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Mulige opplegg for analyser av husholdningsflyttinger

In document Norske husholdninger i forandring (sider 62-67)

A questão da Constituinte foi pouco noticiada pelos periódicos anarquistas que na época se preocupavam mais com a luta anti-fascista. As noticias publicadas se concentraram na argumentação tradicional dos anarquistas de São Paulo de que as leis são farsas que servem para encobrir a realidade opressiva e que os políticos sustentavam a regime de exploração e opressão capitalista. A representação profissional para a assembléia constituinte, que possibilitou a eleição de sindicalistas ligados aos sindicatos tutelados pelo Estado também foi alvo de críticas por parte dos anarquistas.

No começo de 1933, Góes Monteiro defendia que o exército deixasse de se intrometer nos assuntos públicos e se preocupasse mais com os assuntos especificamente militares, refletindo a manifestação da corrente que defendia o Exército “hierárquico”, contra o “político”.

Segundo Carone:

“A partir de 1932, três fatos reforçam a posição do Exército hierárquico: 1) muitos oficiais tenentistas rompem com o Clube 3 de Outubro e retornam às fileiras do Exército, isto é, pedem para cancelar a sua licença e voltam às funções específicas e hierárquicas militares (caso de Juarez Távora); 2) o declínio tenentista acentua-se cada vez mais, o que impede que continue a galvanizar os meios militares; 3) durante a revolução de 1932, a direção das operações militares volta às mãos da alta oficialidade, a do Exército hierárquico, apesar de o General Góes Monteiro comandar tropas; enquanto isto, a oficialidade tenentista continua a ocupar os cargos burocráticos nos Estados. A esses fatores, naturalmente, acrescenta-se o fato de haver retorno vitorioso das oligarquias nos Estados após 1933.”188

Em relação a isso, um texto publicado em A Plebe de 1933 defendia, como sempre, a posição anarquista contra a instituição militar, porém, desenvolvia uma avaliação que exaltava as ações do exército brasileiro e afirmava preferir um exército como o existente a um exército displinado e com "mentalidade militar" como o alemão.

Afirmava que o exército foi sempre uma das instituições mais liberais do país, havia participado do processo de independência, da queda do primeiro imperador.

A abolição da escravidão havia sido realizada, pois os integrantes do exército passaram a se recusar a perseguir os negros fugitivos.A proclamação da república não se realizaria sem a ação decisiva do exército.

Além disso, o exército havia realizado as revoluções de 1922, 1924, e 1930, não se poderia negar, portanto, a parte ativa que o exército havia desempenhado na evolução liberal do país.

De acordo com o texto, este prestígio do exército incomodava os políticos que concebiam esta instituição como uma máquina manobrável ao sabor do poder executivo, um instrumento de garantia dos políticos profissionais, os únicos que teriam o direito de tudo saber e tudo decidir.

Por isso, que o General Góes Monteiro havia, segundo os anarquistas, feito declarações discordando que o exército se intrometesse na vida do país. Afirmava Monteiro que os militares eram bons engenheiros, bons médicos, bons professores, mas péssimos militares, pois lhes faltaria o espírito restrito do quartel, da disciplina e sobraria o interesse pelos problemas econômicos e sociais que envolvem a coletividade.

"Pois aquilo que constituía uma glória e um motivo de orgulho do exército brasileiro, afirma o texto, que era não ter o espírito pura e exclusivamente caserneiro, orgulho de classe fechada inacessível, supondo ser superior as outras, torna-se agora o seu defeito mais evidente para o sr. General Góes Monteiro.

Nós somos por princípio contrários a essa instituição cujo lema é sempre e unicamente a guerra. Mas, entre um exército à alemã e um exército à brasileira, optamos por este."189

Anteriormente havíamos nos referido a eleição para os membros da constituinte, eleições estas que ocorreram em maio de 1933. Como já foi dito o resultado traduziu-se em uma vitória das oligarquias reunidas em torno da chapa “Por São Paulo-Unido”.

Em 1934 a visão era de que a Constituinte abrigaria quase três centenas de representantes da bandalheira política, que se insultariam, divertiriam e atirariam desaforos uns aos outros a custa do dinheiro público, diante deste quadro tornar-se-ia natural, segundo um texto publicado em A Plebe em abril, que aparecessem defensores de uma ditadura de um homem forte "como insinuaram há poucos dias alguns generais da situação, republicana ou socialista, outubrista ou outra qualquer expressão de tirania".

Mas isso não resolveria a situação, pois não é uma questão de indivíduos, mas de princípios, pois seja qual for o poder ele tem os mesmos defeitos e os mesmos vícios de origem.190

A Constituição era vista, depois da sua aprovação em 1934, como um manto atirado "sobre a nudez cruel das realidades" para fazer continuar "a farsa trágica da exploração e da tirania do homem sobre o homem"191

Em 1935 O Trabalhador Padeiro, considerava os deputados classistas um "engodo atirado como iscas aos trabalhadores", trazendo a classe à calúnia, insânia, suborno, colaborando para dividir e atirar os trabalhadores da mesma classe uns contra os outros, levando para as disputas partidárias. Os trabalhadores deveriam rejeitar este engodo e lembrar que a representação profissional havia sido criada pela própria burguesia.192

Temos que lembrar que a crítica dos anarquistas aos deputados classistas de deu porque nas eleições para os membros da Assembléia Nacional Constituinte, havia uma bancada classista eleita pelos sindicatos de empregadores e empregados. Em relação aos trabalhadores, esta participação só se deu através dos sindicatos tutelados pelo Estado. A maioria das forças de esquerdas que atuavam entre os trabalhadores tentou eleger representantes classistas, excetuando-se os anarquistas.193

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