Kapittel 1- Tid
1.6 Bevissthet og bevegelse
O processo de implantação dos sistemas BIM no mercado brasileiro está em desenvolvimento e precisa de melhorias para que possa de fato propiciar avanços à construção civil brasileira. A possibilidade de extrair informação e propriedades geométricas de um modelo do edifício, que é utilizada em processo de análise e de planejamento da construção e da fabricação beneficiará toda a indústria da AEC. Gehry argumenta que o computador, ao contrário do que acreditam alguns, pode aproximar o arquiteto tanto do processo de construção quanto dos clientes, além de ajudar a “manter o ímpeto e a variedade formal”. (STEELE, 2001, p. 144).
A Gehry Technologies (GT) está entre os ganhadores do prestigiado “Building Information Model Awards”, conferido pelo Instituto Americano de Arquitetos (AIA) em Tecnologia Arquitetônica para a Prática do Conhecimento (TAP). O projeto premiado é uma torre comercial de escritórios em Hong Kong. A “Swire, Properties Ltd”, proprietária, impulsionou o uso de um modelo de informações do edifício para esse projeto, visando a reduzir os custos e o tempo de construção, aumentar a eficiência e reduzir os resíduos em toda a concepção, construção e nos processos de gestão (Figura 18) (GEHRY TECHNOLOGIES, 2009.)
A concepção dos projetos pela GEHRY PARTNERS® LLP começa sempre a
partir de modelos reduzidos e sua posterior digitalização por meio de scanners tridimensionais. Os modelos obtidos neste processo são então parametrizados no sistema BIM Digital Project® (EASTMAN et al, 2008, p. 60).
Estes modelos podem ser reconfigurados e modificados em várias fases do projeto. O modelo é geralmente construído pelo arquiteto. O coordenador do projeto irá estabelecer modelo esquemático. A partir deste modelo genérico, o engenheiro estrutural irá dimensionar e projetar o seu sistema estrutural.
Da mesma forma, os componentes construtivos e acessórios aa edificação devem possuir modelos BIM representando não apenas sua geometria, como ainda informações referentes a suas características e propriedades físicas, como camadas internas e materiais.
Os fabricantes deverão conceber, projetar e construir modelos digitais dos seus produtos e integrar o sistema. Os participantes das diversas áreas complementares do projeto podem extrair informações do modelo mestre e contribuir com informações de volta para o modelo. “Portanto, o modelo é quase como uma coisa viva que continua crescendo através do projeto durante todo o ciclo de vida”. (CECCATO, 2001, p. 3 a 5).
Por outro lado, a biblioteca de famílias, incorporadas nas ferramentas BIM, representam as práticas atualmente padronizadas pela indústria. Várias organizações têm tomado iniciativas para desenvolver uma tecnologia de dados, “workflows” de processos de negócios genérico e padrões de conteúdo.
Uma das tarefas mais importantes do “NATIONAL BIM STANDARD” (NBIMS- US) é coordenar estes esforços e harmonizar o trabalho entre as diversas organizações com interesses semelhantes.
Muitas organizações profissionais estão endossando o NBIMS-US ativamente como também promovendo perícias de assunto e recursos importantes de desenvolvimento. Além disso, a maioria dos fabricantes dos sistemas BIM anunciou apoio aos padrões BIM e tem participado ativamente no comitê. (www.wbdg.org/bim/nibs_bim.php, The Whole Building Design Guide, acessado em 30/03/2015).
Algumas das metas do NBIMS-US são orientar o escopo e o planejamento de produtos para o processo de projeto, ao invés de concentrá-los em uma base de conhecimento fixa, bem como recomendar que o contratante assuma e estimule os envolvidos a participarem ativamente em todas as fases do ciclo de vida do edifício.
Uma meta primária do NBIMS-US é maximizar o valor por todos os participantes de processo envolvidos no ciclo de vida do edifício. O NBIMS-US apoia a abordagem em que o ciclo de vida do edifício não seja um processo estritamente linear, mas um processo principalmente cíclico com avaliação e acumulação de conhecimento. Há pelo menos três formas possíveis de criação de componentes paramétricos (famílias) a partir dos sistemas BIM. A primeira abordagem envolve a contratação de fornecedor BIM para construir os componentes adicionais necessários ao projeto. Isto irá garantir um fluxo contínuo de informações de construção, mas vai exigir o dispêndio de recursos durante todo o ciclo de vida do projeto.
A segunda abordagem, comumente encontrada em aplicações BIM existentes, é exportar modelo nativo como um arquivo de dados com base em padrão aberto, que por sua vez podem ser importados e utilizados pelos módulos de projeto independentes desenvolvidos por especialistas diversos. Porém, a ausência de um “link” de dados dinâmico significa que as alterações em um desses projetos complementares não podem ser refletidas de forma ativa e automaticamente nos campos de informação do projeto central BIM (TSE & WONG, 2004, apud FILHO, CERVANTES, A. 2009, p. 13- 14). A terceira abordagem é o desenvolvimento dos componentes em padrões abertos (TI “open source”) em um projeto BIM. Esta opção permite que a equipe de projeto ganhe “know-how” em uma linha de tempo, além de possibilitar a replicação dos componentes paramétricos em projetos futuros. Este método exige o domínio do usuário na concepção, modelagem e configuração dos componentes dos sistemas BIM (TSE & WONG, 2004, apud FILHO, CERVANTES, A. 2009, p. 13-14).
Tendo em vista a necessidade de transferência de informação no ambiente da INFRAERO, esta pesquisa defende o uso de padrões abertos para desenvolver componentes paramétricos, centrados na modelagem de apoio (micro modelagem) do modelo central. O objetivo disto é aproveitar a estrutura e organização existentes na empresa, entre as diferentes especialidades de arquitetura e de engenharia, para a aplicação de componentes usualmente empregados na infraestrutura aeroportuária. O grande desafio está em entender como podemos compartilhar o conhecimento e as responsabilidades entre as diversas áreas da empresa, de modo a atender as demandas dos processos e dos projetos ao mesmo tempo. A utilização de componentes paramétricos de equipamentos, somada à disponibilidade de elementos construtivos comuns, possibilita que o processo de projeto aeroportuário torne-se possível no Brasil. Isto se torna ainda mais relevante em função dos componentes de infraestrutura aeroportuária não serem usuais e, portanto, certamente, por sua especificidade, carecerem de desenvolvimento adequado para que sejam passiveis de utilização em projetos BIM.