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Lunsj: Omsorg og bekymring i grått papir

O espaço das cidades é explorado pela arte pública de modos disintos. Alguns projetos arísico- arquitetônicos se associam diretamente aos processos de requaliicação do espaço urbano e contam com a paricipação da população local em sua execução (pode-se citar o trabalho de Eileen Adams na

Figura 36: La Grande Vitesse (1969) - Alexander Calder FONTE: <htp://chicago-outdoor-sculptures.blogspot.com. br/2011/09/grand-rapids-michigan-la-grande-vitesse. html> Acesso em: 27.04.2016

Figura 37 e 38 : Tilted Arc (1981) - Richard Serra FONTE: htps://br.pinterest.com/

pin/78883430949601427/ Acesso em: 27.04.2016

Figura 39: Richard Meier: Gety Center. The Garden - Robert Irwin (1999).

FONTE: htp://friendsofsdarch.photoshelter.com/image/ I0000rP13JTEps5s

Figura 40: Daniel Buren - Les deaux plateaux (1986) FONTE: htp://www.agnesdenesstudio.com/works7.html Acesso em: 03.05.2016

Figura 41: Wheafield - A Confrontaion: Batery Park Landill, Downtown Manhatan - Agnes Denes

FONTE: htp://www.agnesdenesstudio.com/works7.html Acesso em: 03.05.2016

Figura 42: Michael Ascher – Santa Monica Museum Instalaion ONTE: htp://afasiaarchzine.com/2013/05/ michael-asher/

Acesso em: 03.05.2016

Pembroke Street Estate, Plymouth, na Inglaterra). Outros planos de renovação de centros urbanos se beneiciam de obras de aristas de renome. A encomenda feita a Alexander Calder pelo NEA13 é

uma delas.

Se o trabalho de Calder, instalado na região central de Grand Rapids, Michigan, 1969, reconheceu acolhida imediata por parte da população, outra foi a reação mobilizada pelo Tilted Arc (1981), de Richard Serra. Trata-se de uma gigantesca “parede” de aço inclinada que toma conta da Federal Plaza, em Nova York, reirada do local em 1989, em função dos sucessivos conlitos entre o arista e a opinião pública.

Exemplos de projetos e obras que lidam com a cidade como espaço de intervenção podem ser encontrados na escola californiana de Los Angeles: Robert Irwin, James Turrell, Maria Nordman e Michael Asher. Esses aristas realizam um trabalho sobre as construções urbanas com uilização de fontes luminosas ariiciais. A instalação permanente de Daniel Buren em frente do Palais Royal, em Paris, e a intervenção coleiva no Batery Park City em Manhatan, envolvendo arquitetos e aristas como Armajani e M. Miss, exempliicam outras direções tomadas pela arte pública.

No Minhocão, ambiente segregado e hosil manifestam-se diversas apropriações, mas as que se ixam mais no imaginário paulistano são os graites. “A cidade passa a ser reconhecida pelos sinais que a ocupam e, por meio de inscrições e transformações exibidas nos suportes que a sustentam, conta a sua própria história para um receptor sensível e atento.” (KHOURY; NASCIMENTO, 2014, p.115). Nota-se que a cidade fornece inúmeras possibilidades de uso, a arte urbana pode estar nos muros, na calçada, no topo de um prédio, no asfalto, no farol. Cada trabalho é diferente, mas todos comparilham a intenção de paricipar no contexto urbano, dialogar com a arquitetura e com os moradores, além de formar parte do imaginário arísico da rua. O objeivo da intervenção de arte pública é a aivação dos espectadores passivos que passam pelos contextos trabalhados, transformando-os em usuários aivos dos espaços urbanos. (FONTES, 2013).

A arte feita no espaço público, seja intervenção, evento ou graii, exerce sobre o social preexistente algum ipo de impacto, segundo Pallamin (2000, p. 10), “em que talvez a hegemonia seja conirmada

Figura 43: Graite no pilar do Minhocão FONTE: Foto da autora (Data: 28.02.16)

Figura 44 e 45: Passagem da Rua Consolação e Exposição Divagando pelo feminino

FONTE: < htp://www.paulista900.com.br/?p=966 > Acesso em: 03.05.2016

ou desaiada, mas, mais importante que isso, em que algo do novo desse social passa a ter existência”. Veriica-se, na paisagem urbana, efeitos na percepção simbólica que são produzidos pela aividade ísica: suas imagens e representações modiicam a concepção do espaço. Surge então uma questão relevante: a arte urbana possui a habilidade de alterar a percepção que os usuários possuem daquele espaço público ou da sua cidade? Sobre isto, Argan airma:

“É evidente que, se nove décimos da nossa existência transcorrem na cidade, a cidade é a fonte de nove décimos das imagens sedimentadas em diversos níveis da nossa memória. Essas imagens podem ser visuais ou audiivas e, como todas as imagens, podem ser mnemônicas, percepivas, eidéicas. Cada um de nós, em seus iinerários urbanos diários, deixa trabalhar a memória e a imaginação: anota as mínimas mudanças, a nova pintura de uma fachada, o novo letreiro de uma loja.” (ARGAN, 2005, p.232)

Silva (2006) cita como exemplo o projeto na passagem da rua da Consolação, na qual o município da cidade autorizou a concessão do túnel de pedestres que comunica a Avenida Paulista com a Rua da Consolação para ins arísicos. Esse mural mantém o desenho original feito nos anos 90, o que mostra a valorização que os cidadãos e (aos poucos) as insituições formais dão a esse ipo de expressão arísica, uma vez que têm respeitado sua permanência como um ícone da paisagem da cidade. O conceito de arte pública parece estar associado ao monumento, à arte patrocinada, oicial, que depende da autoridade pública. A arte urbana e seus desdobramentos, por outro lado, podem ser considerados, dentro dessa categoria, enquanto expressões que uilizam a cidade como suporte e surgem a parir dela. Isso é especialmente válido para uma cidade como São Paulo, em que a quanidade de manifestações desse ipo já se converte em parte da paisagem coleiva. Por outro lado, Vera Pallamin (2000, p. 48) apresenta o problema ou, talvez, um dos seus pesares, da não garania de público: “a arte urbana pode desabar pela indiferença”.