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Molecular pathways in Arabidopsis

1.4 Genetic control of abscission

1.4.2 Molecular pathways in Arabidopsis

Os relatórios de Masters e Johnson, assim como as investigações de Kinsey e de Shere Hite, emergiram num contexto histórico e social, com contornos de factualidade cientí- fica, apresentando uma distinção da ordem do género (sexualidade feminina vs sexuali- dade masculina) (Sena, 2010).

Explicados de uma forma mais biológica do que com outro perfil, a excitação, o plate-

au, o orgasmo e a resolução compõem as quatro fases do modelo de resposta sexual,

originalmente proposto por Masters e Johnson (1966) e visto como a mais aceitável descrição dos aspectos fisiológicos e comportamentais da sexualidade. As fases descri- tas são observadas em ambos os géneros, porém a sua subjectividade pode originar dife- renças na intensidade e na duração (Marques, Chedid & Eizerik, 2008).

Segundo Masters e Johnson (1966), a fase da excitação ocorre como resposta a estímu- los sexuais, quer sejam de ordem física (reflexa), quer de ordem imaginativa (psicogéni- ca). Esta fase é determinada principalmente pela acção do sistema nervoso parassimpá- tico, através dos segmentos S2-S4. O sistema nervoso simpático, nos segmentos T10- L2, está, igualmente, envolvido, porém de uma forma subtil. O estímulo psicogénico pode funcionar simultaneamente como facilitador e inibidor e o grau de estimulação necessário para atingir a sensação de excitação sexual é condicionado pela estimulação psicológica. Outros factores como a saúde em geral e as questões de ordem relacional, podem de igual modo, condicionar a capacidade de excitação (Berman, 2005).

No sexo masculino esta fase caracteriza-se pela erecção peniana e mamilar. No caso do sexo feminino observa-se lubrificação vaginal, aumento dos grandes lábios e do clítoris, bem como erecção mamilar (R. Cavalcanti & M. Cavalcanti, 2006). A fase do plateau consiste num elevado nível de excitação que antecede os graus de gatilho para a obten- ção do orgasmo. A duração desta fase varia consideravelmente, dependendo do tempo necessário para atingir o orgasmo. Se a estimulação for ineficaz durante esta fase, irá

peniana continua e as mulheres experimentam uma expansão do canal vaginal. Se a es- timulação for continuada, poder-se-á entrar na terceira fase do ciclo (Masters & John- son, 1966).

Por vezes, o orgasmo é referido como ocorrendo em simultâneo com a ejaculação, re- sultando, assim, da activação de um arco reflexo. Neste caso, o orgasmo é controlado pelo sistema nervoso simpático; se não ocorrerem factores de ordem psicológica ou físi- ca que impeçam a sua obtenção, pode ser experienciado uma ou mais vezes. Então, a sua intensidade e duração, diferem de indivíduo para indíviduo e encontram-se intima- mente relacionadas com o grau de excitação e com factores psicológicos e físicos (El- liot, 2002).

Nesta fase, no caso do homem, existe a emissão de fluido seminal (ejaculação), acom- panhada de contracções rítmicas dos músculos pélvicos e da próstata. Na mulher notam- se contracções no primeiro terço da vagina, no útero e no esfíncter anal (Berman, 2005). Imediatamente após a ejaculação, os homens experimentam um período refractário que pode variar consoante o grau de excitação, idade e condição geral de saúde. Pelo contrá- rio, a mulher não experiencia o período refractário, pelo que possui a capacidade de obter sucessivos orgasmos se a estimulação continuar (R. Cavalcanti & M. Cavalcanti, 2006). Durante a fase de resolução, as mudanças ocorridas nas anteriores fases, tendem a reverter. O processo é geralmente mais rápido para o homem do que para a mulher (Masters & Johnson, 1966).

Até então negligenciados, o desejo ou a predisposição só foram descritos por Kaplan em 1977, e corresponderiam à vontade de estabelecer uma relação sexual, a partir de algum estímulo sensorial, assim como pela memória de vivências eróticas e de fantasias. O novo esquema considerava o ciclo de resposta sexual, então, composto pelas fases de desejo, vasoconstrição genital e orgasmo (Abdo, 2000).

A importância dos modelos propostos por Masters e Johnson e por Kaplan assentaram na mudança de paradigma que se edificou na visão da sexologia, porém não favoreciam o papel dos factores cognitivo-emocionais, legando para segundo plano aspectos subjec- tivos inerentes às práticas relacionais. Apesar de na definição de sexualidade de Masters

e Johnson estarem incluídas condicionantes como a biológica, a psicológica, a compor- tamental, a moral e a cultura, no seu modelo de resposta sexual, esses aspectos não são tidos em conta (Rosen & Beck, 1988).

Estes relatórios, não obstante terem sido divulgados em Portugal diversos anos depois da sua edição, constituiram o início de alguma libertação sexual. Mergulhado num re- gime de opressão generalizado, o país dos anos 50 vivia uma sexualidade envergonhada e reprimida (Freire, 2010). Para esta autora, o regime de ditadura que se vivia na época estendia-se aos afectos, sendo a exploração de novos prazeres encarado como um peca- do que violentava o conservadorismo da altura.

Décadas mais tarde, R. Cavalcanti e M. Cavalcanti (2006) vieram propor o desejo, a excitação, o orgasmo e o relaxamento, como as fases mais comummente encontradas nas suas práticas como terapeutas sexuais. Para estes autores o acto sexual é um com- posto f-F, isto é, fricção e Fantasia, sendo que a Fantasia toma a primazia, o que implica defender que a estrutura orgânica actua exclusivamente na resposta sexual e que, se o estímulo emocional for diminuído ou ausente, a actividade sexual não se processa, por muito que a condição física tenha potencial para tal.

No quadro seguinte (quadro 2) apresentamos uma súmula das fases da resposta sexual humana propostas por Masters e Johnson, Kaplan e R. Cavalcanti e M. Cavalcanti:

Quadro 2

Fases da resposta sexual humana

Masters e Johnson Kaplan Cavalcanti e Cavalcanti

Excitação Desejo Desejo

Plateau Vasoconstrição genital Excitação

Orgasmo Orgasmo Orgasmo

Resolução _____ Relaxamento

Contudo, Basson (2006) acredita que os modelos “tradicionais” apenas são aplicáveis no início dos relacionamentos. Com o tempo o indivíduo modifica as suas necessidades, sobretudo no caso do sexo feminino que, por norma, tem uma resposta sexual mais di-

reccionada para a intimidade do que propriamente para os estímulos sexuais puramente físicos.