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7. Forslag til behandling

7.8. Fyllmateriale

Para esta viagem tomamos como aporte pesquisadores como: Arruda e Aymard (1961); Sampson (1996); Piletti (2001); Melo (2005) e Palma (2006), dentre outros com estudos empreendidos acerca da evolução da história, correlacionado-a aos diferentes momentos de desenvolvimento da escrita.

Em face de tais leituras depreende-se que o conhecimento passado, adquirido e experimentado através das gerações é responsável pela evolução, pelo progresso da humanidade. Por conseguinte, o homem sente necessidade de compartilhar, de manifestar, de difundir e desvelar diferentes conhecimentos culturas e saberes e, para que isso aconteça ele lança mão da linguagem, que por sua vez se apropria da escrita para os devidos registros.

Assim, a escrita como um processo comunicativo e interativo tem sua origem a partir da necessidade que o ser humano tem de contar estórias, de trocar experiências, de persuadir o outro, em fim, de se comunicar e interagir com seus pares. O homem sente necessidade de perpetuar suas estórias, feitos, suas experiências e costumes não apenas por meio da fala, mas também por meio de símbolos, algo que possa configurar um registro.

A escrita em sua gênese caracteriza-se por rabiscos e pinturas em cavernas, que por assim dizer, configura-se uma forma de registro. A história

mostra que os primitivos buscavam comunicar, informar aos seus descendentes, por meio de engenhosos arranjos de objetos simbólicos e rabiscos, comportamentos dos animais, perigos do ambiente que viviam, costumes etc. (AYMARD, 1961).

Percebe-se que já naquela época, mesmo sem organização, nem mesmo padronização das representações gráficas, o objetivo principal da escrita parecia está voltado às formas de expressão, comunicação e interação em que um registro mexia com o mundo das ideias e podia atravessar tempo e espaço. Assim, a escrita como instrumento de interação, comunicação e difusão de conhecimentos de diferentes naturezas, evolui conforme a humanidade (SAMPSON, 1996).

Por volta de 5.500 a.C na antiga Mesopotâmia foi desenvolvida a escrita cuneiforme, tal nomenclatura caracterizava-se por uma designação geral dada a certos tipos de escrita feitos em placas de argila com o auxílio de glifos em formato de cunha.

O homem no processo natural de evolução humana busca, por meio de símbolos, consolidar sua comunicação e seus registros. E, pautados na história, observamos que já nas civilizações antigas à escrita (textos) eram atribuídas específicas finalidades como: registros comerciais e, sobretudo, culturais. Portanto, a escrita começa a desenvolver outras funções que vão ao encontro de interesses administrativos, econômicos religiosos e políticos da época (PALMA, 2006).

Palma (2206) também assevera que o processo de evolução da escrita obteve relevantes contribuições como as dos egípcios antigos, que desenvolveram duas formas de escrita: uma chamada escrita demótica que era uma forma mais simplificada de registro e a outra chamada escrita hieroglífica que era uma forma mais complexa, caracterizada por desenhos e símbolos.

O conjunto destes desenhos e símbolos, a escrita hieroglífica, era passível de ser compreendido pelos membros de um mesmo grupo. Não obstante, este conjunto de desenhos e símbolos, passa a tomar a designação

de pictogramas, os quais eram registrados nas paredes de cavernas e em uma espécie de papel chamada papiro, produzido a partir de uma planta de mesmo nome.

A Antiga Roma também teve significante contribuição no processo da evolução da escrita, pois criou o alfabeto romano com seus registros em pergaminhos utilizando-se de tinta, hastes de bambu ou penas de aves.

Posteriormente, surge uma nova forma de escrita denominada uncial, esta forma perdurou até o século VIII. E, aprofundando um pouco mais no contexto histórico, observa-se que além das atribuições culturais e comerciais a escrita ganha outras proporções, ou seja, ela apresenta-se claramente vinculada a outros interesses como o acesso ao conhecimento, fins religiosos e políticos. (AYMARD, 1961).

Até o século XII destaca-se outra forma de escrita, a escrita carolíngia. Ela também traz significantes contribuições como: a generalização do uso de letras maiúsculas e minúsculas; a separação de palavras por espaços brancos destacados; a pontuação regular, dentre muitas outras.

E, dando um salto na história, indo para o século XV, nos deparamos com o italiano Lodovico Arrighi5 que publicou o primeiro caderno de caligrafia, trazendo à baila um novo estilo, hoje denominado itálico. Não obstante, novos cadernos foram publicados e impressos em chapas de cobre (calcografia), originando-se dai nova forma de escrita, a calcográfica.

Com o tempo a escrita torna-se mais acessível ao homem, pois ela se apresenta cada vez mais flexível e menos complexa, ao passo que deixa de ser escrita ideográfica para ser escrita alfabética. A escrita alfabética resulta numa significante revolução, visto que os registros passam a ter mais fidelidade.

Entre o final da Idade Média e o início da idade Moderna o mundo passa por profundas transformações sociais, econômicas e políticas. Tais

5 Ludovico Vicentino degli Arrighi (Vicenza, c. 1480 - 1527), foi escriba papal e um dos calígrafos que

participaram na criação da cultura tipográfica ocidental durante o Renascimento italiano. Disponível em:< http://tipografos.net/historia/arrighi.html>. Acessado em: 12 ago 2012.

transformações ocorrem devido ação simultânea e combinada de diversos processos históricos como no campo científico, onde a ciência passa a fundamentar-se em métodos de observação e experiência; no campo tecnológico observa-se o uso da bússola, da pólvora e do papel e no campo da comunicação, tem-se o desenvolvimento da imprensa por Gutenberg, fato que oportunizou a difusão mais rápida dos conhecimentos. Este período é marcado e “[...] concorrido igualmente por fatores de ordem cultural, como o espírito de aventura, o desejo de conhecimento [...]” (ARRUDA e PILETTI, 2001, p. 175).

O surgimento da imprensa é sem dúvida uma criação que veio para revolucionar a história da civilização ocidental. Nesta época, o papel e a tipografia que são produtos trazidos pela China, tornam-se responsáveis pelo destaque da mesma no ocidente.

A invenção da imprensa é um evento significante e um momento marcante também na história da escrita, pois a partir dela, surge a grafia mecânica com reprodução quase ilimitada de letras sempre idênticas que não mudaram desde então.

Este invento de Gutenberg abre os horizontes do homem para o conhecimento, pois a partir desta invenção o acesso às informações tende a atingir às demais classes e não apenas a mais privilegiada. Parte significativa da sociedade como as mulheres e operários passam a ter acesso às informações; o mercado de trabalho exige pessoas alfabetizadas; surgem máquinas tipográficas e máquinas de produção contínua que visam atender as demandas dos romances escritos que se expandem em jornais, revistas e folhetins.

Concluindo a fala sobre a invenção da tipografia, embora a história nos mostre que, inicialmente, foi uma criação dos chineses, ela ganha enorme impulso e função somente a partir do século XV. Este invento constitui a base da imprensa durante muitos séculos, dando início à comunicação em massa. E mesmo diante do advento da escrita eletrônica e os recentes avanços da tecnologia computacional como edições eletrônicas de textos, a tipografia permanece viva nas formatações, estilos e grafias.

O período que compreende dos séculos XVIII ao XX, marco denominado de a Revolução Industrial, caracteriza-se pelo processo histórico em que há a “[...] substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril” (ARRUDA e PILETTI, 2001, p.238). E, a partir de 1980 a revolução tecnológica passa a ganhar notoriedade devido à disseminação da informática e o surgimento de computadores pessoais.

O avanço da tecnologia evidenciado a partir das últimas décadas do século XX, na chamada era digital, revela um momento histórico no qual as tecnologias comunicacionais com vistas à comunicação e interação social, permitem o surgimento de novas formas de escrita, a adaptação, inovação e evolução de outras.

A internet surge como grande inovação do século XX no campo das comunicações interpessoais. Essa inovação, devido a seu grande alcance e sua grande disseminação entre as pessoas, acaba introduzindo novas crenças acerca do papel da escrita na atualidade. (RIBEIRO, 2006, p. 13).

As significantes mudanças deste período, experimentadas pelo homem, dão início a uma nova sociedade, uma sociedade interconectada, onde cada nó de uma imensa rede revela as novas dimensões da vida social. (CASTELLS, 2009; 2010).

A cada dia observa-se o desapego à forma padrão da escrita (culta) acarretando assim, na substituição gradativa por novos gêneros e linguagens digitais. Este fenômeno é mais comum entre os jovens, especialmente, entre aqueles que utilizam, com frequência, o ciberespaço e, em particular o espaço das redes sociais.

Os conhecimentos apropriados da cultura escrita padrão (NGB), ora internalizados graças às gramáticas normativas tendem a cada dia alterar-se. Nota-se com isso, formas de escritas ‘particulares’ como as dos guetos modernos que acontecem, por exemplo, em diferentes blogs, comunidades virtuais (interesses comuns) e redes sociais, ou seja, em um mesmo período,

em uma mesma sociedade e ambiente (ciberespaço) podem ser observadas diferentes formas de escrita.

E, nesse novo universo, o público juvenil se sente à vontade para usufruir de formas diferentes de escrita (sons, caracteres, emoticons, abreviações) mediadas pelo aparato tecnológico, e em particular, pela internet. Tais meios, bem como as diferentes formas de escrita, servem para que o jovem possa expressar suas ideias, sentimentos, visões de mundo e interações diversas.

Ainda neste contexto histórico experimentamos a cada momento novas formas de interação e comunicação através da escrita, que atualmente, aparece mediada por computadores, celulares, Iphone, Ipad. Este estudo nos oportuniza perceber que as novas formas de escrita tecem novas formas de linguagens e estão sempre em busca de novos instrumentos e/ou meios que garantam a comunicação, interação e aprendizados.

2.4. LINGUAGENS, LÍNGUA E SIGNO: UMA TESSITURA PERFEITA.