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3. MARKEDET FOR MILJØTEKNOLOGI I KINA

3.2 M ARKEDET FOR MILJØTEKNOLOGI I K INA

3.2.6 Luftforurensing

Os sujeitos da pesquisa e consequente intervenção são os professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental, representados, nesse momento, por oito professores oriundos das quatro áreas14 do conhecimento. Dentro desse grupo, há

quatro professoras que compõem o grupo de assessoras educacionais, representando as quatro áreas, constituindo o Projeto Assessoria. Além desse grupo, me incluo enquanto sujeito da pesquisa na ótica de quem também revisita o próprio

14 As quatro áreas do conhecimento são: Matemática e suas tecnologias; Linguagens, códigos e suas

fazer pedagógico e as funções que me cabem enquanto coordenadora pedagógica. E a esse grupo se estende o convite a uma orientadora educacional na busca por alinhar os processos educativos que envolvem sujeitos estudantes.

As assessoras são professoras escolhidas pelas equipes de gestão de cada segmento, representando as quatro áreas do conhecimento. Estão sob a liderança do Serviço de Coordenação Pedagógica do Colégio Marista Rosário, porém, trabalham numa perspectiva de gestão pedagógica compartilhada. É atribuição delas desenvolver, acompanhar e estimular, juntamente com a Coordenação Pedagógica, as questões curriculares, metodológicas e avaliativas de forma a favorecer o ensino e a aprendizagem em cada uma das áreas do conhecimento. Compete a essas quatro professoras, além de estarem em sala de aula, o importante compromisso de subsidiar os demais colegas da área sob os elementos constitutivos15 das Matrizes Curriculares

que estruturam o currículo marista.

Importa destacar que, para dar conta dessas atribuições, é assegurado um momento importante de planejamento semanal que envolve os alinhamentos conceituais e as possibilidades de formação continuada. Numa perspectiva de reestruturação curricular, essas reuniões de planejamento se configuram em

espaçostempos que podem ser potencializados e qualificados, com a ampliação da

participação dos demais professores, num movimento dialógico formativo, como propôs este estudo.

Nos anos finais do Ensino Fundamental, o colégio conta com um total de 40 professores, distribuídos em quatro áreas do conhecimento, conforme o gráfico 1:

15 Elementos constitutivos são elementos próprios das Matrizes Curriculares Maristas, são eles: objeto

de estudo, eixos estruturantes, conteúdos nucleares e competências acadêmicas, tecnológicas, políticas e ético-valorativas de cada componente curricular.

Gráfico 1 – Distribuição de professores por área do conhecimento

Fonte: O autor (2017).

Outra característica desse grupo é a sua própria constituição no que se refere ao ingresso e permanência dos/as professores/as na escola. Conforme o gráfico 2, o grupo está constituído por 45% de professores que ingressaram até o ano de 2013, e 55% de novos professores, que foram ingressando nos anos que se seguiram.

Gráfico 2 – Constituição dos professores por ingresso na escola

Fonte: O autor (2017).

Esses dados são interessantes na promoção de diálogo entre as gerações diferentes na vida da instituição. Os professores convivem compartilhando a

docência, os planejamentos e os fazeres no trabalho por área, favorecendo trocas saudáveis e reflexivas.

Entre as competências e responsabilidades que precisam ser demonstradas nos processos de atuação profissional, destacamos que cada professor/a, deve: planejar individualmente e coletivamente as aulas em consonância aos documentos de referência da escola, mediar a construção do conhecimento dos estudantes utilizando metodologias adequadas à proposta educativa e investigar e refletir sobre as suas práticas acompanhando as tendências e contextos, mobilizando-se para a formação continuada.

O segmento dos Anos Finais se organiza com os/as professores/as e com a equipe de coordenação composta por uma coordenadora pedagógica, três orientadoras educacionais e um coordenador de turno. A proposta de investigação foi apresentada para esse grupo e teve a adesão de dez pessoas (entre eles: a pesquisadora, quatro professoras assessoras, uma orientadora educacional e outros quatro que foram convidados). Esses se configuraram nos sujeitos da pesquisa, copesquisadores, na intenção de se tornarem conhecedores e multiplicadores da prática reflexiva no coletivo dos professores.

O presente estudo possibilitou uma investigação articulada a uma intervenção, pois, ao considerar a importância da prática reflexiva, essa também se torna instrumento que valida o exercício reflexivo, sendo a própria construção produto do pensamento reflexivo. Ou seja, olhar para o cotidiano e avaliar possibilidades de melhor fazer o encaminhamento dos processos é obra do pensamento reflexivo. Descobrir e buscar estratégias de como fazer é construção que precisa ser coletiva.

4 TERCEIRA FACE: REFERENCIAL TEÓRICO

“Aquilo que é meu, eu sempre consigo de outras mãos.” (PORCHA apud PETIT, 2009, p. 35).

Enquanto sistematizo esta terceira face, analiso o que me trouxe até aqui e percebo quanto fui (e estou continuamente) me constituindo através da palavra, da escuta e da visão de diferentes autores. Falo aqui sobre os autores da vida que vamos encontrando na construção de um corpo teórico com o qual nos identificamos e que nos representa. São as pessoas da minha família, os professores e professoras, minha orientadora, meus colegas do grupo de pesquisa que se tornam coorientadores e copesquisadores, meus colegas do mestrado que ao me ouvirem foram me questionando e me ajudando a lapidar os temas que trago aqui. Na escrita que segue, cito alguns conceitos e um pouco da discussão em torno deles, temas refletidos e pesquisados por outros autores, aqueles pesquisadores e teóricos do campo da gestão educacional que conheci através das suas produções. Trago um pouco disso na intenção de embasar e fazer eco da prática do contexto que pesquiso.

Iniciaremos pela Gestão Educacional, que compreende o funcionamento de sistemas mais amplos de ensino e da escola; seguindo pela Gestão Pedagógica como componente da Gestão Educacional; e finalizando com a Coordenação Pedagógica, que tem como função o direcionamento ao pedagógico das ações previstas no contexto da escola. Neste lugar da Coordenação Pedagógica está a responsabilidade de desenvolver estratégias de acompanhamento do trabalho docente, contribuindo, ainda que não exclusivamente, para o desenvolvimento de práticas reflexivas. Na figura 3, busquei deixar visível esses temas e a forma com que me refiro a eles.

Figura 3 – Gestão Educacional e práticas reflexivas

Fonte: O autor (2017).

Essa figura norteia a escrita desta face, que avança a partir de algumas publicações acadêmicas, seguindo de outros complementos teóricos advindos de autores que também contribuem para a iluminação e articulação dos temas investigados.