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Media as political tool in ethnic conflicts (1981-1997)

In document Journalism under pressure (sider 100-107)

Chapter 4: The historical-political context of media in Kosovo

4.3. Media as political tool in ethnic conflicts (1981-1997)

AUTOR: Elisângela Bezerra de Lima Afonso; Jaziel Menezes dos Santos; Luana Menezes da Silva Alaor; Wisla Micarim Oliveira Santos; Robinson Moresca de Andrade

INSTITUIÇÃO DE ENSINO: Faculdade Anísio Teixeira – FAT, R: Juracy Magalhães, 222 – Ponto Central, CEP 44032 – 620, Feira de Santana/BA; e-mail

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RESUMO

O conhecimento básico em microbiologia é primordial na formação do nutricionista, sendo que os aspectos relacionados a essa ciência estão presentes no cotidiano em temas como saneamento básico, higiene pessoal e conservação de alimentos e saúde. O ensino da microbiologia e as atividades práticas no currículo básico nas Instituições de Ensino Superior (IES) são fundamentais. O incremento de procedimentos laboratoriais na área microbiológica tem a capacidade de elevar o censo crítico aos cuidados higiênicos em particular as pessoas envolvidas a comercialização, estocagem e industrialização de alimentos. Visando alcançar estes objetivos, este trabalho propõe a adequação das atividades práticas microbiológicas aquelas técnicas ultrapassadas ou pouco atraentes desenvolvidas por parte dos professores envolvidos. Os resultados corroboram com a idéia que os estudantes têm maior facilidade em se apropriar de conceitos com inserção direta de situações no cotidiano, como coleta de materiais in loco, como feira livre ou em estabelecimentos despreparados e contrastando a observação aos cuidados microbiológicos em uma empresa de alimentos de origem animal. Conclui-se no trabalho que os alunos trabalhados e estimulados com práticas diferenciadas, assimilaram melhor a necessidade do entendimento ao cuidar higiênico e controle microbiano por parte dos manipuladores e acondicionamento adequado dos alimentos, evitando a contaminação microbiana dos alimentos e posteriormente infecções alimentares à população.

PALAVRAS-CHAVE: microbiologia; ensino-aprendizagem; nutricionista. INTRODUÇÃO E OBJETIVO

O conhecimento da microbiologia e seus benefícios e prejuízos são desconhecidos por grande parte dos estudantes recém-ingressados a IES, o que se agrava aos cursos de nutrição, onde é necessário um trabalho diferenciado a esse grupo com estimulação a disciplina e formação de censo crítico. Esse trabalho tem por objetivo informar as dificuldades encontradas pelos professores e alunos da disciplina microbiologia no ensino superior, especificamente no curso de nutrição (Malnic e Sampaio, 1994).

A contaminação alimentar é um problema corriqueiro, sendo que a maioria da população brasileira já foi acometida por uma patologia pelo menos uma vez na vida. Comumente as infecções e intoxicações alimentares estão relacionadas a contaminação microbiana proveniente por hábitos de higiene impróprios do manipulador ou do manuseio dos alimentos inadequadamente. A disciplina de microbiologia básica ou avançada para estudantes do curso de nutrição corrobora com a necessidade e os prejuízos causados pelos microrganismos a microbiota normal humana, sendo os principais microrganismos envolvidos na contaminação de alimentos são comercializados e estocados em casas e supermercados.

O conhecimento e entendimento sobre a microbiologia auxilia o estudante a descobrir a influência dos microrganismos em sua vida, bem como as funções essenciais

desses organismos no ambiente e a microbiota normal humana. Dessa forma, é importante que todos os estudantes, principalmente aqueles envolvidos a saúde da população, possam aprender sobre tal tema.

Apesar da grande relevância, a microbiologia é muitas vezes negligenciada pelos professores e alunos. Uma das possíveis causas desse fenômeno refere-se às dificuldades para o desenvolvimento de estratégias de ensino-aprendizagem, com dinâmicas mais atraentes para os estudantes (Malnic e Sampaio, 1994). O mundo microbiano pode ser extremamente abstrato para os alunos, pois, embora seja parte importante de nosso dia-a- dia, não podemos percebê-lo de forma mais direta por meio dos sentidos, a não ser quando o indivíduo apresenta sintomas e/ou doenças graves. Certamente, essa aparente falta de conexão entre a microbiologia e nosso cotidiano dificulta o aprendizado desse tema tão importante. Nesse cenário, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias didáticas que auxiliem o professor na tarefa de estimular os estudantes ao conhecimento dos microrganismos e de todos os fenômenos biológicos a eles vinculados, bem como sua relação com nossa vida cotidiana.

METODOLOGIA

A metodologia empregada foi a observação e percepção do aprendizado dos alunos, utilizando aulas teórico/práticas com material biológico coletado “in loco” em feira livre no município de Feira de Santana/BA, onde os alimentos comercializados estão dispostos de maneira errôneo, próximo a grande circulação de pessoas, maus hábitos higiênicos dos frequentadores ao tocar ou manipular os alimentos, dos próprios manipuladores e presença de vetores, como ratos, insetos e pombos. Outra forma empregada foi visita técnica a uma indústria de grande porte de alimentos, onde os alunos tiveram contato direto com nutricionistas responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos industrializados. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados com base na observação em feira livre foram, a falta de higiene dos boxes e áreas de manipulação e estocagem dos alimentos, onde inclui mesas, facas, balanças, caixas de isopor e ausência de câmaras frias ou mesmo de gelo para acondicionamento adequadamente os alimentos de origem animal em caixas de isopor.

Já a observação na indústria, os alunos perceberam a importância dos cuidados as questões microbiológicas, onde todos os passos são monitorados minuciosamente, evitando a contaminação dos alimentos durante o processamento.

Sendo assim, a microbiologia de alimentos está envolvida diretamente com microrganismos envolvidos no preparo e degradação de alimentos, produtos in natura, em locais de estocagem, durante seu processamento ou semielaborados e agentes de envenenamentos e/ou intoxicações via consumo alimentar.

Ainda é evidente a falta de consciência microbiológica entre os discentes e na grande parte da população. Em muitos cursos da área de saúde e especificamente a nutrição a demanda é mal atendida com elementos pouco qualificados em conhecimento ou interesse. Esses profissionais, por falta de formação básica adequada em Microbiologia, dedicam-se, nas indústrias, apenas a trabalhos rotineiros de laboratório, em detrimento da pesquisa, desenvolvimento e melhoria da qualidade dos produtos (Barbosa e Barbosa, 2010). Em muitos casos, especialmente nas IES, a demanda não aparece, justamente pela inexistência de microbiologistas líderes que possam dar início à formação de equipes. A falta de formação adequada em Microbiologia reflete-se na conduta de muitos profissionais atuantes, que acabam trabalhando apenas com os efeitos que os microrganismos provocam no hospedeiro ou substrato e não com as causas, isto é, com a fisiologia ou a genética dos agentes causantes.

Outra dificuldade observada foi que o ensino da Microbiologia em nível de graduação na maioria das IES, ficou restrito à reprodução de tecnologias obsoletas sem atrativos aos discentes, não se adaptando a novos problemas, principalmente ao avanço da biotecnologia e ainda se atém a técnicas bacteriológicas conservadoras, exercidas geralmente por pessoal de nível técnico.

Considerando-se que o ensino superior, especificamente o curso de nutrição, é uma área de formação de recursos humanos especializados que pode colaborar junto a Sociedade em relação as mudanças de hábitos higiênicos e cuidados ao manipular os alimentos, para isso é necessário que a melhoria de qualidade do ensino superior em Microbiologia seja feita com critérios e estabelecimento do nível desejado de qualidade. É necessário que o debate seja ampliado, que os envolvidos adquiram cada vez mais consciência e impeçam as decisões unilaterais de círculos restritos e viciosos. Nesse sentido, a presente proposta é que, sob a supervisão da sociedade, nutricionistas e microbiologistas, sejam feitos estudos e discussões para uma reformulação dos cursos de graduação em Nutrição no país, juntamente com a supervisão da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN). Acredito que a inclusão da ênfase (especialização, mestrados e doutorados) em Microbiologia dos Alimentos, com disciplinas realmente adequadas, contribuirá para um avanço a médio e longo prazos dessa ciência aos nutricionistas no Brasil (Freire e Gambale, 1997).

As análises microbiológicas, processadas durante o período da disciplina, revelam que amostras em locais públicos de comercialização de alimentos, por exemplo, em feiras livres e expofeiras, indicam importantes locais de estudos, coletas de materiais biológicos e momentos de reflexões, envolvendo a microbiota dos alimentos e dos agentes contaminadores (vetores, estruturas físicas e pessoas). Desta forma, é fundamental o controle microbiológico de microrganismos indicadores de higiene e patógenos, como a Salmonella spp.

CONCLUSÕES

Conclui-se que os alunos adquiriram com ações diferenciadoras, resultando um acréscimo ao conhecimento teórico, sendo observado e coletado in loco a contaminação ou o controle rígido dos microrganismos, fortalecendo o senso crítico de alunos e futuros nutricionistas competente. O conhecimento básico sobre microbiologia é muito importante para tornarmos futuros profissionais mais conscientes no dia-a-dia, principalmente pela área microbiológica que está diretamente relacionada à higiene pessoal e saúde, bem como a inúmeros outros aspectos relacionados ao funcionamento do meio ambiente.

REFERENCIAS

Barbosa FHF; Barbosa LPJL. Alternativas metodológicas em microbiologia – viabilizando atividades práticas. rev.biol.ciênc.terra. 2010; 10(2): 134-143.

Freire J; Gambale W. A situação da microbiologia no Brasil. cadern. farm. 1997; 13(1):7- 12.

Malnic, G; Sampaio, MC. O ensino das ciências básicas na área da Saúde. estud. av.,1994; 8(22).

Martins, ACP. Ensino superior no Brasil: da descoberta aos dias atuais. acta cir. bras. 2002; 17(3).

RELAÇÃO ENTRE ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS E A

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