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Chapter 1: Introduction

1.4 Methodological Considerations

Nesta seção, o objetivo é apresentar uma contextualização do cenário de ingresso na IES para o Vestibular de Verão de 2016/1. Ainda não retrata o perfil do ingressante e traz análises de desempenho, mas, apresenta um panorama geral dos dados do ingresso daquele período, considerando 2.972 estudantes selecionados no vestibular. Para chegar-se a nesse número, alguns parâmetros foram adotados. A opção por estabelecer determinados critérios nesta fase da análise foi manter conformidade com os objetivos desta pesquisa, no que se refere à delimitação do perfil estudado mais adiante. Os critérios estão listados abaixo.

• candidatos da faixa etária de 17 a 24 anos;

• candidatos que optaram por realizar as provas de redação e de questões objetivas da Instituição (não foram utilizados dados de candidatos que concorreram aproveitando o desempenho obtido no ENEM e também não foram utilizados dados de candidatos que realizaram somente prova de redação);

• candidatos que responderam ao questionário socioeconômico da inscrição no Vestibular;

• candidatos que foram aprovados para Cursos presenciais do campus de São Leopoldo;

a condição de matrícula ou rematrícula foi considerada apenas para

compor algumas análises.

Após a definição desses critérios, o público foi estudado, e as análises necessárias foram realizadas. Abaixo, seguem os achados desta primeira parte da pesquisa.

Dos 2.974 candidatos selecionados no vestibular, cerca de 1.704 ingressaram no período 2016/1, correspondendo a 57% de candidatos que realizaram a

matrícula-vínculo. Cerca de 1.250 candidatos, o equivalente a 42%, não efetivaram o vínculo de primeira matrícula para 2016/1, ou seja, apenas realizaram o Vestibular. Ainda, 18 candidatos vincularam-se por outras formas de ingresso no mesmo período. Pode-se afirmar que, do total de selecionados, 42% desistiram de ingressar no ensino superior na Instituição. Se analisarmos aqueles que não se vincularam ou que, quando matriculados, realizaram somente um semestre no Curso de vínculo, esse número corresponde a 61%, totalizando 1.808 estudantes.

Considerando os 1.704 ingressantes, o percentual de rematriculados para o segundo semestre foi de 68%, equivalendo a 1.164 rematrículas. Se essa análise tivesse base no total de selecionados (2.974), o percentual de rematriculados para o segundo semestre seria menor, ficando em torno de 39%. Cerca de 422 estudantes (25%) não se rematricularam, e outros 7%, o equivalente a 118 estudantes, tiveram alteração no vínculo para outras formas de ingresso, indicando, provavelmente, uma alteração de Curso para o 2º semestre. Contabilizando-se esses dois últimos percentuais, o total de desistências, ou seja, de estudantes que não permaneceram no Curso e nem se matricularam no 2º semestre, foi de 32% (de um total de 540 estudantes).

Dos 1.164 estudantes que realizaram a rematrícula para 2016/2, 77% completaram o 1º ano de ingresso e mantiveram-se matriculados para o 3º semestre, correspondendo a 892 estudantes. Foram 217 estudantes, cerca de 19%, que não deram continuidade para além do 1º ano. Ainda, 55 estudantes, o que equivale a, aproximadamente, 5%, tiveram alteração no vínculo para outras formas de ingresso, indicando, provavelmente, uma alteração de Curso para o 3º semestre. Se a análise quanto aos estudantes que completaram o 1º ano de ingresso e mantiveram-se matriculados para o 3º semestre fosse realizada, porém utilizando-se como referência o total de selecionados (2.974), o percentual seria de 30%. Já, se a mesma análise fosse realizada, mas com base no total de matriculados no 1º semestre (1.704), o percentual seria de 52% (em vez de 77%). Ao contabilizarem-se os percentuais de quem não continuou os estudos para além do 1º ano ou teve alteração no vínculo de ingresso para o 2º ano de ingresso, o total de desistências, ou seja, de estudantes que não permaneceram nem no Curso e não se rematricularam ao final de 1 ano de ingresso, foi de 47% (de um total de 812 estudantes).

Figura 6 – Cenário do ingresso 2016/1 na IES estudada.

Pode-se dizer que a taxa de desistência ao final do primeiro ano de ingresso (48%) tende a ser a maior taxa em relação ao dado analisado por semestre, considerando que a taxa de evasão institucional para 2016/1, de acordo com dados da própria IES, estava em 16%. O cálculo da evasão institucional, realizado pela Instituição, é baseado em outros fatores e, além disso, provém de um cálculo mais complexo do que o apresentado aqui, cujo objetivo é demonstrar os percentuais de desistências e de permanência ao final do primeiro ano de ingresso, referente ao público estudado. Portanto, não representa o universo de ingressantes daquele período, nem o total de estudantes da Universidade.

A taxa de permanência do primeiro para o segundo semestre é de 68%, ou seja, são esses os estudantes que estiveram matriculados e renovaram o vínculo. Ao final do primeiro ano de ingresso, a taxa de permanência fica em 52%, ou seja, são esses os estudantes que não se evadiram ao final de 1 ano de estudos e, ainda, renovaram a matrícula para o semestre seguinte.

Desta parte inicial, podem-se utilizar duas taxas de suma importância para a análise tanto da evasão quanto da permanência, nas duas situações ao final do primeiro ano de ingresso:

• taxa de desistência ao final do primeiro ano de ingresso: calculada a partir do total de estudantes que se vincularam no ingresso (matrícula- vínculo do Vestibular), mas, na renovação do vínculo para o segundo ou para o terceiro semestre, não efetivaram a rematrícula na IES ou não continuaram vinculados ao Curso de origem.

• Taxa de permanência ao final do primeiro ano de ingresso: calculada a partir do total de estudantes que se vincularam no ingresso (matrícula- vínculo do Vestibular) e não se evadiram da IES ou do Curso de origem ao final do 1º ano do ingresso.

Para que seja possível analisar por completo as taxas, é preciso considerar a rematrícula para o 3º semestre após o ingresso. Ou seja, os dados sobre a permanência deverão considerar os estudantes que tiveram sucesso na continuidade dos estudos ao final do ciclo de um ano. Se considerarmos somente a renovação do vínculo do primeiro para o segundo semestre, não teremos certeza se o estudante permaneceu por um ano completo, considerado por diversos autores

estudados nesta dissertação como o período mais crítico para a permanência. Se o estudante vencer esse 1º ano, consideramos como sucesso a sua permanência.

O passo a seguir corresponde à análise do perfil do ingressante e à possível relação entre desempenho no Vestibular e desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes, de acordo com o público estudado, com o objetivo de buscar mais informações sobre o ingressante e o desempenho dos estudantes durante o primeiro ano de ingresso no ensino superior.

4.2 Perfil do ingressante e relação entre desempenho no Vestibular e

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