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Kapittel 1- Tid

1.7 Monisme av forskjeller

de plantas CAD 2D, modelos feitos nos sistemas BIM, ou outros formatos de arquivos existentes como “CityGML” ou nuvens de pontos. Assim torna-se possível trabalhar com representações abstratas nos estágios iniciais de projeto. Possibilita simular o resultado das alternativas de projeto no processo de construção por meio de interatividade e visualização. Permite que usuários visualizem as infraestruturas existentes e a topografia. Isto permite avaliar as condições existentes e melhorar a tomada de decisões (AutoDesk).

Em razão do emprego comercial, no Brasil, dos sistemas BIM estar difundido majoritariamente pela Autodesk® - Revit® e de forma menos expressiva por meio da

Graphisoft®– ArchiCAD®, optamos pela utilização do Revit® nesta pesquisa. Em parte,

devido ao fato da “suíte” oferecida pela AutoDesk® contemplar soluções não apenas

para arquitetura, como ainda as especialidades de engenharia através de módulos específicos do Revit® (Structure e MEP). Outra forte razão reside na utilização pela

INFRAERO dos “softwares” da AutoDesk®, o que pode vir a tornar os dados obtidos

nesta pesquisa de maior utilidade em eventual adoção dos sistemas BIM pela INFRAERO. O autor, enquanto servidor público da INFRAERO, coordenou propostas tanto da AutoDesk® (Revit®) como da Graphisoft (ArchiCAD®) de projeto-piloto

envolvendo os sistemas BIM nas práticas de projeto da empresa. Apesar de ambas aas soluções serem possíveis e viáveis para o ambiente organizacional da INFRAERO, a utilização dos “softwares” da AutoDesk parece mais viável num primeiro momento, em razão de sua difusão previa e conhecimento técnico pelos funcionários da empresa.

“Ambos os programas são ferramentas para a produção de objetos paramétricos BIM de alta qualidade. Porém, existe grande diferença na forma como os programas funcionam tecnicamente. O Revit®

é mais técnico do que ArchiCAD® porque utiliza cadeias

de medição contínuas que são fixas aos objetos paramétricos. Apesar de mais preciso, é também mais trabalhoso para construção um modelo, se comparado ao ArchiCAD®, onde as distâncias podem ser digitadas,

tornando o modelo mais flexível para incorporar ajustes. O Revit® apresenta biblioteca de objetos a partir do qual

é possível inserir janelas e outros objetos de construção. Mas não há nenhuma janela padrão para Revit® que possa ser inserida em uma parede curva.

Não é possível construir tal janela no Revit®, nem

mesmo através de edição da "Família" (objeto do grupo) a partir da biblioteca, ou através de controles de cortina. Já no ArchiCAD® as janelas podem ser inseridas em

paredes retas e/ ou curvas, paredes que não têm lados paralelos, paredes inclinadas. Além disso podem ter vidros curvos” (http://bimequity.com/en/cases/ engineers-contractors/revit-vs-archicad/).

A flexibilidade maior de modelagem do ArchiCAD® perfaz diferencial a seu favor.

No entanto, apesar da limitação em formas complexas, o Revit® permite que isto ocorra

em ambiente de massa nativo. Ou seja, existem formas de contornar esta diferença entre os dois modeladores BIM, como descrito abaixo.

“No Revit®, não se pode modelar uma parede

inclinada sem utilizar ferramenta de “massa” e a inclinação da parede inclinada não pode ser alterada posteriormente. No ArchiCAD®, é possível modelar uma

parede inclinada reta ou curva e ajustar a inclinação conforme necessário. Isto significa que os projetos de formas mais elaboradas são claramente mais fáceis de modelar no ArchiCAD® que no Revit®. Os dois

programas também utilizam objetos de maneiras muito diferentes. O ArchiCAD® apresenta mais de 2.000

objetos internos enquanto o Revit® apresenta um

número menor de componentes padrão, apesar de existirem vários sites para “download” dos mesmos. Uma grande restrição do ArchiCAD® é que só existe em

uma versão adequada para todas as disciplinas de projeto, enquanto o Revit® apresenta diferentes versões

para arquitetos, engenheiros civis e engenheiros de sistemas elétricos, Hidrossanitários e mecânicos. O ArchiCAD® apresenta capacidade limitada para

manipular estruturas, e requer um “plug-in” para as especialidades complementares a de arquitetura” (http://bimequity.com/en/cases/engineers-

A limitação expressa no sistema BIM – Revit® em relação a biblioteca pré-

existente-existente apoia a hipótese desta pesquisa, no viés de desenvolvimento de componentes paramétricos específicos para aeroportos. Os SIG podem propiciar a comparação e análise de diferentes componentes construtivos ou módulos funcionais de um aeroporto, em diferentes níveis de detalhe e consequentemente de abstração. Estes também pode servir como ferramenta de adequação de projeto ao Plano Diretor Aeroportuário. Por fim, podem ainda servir como ferramenta para georreferenciamento de forma remota dos diversos aeroportos da rede INFRAERO, espalhados pelo país. Neste contexto, os sistemas BIM podem ser usados para representar o projeto quando associado ao SIG. O ambiente de associação dos sistemas BIM e SIG suportaria diferentes ferramentas de análise e de simulação, como, por exemplo, conforto ambiental, análises estruturais, de custos e de viabilidade de obras, relacionamento com o entorno imediato, adequação ao Plano Diretor do aeroporto, entre outras.

KUNZ E RITTEL (1972) descrevem o projeto como um processo onde os profissionais da AEC simultaneamente formulam definições de problemas de projeto, bem como definições de soluções para esses problemas. (RITTEL, 1972, Apud MUSTOE, 1990, p. 3-5.) O arquiteto HORST RITTEL (1967) caracterizou os problemas de projeto e o processo de projetação como “wicked-problems”, ou problemas “não- estruturados”, indefinidos por natureza, em contraste com os problemas relativamente “simples”, como os de soluções matemáticas, xadrez ou quebra-cabeças. As onze propriedades que caracterizam os problemas “não-estruturados”, inclusive as de projetos de arquitetura, foram listadas por RITTEL em 1972, como a seguir: