If congruence facilitates elaboration, it is likely that the recipient should be more attentive to the quality of the arguments presented in the prime target (Pettyand Cacioppo,
4.1.2 Congruence and cognitive responses to the brand
Na Venezuela há oito modalidades de pesca: a pesca de subsistência, a artesanal, a industrial, a ornamental, a científica e/ou de fomento, a desportiva e/ou recreativa, e a pesca didática e/ou prospectiva (Lei de Pesca, 2008).
Nos rios venezuelanos dentre as modalidades da pesca citadas anteriormente, apenas a pesca industrial e a prospectiva não são realizada nos ambientes de água doce (NOVOA, 1982, 2002; CASTILLO, 1988; SARPA, 1994, 1996; BARBARINO, 2001, 2003; INAPESCA, 2006b).
A frota pesqueira de água doce é, tecnologicamente, simples. Podemos distinguir dois tipos básicos de embarcações: (i) curiaras ou canoas – de 6 a 14 m de comprimento, de 0,5 a 2 m de largura, construída de madeira ou metal, propulsão a remos ou motores de popa de 15 HP, e tripulada normalmente por uma ou duas pessoas; e (ii) peñero - comum no delta inferior ou baixo delta do rio Orinoco, é também construída com madeira, com 14 m de comprimento, mais sólido do que a curiara, com um ou dois motores de popa, com potência variável entre 25 e 40 HP (CASTILLO, 1988, 1990; NOVOA, 1982, 2002). Algumas vezes utilizam estes tipos de embarcações para transportar o pescado, para tal utilizam caixas de isopor ou geladeiras para adequar às embarcações (SARPA, 1994; NOVOA, 1999).
(i) Rede de ahorque (malhadeira ou trasmalho) – com várias formas de uso: a) os pescadores deixam a rede por períodos de 12 a 24 horas, na modalidade conhecida como “plantado”; b) também fazem o chamado “encerro” o qual cercam os peixes e uma vez presos à rede, ela é arrastada até a terra; c) através de deriva ou “al garete” onde um dos extremos da rede permanece fixa à embarcação e o outro extremo fica livre, a embarcação e a rede derivam a favor da correnteza; d) arraste em parelhas, usam segunda embarcação paralela, as redes são de 100 m de comprimento e 4 m de largura, ainda participa da manobra um terceiro barco que se posiciona a 2 km de distancia com a função de bater varas na água para conduzir os peixes até a rede (NOVOA, 2002).
(ii) atarraya (tarrafa): se usa na época de cheia e durante as “ribasones”
(iii) artes de linha (palambre ou espinnhel, cordel, fiaos, rameao, trampeao), são utilizados na época da cheia para capturar espécies de fundo como bagres, raias e curvinatas. Os fiaos e rameaos são linhas que ficam pendurados em galho ou estaca.
(iv) arpón: é uma pesca seletiva dirigida aos bagres de grande porte.
Durante os meses de pesca o pescador se “enrancha” (embarraca) em diferentes lugares e vende o pescado aos “caveros” que chegam nesses lugares. Este comportamento itinerante do pescador surge como conseqüência da sazonalidade ambiental e do comportamento migratório dos peixes. Os pescadores do pie de monte andino provenientes dos rios - Uribante, Caparo, Doradas, Anaro e Paguey -, são experientes com o uso da tarrafa e a partir do mês de setembro se deslocam para partes baixas do rio Apure para seguir as “ribasones” do coporo; ali convergem com os pescadores do estado Apure que utilizam a malhadeira e batem na água. Regularmente surgem conflitos pelo uso da malhadeira, porque os pescadores do pie de monte acham que os “apureños” colocam-nas saídas dos afluentes do rio principal, bloqueando a subida dos peixes e causando escassez destes na pesca dos alto Apure.
Na Figura 30 apresenta-se o número de pescadores e embarcações que operam na pesca continental em todo território venezuelano. Observa-se um incremento importante de 4.428 pescadores em 2002 para 7.083 pescadores em 2005.
1256 1748 1333 2176 1152 4428 4649 4763 7083 7027 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 2002 2003 2004 2005 2006 To ta l Años Embarcaçoes Pescadores
Figura 30: Número de pescadores e embarcações da pesca fluvial registradas pelo INAPESCA de 2002 a 2006.
Fonte: INAPESCA (2006a)
Segundo os registros de pescadores autorizados pelo INAPESCA (Figura 31), o Estado que apresenta maior número de pescadores é o de Apure seguido pelo Estado Bolívar. O Estado Barinas, para o ano 2005 mostra um aumento importante.
Este valor provém do número de autorizações que são expedidas nos escritórios do INAPESCA nos diferentes estados, sujeitas ao interesse que tem o pescador de estar legalmente exercendo a atividade.
Número de pescadores registrados por INAPESCA (2002-2006)
0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 A m az ona s A pur e B o livar Co je d es Gu ár ic o P ot ugue sa Tá chi ra Ba ri n as M ona ga s Estados N . P escad o res 2002 2003 2004 2005 2006
Figura 31: Número de pescadores por Estado na Venezuela. Fonte: INAPESCA (2006a)
A Figura 32 mostra o número de embarcações registradas nos diferentes Estados onde se exerce a pesca continental. O Estado que apresentou o maior número de embarcações no ano 2002 foi o de Apure, com um total de 376 unidades. Porém no Estado Barinas para o ano 2005 se tem um registro de 966 unidades diferente do
Estado Apure que registrou um total de 855 unidades. Ainda assim observa-se que o número de embarcações atinge o máximo no ano 2005, e apresenta uma queda importante em 2006.
O total de embarcações registradas pelo INAPESCA por estado onde se efetuou a pesca continental foi de 7.099 para o ano 2006.
0 200 400 600 800 1000 1200 Am az on a Ap ur e Bo liv ar Co je de s Gu ár ic o P or tug ue s a Tá ch ira Ba rin as Mo naga s N. B ar co s 2002 2003 2004 2005 2006
Figura 32: Número de embarcações por estado na Venezuela. Fonte: INAPESCA (2006a)
Na Figura 33 e 34, observa-se a quantidade de embarcações e tripulantes para o ano 2006, segundo os valores oficiais do INAPESCA. O registro de maior importância corresponde ao Estado de Apure, com 2.406 tripulantes que representa 33% do total de pescadores registrados nessa categoria de pescaria. A seguir vem o Estado Bolívar com 1.555 tripulantes representando 22%, Cojedes com 792 tripulantes e Portuguesa com 746, o que equivale a 11% de total. Amazonas com um total de 461 tripulantes que representa 7% e Barinas com 406 tripulantes, que representa 6%. Seguem nesta ordem os Estados Guarico, Táchira e Maturín.
Figura 33: Número de embarcações e tripulantes por estados de Venezuela, registradas no INAPESCA, ano 2006.
Fonte: INAPESCA (2006a).
y = 3,8967x + 289,13 R2 = 0,7515 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 0 100 200 300 400 500 600 Em barcações Tr ipul ant es
Figura 34: Regressão entre o número de embarcações e tripulantes na Venezuela, registradas no INAPESCA, ano 2006.
Fonte: INAPESCA (2006a).
461 10 2 87 148 746 496 792 1.555 408 2.406 550 91 132 29 99 119 122 1 10 100 1.000 10.000 A m az on as A pur e Ba rin as Bo lív ar C oj ede s Gu ár ic o P or tug ues a Tá ch ira Mat ur in Estados Tr ipula nt es & E m ba rc ac ione s Tripulantes Embarcaciones
5.2.1.4 Comercialização
A comercialização da pesca continental na Venezuela foi documentada pela primiera vez por Novoa (1982a e 1982b), o principal biólogo pesqueiro continental do país falecido em 2006. Posteriormente o SARPA-MAC (Servicio Autônomo de los Recursos Pesqueiros e da Aqüicultura- Ministério de Agricultura e Cria) em 1996 atualizou as interações entre os agentes envolvidos na cadeia de comercialização, e mais recentemente Novoa (1999) apresenta com detalhe a estrutura da comercialização em diferentes mercados de compra-venda de pescado de rio no país.
Os principais agentes envolvidos na atividade da pesca são: (i) o pescador - ou pequeno produtor, que pode se independente ou não; (ii) o “cavero” (intermediário), que faz a venda por atacado, transporta e realiza a distribuição do pescado desde os pontos de desembarque até as feiras, mercados locais ou nacionais; (iii) o “detallista” (varejista); e (iv) o consumidor final.
O pescador pode vender diretamente seu produto nos pontos de desembarque ou para o “cavero”. Com os altos custos atuais dos insumos pesqueiros, este passou a ser um pescador dependente do “cavero”.
O “cavero” está tradicionalmente ligado ao pescador. Tem assumido em muitos casos o papel de financista e facilitador dos insumos e bens de capital necessários para o exercício da atividade pesqueira por parte do pescador. É freqüente que o intermediário tenha a propriedade dos meios de produção (barco, redes, motor) e, portanto estabelece as condições da associação, preço do produto e repartição dos benefícios, de aí o pescador passa ser um pescador dependente e assalariado. É sabido que este tipo de associação ocorre em todo o mundo tropical.
Em comunidades muito distantes existe a Figura do “cavero fluvial”, que junta todo o produto de numerosos pescadores que moram na beira do rio e leva o produto para os pontos de venda, onde aguarda o “cavero terrestre” para continuar a distribuição do pescado.
O “detallista” está representado por uma variedade de vendedores tipo varejo. No ponto de desembarque ele compra diretamente do pescador ou do “cavero” que faz a venda por atacado, e posteriormente distribui ao consumidor através das feiras. Como acima explicado. O meio de transporte pode ser uma bicicleta ou camionetas com uma caixa de isopor adaptada, ou pequenos caminhões tipo baú com gelo.
Segundo Novoa (1999) na Venezuela existem cerca de umas 60 de espécies de origem fluvial que são comercializadas. A demanda do pescado de rio tem variado desde a época de 50, onde as espécies que se comercializavam principalmente eram os bagres, “pescados de couro”, que eram salgados e secos ao Sol e posteriormente colocados no mercado para venda, e as espécies de escamas – coporo, morocoto, cachama, curvinata- não tinham valor, porque não se podiam vender salgadas.
Posteriormente no principio da década de 80, com o apoio da tecnologia de refrigeração, no rio Orinoco se comercializavam 23 espécies. Destas 80% das capturas eram representadas pelo coporo, “bagre rayao”, curvinata e zapoara. Vinte anos depois o número de espécies comercializadas atingia a cifra de 33, mas 45,31% das capturas seguia sendo representado pelas espécies já mencionadas e no restante destacavam-se a palometa, bagre paisano, guabina, caribe e a sierra. Atualmente, existe um variado grupo de espécies, pois a preferência do consumidor não é uniforme. Os bagres de grande porte têm a maior demanda e o maior preço, destacando se o bagre valentón ou laulau, o bagre dorado e o bagre rayao. Outro grupo de grande demanda está representado pelas espécies: morocoto, curvinata cachama e bagres de menor porte como o jipy, paisano e blanco pobre. Segue um diverso grupo de espécies de menor qualidade para o consumo direto, mas muito abundante e de baixo preço representado pelas espécies: coporo, palometa, palambra, guitarrilla, sardinata e payara. Outro grupo que tem sido ofertado recentemente é composto pelas seguintes espécies: caribe, sierra, cagona, guabina e a raya. Finalmente há um grupo de espécies que tem grande demanda por razões culturais ou de tradição no consumo popular, representadas pela zapoara, o busco ou curito e o corroncho ou guará-guara.
A comercialização é feita principalmente com o pescado fresco, conservado no gelo. Uma fração menor se vende como produto seco-salgado, especialmente em áreas muito longe dos povoados. Por uma velha tradição de origem religiosa nos países católicos, grandes quantidades de bagres e outras espécies de grande porte são salgadas nos meses anteriores à Semana Santa, pois o produto é muito demandado pela população. Os intermediários rotineiramente acumulam em depósitos refrigerados quantidades importantes do produto, colocando-o à venda na época Santa, quando os preços são muito elevados pelo qual obtêm grandes lucros.
A abundância do pescado e seus destinos de comercialização também são bastante variados ao longo da calha do eixo Apure-Orinoco. Pela sazonalidade do ciclo hidrológico a oferta do pescado não é uniforme durante o ano. Assim na seca, ou meses de verão – entre novembro e maio – o abastecimento é maior, diminuindo no período de chuvas, o qual tem marcadas conseqüências sobre o preço do pescado, como esperado.
Nos últimos anos um número crescente de empresários dos Estados Apure, Aragua (Cagua), Bolívar, Guárico (Cabruta), Táchira tem construído frigoríficos, grandes e pequenos, que lhes permitem conservar o pescado congelado durante os meses de safra para depois colocá-lo no mercado quando o pescado é escasso e daí tem maior preço.
No rio Orinoco podem se distinguir dois centros principais de desembarque e comercialização:
(i) O trecho entre as populações de El Rosario – Las Bonitas. Esta localidade condensa a produção de cerca de 60 comunidades de pescadores. O centro principal de desembarque e posterior distribuição é Ciudad Bolívar. Uma grande parte é consumida no mercado local e a outra é redistribuída para os mercados de outros estados do país
(ii) .O trecho Caicara-Capuchinos, é onde conflui o rio Orinoco com os outros grandes rios da bacia (Apure, Cinaruco, Meta), e é o lugar mais produtivo da bacia. Anualmente são reportadas mais de 6.000t de pescado desembarcadas em Cabruta - o centro de maior desembarque de pescado, pela sua conexão via terrestre com os grandes centros povoados - e um pouco menos em Caicara. Em Cabruta existem 16 empresas privadas destinadas ao atacado e comercialização do pescado; estas empresas em geral, são providas de frigoríficos e túneis de congelamento. Estima-se que 70% da produção tem como destino a Colômbia (chega primeiro ao mercado do Estado Táchira fronteiriço com a Colômbia) e o restante comercializa-se para Valencia, Maracaíbo e Caracas (capitais mais importantes em ordem crescente de população). De Cabruta se exporta-se o curito para o Canadá, Holanda e USA (NOVOA, 1999; INAPESCA, 2006).
No rio Apure a comercialização também abrange vários mercados locais e externos. O núcleo principal está centrado na cidade de San Fernando de Apure. Desde esse centro o pescado é distribuido para a Colômbia, via San Cristobal
(Táchira), Caracas, Maracaíbo e outras localidades do Estado Zulia, Valencia (capital do Estado Carabobo) e Maracay (capital do Estado Aragua), no centro do país.
Em algumas localidades do Estado Apure como Boquerones (30 km de San Fernando de Apure), desde o inicio da década de 90, se incrementou a exportação de pescado para a Colômbia, se estabeleceram empresas de comercialização de pescado com grandes frigoríficos para conservar o coporo durante a época de maior produção. Nesta localidade também se organiza o transporte do pescado por via terrestre para ser distribuído ás populações de Cagua (estado Aragua, onde há um grande centro de refrigeração). A empresa que armazena a produção proveniente desta localidade também fornece aos pescadores gelo e insumos necessários para a atividade, e inclusive os financia, assegurando a armazenagem do produto. Observa-se que a organização da atividade de congelamento do pescado é muito melhor nesta zona que na calha do rio Orenoco (NOVOA, 1999).
O pescado salgado que se produz na calha do rio Apure é comercializado para os centros de consumo de San Cristóbal, Barquisimeto (estado Lara), La Grita (estado Táchira) e Caracas.
Nos rios do piedemonte Andino,como o Uribante, Caparo, Douradas e Anaro o pescado é distribuído aos mercados regionais perto dos pontos de desembarque, principalmente cidades do Estado Barinas, e para San Cristóbal, o mercado de comercialização mais importante de produtos pesqueiros nessa região.
5.2.1 Bacia Amazônica brasileira