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Lokalsamfunnet og representantene

Del III Politirådsamarbeid i praksis

Kapittel 7. Lokalsamfunnet og representantene

A bubalinocultura é caracterizada pela exploração comercial do búfalo doméstico, também conhecido como búfalo asiático ou búfalo de água. Domesticado há a aproximadamente 4500 anos na região do Vale do Indu (região que hoje compreende a Índia e o Paquistão), os bubalinos são classificados zoológicamente na família Bovidae (que inclui, entre outros, ovinos, caprinos e bovinos), subfamília Bovinae e espécie Bubalus bubalis. Da Índia, o búfalo foi levado primeiramente para o Egito e daí para Europa, de onde se disseminou para o resto do mundo (COCKRILL, 1974; BHAT, 1992; NASCIMENTO; CARVALHO, 1993).

Diversos autores têm relatado dificuldades para determinar e avaliar o tamanho dos rebanhos mundial e brasileiro de búfalos. Segundo esses autores, muitas vezes os bubalinos são contabilizados como bovinos nas declarações de vacinas, impostos, abates e estatísticas. Sem a correta identificação, os registros de bubalinos se confundem com os de bovinos, subestimando, assim, o tamanho do rebanho e da produção da espécie (BASTIANETTO, 2005; BERNARDES, 2006; GONÇALVES, 2008; ANDRIGHETTO, 2011).

Apesar de ter um rebanho relativamente pequeno frente às demais espécies como, por exemplo, a bovina, o búfalo tem apresentado crescimento considerável nos últimos anos. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, 2012), o rebanho mundial bubalino em 2010 era de aproximadamente 194,16 milhões de cabeças. As Tabelas 1 e 2 mostram a distribuição e a variação do rebanho mundial de bubalinos, respectivamente, por continente e por país entre 1970 e 2010. Observa-se que há concentração do rebanho em países asiáticos (97,14%), sendo que apenas a Índia detêm

57,32% do total mundial. Vale destacar que o período considerado o crescimento mundial do rebanho bovino foi de 29,19%.

Tabela 1 – Rebanho mundial bubalino por continentes (cabeças).

Continente 1.970 2.010 Variação (%) Proporção do rebanho mundial

(%) em 2.010 Ásia 104.474.439 188.612.322 80,53 97,14 África 2.009.025 4.000.025 99,10 2,06 América 124.400 1.190.931 857,34 0,61 Europa 654.382 365.211 -44,19 0,19 Oceania 500 210 -58,00 0,00 Mundial 107.262.746 194.168.699 81,02 100,00

Fonte: Adaptado de FAO (2012)

Borghese e Mazzi (2005) afirmam que os búfalos se adaptam bem ao clima quente da Ásia e desempenham papel importante na economia agrícola do continente, principalmente nos sistemas de subsistência. A espécie é responsável pela produção de carne e leite e os machos servem, ainda, como força de tração para os pequenos produtores de arroz. Os mesmos autores destacam que a Índia, principal país asiático de desenvolvimento científico e tecnológico na bubalinocultura, tem criado programas nacionais de incentivo à produção de carne e leite de búfalo.

Tabela 2 – Rebanho bubalino nos países detentores dos maiores rebanhos da espécie (cabeças).

País 1970 2010 Variação (%) Índia 56.118.000 111.300.000 98,33 Paquistão 9.345.000 30.800.000 229,59 China 15.713.063 23.602.144 50,21 Nepal 1.020.000 4.836.980 374,21 Egito 2.009.000 4.000.000 99,10 Filipinas 4.431.500 3.270.400 -26,20 Miamar 1.540.720 3.000.000 94,71 Vietnam 2.270.700 2.913.390 28,30 Indonésia 2.885.000 2.005.000 -30,50 Tailândia 5.734.500 1.622.650 -71,70 Fonte: Adaptado de FAO (2012)

Em relação à diminuição do rebanho ocorrido em alguns países asiáticos, Barbosa (2010) esclarece ter ocorrido a substituição da tração animal (bubalinos) por micro

tratores nas lavouras de arroz. Esse fenômeno foi estimulado pelo Japão (grande importador de arroz) com a intenção de intensificar a produção do cereal. Contudo, ainda segundo o autor, a estratégia não deu certo, pois os produtores não se adaptaram à nova tecnologia, perderam uma fonte alternativa de renda (comercialização dos bubalinos) e o arroz se desvalorizou devido ao excesso de produção. Esse cenário levou os agricultores a abandonarem a produção e migrarem para a cidade, comprometendo o fornecimento do produto para o Japão. Barbosa (2010) conclui que, para reverter essa situação, o país passou a estimular a volta da tração animal desenvolvendo e financiando um programa de estímulos à criação de búfalos.

O Egito destaca-se como principal criador de búfalo no continente africano. A produção egípcia de leite de búfala representa 81% do total de leite produzida naquele país e tem sido estimulada principalmente pelo fato do custo de produção ser inferior ao custo de reconstituição do leite em pó bovino importado (PATIÑO, 2011; BORGHESE; MAZZI, 2005).

Segundo Patiño (2011), na Europa, apesar de Turquia, Romênia, Bulgária e Grécia também possuírem expressivos rebanhos de bubalinos, a Itália se destaca como líder mundial de genética, tecnologia e qualidade dos produtos. O autor cita como exemplo a raça Mediterrânea desenvolvida no país e que destaca mundialmente entre as principais raças produtoras de leite. Tripaldi (2005) acrescenta que durante os anos 50 e 60 o sistema italiano de produção de leite de búfala passou por um processo de intensificação utilizando as estruturas e sistemas de gestão utilizados para na produção de leite bovino.

Na América, a bubalinocultura tem alcançado grandes avanços, tanto em relação ao tamanho quanto à qualidade do rebanho e dos produtos. O Brasil detém o maior rebanho de búfalos do continente e têm investido constantemente na profissionalização da atividade e em pesquisas de produção, reprodução e nutrição (BORGHESE; MAZZI, 2005).

O desenvolvimento e importância da bubalinocultura estão estreitamente relacionados à produção de leite. Segundo dados da FAO (2012), em 2010 a produção de leite de búfala representou 13% das 720,87 milhões de tonelada de leite produzidas no mundo (Figura 9).

Figura 9 – Produção mundial de leite de búfala em 2010 (ton.).

Fonte: Adaptado de FAO (2012)

A Tabela 3 mostra a evolução nos principais países produtores de leite de búfala no mundo no período de 1970 à 2010. Observa-se um incremento 372,18% na produção mundial de leite bubalino, no qual se destacam, principalmente, países asiáticos. Apenas a título de comparação, entre 2000 e 2010 a produção mundial de leite experimentou um aumento de 24,53%, enquanto as produções de leite bovino e bubalino tiveram um incremento na produção de 22,29% e 39,10%, respectivamente (FAO, 2012).

Tabela 3 – Produção de leite bubalino nos principais países produtores (toneladas).

País 1.970 2.010 Variação (%) Proporção da produção mundial (%) em 2.010 Índia 11.440.000 62.400.000 445,45 67,45 Paquistão 5.168.000 22.279.000 331,10 24,08 China 1.010.000 3.100.000 206,93 3,35 Egito 1.005.000 2.725.000 171,14 2,95 Nepal 400.000 1.066.870 166,72 1,15 Irã 66.200 279.800 322,66 0,30 Mianmar 27.613 248.400 799,58 0,27 Itália 37.552 210.200 459,76 0,23 Sri Lanka 29.180 46.990 61,03 0,05 Bangladesh 20.000 36.000 80,00 0,04 Mundo 19.593.886 92.517.217 372,18 100% Fonte: FAO (2012) 599.438.003 83% 92.517.217 13% 28.915.170 4%

Patiño (2011) destaca que vários países asiáticos têm investido em genética para aumentar a produção de leite bubalina e, em alguns casos como, por exemplo, Paquistão, Nepal e Filipinas, a principal fonte de produção de leite é a búfala. Gonçalves (2008) acrescenta que nesses países o leite de búfala é consumido em uma mistura de leite em pó bovino e água, o que proporciona um alimento com boas características nutritivas e organolépticas.

Na Itália, apesar de não haver um rebanho muito expressivo em tamanho, a produção do leite de búfala é uma atividade de grande importância econômica e tem mostrado crescimento nos últimos anos. Mioli (2005) explica que dois fatores têm colaborado para esse crescimento. Segundo esse autor, a grande demanda por queijo tipo mozzarela tem absorvido todo o leite produzido e garantido aos produtores considerável remuneração. Outro fator considerado pelo autor é a política de quotas e taxação sobre o excedente de produção de leite de vaca imposto pela União Europeia que tem favorecido o aumento da produção de leite de búfala.

Entretanto, Stefano (2004), após analisar toda a cadeia produtiva do leite de búfala na Itália, concluiu que naquele país a mozzarela não pode mais ser considerada um produto de nicho de mercado, isso por que o mercado já atingiu altos níveis de oferta e demanda e a oferta continua a aumentar drasticamente. O autor alerta que os mercados tradicionais para o produto podem tornar-se insuficiente para absorver a produção e, para evitar problemas futuros, os produtores devem procurar novos mercados e buscar aumentar as dimensões de produção e atender às exigências tecnológicas do mercado sem perder as características tradicionais do produto.