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F orskningsdelen (C)

In document UTKAST 27.10.2010 (sider 119-123)

beregningsteknisk dokumentasjon

1. UMBs finansieringssystem overfor instituttene

1.3. F orskningsdelen (C)

No ano lectivo em que foi desenvolvido o estudo, 2007/2008, a investigadora era titular da turma do 2.º ano de escolaridade, numa escola particular em que funcionam Creche, Jardim–de-Infância e 1.º Ciclo, em Matosinhos. Durante dois dias semanais, encontrava-se na sala de apoio ao estudo, auxiliando os alunos do 4.º ano na realização dos trabalhos de casa.

De acordo com o Projecto Educativo, o estabelecimento de ensino, à data, caracterizava-se por uma população escolar da classe média/média alta, em termos sócio-económicos e culturais, com uma predominância urbana.

Dada a pouca flexibilidade horária da investigadora, por um lado, e o contexto académico em que a investigadora estava inserida, lançámos o desafio à direcção da escola, no intuito de desenvolver o estudo no estabelecimento. Após a apresentação do projecto de dissertação, a direcção aceitou a proposta.

Neste tipo de abordagem metodológica, como é o Estudo de Caso, não se privilegia uma amostragem numerosa, mas um grupo que permita ao investigador apreender o máximo sobre o fenómeno em estudo. No intuito de dar cumprimento aos objectivos traçados, o pré-requisito primordial era trabalhar com um grupo de crianças que possuísse o domínio básico das ferramentas de comunicação, como é o caso da leitura, da escrita e do cálculo, mas também um bom domínio das ferramentas tecnológicas, na óptica do utilizador. Dadas as características das turmas existentes na escola, o grupo constituído por vinte e uma crianças que frequentavam o 3.º e 4.º anos de escolaridade pareceu ser a melhor opção. Esta turma já possuía experiências prévias na utilização da informática, na óptica do utilizador.

Dos vinte e um alunos, 17 estavam a frequentar o quarto ano e 4 estavam no terceiro ano de escolaridade.

Dos 17 alunos matriculados no 4.º ano, sete eram meninas e dez eram rapazes. Dos quatro alunos que frequentam o 3.º ano, três eram rapazes, existindo apenas uma menina. Este grupo tinha idades compreendidas entre os oito e os dez anos de idade, no início do ano lectivo. Apenas dois alunos apresentavam onze anos de idade, o Ricardo e o Ivo, dado que se encontravam a repetir o 4.º ano de escolaridade.

Na avaliação referente ao 1.º período, a professora titular da turma mencionou que nove alunos tiveram um aproveitamento excelente, sete alunos um bom aproveitamento e cinco alunos atingiram um aproveitamento satisfatório. Os melhores resultados encontravam-se na área de Estudo do Meio, seguindo-se a área de Língua Portuguesa. A professora titular da turma referiu, também, que os alunos eram bastante organizados e responsáveis, possuindo hábitos e métodos de trabalho e estudo.

Nos tempos livres, grande parte dos alunos praticava natação. Uma pequena minoria preferia judo, andebol, ténis, havendo apenas uma menina a frequentar aulas de dança.

No que diz respeito à estrutura familiar, a maioria dos alunos vivia com ambos os pais e tinha um irmão.

Para a concretização do estudo, elaborámos um plano de intervenção dividido em quatro fases: abordagem inicial, exploração, construção de um projecto, e partilha de projectos. No sentido de poder acompanhar o trabalho desenvolvido pelos alunos, decidimos dividir a turma em dois grupos que puderam optar por uma de duas hipóteses de horário. Cada um dos grupos desenvolveu o seu trabalho durante uma hora por sessão e por semana. Para além da escolha do horário, foi-lhes também solicitado que escolhessem um colega com quem trabalhar, uma vez que se acredita que o trabalho de pares é propício na partilha de saberes, no confronto de ideias e conhecimentos. O trabalho de pares ajuda a desenvolver bastantes competências como, por exemplo, a capacidade de argumentar, de construir uma justificação para os próprios pontos de vista, de criticar as opiniões dos colegas, de ouvir, compreender e aproveitar as ideias dos outros. Ao interagirem entre si, confrontando as suas opiniões, reflectindo e partilhando entre si pontos de vista, as crianças desenvolvem a capacidade de trabalho em equipa, competência indispensável na sociedade actual. Tal como refere Freitas, o trabalho em pares faz com que as crianças tenham “(…) de trabalhar cooperativamente, o que supõe um esforço para alcançar consensos com base na interdependência positiva, com partilha de responsabilidades e de liderança” (Freitas, C. 1995:113).

Tabela 3: distribuição dos alunos pelos dias e respectivos grupos

4.ª feira 13:00h às 14:00h

6.ª feira 16:00h – 17:00h

Martim e Afonso 4.º ano Gil e Tânia 4.º ano Dinis e Clara 4.º ano Margarida e Matilde 4.º ano Jorge, Mafalda, Martim 4.º ano Eva e Francisca 4.º ano Davide Alberto 3.º ano Ivo e Bernardo 4.º ano João e Otília 3.º ano Patrício e Telmo 4.º ano

Esta organização permitiu-nos ouvir as vozes dos alunos num ambiente natural de conversação durante e após as actividades propostas.

No que concerne ao equipamento informático, cada sala de aula possuia um computador, o que não foi excepção na sala de informática. Contudo, dada a necessidade de equipar a sala de informática com cinco computadores, a investigadora requisitou, junto da Universidade do Minho, dois computadores portáteis, aos quais agregou dois portáteis pessoais. Nos dias previstos para a realização da experiência de ensino, a investigadora serviu-se do seu computador portátil para eventuais necessidades.

A reserva da sala para aqueles momentos foi uma das preocupações da investigadora, no sentido de desenvolver o trabalho sem inquietações.

Por questões legais e éticas, foi solicitada autorização à direcção da escola e aos encarregados de educação dos alunos envolvidos no estudo (cf. anexo I), para se desenvolver o projecto de investigação neste contexto específico.

Para proteger a identidade dos alunos, atribuiu-se um nome fictício a cada aluno, fazendo-se sempre os registos utilizando essa codificação.

Foram assim descritas as características deste estudo que validam a opção pelo Estudo de Caso.

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