SECTION IV. RECREATIONAL FISHERY
7.2.1 Modeling fishing effort
Dado o caráter sinóptico deste tópico optei por trabalhar os Níveis da Matriz Paradigmática que adotei, sem transformar em subtópicos cada um dos seus elementos. Mesmo assim, mantive a ordem sequencial dos Níveis, como pode ser observado a seguir.
3.4.1 Nível Técnico
Como mostrei nesta tese, o Estudo de Caso, a Pesquisa Bibliográfica e documentais foram as mais utlizadas. Entre as técnicas utilzadas, destacaram-se a Entrevista, a Observação, a pesquisa bibliográfica, documental.
As informações foram coletadas em eventos como palestras, encontros, visita em sites de Programas de Pós-Graduação; em teses doutorais e dissertações de mestrado, monografias de conclusão de curso, projeto político-pedagógico, currículo de cursos. Fontes ligadas a instituições ou órgãos institucionais foram recorrentemente utilizadas nas pesquisas.
A organização dos textos (teses) obedeceu à estrutura muito parecida, na maioria igual, contendo: introdução, capítulos, tópicos, subtópicos, conclusão ou considerações finais, acompanhadas de descrições e reflexões interpretativas dos autores sobre os dados e as informações levantadas, com o uso de gráficos, quadros, figuras, organogramas, tabelas, mapas e fotografias.
3.4.2 Nível Teórico
A aproximação dos objetos de estudo tem ligação estreita, principalmente, com dois fatores: o envolvimento que o pesquisador tem à vida acadêmica e sua militância no movimento social; o conhecimento da totalidade complexa. É comum em todals as teses uma contextualização mediante análise crítica e ácida, ao sistema capitalista e seus efeitos à sociedade.
Educação, escola, formação de professores, Pedagogia da Alternância, Prática docente; foram as temáticas mais exploradas em nível macro, pois no contexto destas foram explorados outros assuntos correlacionados como movimentos sociais, política, economia. No contexto dessas temáticas, muitos autores foram cultivados na trama investigativa (mais detalhes sobre esses clássicos ver Apêndice E).
Foram alvos das críticas de forma contundente e recorrente: o processo de acumulação capitalista; a teoria da carência cultural; a ciência moderna que privilegiou os fenômenos sociais urbanos em detrimento dos rurais; currículo escolar urbanocêntrico; o predomínio tecnicista nas teorias pedagógicas trabalhadas no Brasil; a centralidade de conteúdos da escola; a formação de professores centrada nos princípios de habilidades e lógica das competências, dentro da perspectiva da epistemologia da prática.
No que diz respeito a formação de professores, criticou-se a presença de teorias que, embora criticada pelos teóricos e defensores da educação do campo, estão presentes em cursos de formação de educadores, como o escolanovismo e construtivismo.
A supervalorização dos saberes práticos/aspecto prático da educação, da escola e, a consequente tendência em secundarizar o conhecimento científico, são fortemente criticados, pois causa uma fragilidade no processo de compreensão e construção da Educação do Campo. Também foi muito criticada a atitude contraditória com o discurso proferido, de movimentos como MST, muitas vezes não discutir seus princípios com os assentados, fala em nome da base, estabelece assim uma relação de dominação e submissão incapaz de superar a lógica de funcionamento da escola e currículo urbanocêntrico, tão criticada pelos próprios autores das teses consultadas para fins desta investigação.
3.4.3 Nível Epistemológico
A validação científica ganhou efetividade por meio de múltiplos vieses, com supremacia a produção teórica de intelectuais com atuação e produção teórica sobre a temática estudada. Fizeram parte desse processo a apresentação de relatos, entrevistas, imagens, gráficos, quadros, tabelas.
A causalidade foi apresentada como decorrente e inserida em um universo complexo, histórico, amplo do mundo e da realidade; onde mediante exploração, análise, estudo, é possível compreender uma determinada situação problemática, dentro de em uma teia complexa e contraditória.
A maioria dos pesquisadores entendeu que deve existir a aproximação ao sujeito e ao ambiente do sujeito e do objeto pesquisado, no envolvimento do sujeito cognoscente com o objeto cognoscível, expressa-se na postura metodológica adotada. É importante dizer, que hove quem utilizasse meios virtuais no campo da pesquisa, uma prova de que não é somente indo ao local em que transcorre o fenômeno/fato histórico, que se pode investigar.
3.4.4 Pressupostos Ontológicos
O homem é um ser inserido em um contexto complexo. Esse homem pode ser dominado, mas tem a capacidade de luta, de se contrapor a processos de dominação; por isso procura interferir em sua realidade. Esse ser é histórico e faz história, ou seja, é sujeito de sua própria história; de sua existência material.
Por sua capacidade criativa transforma, adéqua a natureza às suas necessidades de sobrevivência; ele pode desenvolver em todas as suas dimensões e potencialidades, construir outros valores, estruturas, diferentes do sistema hegemônico. É contraditório, sujeito aos efeitos de um sistema perverso, selvagem; que lhe nega direitos, porém que pode e, muitas vezes consegue, construir outros modos de vida.
A Educação é dialógica, dialética, que não está presa nem ao concreto nem ao teórico, mas conjugada aos dois. Instrumento de formação, desenvolvimento transformação humana. Porém a acepção que atravessa todos os paradigmas é de um fenômeno sincronizado às lutas do MST, vinculada à militância político partidária pela transformação social.
Em harmonia com essa concepção, a escola funciona como um dos espaços onde se instrumentaliza os sujeitos para a luta; por isso deve voltar-se à identidade do homem do campo articulada à sua realidade. Por ela passa a formação de uma proposta nova de organização para a sociedade, nova forma de pensar o contexto social, econômico, político e cultural.
Como conquista, é espaço de convivência da e com a comunidade. Em que pese sua vinculação com o homem e a realidade do campo, a escola é espaço de apropriação de conhecimento elaborado pela humanidade, indispensável no processo de instrumentalização do sujeito para o enfrentamento do projeto neoliberal de campo.
A realidade, o próprio traçado de suas concepções é complexo; por isso, pode ser o mundo imediato, cotidiano; como pode ser a realidade complexa, a sociedade ou o mundo em suas múltiplas dimensões; o mundo social objetivo e objetivado, conflituoso; a dimensão externa ao sujeito, mas por ele movimentada; o mundo da exclusão, marginalização e o reinante analfabetismo; decorrente das relações sociais e produtivas mais amplas.
Escola e Educação do e no Campo já tiveram considerável e reconhecido avanço, porém está distante de ser a instituição e o fenômeno pensado, aspirado e defendido pelos movimentos sociais e demais defensores do campo.
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4 CRÍTICA EPISTEMOLÓGICA ACERCA DOS CONHECIMENTOS