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e reconstruir o p à narrativa que emanam do fun

p.28), faz-se necessário atuar como detetive, em busca de pistas, indícios e sinais omeação para a magistratura, ou a nomeação para o cartório do Rio e recebeu do Presidente Campos Salles, também membro da

, pretende-se dizer que Köpke pertencia a um grupo constituído, por mens ligados ao Partido Republicano Paulista e à Maçonaria. O que har com a hipótese de que a aceitação ou a recusa de suas idéias e nsino de leitura e escrita, bem como de suas cartilhas e livros

muito além de questões estritamente pedagógicas e de método,

tura com os grupos ligados ao Partido Republicano Paulista.

No que diz respeito às questões políticas da educação, uma outra hipótese a ser verificada refere-se ao atrelamento de legitimidade ao seu locus produtor.

Com o advento da República, teria ocorrido um deslocamento do “pólo produtor, propulsor e irradiador” (Mortatti, 2000, p.85) das idéias e propostas de educação e ensino da Academia de Direito, de onde veio João Köpke, para a Escola

Normal de São Paulo, berço dos educadores paulistas, grupo que conquistou a

tos de análise

a história envolve sempre o desejo de conhecer, desvendar, desvelar assado através da mobilização de testemunhos que buscam dar vida se produz. Para lidar com o emaranhado de “restos de escritas que do das eras, como destroços de um completo naufrágio” (Duby, 1993,

(cf. Gi

história:

m e uma palavra para um valor, dum valor para uma instituição, duma palavra

Essa reflexão de Veyne (s/d) sugere uma certa familiaridade, talvez até uma empat

entificação de categorias que possam orientar pela sua “incorporação imaginária” (p.59), do tema (cf. Duby, 1993, p.59). Sobre es

o próprio objeto que, por mais que haja cautela, inevitavelmente revela o filtro de um nzburg, 1989), agindo sempre com uma certa perícia, mas procurando manter o pensamento cuidadoso para dar conta da árdua porém prazerosa tarefa de preparar a matéria-prima, de depurá-la de rebarbas, enfim, purificar as fontes (Duby, 1993, p.33-42). Sobre o rigor necessário à investigação historiográfica, é importante atentar para os princípios propostos por Veyne (s/d) em seu estudo sobre Como se

escreve a

Sendo conhecimento por documentos, a história é o que fazem dela os diferentes vestígios que nos restam do passado; ora, parece que ainda não nos apercebemos de metade da tarefa duma crítica. É a mesma coisa que perguntar-se se os documentos são autênticos, sinceros e convenientemente restituídos; outra coisa, onde ainda resta muito para fazer, é perguntar que gênero de verdade temos direito de deduzir deste ou daquele tipo de vestígio, pareceria, então, que um bom número de erros históricos provém de sobreinterpretar os documentos, de se lhes tere posto questões às quais não deviam responder. Não se pode concluir d de ordem para um fato, dum provérbio para uma conduta, dum rito para uma crença, de um teologema para uma fé pessoal, duma fé para um conformismo, dum idiotismo lingüístico para a psicologia de um povo

(p.248).

ia do historiador para com o tema que elegeu, entre tantos, para ser o seu objeto de investigação. O tema seria, em verdade, um enigma a ser decifrado, sendo necessário, para a construção de inteligibilidade, além da exposição dos fatos, a combinação entre a curiosidade intelectual e a id

se processo de escrita e reconstrução do objeto investigado, diz Boto:

Revolvendo testemunhos legados por uma temporalidade passada, sempre fugidia, invariavelmente o pesquisador da história encontra a si mesmo no presente. No princípio ato de reconstruir o objeto investigado, o seu tempo e o seu cenário, ele se encontra com sua própria criatura. Tributária da memória, a história narra quando é capaz de fazer falar o silêncio, quando consegue silenciar os ruídos. O historiador age, assim, pelo encontro: encontro de seu repertório temático, teórico e metodológico com a apropriação de um outro repertório, que corresponde à narrativa d

olhar, de um modo de observar, de uma certa forma de ver: singularidades apreensíveis por ângulos coletivos em alguma medida, mas também por lentes singulares e pessoais (Boto in Bastos, 2002, p.12-3).

Além das questões aqui apresentadas, outra discussão que se levanta diz respeito à escrita da história de Köpke. Que gênero de história é esse que possibilita a reconstrução da trajetória pessoal e profissional de João Köpke – sua atuação e produção pelos lugares por onde passou ao longo de uma vida dedicada em grande parte a assuntos, polêmicas, empreendimentos e eventos da vida educacional do período?

A princíp biografia, gêner

amplo e detalhado do itinerário da historiografia e pelo alargamento temático, que tem suscitado a c

do, as novas tendências da historiografia, ao introduzir ou ressig

upõe “um conjunto coerente e orientado, que io, a escrita da história de João Köpke parece tratar-se de uma o que passou a ser revisitado desde 1980 a partir de um balanço

onstituição de novos objetos e a reconfiguração de antigos temas, articulados na fértil interlocução entre os historiadores da educação e a produção historiográfica contemporânea. A esse respeito, Warde e Carvalho (2000) afirmam:

É como se da História da Educação não viesse mais aquele ar mofado das gavetas do passado em que as interrogações do presente iam buscar, arquivadas, a reflexão sobre suas origens ou sobre seus fundamentos. Uma enorme capacidade de renovar temas e instigar o olhar é o que hoje marca a presença da História da Educação no campo da pesquisa educacional (p.14).

Desse mo

nificar temas, objetos, procedimentos e métodos, atualizaram o gênero biográfico, dedicado até então à reprodução tradicional. Ao discutir a história biográfica, Chaussinand-Nogaret (1993) afirma que:

numa história que quer ser “total”, as personalidades excepcionais, por seu talento ou representatividade, não podem ser ignoradas ou desprezadas; elas têm o seu lugar numa história em que nada é insólito e em que ninguém pode ser personna non grata. A biografia, ainda, no mais das vezes, política ou militar, tem de estender sua curiosidade além da ilustração dos monarcas e dos generais, dos grandes parlamentares e dos chefes de Estado; ela tem que deixar de ser essencialmente narrativa e alimentar-se com tudo o que permite explicar as sociedades e os homens. Os recentes progressos conseguidos nessa via mostram tudo que se pode esperar de uma história biográfica que terá cessado de ser culto ao herói, comemoração estéril ou conjunto respeitoso de imagens (p.95-6).

Entretanto a história biográfica não se reduz à história de vida, o que resultaria em uma armadilha, que Bourdieu (2003d) denominou de “ilusão biográfica” (p.74). Para esse autor, a história de vida press

pode e

o apresenta Bourdieu (2003d), a vida real é constituída por possib

fia significa, pois, narrar uma trajetória, compreendida aqui não no senso comum do termo, que a

de uma vida “como uma caminhada, isto é, um trajeto, uma corrida, um

cursus

deve ser apreendido como expressão unitária de uma intenção subjetiva, de um projeto (p.74), como se o percurso da vida da pessoa fosse constituído por um deslocamento linear, unidirecional e cronológico, marcado por uma visão de vida como existência dotada de significação e de direção:

Essa vida organizada como uma história (no sentido de narrativa), desenrola-se segundo uma ordem cronológica que é também uma ordem lógica, desde um começo, uma origem, no duplo sentido de ponto de partida, de início, e também de princípio, de razão de ser, de causa primeira, até seu fim, que é também um objetivo, uma realização

(telos)(p.75).

Em termos cronológicos, de fato, uma vida possui finitude: apresenta um começo e um fim. Mas é apenas nesse sentido que pode lhe ser atribuída unidade e totalidade, porque, quando se trata de vivências, uma vida é um sem-número de possibilidades, muitas vezes discrepantes, incoerentes, desordenadas e desprovidas de sentido. Tal com

ilidades concretizadas e não concretizadas, formadas por elementos justapostos e sem razão, em múltiplos tempos e espaços, sendo, no entanto, cada elemento único e imprescindível, portanto, uma vida impossível de ser apreendida como totalidade.

Escrever uma biogra

torna como sinônimo de caminho, percurso, estrada a ser percorrida, tendo já sido dada de antemão, restando ao indivíduo apenas uma sucessão de eventos num espaço determinado. Tomar a trajetória

, uma passagem, uma viagem, um percurso orientado, em deslocamento linear, unidirecional” (Bourdieu, 2003d, p.74), admitindo um início de vida, várias etapas, e depois um fim no duplo sentido, de término e de finalidade, seria aceitar a história simplesmente como uma sucessão de eventos. A noção de trajetória que sustenta esta investigação, ao mesmo tempo em que procura não sucumbir à armadilha da ilusão bibliográfica, parte do pressuposto de que os acontecimentos biográficos se definem como alocação e deslocamentos no espaço social, ou seja, se desdobram tanto no tempo e no espaço quanto participam de sua construção (cf. Bourdieu, 2003d, p.81-2).

Nesse mesmo sentido, Silva (2003) refere-se à biografia intelectual como gênero reabilitado pela História Intelectual, que não mais se dedica a “narrar de maneira linear e cronológica a vida de um personagem intelectual, mas de buscar nessas trajetórias individuais, imbricadas à própria história intelectual, os sentidos de uma vida” (p.21).

Escrever sobre João Köpke é tentar reconstruir sua trajetória, considerando-o como um personagem intelectual. Nesse sentido, busca-se em Sirinelli (1996) uma melhor compreensão acerca do termo intelectual. Em artigo intitulado Os intelectuais, o autor apresenta tanto o caráter polissêmico da definição quanto o aspecto polimorfo do meio intelectual, que acaba por gerar imprecisão no estabelecimento de critérios definidores da palavra, além, é claro, da evolução gerada pelas próprias mutações societárias. Assim defende “uma definição de geometria-variável, mas baseada em invariantes” (p.242), apresentando para tal duas acepções do termo intelectual.

A primeira, de caráter mais amplo e sociocultural, abrange os criadores, ou seja, todos os que “participam na criação artística e literária, ou no progresso do saber” (Sirinelli, 1998, p.261) e também os mediadores culturais, categoria composta pelos que contribuem para difundir e vulgarizar os conhecimentos dessa criação e desse saber” (Ibid., p.261).

A segunda acepção, de caráter mais restrito, refere-se à noção de engajamento na vida da cidade como autor, através da intervenção do intelectual em questões que lhe legitime ou privilegie, tomando-as a serviço das causas que defende.

É possível pensar João Köpke como um intelectual em consonância com essas duas acepções aqui descritas. Com relação à primeira acepção, Köpke pode ser definido co

reconhecimento professor, adqu

1984, p.30) e, segundo D’Ávila (1943), tornou-se ainda no século XIX “o mais apercebido mestre da Província” (p.162). Um outro critério que também precisa ser considerado é o da extensão de sua obra. Köpke escreveu, além de cartilhas e livros de leitura, peças de teatro, fábulas e livros infantis que circularam predominantemente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

mo um criador, se levarmos em conta critérios como notoriedade e dos contemporâneos. Logo nas suas primeiras atividades como iriu fama de “talentoso mestre de reconhecida cultura” (Meneses,

Mas, além de criador, Köpke também pode ser definido como um mediador cultural, na medida em que tanto a sua atuação como educador, caracterizada pelo espírito “bravo e retilíneo” (D’Ávila, 1943, p.163), quanto o seu envolvimento com a causa republicana foram marcados “pelo pioneirismo na divulgação de modernas idéias e práticas pedagógicas” (Mortatti, 2002, p.548).

No que diz respeito à segunda acepção, Köpke bacharelou-se em Direito em 1875, tendo sido nomeado promotor público nesse mesmo ano, carreira que logo abandonaria para dedicar-se ao magistério e “à causa republicana, de acordo com a qual a instrução pública era considerada a mola propulsora” (Mortatti, 2002, p.546). Köpke foi diretor e professor de várias matérias do ensino primário e secundário, dedico

ção política, posto que, nas sociedades contemporâneas, a condição política é ineren

:

u-se a uma profícua produção intelectual escrita voltada a temas relativos à educação e ao ensino, além de ter participado dos principais eventos da vida educacional do período, proferindo conferências pedagógicas e participando como crítico e polemista sempre a serviço da “santa causa republicana”.

Para Sirinelli (1988), a trajetória dos intelectuais remete obrigatoriamente à história política, por isso defende que o termo “intelectual” não seja depurado de sua conota

te ao intelectual, seja por uma inserção direta, como testemunha de uma época ou ator do jogo político, seja em sua ação indireta, como homem portador da consciência de seu tempo10. Com relação a esse segundo aspecto, o autor afirma que, ainda que o engajamento não seja em sentido estrito, o intelectual “é um agente da circulação das massas de ar culturais que determinam a instalação das grandes zonas ideológicas de uma época” (p.9), podendo imprimir marcas na classe à qual pertence com sua visão de mundo e, indiretamente, através de sua intervenção política. Assim, Ory e Sirinelli (1992) entendem o “intelectual” como sendo

Um homem do cultural, criador ou mediador, colocado em situação de homem do político, produtor ou consumidor de ideologia. Nem uma simples categoria sócio- profissional, nem um mero personagem, irredutível. Se tratará de um estatuto, como na definição sociológica, mas transcendido por uma vontade individual, como na definição ética, e voltado para um uso coletivo (p.10).

10 A tese d

entre os

e doutoramento de BONTEMPI JUNIOR, Bruno. 2001. A cadeira de História e Filosofia da USP

anos de 40 e 60; um estudo das relações entre a vida acadêmica e a grande imprensa, defendida no

Programa de Educação: História, Política, Sociedade, empreende um estudo acerca da trajetória de um intelectual a partir desses referenciais teóricos.

Pensar o poder de ressonância do intelectual revelou-se instrumento eficaz no estudo do itinerário empreendido nesta pesquisa. João Köpke não era um homem do Partido, no sentido estrito, e, ainda que comungasse dos ideais republicanos, não se converteu em porta voz ou liderança desse grupo. João Köpke foi um pedagogista, um homem que dedicou parte significativa de sua vida à criação de teorias, práticas e instrumentos que fossem capazes de educar os cidadãos que um dia guiariam a República. Expressou seu pensamento político-pedagógico pondo em circulação, na imprensa, nas escolas, nos livros para crianças e nas conferências que proferiu, uma pedagogia moderna, que, ao mesmo tempo, tornou-se sinônimo de científica e republ

rmação de homens que se consagraram sob a insígnia de escolanovistas. O que se

ico-social-econômico em que vivia.

A forma empregada por

Filho por desco

autora aponta p

desde os “primeiros republicanos reformistas de São

Rangel Pestana, Caetano de Campos, Gabriel Prestes” (p.143), que lhe deram base de su

icana.

Por certo que não restam dúvidas acerca da importância desse intelectual educador na construção da História da educação brasileira, posto que, além de membro do estrato intermediário dos intelectuais, Köpke exerceu papel fundamental para a fo

faz necessário é adotar uma metodologia de trabalho que o situe em seu tempo e o faça ser compreendido no contexto polít

de compreender e construir o itinerário de um intelectual foi Warde (2003) no estudo sobre O itinerário de formação de Lourenço

mparação. Ao analisar o arsenal intelectual de Lourenço Filho, a

ara as ferramentas por ele acumuladas como uma forma de herança Paulo – como João Köpke,

stentação pedagógica, não só através de amálgamas de práticas antigas e modernas e de intervenções renovadoras, mas também de resistências.

De acordo com Sirinelli (1996), os processos de transmissão cultural são essenciais para se pensar o intelectual, na medida em que ele se “define sempre por referência a uma herança, como legatário ou como filho pródigo” (p.255), ora através de um fenômeno de intermediação, ora por um processo de ruptura, mas de qualquer forma o patrimônio herdado dos mais velhos é “elemento de referência explícita ou implícita” (p.255).

Analisar o itinerário de um intelectual nos remete também ao conceito de geração. Para Silva (2003), esse conceito apresenta basicamente duas

interpretações. A primeira refere-se à “seqüência das gerações”, que implica uma relação de domínio dos predecessores, dos contemporâneos e dos sucessores, o que “pressupõe, ao mesmo tempo, a idéia de aquisição e de transmissão” (p.23). A segunda interpretação, por sua vez, diz respeito ao pertencimento a uma “mesma geração”, ou seja, considera como pertencentes a uma mesma geração contemporâneos que viveram determinados acontecimentos e foram expostos às mesmas transfo

espaço de tem experiências de

Mannheim mesma geração

que dependeria nidades comuns, herdadas e

vivenciadas com destino.

A força d direção quanto

. É partindo da adoção da “unidade de

ensino como elemento transformador da sociedade.

Sirinelli (1996) também destaca a organização do grupo de intelectuais em torno de uma sensibilidade ideológica ou cultural, criadora de uma vontade e um rmações. No entanto, a autora afirma que “viver em um mesmo po não significa, no entanto, a necessidade de partilhar as mesmas

vida e a mesma forma de pensar” (p.22). É preciso mais.

(1982), ao lado de critérios biológicos de pertencimento a uma , acrescenta a necessidade de existência de um “laço de geração”, de um conjunto de sensibilidades e afi

a capacidade de criar um sentimento de partilha de um mesmo

o “laço de geração” assumiria o papel formativo do grupo tanto na no que se refere ao caráter específico:

Do slogan ocasional a um sistema de pensamento racional, do gesto aparentemente isolado à obra de arte terminada, freqüentemente a mesma tendência formativa está em operação – sua importância social está em seu poder de vincular socialmente os indivíduos. A profunda significação emocional de um slogan, de um gesto expressivo ou de uma obra de arte está no fato de que não apenas os absorvemos como dados objetivos, mas também como veículos de tendências formativas e atitudes integradoras fundamentais, identificando-os assim como um conjunto de esforços coletivos (Mannheim, 1982, p.87-8).

Portanto, mais do que geração, interessa aqui a “unidade de geração”, posto seu efeito formador e modelador do grupo

geração” como categoria de análise que se pode entender João Köpke como membro de um grupo, definido desde o convívio acadêmico, e ao qual se manteve unido em diferentes espaços, quer seja no jornal A Província de São Paulo, pela impressão de uma “linha comum de argumentação”, quer seja pela atuação no ramo educacional através da iniciativa particular, concretizando a crença no poder do

prazer

endida de outra maneira, na qual ológico. As “redes” secretam, na

), essa opção apresenta a vantagem de não tratar o intelectual como um homem à frente de seu tempo, responsável

pela convivência, denominada estrutura de sociabilidade. Para o autor, em verdade, o termo comumente utilizado para referir-se a essa estrutura é o de “redes”, que pode ser compreendido de duas formas. Ao mesmo tempo em que redes estruturantes do espaço intelectual, também como “microclima” característico de um microcosmo intelectual bastante específico,como aponta em seu texto:

Todo grupo de intelectuais organiza-se também em torno de uma sensibilidade ideológica ou cultural comum e de afinidades mais difusas, mas igualmente determinantes, que fundam uma vontade e um gosto de conviver. São estruturas de sociabilidade difíceis de apreender, mas que o historiador não pode ignorar ou subestimar (...) As estruturas de sociabilidade variam, naturalmente, com as épocas e os subgrupos intelectuais estudados (...) Mas, em todo caso, é possível e necessário fazer sua arqueologia, inventariando as solidariedades de origem, por exemplo de idade ou de estudos, que constituem muitas vezes a base de “redes” de intelectuais adultos ( p.248-50).

Mas a sociabilidade também pode ser ent também se interpenetram o afetivo e o ide

verdade, microclimas à sombra dos quais a atividade e o comportamento dos intelectuais envolvidos freqüentemente apresentam traços específicos. E, assim entendida, a palavra sociabilidade reveste-se portanto de uma dupla acepção, ao mesmo tempo “redes” que estruturam e “microclima” que caracteriza um microcosmo intelectual particular (p.252-3).

Essa forma de compreender e construir a trajetória de um indivíduo tem se