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KAPITTEL 3................................................................................................................................... 34

3.5 Helsekonsekvenser

3.5.1 Selvbestemmelse

Branca 385 736 1189 1032 1013 1041 967 938 947 785 Preta 64 123 231 208 190 203 186 193 179 168 Amarela 4 8 13 17 15 12 16 13 9 14 Parda 122 216 384 353 415 384 403 424 478 443 Indígena 2 1 1 1 2 5 4 0 4 2 Ignorado / Em branco 1765 1147 374 196 168 158 104 99 79 76

Escolaridade (segundo nível de instrução)

Sem instrução e fundamental incompleto 486 341 244 196 172 163 104 86 87 91

Fundamental completo e médio incompleto 594 589 565 443 484 425 367 345 322 288

Médio completo e superior incompleto 510 480 565 511 450 496 356 312 358 294

Superior completo 234 268 288 264 310 324 537 628 640 592

Não se aplica / Ignorado / Em branco 518 553 530 393 387 395 316 296 289 223

Categoria de exposição Homossexual 473 502 468 430 388 461 449 513 547 505 Bissexual 226 218 222 190 177 189 161 142 156 121 Heterossexual 638 670 690 555 648 534 567 587 570 530 UDI 275 218 240 163 148 157 120 107 93 82 Outros 1 8 7 7 9 9 5 5 6 5 5 Ignorado 722 616 565 460 433 455 378 312 325 245 Total 2342 2231 2192 1807 1803 1802 1680 1667 1696 1488

1 Hemofilia, transfusão, acidente com material biológico e transmissão vertical Fonte: SINAN CCD/COVISA - SMS/SP, JUL / 2011.

Tabela 02 – Distribuição proporcional dos casos de Aids notificados na população masculina com 13 anos e mais segundo raça / cor, escolaridade, categoria de

exposição e ano de diagnóstico. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Raça / cor Branca 16,4 33,0 54,2 57,1 56,2 57,7 57,6 56,3 55,8 52,8 Preta 2,7 5,5 10,5 11,5 10,5 11,3 11,1 11,6 10,6 11,3 Amarela 0,2 0,4 0,6 0,9 0,8 0,7 1,0 0,8 0,5 0,9 Parda 5,2 9,7 17,5 19,5 23,0 21,3 24,0 25,4 28,2 29,8 Indígena 0,1 0,0 0,0 0,1 0,1 0,3 0,2 0,0 0,2 0,1 Ignorado / Em branco 75,4 51,4 17,1 10,8 9,3 8,8 6,2 5,9 4,7 5,1

Escolaridade (segundo nível de instrução)

Sem instrução e fundamental incompleto 20,8 15,3 11,1 10,8 9,5 9,0 6,2 5,9 5,1 6,1 Fundamental completo e médio incompleto 25,4 26,4 25,8 24,5 26,8 23,6 21,8 20,5 19,0 19,4 Médio completo e superior incompleto 21,8 21,5 25,8 28,3 25,0 27,5 21,2 18,6 21,1 19,8

Superior completo 10,0 12,0 13,1 14,6 17,2 18,0 32,0 37,4 37,7 39,8

Não se aplica / Ignorado / Em branco 22,1 24,8 24,2 21,7 21,5 21,9 18,8 17,6 17,0 15,0 Categoria de exposição Homossexual 20,2 22,5 21,4 23,8 21,5 25,6 26,7 30,8 32,3 33,9 Bissexual 9,6 9,8 10,1 10,5 9,8 10,5 9,6 8,5 9,2 8,1 Heterossexual 27,2 30,0 31,5 30,7 35,9 29,7 33,8 35,2 33,6 35,6 UDI 11,7 9,8 10,9 9,0 8,2 8,7 7,1 6,4 5,5 5,5 Outros 1 0,3 0,3 0,3 0,5 0,5 0,3 0,3 0,4 0,3 0,3 Ignorado 30,8 27,6 25,8 25,5 24,0 25,3 22,5 18,7 19,2 16,5 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

1 Hemofilia, transfusão, acidente com material biológico e transmissão vertical Fonte: SINAN CCD/COVISA - SMS/SP, JUL / 2011.

Tabela 03 – Número de casos de Aids notificados na população feminina com 13 anos e mais segundo raça / cor, escolaridade, categoria de exposição e ano de

diagnóstico. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Raça / cor Branca 211 412 621 491 516 531 396 399 381 295 Preta 33 71 109 115 143 102 115 114 93 92 Amarela 1 3 8 2 6 4 3 4 5 13 Parda 74 126 212 201 278 268 252 245 259 214 Indígena 0 0 0 0 3 1 2 0 1 0 Ignorado / Em branco 883 598 151 80 79 76 54 39 19 33

Escolaridade (segundo nível de instrução)

Sem instrução e fundamental incompleto 327 245 190 130 128 135 64 88 76 56

Fundamental completo e médio incompleto 349 376 337 298 321 286 244 240 208 207

Médio completo e superior incompleto 197 235 264 248 292 291 192 176 171 135

Superior completo 64 67 69 49 107 89 151 181 186 159

Não se aplica / Ignorado / Em branco 265 287 241 164 177 181 171 116 117 90

Categoria de exposição Homossexual 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Bissexual 0 1 1 0 1 0 9 3 3 4 Heterossexual 822 857 796 679 794 748 632 660 621 529 UDI 82 53 66 30 38 36 20 28 17 23 Outros 1 5 1 4 4 5 8 5 5 2 4 Ignorado 293 298 234 176 187 190 156 105 115 87 Total 1202 1210 1101 889 1025 982 822 801 758 647

1 Hemofilia, transfusão, acidente com material biológico e transmissão vertical Fonte: SINAN CCD/COVISA - SMS/SP, JUL / 2011.

Tabela 04 – Distribuição proporcional dos casos de Aids notificados na população feminina com 13 anos e mais segundo raça / cor, escolaridade, categoria de

exposição e ano de diagnóstico. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Raça / cor Branca 17,6 34,0 56,4 55,2 50,3 54,1 48,2 49,8 50,3 45,6 Preta 2,7 5,9 9,9 12,9 14,0 10,4 14,0 14,2 12,3 14,2 Amarela 0,1 0,2 0,7 0,2 0,6 0,4 0,4 0,5 0,7 2,0 Parda 6,2 10,4 19,3 22,6 27,1 27,3 30,7 30,6 34,2 33,1 Indígena 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,1 0,2 0,0 0,1 0,0 Ignorado / Em branco 73,5 49,4 13,7 9,0 7,7 7,7 6,6 4,9 2,5 5,1

Escolaridade (segundo nível de instrução)

Sem instrução e fundamental incompleto 27,2 20,2 17,3 14,6 12,5 13,7 7,8 9,5 10,0 8,7 Fundamental completo e médio incompleto 29,0 31,1 30,6 33,5 31,3 29,1 29,7 30,5 27,4 32,0 Médio completo e superior incompleto 16,4 19,4 24,0 27,9 28,5 29,6 23,4 22,3 22,6 20,9

Superior completo 5,3 5,5 6,3 5,5 10,4 9,1 18,4 23,0 24,5 24,6

Não se aplica / Ignorado / Em branco 22,0 23,7 21,9 18,4 17,3 18,4 20,8 14,7 15,4 13,9 Categoria de exposição Homossexual 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Bissexual 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 1,1 0,4 0,4 0,6 Heterossexual 68,4 70,8 72,3 76,4 77,5 76,2 76,9 82,4 81,9 81,8 UDI 6,8 4,4 6,0 3,4 3,7 3,7 2,4 3,5 2,2 3,6 Outros 1 0,4 0,1 0,4 0,4 0,5 0,8 0,6 0,6 0,3 0,6 Ignorado 24,4 24,6 21,3 19,8 18,2 19,3 19,0 13,1 15,2 13,4 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

1 Hemofilia, transfusão, acidente com material biológico e transmissão vertical Fonte: SINAN CCD/COVISA - SMS/SP, JUL / 2011.

mais escolarizados, a proporção é maior em homens do que em mulheres. Porém observou-se um aumento na proporção de casos de Aids em homens e mulheres com ensino superior completo a partir de 2007.

Quanto à forma de transmissão dos casos de Aids na população com 13 anos e mais prevalece a via sexual, com 93,0% dos casos em homens e 95,2% nas mulheres em 2010, excluindo-se os ignorados. Outras vias de transmissão sanguínea (uso de droga injetável, hemofílico, transfusão, acidente com material biológico) e a transmissão vertical perderam expressão no período avaliado.

Em relação à via sexual, a proporção de casos de Aids informados em homens nas categorias homossexual e bissexual somadas é maior que na heterossexual em todo o período avaliado, com exceção de 2005 quando se observou inversão destes valores. Na população feminina não foram observados casos de Aids notificados na categoria de exposição homossexual. Em relação ao uso de droga injetável, observou-se diminuição na proporção de casos de Aids em ambos os gêneros.

Dos 28146 casos notificados entre 2001 e 2010 no município de São Paulo, 455 (1,6%) casos não apresentavam informação a respeito de “dados de residência”. Outros 1425 (5,1%), não puderam ser geocodificados por apresentarem informações incompletas, com grafia errada e / ou não foram encontradas no eixo de logradouros. Não foram contabilizados 38 (0,1%) casos após a realização de operações geográficas entre casos (pontos), logradouros (linhas), setores censitários e distritos administrativos (polígonos), pois as camadas não coincidam exatamente: eixo de logradouros (SMS/SP) e setores censitários / distritos administrativos (IBGE, 2010). Foram excluídos 259 casos (0,9%), pois estavam associados a setores censitários

cujo número de casos de Aids era maior que a população de base por faixa etária IBGE, 2010). Para as análises espaciais e espaçotemporais foram utilizados 25969 (92,3%) casos de Aids, sendo 17298 em homens e 8671 em mulheres.

As informações referentes à identificação dos aglomerados espaciais e espaçotemporais em homens e mulheres como número de setores censitários, número de caso de Aids, risco relativo, período de ocorrência (mês e ano) e Distritos Administrativos envolvidos foram apresentadas na Tabela 05.

Foram identificados três aglomerados espaciais de casos de Aids notificados em homens com 13 anos e mais no município de São Paulo entre 2001 e 2010 (Figura 03) e 10 aglomerados na população feminina (Figura 04). Destacaram-se os aglomerados E1, localizado na região Central e parte da região Sudeste, E4 (regiões Central e Sudeste), E5 (regiões Noroeste e Nordeste) e E10 (regiões Centro-sul e Sul). Outros aglomerados espaciais foram compostos por menos setores censitários e apresentaram poucos casos de Aids, entretanto apresentaram RR elevado. O aglomerado E1 se relaciona com os aglomerados E4 e E5; já o aglomerado E2, localizado no Distrito Administrativo de Parelheiros corresponde ao mesmo setor censitário do aglomerado espacial E7.

Tabela 05 – Identificação, setores censitários, casos, risco relativo, período e distritos administrativos

dos aglomerados espaciais e espaçotemporais (p < 0,05). Município de São Paulo, 2001 - 2010.

ID SC n RR Período - Distritos administrativos

Aglomerados espaciais na população masculina

E1 829 2684 4,3 0101 a 1210 - Barra Funda, Bela Vista, Belém, Bom Retiro,

Brás, Cambuci, Casa Verde, Consolação, Liberdade, Mooca, Pari, Perdizes, República, Santa Cecília, Santana, Sé, Vila Guilherme.

E2 02 16 50,4 0101 a 1210 - Parelheiros.

E3 01 14 10,6 0101 a 1210 - São Rafael.

Aglomerados espaciais na população feminina

E4 429 506 3,0 0101 a 1210 - Belém, Bom Retiro, Brás, Cambuci, Mooca,

Pari, República, Santa Cecília, Santana, Sé, Vila Guilherme.

E5 754 712 1,9 0101 a 1210 - Brasilândia, Cachoeirinha, Casa Verde,

Freguesia do Ó, Limão, Mandaqui.

E6 02 10 69,4 0101 a 1210 - Parelheiros.

E7 01 06 115,1 0101 a 1210 - Parelheiros.

E8 01 11 19,1 0101 a 1210 - Jardim São Luís.

E9 01 09 28,5 0101 a 1210 - Rio Pequeno.

E10 504 346 1,5 0101 a 1210 - Campo Grande, Cidade Ademar, Cursino,

Jabaquara.

E11 06 16 7,3 0101 a 1210 - Jardim Ângela, Parelheiros.

E12 01 08 15,6 0101 a 1210 - Grajaú.

E13 01 06 22,7 0101 a 1210 - Butantã.

Aglomerados espaçotemporais na população masculina

ET1 876 1599 4,8 03/01 a 02/06 - Barra Funda, Belém, Bela Vista, Bom Retiro,

Brás, Cambuci, Casa Verde, Consolação, Liberdade, Mooca, Pari, Perdizes, República, Sé, Santa Cecília, Santana, Vila Guilherme.

ET2 02 10 102,1 09/01 a 09/04 - Parelheiros.

Aglomerados espaçotemporais na população feminina

ET3 01 08 29,8 01/01 a 08/05 - Jardim São Luís.

ET4 415 156 1,8 02/01 a 06/05 - Cidade Ademar, Cursino, Jabaquara.

ET5 6423 2243 1,7 02/01 a 01/06 - Água Rasa, Aricanduva, Artur Alvim, Barra

Funda, Belém, Bela Vista, Bom Retiro, Brás, Brasilândia, Cachoeirinha, Cambuci, Cangaiba, Carrão, Casa Verde, Cidade Líder, Consolação, Ermelino Matarazzo, Freguesia do Ó, Ipiranga, Itaquera, Jaçanã, Jaraguá, Jardim Helena, Lapa, Liberdade, Limão, Mandaqui, Mooca, Pari, Penha, Perdizes, Perus, Pirituba, Ponte Rasa, República, Sé, São

Miguel Paulista, Santa Cecília, Santana, Tatuapé,

Tremembé, Tucuruvi, Vila Curuçá, Vila Formosa, Vila Guilherme, Vila Jacuí, Vila Maria, Vila Matilde, Vila Medeiros.

ET6 04 10 29,0 04/01 a 01/06 - Grajaú.

ET7 03 15 9,3 04/01 a 02/06 - Jardim Ângela.

ET8 01 04 229,8 07/03 a 10/06 - Parelheiros.

ET9 02 07 153,2 03/06 a 04/09 - Parelheiros.

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 03 – Aglomerados espaciais de casos de Aids notificados em homens (p < 0,05). Município de

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 04 – Aglomerados espaciais de casos de Aids notificados em mulheres (p < 0,05). Município

Em relação aos aglomerados espaçotemporais, foram identificados dois na população masculina (Figura 05) e sete na população feminina (Figura 06). Destacaram-se os aglomerados espaçotemporais ET1, na região Central e Sudeste, ET4 (regiões Centro-sul e Sul) e ET5 (regiões Central, Sudeste, Nordeste e Leste 1). Outros aglomerados espaçotemporais, localizados em regiões periféricas foram compostos por poucos setores censitários e poucos casos de Aids, embora apresentassem RR elevados.

Os aglomerados espaciais E1, E4, E5 e E10 foram avaliados segundo a variável raça / cor. Nestes aglomerados a proporção de casos sem informação correspondeu a E1 25,3%, E4 22,1%, E5 24,7% e E10 18,8%, respectivamente. Após exclusão dos casos de Aids em amarelos, indígenas, em branco e ignorado, a distribuição proporcional entre brancos, pretos e pardos foi apresentada no Gráfico 06. Os aglomerados E4, E5 e E10 apresentaram uma proporção de casos de Aids em mulheres pretas e pardas, 44,4%, 49,3% e 51,8%, maior do que a proporção de mulheres negras na população de base.

O aglomerado E1 apresentou taxa de incidência específica por raça / cor padronizada por faixa etária para brancos de 102,0 casos de Aids por 100 mil homens; pretos 342,8 e pardos 192,6. No aglomerado E4, estes valores corresponderam a 28,1 casos em mulheres brancas; 221,4 mulheres pretas e 99,3 mulheres pardas por 100 mil mulheres. O risco relativo entre pretos e brancos foi em média 3,0 nos aglomerados E1, E5 e E10; e de 7,9 no aglomerado de mulheres localizado na região Central.

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 05 – Aglomerados espaçotemporais de casos de Aids notificados em homens (p < 0,05).

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011

Figura 06 – Aglomerados espaçotemporais de casos de Aids notificados em mulheres (p < 0,05).

Gráfico 06 – Distribuição proporcional da variável raça / cor1 nos aglomerados espaciais em homens (E1), mulheres (E4, E5 e E10) e na população de base (Pop). Município de São Paulo, 2001 - 2010.

Os aglomerados E1, E4, E5 e E10 foram avaliados segundo a variável escolaridade, exceto não se aplica, em branco e ignorado. No aglomerado E1 a proporção de sem informação correspondeu a 23,4% dos casos, nos aglomerados E4 27,9%, E5 20,1% e E10 17,6%. A proporção de casos de Aids em homens menos escolarizados é três vezes menor que a população de base, nas mulheres este valor corresponde a duas vezes. Nos aglomerados E4, E5 e E10, observou-se maior proporção de casos de Aids em mulheres com ensino fundamental e médio completos e superior incompleto em relação à população de base. A proporção de casos de Aids em homens com ensino superior completo é maior do que a proporção de homens com ensino superior completo da população de base, o mesmo não ocorre entre as mulheres (Gráfico 07).

70.4 72.3 55.6 68.5 50.7 58.1 48.2 56.7 10.4 5.2 16.9 5.9 20.0 10.5 13.9 8.8 19.2 22.5 27.4 25.7 29.2 31.4 37.9 34.5 0% 25% 50% 75% 100%

n Aids Pop n Aids Pop n Aids Pop n Aids Pop

E1 E4 E5 E10

Homens Mulheres

Branca Preta Parda

Gráfico 07 – Distribuição proporcional da variável escolaridade1 nos aglomerados espaciais em homens (E1), mulheres (E4, E5 e E10) e na população de base (Pop). Município de São Paulo, 2001 - 2010.

Os aglomerados espaciais em homens e mulheres foram agrupados por localização geográfica, centrais e periféricos e avaliados segundo categoria de exposição, exceto ignorados. No aglomerado E1 a proporção de ignorados correspondeu a 23,0%, nos outros aglomerados este valor correspondeu a E2 a E3 36,7%, E4 28,3%; E5 a E13 15,5%, respectivamente.

O aglomerado espacial E1 localizado na região Central da cidade apresentou 66,4% dos casos de Aids notificados em homossexuais e bissexuais, enquanto nos aglomerados periféricos, localizados nas regiões Sul e Leste 1, não foram observados casos de Aids em homossexuais. Na população feminina, a proporção de casos de Aids entre heterossexuais supera as demais categorias de exposição. O aglomerado espacial localizado na região Central apresentou uma proporção maior de casos entre

10.2 30.5 16.7 32.2 22.5 47.2 22.5 45.1 21.4 12.7 38.6 13.8 39.2 17.0 40.7 15.5 29.5 27.1 27.7 27.5 28.3 24.1 26.0 23.6 39.0 29.7 17.0 26.5 10.0 11.7 10.9 15.8 0% 25% 50% 75% 100%

n Aids Pop n Aids Pop n Aids Pop n Aids Pop

E1 E4 E5 E10

Homens Mulheres

Título do Gráfico

Sem instrução e fundamental incompleto Fundamental completo e médio incompleto Médio completo e superior incompleto Superior completo

UDI, quando comparado aos aglomerados localizados nas regiões periféricas (Gráfico 08).

Gráfico 08 – Distribuição proporcional da variável categoria de exposição1 nos aglomerados espaciais centrais (E1 e E4) e periféricos (E2, E3, E5 a E13) em homens e mulheres. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

Na análise da variável categoria de exposição segundo Distrito Administrativo, a proporção de casos de Aids na população masculina homossexual e bissexual, com exceção dos ignorados, variou de 23,9% a 80,9%. Os distritos administrativos da Bela Vista, Consolação, Jardim Paulista, Moema e Vila Mariana apresentaram os maiores valores proporcionais desta variável, 69,6% a 80,9%, com distribuição radial a partir da região Central do município. Nos distritos administrativos de Alto de Pinheiros, Campo Belo, Itaim Bibi, Liberdade, Santa Cecília, Saúde, Sé e Pinheiros a proporção variou entre 58,2% e 69,5%, seguindo a mesma distribuição espacial. Os 14 distritos administrativos com valores proporcionais mais baixos, 23,9% a 35,3%, foram identificados em áreas periféricas

51.6 14.7 15.8 24.9 63.2 89.0 95.0 8.7 21.1 10.8 4.3 0% 25% 50% 75% 100% E1 E2 a E3 E4 E5 a E13 Homens Mulheres Título do Gráfico

Homossexual Bissexual Heterossexual UDI

do município de São Paulo, conforme apresentado na Figura 07. Foram notificados somente seis casos de Aids no Distrito Administrativo de Marsilac no período avaliado.

Nas mulheres a proporção de casos de Aids na categoria de exposição heterossexual, com exceção dos ignorados, variou de 75,0% a 100,0% e apresentou distribuição espacial homogênea no município de São Paulo entre 2001 e 2010. Dos 96 distritos administrativos, 78 (81,3%) apresentaram mais de 90,0% dos casos de Aids na categoria de exposição heterossexual, conforme apresentado na Figura 08. Os Distritos Administrativos da Barra Funda e Marsilac apresentaram menos que 10 casos de Aids notificados no período avaliado.

Na análise por período de ocorrência identificou-se o primeiro aglomerado ET3 na população feminina entre janeiro de 2001 e agosto de 2005. Os aglomerados ET1, ET4 e ET5 envolveram maior número de setores censitários e casos de Aids. O aglomerado ET1 se relaciona com o aglomerado ET5, com períodos de ocorrência semelhantes. A partir de 2006 observou-se somente um aglomerado ET9, entre março de 2006 e abril de 2009, localizado no Distrito Administrativo de Parelheiros. Este aglomerado correspondeu ao mesmo setor censitário do aglomerado ET2, com diferença entre as médias dos períodos de ocorrência de 56 meses. A duração de ocorrência dos aglomerados espaçotemporais foi semelhante, independente do número de setores censitários envolvidos e dos casos de Aids notificados (Gráfico 09).

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 07 – Distribuição proporcional dos casos de Aids notificados nas categorias de exposição

homossexual e bissexual (HSH) em homens com 13 anos e mais segundo Distrito Administrativo. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 08 – Distribuição proporcional dos casos de Aids notificados na categoria de exposição

heterossexual (HT) em mulheres com 13 anos e mais segundo Distrito Administrativo. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

Gráfico 09 – Avaliação dos aglomerados espaçotemporais (número de setores censitários e casos de

Aids) em homens (ET1 e ET2) e mulheres (ET3 a ET9) segundo período e duração de ocorrência. Município de São Paulo, 2001 - 2010.

A taxa de incidência média de Aids de 2001 a 2006 padronizada por faixa etária em homens segundo Distrito Administrativo variou de 14,7 a 379,2 casos por 100 mil homens (Figura 09) com os maiores valores observados nos distritos administrativos da região Central e nas regiões Leste, Nordeste, Oeste e Sudeste. Nas mulheres este indicador variou de 8,4 a 80,5 casos por 100 mil habitantes, sendo os Distritos Administrativos com maiores taxas de incidência identificados na região Central e nas regiões Leste, Nordeste, Sudeste e Sul (Figura 10). As taxas de incidência média de Aids de 2007 a 2010 padronizadas por faixa etária segundo Distrito Administrativo diminuíram no segundo período, para 0,0 a 230,1 por 100 mil homens e 0,0 a 44,4 por 100 mil mulheres. Entre os homens esta diminuição ocorreu principalmente nos Distritos Administrativos mais periféricos, com manutenção dos valores elevados nas regiões Central, Oeste, Leste e Nordeste. Nas mulheres as taxas

2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

ET9 ET8 ET7 ET6 ET5 ET4 ET3 ET2 ET1

ET1 ET2 ET3 ET4 ET5 ET6 ET7 ET8 ET9 02 / 07 01 / 04 03 / 15 04 / 10 6423 / 2243 01 / 08 876 / 1599 415 / 156 02 / 10

de incidência segundo Distrito Administrativo diminuíram no município como um todo, exceto nas regiões Central, Leste, Nordeste e Sudeste (Figuras 11 e 12).

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 09 – Taxa de incidência média de Aids (por 100 mil homens) de 2001 a 2006 padronizada por

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 10 – Taxa de incidência média de Aids (por 100 mil mulheres) de 2001 a 2006 padronizada

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 11 – Taxa de incidência média de Aids (por 100 mil homens) de 2007 a 2010 padronizada por

Fonte: SINAN CCD/COVISA – SMS/SP. JUL / 2011.

Figura 12 – Taxa de incidência média de Aids (por 100 mil mulheres) de 2007 a 2010 padronizada

DISCUSSÃO

A epidemia de Aids atingiu o auge no município de São Paulo em 1998 com 4828 casos notificados e 47,2 casos de Aids para cada 100 mil habitantes 25. Os avanços tecnológicos e o melhor conhecimento da etiopatogenia da Aids permitiram o surgimento de novas propostas de intervenções diagnósticas, profiláticas e terapêuticas, que influenciaram na história natural da doença, seja na infecção pelo HIV como no adoecimento por Aids, proporcionando significativo aumento da sobrevida dos doentes 10.

A ocorrência da Aids no espaço e no tempo, apesar de manter relação com a infecção pelo HIV, não deve ser utilizada exclusivamente para avaliar o padrão de transmissão do vírus, pois são eventos distintos e a análise com base nos casos notificados de Aids implica o fato de lidar com infecções ocorridas há cerca de cinco a dez anos 10, 22. Com a introdução da terapia antirretroviral (TARV) a partir de 1996, observou-se queda da taxa de incidência na população brasileira nos anos subsequentes 9, porém aumentou o número de pessoas infectadas pelo HIV entre 2001 e 2010 26.

Em 2012 o critério de administração da TARV foi revisado e é possível que ocorra uma diminuição da taxa de incidência mais acentuada nos próximos anos em razão da melhoria da assistência às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) 9. Entretanto, o presente estudo, realizado entre 2001 e 2010, não sofreu influência da revisão do critério de administração de TARV.

No município de São Paulo outras condições foram importantes para a diminuição da taxa de incidência da Aids como a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce da infecção pelo HIV e a melhoria da qualidade de vida das PVHIV 25. A ocorrência da Aids no município de São Paulo se deu de forma distinta em relação aos diferentes grupos populacionais, no que se refere ao gênero, faixa etária e local de residência. A doença é mais incidente na população masculina entre 30 e 59 anos, com queda deste indicador no período avaliado, exceto nos homens entre 13 e 29 anos e na população com 60 anos e mais cujas taxas de incidência anuais permaneceram estáveis.

Entre os jovens, o município de São Paulo apresenta comportamento diferente em relação ao restante do estado e da maior parte dos municípios brasileiros, que apresentam uma maior proporção de mulheres entre os casos de Aids notificados na população jovem, entre 15 e 24 anos 9. Nos municípios com mais de 500 mil habitantes, inclusive na região Sudeste, a feminização da epidemia pode ser evidenciada pelo aumento da taxa de incidência nas mulheres na ordem de 20% ao ano 10, o que não ocorre no município de São Paulo.

Apesar de baixos, os valores estáveis das taxas de incidência de Aids na população com 60 anos e mais devem ser considerados, uma vez que o processo de transição demográfica que está ocorrendo no Brasil pode ser observado no município de São Paulo, com aumento da população com 60 anos e mais 23.

Até 2006 observou-se queda da razão de sexo no município de São Paulo, em consonância aos valores observados no Brasil quando a razão de sexo em 1985 era 26/1 e diminuiu progressivamente até 2/1 em 1997, valor que se manteve até 2011 9. Pesquisa realizada entre 1994 e 2001 por Farias & Cardoso, apontou diminuição da

razão de sexo dos casos de Aids no município de São Paulo em todas as áreas estudadas, porém as regiões centrais da cidade apresentaram razão de sexo maior quando comparada às regiões mais periféricas 15.

Nos municípios brasileiros de pequeno porte a diminuição da razão de sexo foi mais expressiva e aproximadamente 15% dos municípios brasileiros que notificaram a doença já inverteram a razão de sexo e a transmissão da doença nesses locais revelou-se predominantemente por contato heterossexual 10. A partir de 2005, observou-se no município de São Paulo aumento da razão de sexo e do risco relativo entre gêneros, mesmo que discreto na população em geral. O aumento destes indicadores não havia sido observado desde o início da epidemia no município de São Paulo.

Cabe destacar que o risco relativo entre gêneros é uma medida diferente da razão de sexo, uma vez que considera a variação da população de homens e mulheres nas diferentes faixas etárias. A razão de sexo, já consagrada pelo uso, permite comparabilidade com outros estudos 9, 15, 24 e 25; e o risco relativo entre gêneros foi utilizado para compensar a diferença na relação entre homens e mulheres nas diferentes idades, especialmente na população com 60 anos e mais.

O município de São Paulo apresentou queda da taxa de incidência entre 2001 e 2010, porém a identificação de aglomerados espaciais e espaçotemporais demonstrou que esta diminuição não se deu de forma homogênea, seja do ponto de vista dos segmentos populacionais mais diretamente afetados, seja das diferentes regiões geográficas, conforme descrito por Szwarcwald et al 28 em 2000 em outras regiões brasileiras. A visualização de aglomerados de casos de Aids nos mapas de Distritos Administrativos do município de São Paulo, associada às informações à

respeito destes aglomerados: número de casos de Aids, número de setores censitários, RR e Distritos Administrativos envolvidos, permite ao gestor local identificar áreas prioritárias no planejamento das ações em saúde 11, 20.

Em 2012, Cromley & McLafferty 12 avaliaram três fatores para a identificação de aglomerados espaciais de eventos em saúde: a população sob risco, a escala utilizada na análise e o nível de significância dos aglomerados.