supraliminally. The crucial issue is that the priming manipulation should be done in such a way that the participant does not realize the relation between the content activation event and
3. ELABORATION AND PERSUASION
3.1 Message processing: The dual processes principle
A bacia amazônica se estende entre 5º N 20º S. O rio Amazonas, seu maior representante, com 6.570 km de comprimento e 175.000 m3/s de vazão média, sendo a área da bacia de 6.869 x 103 Km2 (SHOWERS, 1979, GOULDING et al., 2003).
Batista et al. (2004) afirmam que a bacia amazônica possui uma área de captação hidrográfica que estende de 79oW (rio Chamaya, Peru) a 46oW (rio Palma, Brasil), de 50oN (rio Cotingo, Brasil) a 17oS (alto Araguaia, Brasil) pelo que o território brasileiro possui cerca de 11.000 km de fronteira com a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.
Segundo Freitas (2002a), a participação por cada país na bacia amazônica é de 16% para Peru, 12% para a Bolívia, 5,7% para a Colômbia, 2,4% para o Equador, 0,7% para a Venezuela e 0,2% para a Guiana.
Com mais de 1.000 tributários, sete dos quais com mais de 1.600 km de extensão (DEGENS et al., 1990), formam um corredor natural denominado calha do rio Amazonas/Solimões, com largura que varia de 15 a 50 km (Figura 22).
Figura 22: Principais tributários do sistema Solimões-Amazonas. Fonte: (Goulding et al., 2003).
Degens et al. (1990), relatam que o rio Amazonas despeja no mar quatro vezes mais água doce que o rio Congo, o segundo maior rio do mundo, e mais de 14 vezes
o volume de todo o sistema fluvial formado pelo Mississipi, Missouri e Ohio na América do Norte (Figura 23).
Figura 23: Vazão dos grandes rios do Mundo. Fonte: SHOWERS (1979).
Devido ao grande volume de descarga, os depósitos de sedimentos que ficam na foz são pequenos quando comparados com os 3,5 milhões de toneladas de sedimentos finos que chegam ao Oceano Atlântico (MEADE et al., 1983). Uma grande quantidade é arrastada pela corrente do mar, e destes apenas uma pequena parte formam ilhas aluviais temporárias cobertas por manguezais. Por isso, considera-se que o rio Amazonas não possui um verdadeiro delta (MURPHY apud MEADE et al., 1983).
A bacia amazônica é formada fundamentalmente por três morfo-estruturas geológicas: pela cordilheira dos Andes, a oeste; pelos escudos pré-cambrianos, e pela planície sedimentar ou amazônica, na porção central. Estas três estruturas ocupam uma superfície respectiva de 44%, 11% e 45% (GUYOT, 1993; IBGE, 2007). A bacia amazônica é muito antiga e sua formação provém da separação do escudo pré-cambriano, o qual originou o escudo da Guiana ao norte e o escudo brasileiro no sul (GUYOT, 1993).
Para os efeitos dos estudos sobre as pescarias, a estrutura geomorfológica mais importante é a planície sedimentar, onde se localizam os rios mais volumosos e onde se encontram as águas continentais e as oceânicas, na foz do Amazonas no Estado do Pará. Portanto as regiões pesqueiras podem ser definidas como: região pesqueira do estuário à foz Amazônica, Baixo Amazonas, Amazônia central e médio e alto Solimões. As outras duas estruturas geomorfológicas estão mais relacionadas com a qualidade geoquímica das águas, assim como com a ecologia e a produção
biológica que sustenta os recursos pesqueiros, já que estas contribuíram para a formação dos atuais ambientes aquáticos (BARTHEM; FABRÈ, 2004).
Antes da separação da Pangea (Gondwana), o rio Amazonas corria em direção ao Oceano Pacífico e na região fluía água salgada. Posteriormente formou-se uma barreira (o Arco do Purus), que dividia o fluxo do Amazonas em duas correntes: uma em direção ao Pacifico e outra para o Atlântico. Isto ocorreu no inicio do Cretáceo e continuou até o Mioceno. Com o surgimento dos Andes, no final do Mioceno, formou-se um canal axial que corria paralelo e adjacente ao fluxo do Paleo- Amazonas-Orinoco em direção norte e permitiu a entrada das transgressões marinhas, que cobriram a maior parte da Colômbia e abrangeram o norte da Argentina. Assim a paisagem atual da região é conseqüência do fim da drenagem ao Oceano Pacífico e as águas da Bacia Amazônica passaram a desaguar no Atlântico (SIOLI, 1985; RAMÍREZ GIL; AJIACO, 2001; GUYOT, 1993; BARTHEM; FABRÈ, 2004; MACHADO-ALLISON, 2007).
A planície Amazônica possui cerca de 2 milhões de km2 e é em grande parte plana, com uma declividade em torno de 20 mm/km. A planície formou-se a partir da Era Cenozóica, com os sedimentos carreados dos escudos cristalinos e dos Andes que durante o Terciário e Quaternário que se depositaram neste vale, dando origem ás várzeas, compostas por sedimentos holocênicos (Formação Solimões), e as zonas de terra firme, compostas por sedimentos cenozóicos (Formação Alter do Chão) (GUYOT, 1993; BARTHEM; FABRÈ, 2004).
5.1.2.2 Classificação das águas
Na bacia amazônica Sioli (1967), classifica as águas como brancas, claras e pretas, sendo a contribuição dos processos de erosão e o material transportado é de fundamental importância para explicar estas cores diferentes. Os Andes são muito importantes para os ecossistemas aquáticos da Planície Amazônica, que recebem o aporte dos rios de águas brancas que nascem na região Andina ou Pré-Andina e que carregam uma grande quantidade de material em suspensão depositada em períodos glaciais, ou da própria erosão dos profundos vales presentes nos Andes Orientais (SIOLI, 1967). As áreas de várzea são alagadas na estação de enchente, e o enriquecimento desta zona, assim como também do estuário, atribui-se aos depósitos sedimentares ricos em nutrientes (SIOLI, 1985; LOWE-McCONNEL, 1999;
GOULDING et al., 2003; BARTHEM; FABRÈ., 2004; BATISTA et al., 2005). Os rios Não, Maranhão e Tigre nas cabeceiras dos Andes, e Juruá, Purus e Madeira, afluentes da margem direita do rio Amazonas são os tributários de águas brancas mais importantes na calha Solimões-Amazonas.
Os rios que se originam nos escudos cristalinos das Guianas e do Brasil, são de águas claras, pois há poucas partículas em suspensão provenientes do processo de erosão. São quimicamente pobres, com condutividades baixas, 6 a 50 ȝS/cm e pH próximo de 7. Possuem grande transparência, com visibilidade de quase 5 m. Sua contribuição ao enriquecimento deste ecossistema é menor, exceto para o fitoplâncton, porque as condições de luz são melhores (SIOLI, 1985; BARTHEM; FABRÈ, 2004). Os principais rios presentes no sistema amazônico são: Tapajós, Xingu e Trombetas.
Em relação aos rios de águas pretas onde se distingue na Amazônia, o rio Negro, este tem sua ocorrência em solos arenosos originados pela erosão do escudo da Guiana. A característica que mais se ressalta é a presença de vegetação baixa (campina e campinarana), cujos compostos metabólicos presentes como ácidos húmicos e fúlvicos, são os que acidificam e escurecem a água (LEENHEER apud BARTHEM; FABRÈ, 2004). Caracterizam-se, em geral, por ser águas quimicamente mais puras que o rios de águas claras, com pH abaixo de 5,5 (3,8 e 4,9), “quase água destilada” (LOWE-McCONNELL, 1987) e também baixa condutividade aproximadamente 8 ȝS/cm (SIOLI, 1985; BARTHEM; FABRÈ, 2004).