dia dos estudantes que ingressavam na Academia, que era, na maioria das vezes, em torno de quinze anos, idade mínima prevista pela lei de 11 de agosto de 1827 para iniciar o curso. Muitos chegavam a São Paulo ainda mais jovens para freqüentar o Curso Anexo, ou seja, o curso preparatório para os exames para o ingresso nas Arcadas.
Contudo, as dificuldades para o ingresso se intercalavam e entrecruzavam. A começar pela distância, p
r outro, emocional, causada pela forçosa separação do aluno e sua
inuidade, havia também o estranhamento do frio aqui do Sul, de temores nos jovens oriundos de regiões quentes. Todavia, o
decorria dos custos de ser bacharel das Arcadas. Além de pagar os ou os repetidores particulares, quase uma condição sine qua non e ingresso” (Martins; Barbuy, 1998, p.92), a família deveria arcar c
custos das anuidades, as despesas com alimentação, moradia, vestuário, livros, além de custear a vida social de seu rebento com “teatros, cafés, noitadas e... amantes” (Ibid., 1998, p.92).
Por esses motivos, ser Bacharel pela Academia do Largo constituía privilégio usufruído apenas por uma minoria rica ou, ao menos, socialmente bem situada.
Ainda assim, o curso era muito disputado pelos jovens da elite que percebiam as Arcadas “menos como um espaço de saber e mais como um espaço de poder” (Bittar, 2001, p.67). A Academia, dessa forma,
ite se convertiam em aprendizes do poder (cf. Adorno, 1988), posto rias já estavam predeterminadas: ato contínuo ao término do curso, a da pública, a ascensão na magistratura e, principalmente, o ingresso
Figura 1.2. Academia de Direito do Largo São Francisco.
Fonte: Álbum comparativo da cidade de São Paulo (1862-1887), Augusto Militão. Arquivo do Estado de São Paulo.
A partir de um levantamento das profissões da legislatura de 1850-52, que aponta para 111 deputados, sendo 71 advogados, 8 eclesiásticos, 4 militares, 4 médicos e 24 o
mesma de ante republicano” (t.2 forma contunde arguta análise d
mpo. O jovem bacharel, portanto, é para a cidade e para a tribuna; o fazendeiro, para o interior e utros, Holanda (1985) afirma que a composição do Parlamento era “a s e a que será a regra no Brasil imperial e mesmo em parte do , v.3, p.16), marcada pelo predomínio do bacharel, que expressa de nte os valores retóricos de uma sociedade patriarcal. Segundo a o autor:
O senhor de terras quer ser advogado, ou faz do filho advogado, para que ele venha brilhar na Corte. Compõem-se de maneira exata os interesses: o jovem bacharel é melhor que não fique no meio rural, que ele pode perturbar a ordem e a rotina que ali imperam; demais, não é desejo seu, que não se adapta mais à vida acanhada do interior, pelas experiências e companhias que teve quando estudante; quanto ao fazendeiro, que nunca viveu em cidade grande, prefere continuar no ca
para a lavoura; um dá a base eleitoral ampla e sólida; o outro deve fazer a política em consonância com o interesse do grande eleitor (Ibid., p.17).
A importância do título de bacharel cresceu significativamente durante o Império, época em que as faculdades se tornaram verdadeiros celeiros de candidatos às carreiras jurídicas, à advocacia, à política, à diplomacia, à burocracia, à literatura, à poesia, etc.
mais propícios para contentar os povos oprimidos de fome e miséria e o terceiro que tem uma carta de Bacharel que ançá-la em homens enciclopédicos e
A fascina de ser flagrada nos jornais. Assim,
desde os primeiros anos do Império, o novo poder aristocrático ganha espaço nas páginas da imprensa, com notícias e avis
que o Senhor Bacharel Formado Fulano, o Senhor Doutor Sicrano ou o Senhor
Aliás, ca
“ricamente bord a trajes de castas,
de mandarins, verdadeira proc No capít
Filho (1982) m Ron L. Seckringer, dois
pesquisadores norte-americanos que, sob o título Mandarins do Brasil Imperial, Comentando sobre a influência do título de bacharel, Freyre (1968) cita uma passagem bastante pitoresca ocorrida no Pará, descrita no livro Memórias de Dom
Romualdo de Seixas:
(...) distinto Deputado, hoje Senador do Império, propunha que se mandasse para o Pará, com o fim de melhor ajustar ao sistema imperial aquela província indianóide do extremo norte, “carne, farinha e bacharéis”. E comentava Dom Romualdo: “Pareceu com efeito irrisório à medida; mas refletindo-se um pouco vê-se que os dois primeiros socorros eram os não menos valioso pela mágica virtude
lc transforma os que tem a fortuna de a aptos para tudo” (p.575).
ção pelos bacharéis também po
os sobre os “Doutores”, “Bacharéis formados” e “Senhores Estudantes” (Ibid., p.582). No entanto, nem sempre laudatórias, as notas revelavam também ocorrências indiscretas, como, por exemplo, dívidas econômicas:
Alfaiates que revelavam depois de anos de pachorrenta espera
Estudante Beltrano continuava a lhe dever uma sobrecasaca ou um fato feito por medida no mês tal ou no ano qual (Ibid., p.583).
be destacar que as sobrecasacas e becas eram, muitas vezes, adas e importadas do Oriente”, assemelhando-se
funcionando, no dizer de Freyre (1968, p.582-3), como uma uração capaz de aristocratizar homens.
ulo intitulado A presença do bacharel na vida brasileira, Venâncio enciona um estudo de Eriol-Soo Pang e
destac
amento para o bacharéis eram as de juiz municipal, juiz de Direito, promotor público, pós o início da redia de acordo com a combinação de
, 1982, p.274).
A escolha pelo Direito decorria menos da vocação e mais do status social. Assim, passo e a aristocracia dos jovens, dos doutores, a aristocracia de togada”, em qu do enfeitiçante ou brilhante” (p. Fossem o Almeida Nogue
eles “discursivos, preparados, aplicados ou gazeteiros, românticos e flanadores” (Martin
(apud Martins; Barbuy, 1998, p.94).
a as relações entre o mandarinato, a carreira política e os laços familiares e de casamento:
Decidido que o bacharel em Direito fosse entrar na política, seus primeiros contatos eram feitos através do sistema familiar; as ligações políticas e econômicas de seu pai eram especialmente importantes em determinar as oportunidades do jovem. Alguns futuros mandarins recebiam nomeações imperiais importantes logo após a formatura. Mas, via de regra, o bacharel destinado a uma carreira de mandarim entrava na política por meio de um “internato” (internship) durante o qual ele servia o Imperador em posições menos importantes, completando, no processo, seu trein
status de mandarim. As posições comumente indicadas para os jovens delegado de polícia e vários outros cargos menores em órgãos provinciais e centrais. Os cargos mais elevados incluíam os de chefe de polícia de províncias, presidente de províncias e desembargadores. A
carreira política, o bacharel prog
personalidade, carisma, talento, laços de casamento, ligações familiares e sorte política (apud Venâncio Filho
a passo, constituía-s
beca, a neocracia. No dizer de Holanda (1997), “uma nobreza e o diploma e o canudo fundem-se como “complemento e a insígnia” discurso, que seduz pela “palavra fácil, resposta pronta e locução ágil
328).
s alunos meros estudantes, ou talvez estudantões, expressão cara a ira (1909) para referir-se aos acadêmicos brilhantes, e ainda fossem
s; Barbuy, 1998, p.94), o que de fato importava era o título, o diploma, equivalente à senha legitimidadora do pleno exercício e propriedade do poder. Ora, nada melhor do que os próprios versos de um acadêmico como Fagundes Varella, provavelmente um dos mais boêmios de sua geração, para sintetizar essa idéia:
Pode bem ser que o livro não abrisse Que não votasse amor à sábia casta Mas, tinha o nome inscrito entre os alunos Da escola de São Paulo, e é quanto basta.
Contudo, para além do fascínio, a Academia de Direito e seus bacharéis foram alvos de bravias críticas, como as de Eduardo Prado29, herdeiro de uma importante família paulista e bacharel em Direito pela Academia de São Paulo. O jovem criticou severamente os “males do bacharelismo”, expressos através do diálogo intermitente entre
preciso assinalar o mal sem assinalar que a inteligência política era a do bacharel...
tra crítica contumaz ao bacharelismo, dessa vez da precep
Brasil para educadoras,
m padres ogados e no Rio de Janeiro os discípulos de Esculápio, os doutores “par excelence”.
Os brasileiros dão ótimos advogados, podendo dessa forma aproveitar seu talento declamatório.
os coronéis do interior e os bacharéis das cidades, uma espécie de conversa entre pais e filhos, que prejudicava o desenvolvimento da civilização brasileira.
Se o mal do bacharelismo não era um privilégio brasileiro, era, no entanto sem ser praticamente um mal, em certos aspectos, a base de uma carreira política e não de uma profissão.
Mais (sic) o que Eduardo mostrava, nos últimos anos da Monarquia é a omissão negativa do bacharelismo ao manter, no quadro das instituições jurídicas, uma situação já desvinculada da realidade.
Porque o bacharelismo se evidenciava, para ele, no artifício, na sustentação do insustentável, na justificação dos males e erros, na formação da conduta, frente a uma realidade que se ocultava (...)
Convém lembrar suas grandes obras e suas grandes figuras, porque era
(Mota Filho apud Venâncio Filho, 1982, p.283).
Coincidentemente, de dentro da casa de mais uma importante família paulista, a de Martinho da Silva Prado, ou
tora alemã Ina Von Binzer, que cuidava da educação dos filhos da família. Fräulein Binzer residiu no Brasil entre 1881 e 1883. Suas experiências em território brasileiro ficaram registradas nas 40 cartas enviadas a uma suposta amiga, Grete, residente na Alemanha. Sob o pseudônimo de Ulla von Eck, narrou minuciosamente suas aventuras pedagógicas e impressões sobre os brasileiros. Assim, merece destaque uma passagem em que se refere ao bacharelismo nacional:
É verdade mesmo: S. Paulo é o melhor lugar do
tanto a capital, como toda a província, porque os moços da nova geração namoram a ciência e dão-se ares de erudição e de filosofia.
Somos uma cidade universitária!
Mas não pense em Bonn ou Heidelberg, pois a academia daqui não é senão uma Faculdade de Direito.
No interior da província há um seminário onde se prepara (esqueci o nome do lugar), aqui, formam-se adv
29 As críticas de Eduardo Prado são mencionadas por Candido Mota Filho, seu biógrafo, no livro A vida de
Dão a vida por falar, mesmo quando é para não dizer nada. Com a eloqüência que esbanjam num único discurso, poder-se-iam compor facilmente dez em nossa terra, embora não possuam verdadeira eloqüência nem marcada personalidade, falando todos com a mesma cadência tradicional usada em toda e qualquer circunstância. Tudo é exterior, tudo gesticulação e meia cultura.
O fraseado pomposo, a eloqüência enfática já são por si próprios falsos e
tenha desem
o era o mesmo ambiente descrito por Fräulein Binzer que João Köpke encon
ferrado
teatrais; mas se você tirar a prova real, se indagar sobre qualquer assunto não se revelam capazes de fornecer a informação desejada (Binzer, 1982,
p.75-6).
A história da Academia de Direito faz sobressair, de um lado, o prestígio dos bacharéis que se incorporavam à burocracia, ocupando os cargos mais importantes, quer seja no nível intraprovincial, regional, quer seja no nível nacional, e, de outro, ou melhor dizendo, de seu reverso, o academicismo oco, pautado na eloqüência e retórica, esvaziado de conteúdo. Entretanto, é inegável que a Academia
penhado papel fundamental no que se refere ao panorama social, tendo se constituído como “agente de cosmopolização” (Morse, 1970, p.83) e pólo difusor de mudanças.
Por cert
trou 10 anos antes, quando chegou a São Paulo em 1871: uma cidade ainda envolta em névoas, com ruas estreitas e muitos becos escuros, que começava a deixar para trás as “(...) casas que parecem feitas antes do mundo, tanto são pretas; ruas que parecem feitas depois do mundo, tanto são desertas”, da célebre carta de Castro Alves30, e que pouco a pouco se aformoseava.
O largo de São Francisco permaneceu de terra batida, carente de atrativos comerciais por muito tempo. Na frente da Academia encontrava-se a oficina de um
r chamado Fabien Elichalt, que se resumia a “um barracão atarracado, com uma porta larga, da qual partia um braço de ferro com uma tabuleta em que se via pintado um belo cavalo cor de tijolo” (Menezes apud Martins; Barbuy, 1998, p.61). A Ladeira de São Francisco era tomada por casinhas barrigudas e curvadas para frente, “encostando-se umas às outras para não escorregar” (Martins; Barbuy, 1998, p.61). Na parte posterior havia a morada do Eco, um beco de fama estranha, “onde à
30 O trecho pertence a uma carta de Castro Alves, escrita em São Paulo, no mês de abril de 1868. O período em
que freqüentou a Academia foi marcado por sua negligência com relação aos estudos, às aulas e aos exames, além de um estranhamento, ou melhor, um sentimento de rejeição manifestado ainda nesta mesma carta: “São Paulo não é o Brasil... é um trapo do pólo pregado a goma arábica na falda da América”. Consultar CASTRO ALVES. 1938. Obras Completas. São Paulo: s/e: v.2, p.556-9.
noite, os estudantes aterrorizavam a população, lançando gritos horríveis” (Ibid., p.61).
O edifício da Academia era, ainda, com pouquíssima diferença no frontispício e nos
Contudo, dentro do antigo prédio, construído por volta de 1647, João Köpke, bacharel recém
novas”, lendária
desde 1868 co ando o
poderio da Igreja Católica nos negócios do Estado. É deste mesmo ano de 1868 a queda
O Manifesto Republicano, assinado em 3 de dezembro de 1870, que dera
O Partid Brasiliense, em
abril desse ano que se realizou, na pequena cidade de Itu, a Convenção
Republicana, q sos da
Faculdade de Direito. En
compartimentos internos, o mesmo convento dos frades franciscanos, tomado de “empréstimo” pelo Tenente General Arouche Rendon, o seu primeiro diretor (cf. Almeida Nogueira, 1908, p.269).
-chegado a São Paulo, encontrou também “um bando de idéias expressão cunhada por Sílvio Romero, para significar as idéias que locaram em cheque os princípios da escolástica, question
do Gabinete Liberal de Góes e Vasconcelos, que provocou o acirramento dos ânimos políticos e a criação da ala radical do Partido Liberal.
No Rio de Janeiro, essas transformações consubstanciaram-se na fundação do Partido Republicano, na criação do jornal A República e no lançamento do
Manifesto Republicano. Em todas essas ocorrências, houve uma marcante presença
dos bacharéis da Academia do Largo São Francisco:
origem ao Partido Republicano, fora redigido por Quintino Bocaiúva, Salvador de Mendonça e Saldanha Marinho, sendo os dois primeiros ex- alunos da Academia; no jornal A República, seu porta-voz, a presença do também ex-aluno Quintino Bocaiúva (Martins; Barbuy, 1998, p.61).
o Republicano estava sendo formado pelo bacharel Américo 1873, quando João Köpke cursava o segundo ano de Direito. Foi em
ue congregou proprietários de terra e bacharéis egres
tre os signatários do Manifesto Republicano de 2 de julho de 1873, constavam os bacharéis Américo de Campos, Campos Salles, Martinho Prado Junior, Antonio Augusto da Fonseca, Francisco Quirino dos Santos, José Alves Cerqueira César, Bernardino de Campos, Francisco Glicério e Jorge Miranda.
Estavam lançadas assim as bases do Partido Republicano Paulista (PRP) que, no ano de 1877, elegeria os três primeiros deputados republicanos, três ex-
alunos do Largo São Francisco: Prudente de Moraes, Cesário Mota Junior e Martinho Prado Junior.
O Manifesto Republicano, documento norteador da luta política que compr estão da mão-de-obra desem a”31. Suas origen írito filantrópico:
ecchi (1978), a luta contra o absolutismo monárquico esteve presen
eendia a idéia de res publica, coisa pública, como um instrumento de luta contra a centralização do poder em busca da secularização, era incisivo na proposta de Federação, ostensivo na crítica ao Poder Moderador e mudo quanto à Abolição. Evidentemente, porque o momento era de agregar o maior número possível de adeptos entre os proprietários de terras, e a polêmica qu
penhava um papel desagregador, à medida que acirrava os correligionários. Ao longo da década de 70, a livre circulação de idéias e o ambiente questionador da Academia foi se intensificando. Os alunos, mais do que nunca, escreviam na imprensa acadêmica, fundavam clubes literários e políticos e ingressavam nas sociedades estudantis, criadas na Academia. Entre elas, destacava-se a Burschenschaft, popularmente conhecida como “Buch
s estão ligadas ao lente de História do curso anexo da Faculdade de Direito, Julio Frank. A Bucha teria sido criada por volta de 1830 e destinava-se, essencialmente, a ser uma sociedade de auxílio mútuo para os estudantes que estivessem na Academia e também para os seus membros, mesmo depois de formados.
Os membros da Burschenschaft eram escolhidos entre os acadêmicos que revelassem amor à liberdade e aos estudos, qualidades aliadas, ainda, à firmeza de caráter e ao esp
O futuro membro dessa sociedade secreta é observado, estudado, e, só depois de ter a competente aprovação é convidado. Dá-se, então, se aceitar, sua iniciação. Constituía-se, assim, a elite dos estudantes e seu número era pequeno, o que justifica a projeção que seus membros tiveram na vida política, cultural e social do Brasil (Bandecchi, 1978, p.95).
Segundo Band
te em todas as sociedades secretas desde meados do século XVIII. Assim, tanto os estudantes iniciados na Bucha quanto os membros da Maçonaria
31 A respeito da Bucha, consultar SILVA, Nicolau Duarte. 1931. Libero Badaró. Revista do Instituto Histórico e
Geográfico, volume XXVIII, p.468; ALBUQUERQUE, A. Tenório de. 1970. Sociedades Secretas. Rio de
Janeiro: Aurora. BANDECCHI, Pedro Brasil. 1978. A Bucha, a maçonaria e o espírito liberal. São Paulo: Livraria Teixeira.
compartilharam republicanos. E também, ou t
maçons. Nessa condição encontravam-se:
ampos, fundador da Loja Trabalho, de 72; Campos Sales, iniciado na Loja
Loja América; Quirino dos Santos, iniciado pinas ... (Ibid., p.134).
O tratam se João Köpke
pertenceu à Buc manteve-se liga
profissional, quer seja na imprensa, quer seja nos colégios em que lecionou ou dirigiu
odos os acadêmicos eram bucheiros e maçons. No ambiente renova
no pátio das Arcadas, nos cafés e nas repúblicas.
o conservador, sendo, no entanto, ambas as famílias do mesmo município de Areias. Ou, ainda, o monarquista Olympio Oscar de Vilhena Valladão e os republicanos An
os mesmos ideais filantrópicos, liberais, antimonarquistas e ainda mais: a irmandade entre a Bucha e a Maçonaria solidificou-se alvez principalmente, porque muitos dos bucheiros tornaram-se
... Prudente de Morais, fundador da Benemérita Loja de Piracicaba, em 24 de novembro de 1875; Américo Brasiliense, venerável da Loja América, de 1870 a 1872; (...) Bernardino de C
Amparo, em 8 de agosto de 18
Independência, de Campinas; Ubaldino do Amaral, membro da Loja Firmeza, de Itapetininga, à qual pertenceu Pinheiro Machado (44ª); Ubaldino foi filiado também à Loja Constância III, de Sorocaba; Rangel Pestana, membro das Lojas Sete de Setembro e América, das quais foi orador; Carlos Reis, membro da Loja Estrela do Oeste; Américo de Campos, um dos fundadores da
na Loja Independência, de Cam
ento das fontes não permitiu afirmar ou refutar
ha e se foi membro da Maçonaria, mas a muitos bucheiros e maçons
do ao longo de sua vida, por laços de amizade pessoal e coleguismo
. Assim, considerando seus vínculos com Américo Brasiliense, Campos Sales, Américo de Campos, Caetano de Campos, Rangel Pestana, entre outros, é plausível admitir que, se não participou das sociedades secretas como membro, ele as freqüentou - e muito -, dado seus relacionamentos, suas afinidades e sobretudo seu sentimento de partilha ao ideário comum desse grupo.
Contudo, nem t
dor das Arcadas, tudo era possível. Conviviam republicanos conservadores, democratas, ultramontanos, liberais e positivistas; exerciam-se e debatiam-se os mais diferentes credos, provocando calorosas discussões e, por vezes, inconciliáveis celeumas,
Basta destacar que, na turma de 1871-75, a que pertencia João Köpke, conviveram Alexandre Ribeiro da Silva, filho do Coronel Domingos Silva, chefe do partido liberal, e Canuto José Saraiva, filho do Capitão Joaquim José Saraiva, chefe do partid
A divisã políticas, tendo
Cardoso, Olympio Oscar de Vilhena Valadão, Pedro de Vasconcellos Teixeira da Motta, todos alunos da mesma turma acadêmica de Köpke, associados a Honório Herme
e último redigid
Furtado de Mendonça, que, em seu primeiro editorial, de 1º de maio de 1874, defendia de maneira inflamada a República:
O Rebate, lutador que se apresenta de viseira erguida na gloriosa arena da imprensa, traz por mote uma única palavra: - República.
A folha que hoje toma um lugar na publicidade tem um programa claro, explícito, franco: pugnar pela democracia, que é o luminoso ideal das o da Academia acentuou-se com a proliferação de agremiações
cada uma o seu Club e o seu órgão de imprensa. Francisco Candido
to Pinto de Figueiredo, do 2º ano, Francisco Bernardino Rodrigues da Silva, Francisco José dos Santos Cardoso e Genuíno Vidal, do 3º, e ainda alguns outros estudantes, fundaram, em 1871, o Club Constitucional Acadêmico e o jornal O