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5. POLITIKERNE I LONGYEARBYEN. HVEM ER DE OG HVA VIL DE?

5.3 M ÅL OM INNFLYTELSE

Com base no que foi apresentado anteriormente, e, em especial, em relação ao modelo elaborado para avaliar a gestão ambiental nas organizações pesquisadas, segue análise dos resultados encontrados. Antes, é importante lembrar que o modelo aqui criado se baseou em outros tanto de gestão ambiental quanto da avaliação dessa gestão, portanto, as perguntas do instrumento de pesquisa abordaram aspectos considerados fundamentais distribuídos em 08 fases, a saber:

1 – Planejamento e coordenação; 2 – Infra-estrutura e organização; 3 – Mobilização e capacitação; 4 – Procedimentos; 5 – Tecnologia; 6 – Manutenção e atualização; 7 – Controle e planejamento e 8 – Resultados.

Na análise que se segue, composta de gráficos, tabelas e comentários, pode- se observar que esses aspectos abrangem todo o processo de gestão, o que Catelli (2001) explica ser composto de planejamento, organização, execução e controle. Os itens relativos a planejamento foram missão, políticas, comprometimento da alta administração, padronização dos processos e participação dos funcionários.

Ao incluir infra-estrutura, mobilização, processos, uso e atualização de tecnologias, o questionário abordou as segunda e terceira fases do processo de gestão: a organização e a execução das ações planejadas.

As duas últimas partes do questionário (Anexo A), a 7ª e a 8ª, atenderam à terceira fase do processo de gestão (Catelli, 2001), a do controle. Controle e gerenciamento significam o acompanhamento das ações e verificação de seus desempenhos, tanto de forma setorial quanto de forma global na empresa. Avaliar o desempenho é comparar o resultado obtido com o resultado proposto

nos planos iniciais e as informações obtidas nessa fase poderão servir de subsídios para aperfeiçoar um novo ciclo produtivo.

Esses conceitos são perfeitamente aplicáveis à indústria hoteleira, logo, aos hotéis do centro de Brasília, como mostra a análise dos dados obtidos. Essa análise apresenta os percentuais de respostas em relação ao total de participantes da pesquisa como forma de visualizar a participação da gestão ambiental no ambiente empresarial hoteleiro estudado. Em seguida, é mostrado o resultado, individual, de acordo com o modelo elaborado para avaliar a gestão ambiental dos hotéis pesquisados.

Do questionário de 46 perguntas, 41 serão mostradas juntamente a cada análise; as outras 05 perguntas correspondem à identificação do hotel (1ª e 2ª) e a perguntas abertas (34ª, 43ª e 45ª); não sendo necessário apresentá-las na análise que se segue.

Fase 1 – PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO

Esse critério enfoca o processo de gestão, as políticas e a aplicação dessas políticas no ambiente empresarial; e as perguntas relativas a essa fase foram:

3) A empresa tem uma missão definida e escrita?

4) A responsabilidade sócio-ambiental está inserida na missão? 5) O hotel tem política ambiental escrita e divulgada?

6) A política ambiental é totalmente entendida pelos colaboradores e fornecedores?

7) A alta administração é comprometida e acompanha a gestão ambiental do hotel?

8) Os gestores estão diretamente envolvidos nas atividades de melhoria do desempenho ambiental?

9) A empresa tem dados dos efeitos ambientais da sua atividade?

10) O hotel tem metas e padrões de desempenho definidos (formas de controle)? 11) As metas ambientais do hotel são coerentes com os pontos fracos identificados no diagnóstico inicial?

12) A empresa estabeleceu ações para o atingimento das metas ambientais? Quais?

13) O hotel delega responsabilidades para a execução e condução das ações relativas às metas ambientais estabelecidas?

Figura 05 Resumo da Fase 01 PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO S IM 35% NÃO 55% OUT R AS QUAIS C OMO 10%

A Figura 05 mostra que 55% dos hotéis pesquisados não planejam ou coordenam ações ambientais; 35% planejam e coordenam práticas ambientais e 10% optaram por “outras” situações e não justificaram a opção.

Quadro 02 Fase 01 PLANEJAMENTO E COODENAÇÃO Questão SIM NÃO OUTRASQUAIS

COMO TOTAL N. 3 14 14 1 29 N. 4 9 17 3 29 N. 5 9 17 3 29 N. 6 8 15 6 29 N. 7 12 12 5 29 N. 8 19 10 0 29 N. 9 4 22 3 29 N. 10 8 19 2 29 N. 11 9 16 4 29 N. 12 7 19 3 29 N. 13 12 15 2 29 TOTAL 111 176 32 319

O Quadro 02 detalha a Fase 01 e indica, na questão 03, que dos 29 hotéis pesquisados, 14 (48%) têm missão definida e escrita e outros 14 (48%) não a têm; 01 (3%) participante se absteve de optar.

As respostas à questão 04 mostraram que 17 (58%) dos empreendimentos pesquisados não incluem a responsabilidade sócio-ambiental na missão; que 09 (31%) incluem e que 03 (10%) se abstiveram de optar e não justificaram.

Vê-se, em relação à questão 05 – O hotel tem missão escrita e divulgada? – que 09 (31%) hotéis responderam sim, e 17 (58%) não; logo, a maioria não tem missão escrita e divulgada, nem a ambiental, portanto.

Em relação à pergunta sobre se a política ambiental é totalmente entendida pelos colaboradores e fornecedores – questão 06 – tem-se que, de acordo com a NBR ISO 14001, o treinamento e a conscientização e a assimilação das políticas são fundamentais para que as iniciativas ambientais tenham êxito. Esse, portanto, é item para melhorar considerando que 08 (28%) responderam sim, 15 (51%) não e os 06 (21%) que optaram por “outras” explicaram que os fornecedores não estão, ainda, incluídos no processo, mas que isso está sendo providenciado. Esse resultado mostra que mesmo nos hotéis em que existem tais políticas, essas não estão alcançando todos os colaboradores.

Quanto à questão 07 – A alta administração é comprometida e acompanha a gestão ambiental do hotel? – vê-se que 12 (42%) responderam que sim e 12 (42%) responderam que não; 05 (16%) participantes optaram por “outras”, mas não justificaram. Esse resultado não é o ideal visto que é de fundamental importância o aval da alta administração em relação às metas estabelecidas para o alcance dos objetivos empresariais, conforme Catelli (2001).

Quanto à questão 08 – Os gestores estão diretamente envolvidos nas atividades de melhoria do desempenho ambiental? – O Quadro 02 mostra 19 (66%) optantes pelo sim e 10 (34%) pelo não, o que indica maior envolvimento no nível intermediário de decisões. Essa foi situação observada nas entrevistas, quando alguns respondentes mostraram esforços individuais para ampliar as ações voltadas para o meio ambiente. Pode ser observado, em pelo menos 03 hotéis, que parte do corpo funcional busca criar condições de sensibilizar a alta administração, de um lado, e conquistar o interesse dos níveis operacionais, do outro, para as necessidades ambientais. Esse movimento é positivo uma vez que a NBR ISO 14001 orienta que o “comprometimento da direção” é desejável para a causa ambiental.

Em relação à questão 09 – A empresa tem dados dos efeitos ambientais da sua atividade? – vê-se que apenas 04 participantes responderam sim. O não foi escolha de 22 (76%) respondentes o que pode indicar insuficiência das informações com as quais o gestor trabalha, o que prejudica o desempenho do

hotel adote ele a gestão ambiental ou não. É um resultado expressivo considerando que a atividade hoteleira provoca impactos ambientais como qualquer outra e chama a atenção para a necessidade de se identificar e adotar tecnologias que minimizem esses impactos.

Na 10ª questão – O hotel tem metas e padrões de desempenho definidos (formas de controle)? – vê-se que 08 (28%) respondentes optaram pelo sim, 19 (65%) pelo não e 2 (7%) por “outras” sem justificativa. Essa pergunta diz respeito a controle, e, no caso, não necessariamente relativo à gestão ambiental. Catelli (2001) orienta que o processo de gestão precisa de controles porque sem eles não se tem informações adequadas sobre o resultado da empresa; logo, metas e padrões de desempenho são indispensáveis para a gestão, ambientais ou não, do empreendimento.

Quanto à 11ª questão – As metas ambientais do hotel são coerentes com os pontos fracos identificados no diagnóstico inicial? –, o Quadro 02 mostra 09 (31%) respostas afirmativas, 16 (55%) negativas e 04 (14%) sem opção. Isso quer dizer que a maioria dos respondentes não tem metas coerentes com os pontos fracos identificados na elaboração do planejamento do hotel. Quanto a isso, Catelli (2001) explica que a análise interna permite captar informações para amparar o planejamento estratégico, ponto de partida para a gestão empresarial, portanto, elaborar boas estratégias depende de informações dos ambientes internos e externos da empresa. Essas têm a função de indicar pontos fracos e pontos fortes do empreendimento, internamente; e reconhecer ameaças e oportunidades, externamente. Havendo falhas nesse processo, todo o resultado do negócio pode ser comprometido.

Especificamente em relação à pesquisa, essa questão buscou levantar se há metas ambientais estabelecidas para o hotel, o que exigiria, antes de tudo, que o processo de gestão já estivesse instalado. Se não há metas, ambientais ou outras, há dificuldades em gerir negócios, e, nesse caso, o alto percentual de respostas negativas, 55%, mostra que esse é item que não atende às necessidades do setor.

Na questão 12 – a empresa estabeleceu ações para o atingimento das metas ambientais? – vê-se 07 (24%) respostas positivas, 19 (66%) negativas e 03

igualmente e traz que as respostas não são três vezes mais que as sim; indicando insuficiência dos processos de planejamento e controle. Tal resultado também mostra dificuldades para a condução de uma gestão especificamente ambiental nesses estabelecimentos.

Outro item do controle é tratado na 13ª questão – o hotel delega responsabilidades para a execução e condução das ações relativas às metas ambientais estabelecidas? – e os resultados mostram que 12 (41%) respondentes optaram pelo sim, 15 (52%) não delegam essa responsabilidade e 02 (7%) marcaram “outras” sem explicar a opção.

Delegar responsabilidades significa gestão participativa e, de acordo com Chiavenato (2004), tal forma de administrar envolve mais os colaboradores no processo podendo, inclusive, elevar a produtividade da empresa. Também é consequência da delegação de tarefas, maior comprometimento com os resultados, conforme esse autor.

Para os percentuais dessa pesquisa, especificamente em relação à pergunta nº 13, se o hotel delega responsabilidades para a execução e condução das ações relativas às metas ambientais, os resultados não são totalmente desanimadores considerando que essa é preocupação recente no setor e não está totalmente definida, havendo, portanto, margem para crescimento.

Nessa fase, nas questões relativas ao planejamento e à coordenação de ações ambientais, chegou-se ao resultado de 35% de respostas sim e 55,2% para não, o que indica que a maioria dos empreendimentos hoteleiros do centro de Brasília precisa evoluir quanto ao quesito planejamento/coordenação das atividades ambientais.

Fase 2 – INFRA-ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO

Esse critério buscou saber quanto à nomeação formal de responsável capacitado para conduzir as tarefas de gestão ambiental; quanto ao acompanhamento dos planos e quanto à disponibilização dos recursos necessários às metas ambientais.

As perguntas relativas à Fase 02 são as seguintes:

15) O gestor responsável pela área ambiental tem formação específica? 16) O gestor tem metas para otimizar o desempenho ambiental do hotel?

17) Há previsão/disponibilização dos recursos necessários ao cumprimento das metas ambientais?

18) Os recursos para as metas ambientais são aplicados como planejado? As respectivas análises das respostas obtidas estão apresentadas em seguida.

Figura 06 Resumo da fase 02 – INFRA-ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO

S IM 26% NÃO 69% C OMO 5% OUT RA S QUA IS

A Figura 06 resume os itens que compõem a 2ª parte do questionário: infra- estrutura e da organização do empreendimento em relação ao meio ambiente. O resultado geral, visto acima, mostra que 69% dos hotéis pesquisados não têm estrutura, pessoal ou recursos específicos para gerir ambientalmente. O Quadro 03, a seguir, explica cada questão dessa fase do questionário.

Quadro 03 Fase 02 INFRA-ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO Questão  SIM  NÃO 

OUTRAS QUAIS  COMO  TOTAL  N. 14  11  18  0  29  N. 15  2  26  1  29  N. 16  11  17  1  29  N. 17  7  21  1  29  N. 18  7  18  4  29  TOTAL  38  100  145 

O Quadro 03, acima, detalha a 2ª parte do questionário, como segue: a questão nº 14 buscou saber quanto à indicação de gestor para as práticas ambientais. O resultado indicou que 11, de 29 respondentes, ou seja, 40% responderam positivamente, logo, a maioria, 18 (60%), não prioriza essa ação.

Isso quer dizer que 40% dos hotéis pesquisados indicam um responsável pelas ações ambientais, entretanto, desempenha essa função em conjunto com outras como recepção aos hóspedes, serviços gerais, de protocolo, restaurante, limpeza e segurança, organização das instalações físicas, gerência intermediária ou de todo o hotel.

A questão 15 detalhou a pergunta anterior, sobre a formação específica do responsável pela área ambiental. O alto percentual de negativas, 90%, mostra que há poucas pessoas no setor formalmente preparadas para os cuidados ambientais nos empreendimentos pesquisados. Os 7% de respostas positivas indicam que 02, entre os 29 empreendimentos pesquisados possuem um gestor com formação específica na área ambiental. Desses 02 empreendimentos, conforme entrevista, 01 gestor buscou essa formação, ou seja, o fez por iniciativa própria e, mesmo assim, é responsável por outras áreas, não somente pela ambiental. Dos demais respondentes, 27 gestores não têm conhecimentos formais sobre meio ambiente.

A questão 16 – O gestor tem metas para aperfeiçoar o desempenho ambiental do hotel? – mostra 38% de respostas positivas, e 59% de negativas, ou seja, mesmo havendo um gestor, de qualquer formação ou área, que trate das questões relativas ao meio ambiente, melhorar o desempenho ambiental do negócio é preocupação de menos da metade dos hotéis pesquisados.

A questão 17 abordou a “previsão/disponibilização dos recursos necessários ao cumprimento das metas ambientais” e o número de respostas positivas é três vezes menor que as negativas (73%) indicando que apenas 1/3 (24%) dos respondentes disponibiliza recursos para o tratamento da questão ambiental. Isso considerando que a pergunta se referia a recursos em geral e ainda, o item se adequava aos empreendimentos “com metas ambientais”, o que, como visto na questão nº 10 da parte relativa à existência de “metas e padrões de controle”, de forma geral, não é ação da maioria dos hotéis pesquisados.

A pergunta nº 18, que tratou da “aplicação dos recursos como planejado”, deu margem a dúvidas para quem respondeu negativamente ao item 17. Isso quer dizer que os hotéis que não possuem metas ou padrões de controle em nenhuma área, ou seja, já têm deficiências no planejamento de forma geral, não teriam, evidentemente, estrutura, organizacional ou institucional voltada

para o meio ambiente, ou seja, os hotéis que não têm metas em geral (62%), possivelmente não têm metas ambientais; e ainda, se não há disponibilização de recursos para a gestão do meio ambiente, não há como especificar se são aplicados convenientemente ou não.

Essa questão, a de nº 18, deveria ser respondida apenas por quem respondeu positivamente à questão anterior que tratou da disponibilização, ou não, de recursos para as metas ambientais, entretanto, foi respondida por todos os participantes da pesquisa, entretanto, é dado importante da pesquisa.

Como resultado geral dessa segunda fase, viu-se que há grande espaço para a elaboração de mudanças na estrutura, na organização e na disponibilização de recursos financeiros e pessoais, em geral e especificamente em relação à gestão ambiental, em cerca de 70% dos hotéis pesquisados.

Fase 3 – MOBILIZAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

Esse aspecto mostra como a empresa integra e prepara a comunidade interna para participar do cumprimento das metas ambientais e como incentiva a comunidade externa a adotar nova visão quanto aos impactos ambientais decorrentes da atividade.

As questões que detalham esse aspecto, os respectivos gráfico e tabela assim como as análises são apresentados em seguida.

19) O hotel tem processos de controle para o uso racional de água? 20) O hotel tem controles para o uso adequado de energia elétrica? 21) O hotel estabelece ações para a seleção de resíduos?

22) O hotel usa processos de tratamento dos resíduos antes do descarte final? 23) O hotel mantém controle dos ruídos em suas dependências?

24) O hotel tem ações de esclarecimento, mobilização e sensibilização da equipe funcional em relação ao uso dos recursos naturais?

25) O hotel tem ações de esclarecimento, mobilização e sensibilização dos clientes em relação aos cuidados ambientais?

26) O hotel divulga, para a comunidade, as ações internas relativas ao meio ambiente?

Figura 07 Resumo da Fase 03 MOBILIZAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO S IM 50% NÃO 50% OUT RA S QUA IS C OMO 0%

No cômputo geral das respostas obtidas na fase 03 do instrumento de pesquisa, teve-se que metade (50%) dos hotéis pesquisados desenvolve ações de sensibilização das pessoas envolvidas, seja interna ou externamente ao empreendimento. O percentual que não desenvolve ações desse tipo também é de 50%, mostrando que há carência de ações de conscientização, mobilização e sensibilização tanto de funcionários quanto de usuários dos serviços de hotelaria em relação às necessidades do meio ambiente.

Quadro 04 Fase 03 MOBILIZAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

Questão  SIM  NÃO 

OUTRAS QUAIS  COMO  TOTAL  N. 19  20  9  0  29  N. 20  21  8  0  29  N. 21  18  11  0  29  N. 22  7  21  1  29  N. 23  12  17  0  29  N. 24  18  11  0  29  N. 25  15  14  0  29  N. 26  4  25  0  29  TOTAL  115  116  232 

Pelo Quadro 04, vê-se que na questão 19, observa-se 20 das 29 instituições pesquisadas respostas sim à pergunta sobre o hotel ter processos de controle para o uso racional de água. Ou seja, 69% dos respondentes têm processos de controle para o uso de água e 31% não. Um resultado animador em relação aos objetivos ambientais, mas ainda vê-se espaço para avanços. Por outro lado, de acordo com a observação da pesquisadora, as providências para o controle de água não são originadas de políticas ambientais propriamente.

Da mesma forma, as respostas à questão 20 indicaram que a maioria tem processos de controle de energia elétrica. O percentual de 72% para o sim é bom resultado; e os 28% dos que responderam não à questão têm poucas justificativas pelo fato de não adotarem ações para esse fim uma vez que há profusão de campanhas, ditadas por órgãos públicos, empresas de consultoria, e muitas informações da mídia a respeito.

A questão 21 – sobre a seleção de resíduos – mostrou há ações relativas em 18 (62%) dos hotéis pesquisados; 11 (38%), entretanto, não têm essas ações. Mesmo assim, é resultado positivo em relação a outros aspectos, entretanto, pode melhorar considerando as facilidades, o interesse ambiental e a possibilidade de ganhos para o hotel. Um exemplo, observado em entrevista: a separação de papéis permitiu que fossem presenteados os funcionários e oferecida festa de final de ano em determinado hotel.

Outros resíduos, como o orgânico, também são alvos de tratamento especial em alguns hotéis pesquisados. Há restaurantes que vendem os resíduos orgânicos para usinas de adubos e de criação de peixes e rãs. Esses detalhes não foram incluídos na pesquisa em razão do já grande volume de perguntas. Quanto à questão nº 22, somaram 07 respostas sim (24%) e 21 negativas (73%), relativamente ao tratamento dos resíduos antes de dispensá-los; dos 24% que disseram sim não especificaram quais tratamentos.

Essa pergunta poderia ser interpretada de forma a considerar como resíduos, entre os outros citados anteriormente, os líquidos descartados pelas lavanderias, um dos serviços prestados aos hóspedes. Nesse caso, mesmo considerando o alto teor de elementos químicos utilizados para a esterilização dos chamados enxovais, não foi identificada ação que indicasse tratamento especial desses resíduos em nenhum dos hotéis pesquisados.

Talvez fosse oportunidade para ser desenvolvido estudo considerando o total de hotéis instalados no País e os impactos o descarte de seus resíduos, com o fim de ser estabelecida regulação formal específica para o setor.

A questão nº 23 também trata de resíduos os sonoros. A pesquisa mostrou que 41% dos empreendimentos pesquisados tomam providências quanto ao controle de ruído no interior das instalações físicas e 59% não. Esse controle,

conforme depoimento de funcionário de um dos hotéis pesquisados pode ser a instalação de paredes especiais entre os compartimentos.

A questão nº 24 mostrou que 18 (62%) entre os hotéis pesquisados desenvolvem ações de “esclarecimento, mobilização e sensibilização da equipe funcional em relação ao uso dos recursos naturais”. Esse é um resultado coerente com as perguntas anteriores relativas ao controle do uso de água e energia que apresentaram percentuais de 69% e 72%, respectivamente, de acordo com as questões nºs 19 e 20. As 11 respostas não (38%), por outro lado, ainda indicam necessidade de ampliar essa ação.

A questão 25 trata das ações de esclarecimento, mobilização e sensibilização dos clientes em relação aos cuidados ambientais e como não houve espaço para o detalhamento de quais são essas ações especificamente, a pesquisadora observou, através de entrevistas e recolhimento de folders e cartazes, que muitos dos empreendimentos pesquisados desenvolvem ações desse tipo; entretanto, é possível que essas ações sejam desenvolvidas nos moldes das ações de controle do uso de energia elétrica e água, ou seja, o fator de motivação é a redução de custos de manutenção do empreendimento. Quanto aos resultados, o percentual de 52% para as respostas sim é baixo dada a relevância do tema. Sabe-se que para a solução da questão ambiental, as parcerias são indispensáveis e nada é mais parceiro de um serviço do que o seu usuário. E, se há um serviço sendo prestado, há um consumidor; ambos se adaptam um ao outro, para atender aos interesses mútuos.

Além disso, trabalhar a consciência ambiental do hóspede pode ser grande diferencial competitivo, em razão tanto da redução de custos quanto do marketing, uma vez que há grande público procurando por empreendimentos verdes. É possível, portanto, considerando a observação da pesquisadora, que tenha havido falhas no entendimento dessa pergunta.

A questão 26 tratou da divulgação, para a comunidade, das ações internas relativas ao meio ambiente. Os resultados obtidos foram que 04 (14%) empreendimentos o fazem e 25 (86%) não; e isso contraria os preceitos da comunicação verde, conforme orienta Dias (2006):

A comunicação tem como objetivo primordial mostrar ao cliente que o produto é ecologicamente correto e tem um valor agregado, que compensa adquiri-lo comparativamente aos semelhantes, que não apresentam esse conteúdo. E importante destacar que a promoção do produto ecológico não envolve somente potenciais clientes, mas toda uma gama de grupos de interesses (ONGs, governos etc.) que formam uma opinião pública ambiental e que influenciam os eventuais consumidores através da criação de um ambiente favorável às atitudes ambientalmente corretas.

Tem-se, portanto, que comunicar as ações ambientais para a comunidade é diferencial para o negócio. Em razão disso, pode-se considerar muito alto o percentual de 86% dos hotéis que não divulgam as ações ambientais, quando é o caso. Isso vai de encontro ao marketing verde, que a princípio seria de interesse dos prestadores de serviços: bens intangíveis, portanto, subjetivos e altamente vinculados ao “gosto” do usuário.

Em resumo, a fase 03 do questionário levantou as ações para a sensibilização do público interno e externo dos hotéis pesquisados quanto à questão ambiental; e apresentou aspectos mais positivos em relação aos itens