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Annen rapportering

In document UTKAST 27.10.2010 (sider 143-146)

Rapporteringskrav for 2012

2. RAPPORT OG PLANER 2012 - 2013

2.3 Annen rapportering

Para efectuar o tratamento dos dados recolhidos através das entrevistas realizadas aos alunos analisaram-se as respostas, quer as obtidas na primeira sessão, quer as recolhidas na última sessão. Numa primeira fase, efectuou-se uma análise qualitativa do conteúdo das respostas, procurando a identificação de ideias e aspectos presentes naquelas, de modo a torná-las passíveis de categorização. A segunda fase consistiu numa análise quantitativa com vista ao cálculo da percentagem de respostas para cada uma das categorias definidas, bem como a visualização do modo como se distribuíram as respostas por essas mesmas categorias.

É de salientar que as entrevistas foram efectuadas na sala de informática, na presença de todos os alunos.

3 Conhecimentos de informática, frequência de uso e atitudes

Considerámos importante averiguar a experiência que os alunos têm no uso do computador, pela pertinência que pode vir a ter na atitude perante o software em que estavam a trabalhar.

Gráfico 1: tens computador em casa? Relativamente à familiaridade

dos sujeitos em relação aos computadores verificámos que 86% dos alunos tem computador em casa, sendo que uma pequena minoria (14%) o utiliza todos os dias.

Gráfico 2: onde utilizas o computador? Quando questionados sobre o

local onde utilizam o computador, a casa foi, de facto, o local mais referenciado (72%). Uma pequena percentagem de alunos referiu a escola (14%) e a casa dos amigos

30% 23% 23% 12% 2%5% 5% Com que finalidade usas o computador? Jogar Redigir Desenhar Pesquisar informação na net Ouvir música Consultar o e‐mail Realizar tarefas escolares 14% 24% 62% Será fácil dar ordens? Sim Talvez Não sei  (14%) como locais propícios à utilização do computador.

Gráfico 3: com que finalidade usas o computador?

Inquiridos sobre as tarefas que realizam no computador, apurámos que apenas dois alunos não o utiliza para jogar; 23% também utiliza o computador para escrever textos e desenhar; 12% realiza pesquisas na internet; 5% consulta o e-mail e realiza

trabalhos para a escola. Apenas um aluno o utiliza para ouvir música.

Uma outra questão colocada aos alunos prendeu-se com a motivação. Esta tem sido considerada por vários educadores como desempenhando um papel crucial na aprendizagem. As respostas dadas pelos alunos foram unânimes, ou seja, todos os alunos afirmaram gostar de utilizar o computador. Assim, pode inferir-se que estamos em presença de participantes muito motivados para a utilização do computador.

3 Conhecimentos sobre o Squeak

Foram colocadas algumas questões relativamente ao Squeak, no sentido de apurar os conhecimentos dos alunos acerca do programa, bem como a nível de programação.

Gráfico 4: será fácil dar ordens? Nenhum aluno conhecia o

Squeak, nem sabia que seria possível dar ordens aos objectos para que estes se movimentassem. Neste sentido, a facilidade ou dificuldade que estes sujeitos experimentaram

44% 37% 19% Como será possível? Não sei Escrevendo Falando ao aprender a usar o Squeak esteve dependente, por um lado, das explicações fornecidas pela investigadora sobre o funcionamento do mesmo e, por outro, da curiosidade e entusiasmo que tal software lhes suscitou. Contudo, quando questionados sobre a facilidade em dar instruções aos elementos para que eles executem determinados movimentos, 14% respondeu que “deve ser fácil”. Os restantes inquiridos não têm opinião formada sobre o assunto: 24% respondeu “talvez” e 62% disse “não sei”.

Relativamente à última questão apresentada, mais de metade dos inquiridos (56%) apresentou uma possibilidade de instrução, como se pode verificar pela análise do gráfico.

As respostas apresentadas prendem-se, maioritariamente, com a escrita das ordens que pretendemos dar aos elementos. Pareceu-nos interessante o facto de alguns alunos terem dado esta sugestão. Eis algumas das respostas:

Gráfico 5: como será possível? Afonso - “escrevendo as

ordens”

Alberto - “o computador tem de ouvir nós a falarmos”

Gil - “escrevendo as coisas que queremos que ele faça”

David- “temos de lhe dizer… podemos escrever, falar… ou

então podemos gravar a nossa voz e metê-la no computador, como se fosse uma música e ele assim já ouve”

Na última sessão do processo de investigação procedeu-se, novamente, à realização de entrevistas. Ao contrário da primeira entrevista efectuada, esta foi bastante personalizada, dado o intuito de conhecer as perspectivas e as opiniões de cada um dos alunos sobre os temas que mais lhes suscitaram curiosidade, daí que não possam ser colocados os números das questões relativas a cada uma das categorias de codificação.

76% 5% 5% 9% 5%

Qual foi a sessão que mais gostaste?

Todas 2.ª sessão 4.ª sessão Não sei Não houve 76% 14% 5% 5% Qual foi a sessão que menos gostaste? Não houve 1.ª sessão 1.ªsessão de trabalho  autónomo Não sei 3 Interesse pelas sessões

Relativamente ao interesse dos alunos pelas sessões desenvolvidas, à excepção de um aluno, todos os restantes referiram que gostaram da experiência, tendo mesmo apresentado justificações:

“Parece um jogo [Squeak] (…) parece um problema que nós temos de resolver de matemática” (Matilde).

Gráfico 6: qual foi a sessão que mais gostaste? Por conseguinte, 76%

dos inquiridos, quando questionados sobre a sessão que mais gostaram, disseram ter gostado de todas. 10% mencionou a sessão onde desenvolveu o projecto mais aliciante, 9% não apresentou

qualquer resposta e 5% disse não ter nenhuma sessão preferida.

Gráfico 7: qual foi a sessão que menos gostaste? Quando questionados

sobre a sessão que menos gostaram, novamente 76% respondeu ter gostado de todas, 14% mencionou a primeira sessão, alegando que “estivemos só a ouvir” (Dinis), e “não tinha

percebido nada” (Alberto). 5% aludiu a primeira sessão de trabalho autónoma, visto que “não conseguimos pôr a bola a andar” (João), sendo que a mesma percentagem de alunos não apresentou qualquer resposta.

Gráfico 8: qual foi o projecto que mais gostaste de realizar?

Relativamente ao trabalho que mais gostaram de realizar, 5% dos inquiridos referiu o primeiro projecto “porque foi fixe” (Alberto). O segundo projecto foi o mais mencionado (62%),

dado que “foi o primeiro trabalho que fizemos sozinhas” (Matilde). O último projecto foi escolhido por 24% dos entrevistados, dado que “ [foi o projecto onde] consegui fazer muita coisa sozinha” (Mafalda). 9% dos alunos não destacou qualquer projecto.

3 Dificuldades sentidas

Gráfico 9: quais foram as maiores dificuldades na realização do trabalho?

No que concerne às dificuldades sentidas no momento da elaboração dos projectos, as respostas apresentadas pelos alunos situaram-se ao nível da programação:

Alberto - “pôr a bola a ir à baliza”; Dinis - “pôr os planetas a girar”;

Eva - “pôr tudo a andar como nós queríamos porque às vezes nós achávamos que já ia dar, mas depois não dava e nós não sabíamos onde estava errado. Tínhamos de descobrir os erros”;

Bernardo - “ter de fazer cálculos”.

Apenas 10% dos inquiridos respondeu não ter tido quaisquer dificuldades na realização dos projectos.

5% 62% 24% 9%

Qual foi o projecto que mais gostaste 

de realizar?

1.º Projecto 2.º Projecto 3.º Projecto Todos 90% 10% Quais foram as maiores dificuldades na  realização do trabalho? Programação Não houve

14% 5% 81%

Como ultrapassaste as dificuldades?

Ajuda dos colegas  Ajuda da investigadora Experimentação

Apesar das dificuldades sentidas pelos grupos, pôde concluir-se, quer pelas respostas dadas pelos alunos, quer pela observação efectuada pela investigadora durante todo o processo de investigação que a programação foi o que mais cativou os alunos, dado o empenho e entusiasmo com que se dedicaram à investigação e à procura de soluções. De facto, quando questionados sobre a possibilidade de recorrer à ajuda da investigadora, na tentativa de superar tais dificuldades, foram vários os alunos que referiram não ter recorrido à ajuda da professora porque “queríamos ser nós a fazer o trabalho” (Eva). As respostas dos alunos evidenciaram a necessidade de realizar o trabalho autonomamente: “a investigadora ia vendo o nosso trabalho, mas nunca precisamos da ajuda dela” (Afonso).

3 Estratégias utilizadas

Gráfico 10: como ultrapassaste as dificuldades? Relativamente às

estratégias utilizadas para superar as dificuldades, 14% dos entrevistados recorreu à ajuda dos colegas, 5% pediu auxílio à investigadora, sendo que a maioria dos alunos (81%) afirmou ter conseguido,

autonomamente, ultrapassar as dificuldades com que se foram deparando, através da experimentação: “Fomos tentando até descobrir” (Tânia).

Tais valores podem ser indicadores de que este grupo, na sua generalidade, gosta de autonomia no trabalho, ao invés de ser orientado.

Pudemos, realmente, constatar que os alunos foram, gradualmente, deixando de solicitar a ajuda da investigadora tornando-se, progressivamente, mais autónomos.

86% 14%

É fácil programar?

Sim Mais ou menos 62% 29% 9% Aprendeste alguma coisa? A trabalhar no Squeak A programar Não 3 Facilidade/dificuldade em programar

Gráfico 11: é fácil programar? Quando questionados sobre a

facilidade em programar os elementos, 86% respondeu ser fácil “depois de saber mexer bem no Squeak” (Patrício). 14% dos entrevistados assumiu uma posição um pouco oscilante dado que “às vezes é difícil descobrir como é

que se faz” (Tânia). No entanto, não houve nenhum aluno que tenha referido ser difícil programar.

3 Percepção dos alunos relativamente às aprendizagens efectuadas Gráfico 12: aprendeste alguma coisa? Uma das questões levantadas

pela investigadora prendeu-se com a aprendizagem. As respostas apresentadas pelos diversos alunos situaram-se a nível de conhecimentos técnicos: “aprendi a trabalhar no Squeak” (Afonso),

“aprendi a ir buscar os comandos” (Mafalda), “aprendi a trabalhar com as ferramentas” (Ivo). 9% dos entrevistados, quando colocada a questão, respondeu que não aprendeu nada de novo.

3 Importância do trabalho de pares

A última categoria de codificação refere-se ao trabalho de pares. Tal como foi referido anteriormente, à excepção de um grupo constituído por três elementos, os restantes grupos estiveram organizados em pares.

95% 5% O teu colega de grupo ajudou a  melhorar a qualidade do trabalho? Sim Não 81% 19% Qual é, para ti, a melhor forma de  trabalhar? Pares individual No sentido de auscultar a opinião dos alunos acerca da proficuidade do trabalho em pares, foram levantadas duas questões, uma relativamente à ajuda prestada pelo par para a concretização do trabalho e outra referente à preferência pelo trabalho em pares ou individual.

A opinião dos alunos, relativamente à primeira questão levantada, foi, de facto, bastante favorável, visto que 95% dos inquiridos considerou que o seu colega de grupo contribuiu para melhorar a qualidade do trabalho. Apenas uma aluna respondeu negativamente, alegando que “O Ricardo não sabe muito bem”.

Gráfico 13: o teu colega de grupo ajudou a melhorar a qualidade do trabalho?

Quando questionados sobre a preferência pelo trabalho em pares ou individual, 81% referiu que prefere trabalhar em conjunto. As justificações apontam para o facto de “em

pares [podemos] dar mais ideias” (Gil). 19% dos inquiridos prefere trabalhar sozinho, pois desta forma não tem de repartir tarefas. A resposta do Ivo evidenciou bem este ponto de vista: “Sozinho. Eu gosto

de fazer”. Gráfico 14: qual é, para ti, a melhor forma de trabalhar?

In document UTKAST 27.10.2010 (sider 143-146)