Virtualization software
5.3 Memory-based benchmarks
A pesquisa é de natureza aplicada, tendo como motivação a necessidade de se produzir conhecimento para fins práticos a partir de estudos teóricos, concernentes à identificação da situação da Gestão do Conhecimento no Instituto Federal de Brasília (IFB) e à solução concreta de problemas e necessidades daí decorrentes, que possam subsidiar a elaboração futura de um Programa de Gestão do Conhecimento (PGC), em sintonia com a cultura e interesses estratégicos da instituição. (RICHARDSON, 1999).
Neste sentido, também pode ser caracterizada como pesquisa-ação participativa na medida em que o seu objetivo prático foi “[...] contribuir para o melhor equacionamento possível do problema considerado como central na pesquisa e o objetivo de conhecimento [...]”, foi o de “[...] obter informações que, por meio de outros procedimentos, não seria possível (THIOLLENT, 2008, p. 20), ressaltando-se que, para tanto, atuamos, de modo cooperativo/participativo, junto aos gestores do IFPB envolvidos no processo.
Também condiz com o contexto desta pesquisa, a partir da metodologia adotada, o entendimento de Elliot (1997), quando afirma que numa pesquisa-ação, o processo de mudança é conduzido por meio da análise e interpretação de dados adequados, válidos e confiáveis e o seu alvo principal é a criação de conhecimento teórico ou aprimoramento da prática.
O foco social da pesquisa evidenciou-se na medida em que se buscou conhecer as impressões e percepções de um grupo específico, no caso os gestores da alta e média gestão do IFB, em relação às práticas e processos de Gestão do Conhecimento instalados na instituição. (MARCONI; LAKATOS, 2003).
A partir das concepções de Triviños (2009), entendeu-se que a abordagem do problema desta pesquisa é de natureza qualitativa, na medida em que exigiu a interpretação e atribuição de significados aos resultados obtidos em cada dimensão do conhecimento contemplada pelo método OKA, considerando-se o vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade dos sujeitos envolvidos, que não pode ser traduzido em números.
O processo e seu significado constituíram-se nos eixos de abordagem, tendo o ambiente natural do IFB como fonte direta de dados, onde a compreensão dos fenômenos efetivou-se a partir de nosso contato com o público de interesse deste estudo, conforme já informado, considerando-se as idiossincrasias próprias da realidade da instituição (DEMO, 2001). Desta feita, para elucidar nosso papel no processo investigativo, recorremos a Santos Filho e Gamboa (2001, p. 27), os quais afirmam que “[...] a tarefa do pesquisador não é
descobrir leis, mas engajar-se numa compreensão interpretativa das mentes daqueles que são parte da pesquisa [...]”, em seu próprio contexto e vistos como indivíduos em sua totalidade.
Como característica própria da abordagem qualitativa, não partimos de hipóteses estabelecidas a priori, que exigissem a busca de dados ou evidências que corroborassem ou negassem suposições. Na verdade, o ponto de partida se deu por um foco amplo, qual seja o de identificar a real situação da Gestão do Conhecimento na instituição investigada, que envolve questões também abrangentes, que vão se tornando mais diretas e específicas no transcorrer da investigação, em decorrência do enfoque indutivo empregado na análise dos dados. (GODOY, 1995).
Concordamos com Probst, Raub e Romhardt (2002, p. 212), quando enfatizam que “[...] uma abordagem meramente quantitativa para medir a Gestão do Conhecimento não é realista e pode ser até contraproducente”, no entanto, as opiniões e informações coletadas junto aos respondentes, a partir da aplicação de questionário estruturado, também receberam tratamento quantitativo, na medida em que foram transformadas em números por um sistema próprio, e traduzidos em um diagrama radial de fácil visualização e interpretação, que permitiu uma compreensão mais confiável da real situação da Gestão do Conhecimento no IFB. Vale dizer, no entanto, que na busca da consolidação da pesquisa científica, a partir do compromisso tanto com os princípios científicos quanto com a realidade investigada no IFB, procurou-se interpretar as evidências quantitativas à luz das considerações qualitativas epistemológicas, evitando-se, dessa forma, as aparentes contradições metodológicas e operacionais existentes entre essas abordagens. (SANTOS FILHO; GAMBOA, 2001).
Quanto aos seus objetivos, a pesquisa é do tipo descritivo-exploratória. Seu caráter exploratório configurou-se por proporcionar maior familiaridade com o problema levantado, com vistas a torná-lo explícito. Permitiu, igualmente, descrever as potencialidades e debilidades do IFB nos elementos e dimensões da Gestão do Conhecimento contemplados pelo método OKA, oportunizando-se o estabelecimento de relações entre o desempenho obtido e os impactos causados nos processos de gestão, bem como no desenvolvimento e na aprendizagem institucional da instituição diagnosticada (TRIVIÑOS, 2009). Para tanto, envolveu o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados, a exemplo da aplicação de questionário estruturado, ressaltando-se que, nesse processo, procurou-se descrever a realidade como ela é sem preocupação em modificá-la. (RICHARDSON, 1999).
Em relação aos procedimentos técnicos de pesquisa, propusemo-nos a recuperar o conhecimento científico acumulado sobre o problema averiguado, a partir da análise de material já publicado sobre Gestão do Conhecimento, incluindo o estudo dos métodos de
avaliação e diagnóstico do conhecimento que vêm sendo adotados pelas organizações, sobretudo no contexto da Administração Pública Federal Brasileira, caracterizando-se, neste sentido, como bibliográfica (MARCONI; LAKATOS, 2003). Esta pesquisa também envolveu a interrogação direta das pessoas cujo comportamento desejava-se conhecer, ou seja, os gestores da alta e média gestão do IFB, procedimento este, denominado por Richardson (1999) de levantamento.
Por meio deste estudo, desenvolvido junto ao IFB, foi possível coletar e registrar dados e informações acerca da realidade da instituição em Gestão do Conhecimento, com o intuito de se explicar qual a sua maturidade atual na gestão dos processos de criação, captura, armazenamento, disseminação e aplicação do conhecimento, em sua dinâmica organizacional, culminando com a apresentação dos resultados e conclusões. (MARCONI; LAKATOS, 2003).
Por se tratar de um estudo de caso, ressalta-se que não se tentou exercer qualquer controle, ao longo do processo, sobre a natureza dos fenômenos estudados. Não obstante, a busca por respostas amplas e detalhadas sobre qual a capacidade e nível de preparação atuais do IFB no uso adequado e sistemático de seus ativos de conhecimento, bem como, sobre as lacunas e áreas a serem melhoradas dentro das suas atividades de GC, a partir das dimensões do conhecimento priorizadas pelo Método OKA, exigiu investigação profunda e contextualizada, levando-se em consideração a cultura prevalente na organização. Isto posto, trataremos em seguida, sobre a delimitação da pesquisa, com base no seu tema de estudo, sua limitação geográfico-espacial e população investigada.