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5.4 I/O-based benchmarks - IOZone
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) integra a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Esta Rede estende-se por todo o Brasil, formada anteriormente pelas Escolas Técnicas e CEFETs, constituindo-se hoje, pelos Institutos Federais, com cerca de 354 campi, distribuídos em 321 municípios. Devido ao processo de expansão vigente, estima-se que até o final de 2014, a Rede Federal deverá totalizar 560 unidades de ensino, representando um atendimento direto a mais de 600 mil estudantes, em todo o país8. A Figura 19 permite uma visualização da extensão dessa estrutura, no contexto nacional.
Figura 19 – Extensão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em âmbito nacional
Fonte: Portal da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
No contexto da Rede Federal, os Institutos Federais são caracterizados como instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de
ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas.
O IFB foi criado a partir da transformação da então Escola Técnica Federal de Brasília em Instituto Federal, pela Lei nº 11.892/2008 (BRASIL, 2008). Possui natureza jurídica de autarquia, detentor de autonomia administrativa, patrimonial, financeira, didático-pedagógica e disciplinar. A atual estrutura administrativa do órgão compõe-se por uma Reitoria e oito Campi distribuídos pelo Distrito Federal, sendo eles os de Brasília, Gama, Planaltina, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião, Taguatinga e Taguatinga Centro. Salienta-se que, por ocasião desta pesquisa, dois outros Campi estavam em fase de implantação, a saber os das cidades satélites de Ceilândia e Estrutural.
Além da Reitoria e Chefia de Gabinete, o IFB conta com cinco Pró-Reitoras, a saber: Ensino; Pesquisa e Inovação; Extensão; Administração; e Desenvolvimento Institucional. Nos Campi, a estrutura de gestão constitui-se por Diretoria Geral; Diretoria de Administração e Planejamento; e pela Diretoria de Pesquisa, Extensão e Ensino. Recomenda-se, para melhor compreensão da estrutura organizacional da instituição, a consulta ao seu Organograma, formalizado por meio da Resolução nº 35 do Conselho Superior, de 13 de novembro de 2012 (BRASIL, 2012).
Tendo em vista o objetivo deste estudo, considerou-se importante a descrição integral das finalidades e características do IFB, como mais uma forma de evidenciar-se a importância da realização do diagnóstico da Gestão do Conhecimento numa instituição, cuja essência de seus fins e ações, baseia-se em informação e conhecimento. Por conseguinte, de acordo com o Art. 6o da Lei nº 11.892/2008 (BRASIL, 2008), o IFB tem por finalidades e características:
I - ofertar educação profissional e tecnológica, em todos os seus níveis e modalidades, formando e qualificando cidadãos com vistas na atuação profissional nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional; II - desenvolver a educação profissional e tecnológica como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais; III - promover a integração e a verticalização da educação básica à educação profissional e educação superior, otimizando a infraestrutura física, os quadros de pessoal e os recursos de gestão; IV - orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos, sociais e culturais locais, identificados com base no mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico e cultural no âmbito de atuação do Instituto Federal; V - constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências, em geral, e de ciências aplicadas, em particular, estimulando o desenvolvimento de espírito crítico, voltado à investigação empírica; VI - qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino, oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino; VII - desenvolver programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica; VIII - realizar e estimular a pesquisa aplicada, a produção cultural, o empreendedorismo, o
cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico; IX - promover a produção, o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sociais, notadamente as voltadas à preservação do meio ambiente.
Considerando-se o critério de número de funcionários estabelecido pelo SEBRAE-SC, para organizações de serviço9, o IFB pode ser classificado como instituição de grande porte, contando, atualmente, com o contingente de 1270 trabalhadores, sendo: 727 servidores efetivos, dos quais 393 são docentes e 334 técnicos-administrativos, além de 429 terceirizados e 114 estagiários10. Em termos de grau de instrução, constatou-se que a instituição conta com um grupo de servidores altamente qualificados, chegando a 100% e a 64% de docentes e técnicos administrativos, respectivamente, que possuem graduação entre nível superior a doutorado, podendo-se ver a distribuição das frequências dos servidores do IFB por grau de instrução, nas categorias docente e técnico-administrativo, a partir da Tabela 3.
Tabela 3 – Distribuição dos servidores do IFB segundo o grau de instrução
Grau de Instrução Docente (%) Técnico Administrativo (%)
Nível médio - 36%
Superior 25% 47%
Especialização 15% 15%
Mestrado 45% 1,6%
Doutorado 15% 0,4%
Fonte: Diretoria de Gestão de Pessoas do IFB (jun. 2014).
Na Resolução nº 35/2012, do Conselho Superior do Instituto Federal de Brasília (BRASIL, 2012), que aprova a nova estrutura organizacional para a instituição, tem-se a disposição e a distribuição dos Cargos de Direção pelos níveis hierárquicos, e a descrição de suas respectivas competências. Esta estrutura organizacional é composta por 47 Cargos de Direção, distribuídos em três níveis de atuação, quais sejam, estratégico, tático-gerencial e operacional e, por quatro níveis hierárquicos, estando os gestores estratégicos e tático- gerenciais situados entre os três primeiros níveis. Nos dois primeiros níveis hierárquicos, com atuação estratégica, estão posicionados os cargos de: Reitoria, situado no primeiro nível (CD- 01), e no segundo nível (CD-02), os de Pró-Reitor e Direção Geral de Campus. No terceiro nível, encontram-se instaladas as Diretorias e Coordenações-Gerais, com atuação estratégica (CD-03), e as de atuação tático-gerencial (CD-4). Por fim, no quarto nível hierárquico, encontram-se as Coordenações ou Células de Trabalho, de atuação operacional, cujos titulares ocupam Funções Gratificadas (FG) para o exercício de suas atribuições.
9 Informação disponível em: <http://www.sebrae-sc.com.br/leis/default.asp?vcdtexto=4154>. Acesso em: 24
maio 2013.
Na Figura 20, apresenta-se a distribuição dos Cargos de Direção por níveis de atuação e níveis hierárquicos do IFB.
Figura 20 – Cargos de direção do IFB por níveis de atuação e níveis hierárquicos
Fonte: Adaptada pela autora (2014), a partir da Resolução do IFB n.º 35/2012- CS/IFB – Anexo IV – Níveis de Atuação e Níveis Hierárquicos (BRASIL, 2012).
No que diz respeito à estrutura organizacional, Segundo Drucker (1999a, p. 19), as organizações modernas, sejam públicas ou privadas, necessitam de estrutura organizacional e de organização, sendo que, “[...] uma dada estrutura organizacional é adequada para algumas tarefas, em determinadas condições e ocasiões”. Na concepção de Robbins (2002), a estrutura organizacional define como as tarefas são formalmente distribuídas, agrupadas e coordenadas, sendo determinantes da estrutura organizacional os seguintes elementos: a estratégia, o tamanho da organização, a tecnologia e o ambiente. Ainda em seu estudo, Robbins (2002) enfatiza que as organizações possuem estruturas diferentes, e essas têm impacto sobre as atitudes e comportamentos de seus membros. Para Vasconcellos (1989), a estrutura organizacional também pode ser vista como um processo através do qual a autoridade é distribuída e as atividades são especificadas, amparadas por um sistema de comunicação que permite aos membros da organização realizar e exercerem suas atribuições, a partir do poder de gestão do qual são detentores.
Salienta-se que a referida Resolução, em seu Anexo IV, também descreve as competências essenciais dos gestores do IFB, em cada nível de atuação e hierárquico. No nível estratégico encontram-se as instâncias relativas à tomada de decisão e planejamento, cujas principais competências dizem respeito à formulação das políticas e diretrizes da
Unidade/Órgão, de acordo com as normas, regras e interesses da Reitoria e das comunidades internas (acadêmica, administrativa e discente).
No nível tático-gerencial, responsável pela articulação interna, as competências envolvem o estudo das restrições, necessidades e conveniências associadas ao objeto de sua gestão. Para tanto, os gestores posicionados nesse nível devem, prioritariamente, participar da definição de diretrizes em conjunto com os gestores estratégicos, cuidando para que sejam interpretadas e desenvolvidas nos níveis inferiores, em função dos objetivos e metas a serem alcançados. Os gestores posicionados no nível operacional são responsáveis, por sua vez, pela supervisão direta da execução das tarefas e operações cotidianas da organização, visando à melhoria contínua e a consecução dos objetivos de suas respectivas áreas. No Quadro 10, sistematizamos as principais competências dos gestores do IFB, a partir dos níveis hierárquicos e de atuação estratégica, tático-gerencial e operacional.
Quadro 10 – Competências prioritárias dos cargos de gestão do IFB nos diferentes níveis hierárquicos e de
atuação
Nível de
Atuação Hierárquico Nível Instância Competências
Estratégico (Elaboração da estratégica e tomada de decisão) 1 Decisória e de Planejamento
Formular as políticas e diretrizes da Unidade/Órgão, de acordo com as normas, regras e interesses da Reitoria e das comunidades acadêmica, administrativa e discente; articular providências, visando remover obstáculos e promover evoluções; efetuar avaliações sistemáticas das necessidades ou tendências sob sua gestão.
2 Decisória
Assessorar o nível 1; articular providências junto às instâncias superiores e demais unidades/órgãos; organizar um conjunto de objetivos, ou propósitos organizacionais; orientar as ações doa dia a dia, dos níveis 3 e 4. Tático- Gerencial (Articulação interna) 3 Estudo das restrições, necessidades e conveniências associadas ao objeto de sua gestão
Esquematizar a ação de atividades e participação na definição de diretrizes em conjunto com os níveis superiores; interpretar e traduzir as diretrizes estabelecidas em atos programados; orientar as gerências, equipes ou células de trabalho do nível 4, quanto a objetivos e metas a serem atingidos.
Operacional (Execução das tarefas e operações cotidianas) 4 Supervisão direta da execução de um determinado conjunto de atividades
Participar diretamente da execução das tarefas, organizando e removendo obstáculos; avaliar a forma de execução das atividades, e informar sobre ações para a melhoria contínua, em função dos objetivos da área.
Fonte: Adaptado pela autora (2014), a partir da Resolução do IFB n.º 35/2012- CS/IFB – Anexo IV – Níveis de Atuação e Níveis Hierárquicos (BRASIL, 2012).