4 FORVENTNINGER TIL ARBEIDSMARKEDET
4.3 M ESTRINGSSTRATEGIER I MØTE MED EKSKLUDERING
Uma visão completa da oferta mineral envolve não só a análise do fluxo de minerais extraídos dos estoques naturais, mas também análise da reciclagem de sucata, da descoberta de novas reservas, da mudança tecnológica, dos custos e de mudança nos preços. Outros fatores indiretos como estrutura de mercado e regulação governamental também possuem papel relevante.
Segundo a teoria da firma, uma companhia irá maximizar seus lucros produzindo no ponto onde seu custo marginal iguale o preço dado no mercado. Quando o preço de uma substância sobe, a mineradora tenderá a aumentar sua oferta. Quando o preço cai, reduzirá sua oferta. A oferta do mercado responderá da mesma forma. Como a indústria mineral é muito internacionalizada e os preços das commodities são normalmente cotados em dólar, variações na taxa de câmbio terão efeito semelhante a mudanças no preço (MAXWELL, 2006, p. 52). Além disso, o preço internacional de uma commodity mineral é fundamental para definir a decisão de investir, tanto em pesquisa quando na extração da substância. O preço está intimamente ligado com o lucro do investidor e, consequentemente, com a procura e descoberta de uma nova jazida e sua exploração. Quando o preço está elevado, os investimentos na procura por esta substância aumentam, assim como investimentos na sua lavra e beneficiamento.
Quanto às restrições na produção, na produção imediata, são as máquinas e trabalhadores que trazem a restrição para a oferta. Uma vez ocorrendo um ajuste nessas variáveis, a oferta pode atingir a capacidade da mina.
No curto prazo, as restrições de capacidade existentes em cada mina inibirão grandes incrementos de oferta resultantes de aumentos nos preços. Uma empresa mineradora poderá contratar mais trabalhadores e expandir suas operações, mas sempre sujeita a limitações da capacidade máxima de produção da mina. Mesmo assim, em muitos casos, mesmo o incremento marginal da produção da mina pode não ocorrer, pois dependerá de aprovação do órgão regulador e ambiental e de investimentos em infraestrutura da mina, o que pode levar anos (MAXWELL, 2006, p. 53).
No longo prazo, a limitação é oriunda do tamanho da reserva. Não havendo mais minas para a lavra, não há mais como aumentar a produção. Neste caso, investimentos
30 em pesquisa mineral seriam intensificados para encontrar novas jazidas lavráveis. Observando a figura 5, à medida que nos movemos para prazos mais longos, todos os fatores de produção que afetam a oferta mudam e se flexibilizam, tornando-a menos inclinada. No longuíssimo prazo, com a descoberta de novas reservas, todos os fatores se tornam flexíveis.
Figura 5: Formato da curva de oferta x Prazos de produção.
Fonte: MAXWELL, 2006, p. 54.
Os custos dos insumos, particularmente salários e energia, são importantes fatores que afetam a oferta mineral. Quando estes aumentam, os lucros dos empresários tornam-se menores. Uma vez que este é um setor capital intensivo, o impacto de aumento nos salários é menor que o de aumento de energia. Isso é especialmente importante para algumas substâncias, como a transformação da bauxita em alumínio (MAXWELL, 2006, p. 52).
Além disso, são reconhecidos os ganhos de escala do investimento mineral. Isso significa que quanto maior a produção, menor será o custo médio por unidade produzida. Essa característica do setor ocorre devido ao alto valor dos custos iniciais (start up cost), fixos e irrecuperáveis que se diluem à medida que a produção aumenta. Entretanto, essa característica será mais forte ou mais fraca dependendo do tamanho do empreendimento mineral. Quando maior forem os empreendimentos, maiores serão os custos e maior deverá ser a escala da firma para atingir o custo médio mínimo. A estrutura de custos de uma firma pode ser tal que uma diminuição no preço de um mineral pode ser mais do que compensada pela diluição dos custos fixos por unidade
31 produzida, causada pela utilização de toda sua capacidade instalada. Esse tipo de trade-
off é comum na indústria do minério de ferro (CROWSON, 2006, p. 62).
Entretanto, os retornos crescentes de escala de um investimento produtivo mineral esbarram, especialmente no médio e longo prazo, na exaustão da mina. Diferentemente de uma fábrica que pode produzir continuamente bastando ter insumos e trabalhadores, uma mina tem uma vida útil que dependerá do ritmo de produção e do tamanho da reserva. Isso significa que a produção, à medida que for explorando a mina, diminuirá devido à pouca quantidade de minério ou quando se atingir minério com baixo teor. Pode-se concluir que a atividade produtiva mineradora possui rendimentos decrescentes no médio e longo prazo. À medida que se for produzindo, a reserva vai diminuindo e mesmo aumentando os insumos (máquinas e operários), a produção irá diminuir até que cesse. Tudo dependerá da capacidade da mina aliada à capacidade produtiva da mineradora (KULAIF, 2001, p. 27).
Já impactos positivos de mudanças tecnológicas afetam a oferta por meio de novas formas de beneficiamento do minério. Nesta etapa, pode-se descobrir formas de retirar mais da substância do material estéril. Tais inovações permitem, por exemplo, produzir ouro de depósitos onde a concentração é menos de um grama por tonelada de material extraído. Além disso, impactos tecnológicos tendem a diminuir custos no longo prazo, o que impactará nos preços que os investidores estarão dispostos a aceitar (MAXWELL, 2006, p. 54).
A política mineral, feita pelos órgãos reguladores, também possuem impactos sobre a oferta mineral. Estas atitudes, ou a falta delas, definem como será o acesso ao bem mineral, tanto na fase da lavra quanto na fase da pesquisa mineral. Isso influi diretamente na forma como as novas reservas serão encontradas e como serão exploradas, afetando diretamente a oferta mineral. Além disso, é o governo que define os royalties e os impostos, tendo grande impacto sobre a lucratividade e, consequentemente, sobre o investimento mineral. Outros aspectos como apoio à pesquisa geológica básica, mantendo um órgão de Serviço Geológico5, incentivo à competitividade do setor mineral, segurança jurídica da posse da lavra e resolução de conflitos com moradores de uma área de interesse são todos aspectos de responsabilidade do setor público.
A estrutura de mercado também afeta a oferta por meio do número de firmas existentes. Quando há grande número de firmas produzindo, nenhuma das empresas
32 consegue afetar significativamente a oferta do mercado e o preço é dado pela dinâmica entre oferta e demanda. Entretanto, se há poucas firmas, cada uma possui importância na oferta agregada e uma redução brusca na oferta faz com que os preços subam, evidenciando o poder de mercado que cada firma tem. Como o aumento da oferta é limitado pela capacidade máxima de produção que cada firma, quando há poucas e importantes firmas, uma não consegue suprir totalmente a produção da outra, impactando o preço (MAXWELL, 2006, p. 52). A estrutura do mercado consumidor também pode gerar alterações na oferta. Grandes consumidores, como a China, se diminuírem sensivelmente sua demanda, podem gerar um excesso oferta, o que faz os preços caírem e firmas saírem do mercado.
Além desses aspectos diretos, também há aspectos indiretos que influenciam a oferta mineral. Em algumas minas, pode ocorrer produção conjunta de i) mineral principal, ii) mineral secundário e iii) co-mineral na mesma mina. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o níquel, cobalto e platina, sendo o primeiro, normalmente, o mineral principal, o segundo o secundário e o terceiro, co-mineral. Logo, há economias de escopo em algumas minas (KULAIF, 2001. p. 39). O mineral principal é o mais importante para a viabilidade econômica do projeto e seu preço determina a produção ou não da mina. O mineral secundário não possui importância e seu preço e não influencia a viabilidade da mina. O co-mineral possui uma importância relativa e afeta a produção da mina (MAXWELL, 2006, p. 52).
Devido ao seu pequeno papel na viabilidade da mina, os minerais secundários possuem uma grande rigidez na sua oferta. Isso significa que sua produção responderá a mudanças nos seus preços, mas também ao preço do mineral principal ao qual está associado. Isso acontece, por exemplo, com o níquel e o cobalto, sendo o primeiro o bem principal e o segundo o mineral secundário. Além disso, as empresas alocam os custos do mineral secundário nos custos do mineral principal. Isso significa que o custo médio de produção do mineral secundário é tipicamente baixo e pode até se aproximar de zero se, no processo produtivo do mineral principal, a firma tiver que, naturalmente, separar o mineral secundário deste último (MAXWELL, 2006, p. 54). Caso o preço de mercado do mineral secundário ficar abaixo do seu custo, ele pode nem ser aproveitado e ser descartado como rejeito de produção do mineral principal. Por fim, mudanças tecnológicas e mudanças de preços podem transformar um mineral secundário em um co-mineral ou até em um mineral principal.
33 Minerais lavrados de reservas naturais, que contribuem para a exaustão dos recursos minerais, tradicionalmente são a maior parte da produção mineral. Entretanto, recentemente, a reciclagem de minerais, especialmente dos metais, também vem se tornando uma importante fonte de oferta.
A matéria prima da reciclagem é a sucata que é dividida em dois tipos: sucata nova e sucata velha. A primeira vem de fontes pré-consumo e a segunda origina-se de fontes depois do consumo. Quando o metal se transforma em barras, canos ou folhas pode ocorrer sobras e estas são consideradas nova sucata. Já latas de alumínio, ferro para construção civil e carros são considerados sucata velha, já que já foram consumidos e agora são obsoletos, já que chegaram ao fim de sua utilidade (MAXWELL, 2006, p. 55).
A disponibilidade de sucata velha dependerá da vida útil dos produtos nos quais é usado como insumo. Além disso, apesar de normalmente haver um estoque de sucata velha para reciclagem, o seu custo de reprocessamento é alto para a maioria dos minerais. Isso ocorre porque a sucata precisa ser, primeiramente, coletada e depois processada. Nos lugares onde a coleta e processamento são menos custosos, a oferta de minerais oriundos de sucata é grande. Esse é o caso da reciclagem do chumbo em baterias. Já oferta de nova sucata dependerá do consumo geral do metal, da distribuição deste consumo nos diferentes usos e a porcentagem de nova sucata gerada nesses diferentes usos (MAXWELL, 2006, p. 55).
Dessa forma, a oferta mineral total será a soma do novo material lavrado (mineral principal, mineral secundário e co-mineral) mais o material reciclado (sucata nova e velha) conforme figura 6:
Figura 6: Curva de oferta total mineral.
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