segundo projecto, foi possível verificar que um grupo explorou uma nova categoria (Telmo e Patrício) e três grupos exploraram duas. Houve dois grupos que exploraram uma nova categoria aquando da realização do projecto final. Assim, pode concluir-se que, durante a implementação da investigação, 60% dos grupos explorou novas categorias de programação.
Figura 36: guião de acção do projecto "A explosão"
É interessante referir que os quatro grupos que não sentiram necessidade de explorar novas categorias ou, por outro lado, preferiram explorar ao máximo as categorias que estavam a conhecer, os grupos Dinis e Clara, Ivo e Bernardo, David e Alberto, Margarida e Matilde desenvolveram sempre os seus projectos com bastante autonomia, à excepção do grupo do Ivo e do Bernardo. Houve,
ainda, um dos grupos, o da Clara e do Dinis que apresentou sempre projectos com um nível de complexidade bastante elevado.
Uma outra categoria de codificação diz respeito à mobilização de conhecimentos. No sentido de tentar apresentar os dados o mais objectivamente possível, criaram-se subcategorias. Assim, relativamente à primeira subcategoria – aplicação das categorias já apresentadas - pode concluir-se que todos os grupos aplicaram correctamente comandos presentes nas categorias exploradas pela investigadora, embora nem todos os grupos tivessem conseguido interpretar correctamente o código de programação, principalmente na elaboração do primeiro projecto.
Relativamente à segunda subcategoria – conhecimentos teóricos/científicos - 20% dos grupos aplicaram conhecimentos teóricos aquando da elaboração do segundo projecto. Tais conhecimentos foram aplicados por todos os grupos, aquando da elaboração do projecto final.
Nos projectos, desenvolvidos pelos grupos, a subcategoria que mais predomina, no tocante à mobilização dos conhecimentos, diz respeito aos conhecimentos prévios, isto é, às vivências experienciadas pelas crianças. Neste sentido, aquando da realização do primeiro projecto, 50% dos grupos aplicou os seus conhecimentos prévios, sendo que 60% dos grupos aplicou-os, também, na elaboração do segundo projecto, cujo tema era livre. Apenas 20% aplicou esses mesmos conhecimentos para a realização do projecto final.
A última subcategoria, a transposição do imaginário para o real, esteve presente em 20% dos trabalhos apresentados pelos grupos, nomeadamente aquando da elaboração do segundo projecto.
As estratégias utilizadas pelos diversos grupos constituem uma nova categoria de codificação. De facto, esta categoria não foi facilmente detectável através da observação do produto final, mas antes resultou da observação do desenvolvimento processual. Por conseguinte, e tal como aconteceu em categorias anteriores, procedeu-se à subcategorização.
Fazendo uma leitura objectiva dos dados apresentados, e tendo em atenção os projectos desenvolvidos ao longo de toda a investigação, pode referir-se que, relativamente à subcategoria repetição, sendo esta entendida como reiteração taxativa de comandos de programação já aplicados, a percentagem de aplicação taxativa dos mesmos foi de 0% em todos os projectos. Este valor surge, apesar de ser possível verificar nos projectos a utilização de comandos anteriormente aplicados. Contudo, sempre que foi necessário recorrer a um comando já utilizado, este foi empregue de uma forma diferente das acepções que haviam sido utilizadas anteriormente. Deste modo, foi possível verificar que o conhecimento de um dado comando de programação serviu para construir conjecturas para uma aplicação diferenciada em novas situações.
Figura 38: guiões de acção dos projectos desenvolvidos pelos alunos
No que diz respeito à subcategoria descoberta, a evolução foi bastante acentuada, sendo a percentagem relativamente a cada um dos projectos de 30, 40 e 80%. De facto, ao longo de toda a investigação, houve grupos que sentiram necessidade de descobrir novos comandos. Para além dos comandos presentes
nas várias categorias, as descobertas passaram pela exploração do “menu” e das “variáveis”. Apesar dos trabalhos evidenciarem tais descobertas, não se pode concluir que todas elas se tenham processado na sala de aula.
Figura 39: guião de acção do projecto "A corrida"
Para além das subcategorias mencionadas anteriormente, outras estratégias foram utilizadas. A tentativa-erro foi uma das estratégias usadas pelos grupos, a fim de resolverem os problemas com que se foram deparando. Relativamente à conjectura e teste foi possível deduzir que, à excepção de dois grupos, Ivo e Barnardo; Mafalda e Ricardo, esta também se constituiu como uma estratégia bastante importante, sendo a percentagem de utilização em cada um dos projectos de 30, 80 e 80%.
A última categoria de codificação diz respeito à concretização das tarefas. Tal como foi referido anteriormente, apenas 50% dos grupos conseguiu realizar a primeira proposta de trabalho. Situação diferente verificou-se aquando da apresentação do segundo projecto, visto que todos os grupos o terminaram, e alguns na sessão anterior ao que era previsto, o que corresponde a 40% dos grupos. Para a concretização do projecto final estavam previstas quatro sessões, sendo que 10% dos grupos terminou o projecto na 2.ª sessão, 70% dos grupos terminou-o na 3.ª sessão e somente 20% precisou de o finalizar na última sessão prevista.
Em jeito de síntese, dada a apresentação efectuada, pode inferir-se que todos os grupos evidenciaram progressos, embora uns mais acentuados que outros.
86% 14% Tens computador em casa? Sim Não 72% 14% 14% Onde utilizas o computador? casa escola casa dos amigos