• No results found

Del III Politirådsamarbeid i praksis

Kapittel 9. Avslutning

A análise dos direcionadores de competitividade do complexo agroindustrial do leite de búfala no Estado de São Paulo permitiu identificar alguns pontos positivos que colaboram para o bom desempenho da atividade e alguns gargalos que se tornam entraves. A partir dessas constatações serão formuladas sugestões de políticas públicas e privadas que podem auxiliar o incremento da competitividade do complexo em estudo.

A primeira sugestão para alavancar a competitividade da bubalinocultura leiteira no Estado de São Paulo é a criação de uma entidade estadual de representação do setor como um todo. Uma cooperativa, associação ou sindicato deve reunir tanto produtores de leite como laticínios e pode representar um grande avanço para atividade. Segundo sugestões dos entrevistados, uma entidade desse tipo deve atuar principalmente levando informações e capacitação técnica para os produtores de leite e laticínios respeitando suas limitações. Parcerias com instituições como SEBRAE, SENAR, órgãos de pesquisa e universidades foram sugeridas como forma de facilitar o acesso às novas tecnologias existentes no mercado. Além das informações técnicas sobre manejo em geral do rebanho, informações de mercado como preço, expectativas de produção e demanda, entre outras, deveriam ser coletadas e divulgadas. A existência desse tipo de organização também facilitaria a representação do setor junto às entidades governamentais, aumentando as chances de se obter recursos junto aos governos estaduais e federais para criação de políticas de incentivo à bubalinocultura no estado.

Em um complexo agroindustrial como o do leite de búfala, o segmento de produção rural tem grande importância para a competitividade do sistema como um todo, principalmente no que diz respeito à qualidade, quantidade e preço. Observou-se que os direcionadores gestão da firma e tecnologia e inovação foram os de pior avaliação para esse elo. Nesse contexto, a maior adoção de tecnologias de produção e de gestão por parte dos produtores de leite pode melhorar a qualidade do leite, aumentar a produtividade e diminuir os custos de produção impactando positivamente no desempenho de todo o sistema. Vale salientar que o tipo de tecnologia empregada deve respeitar a realidade vivida por cada produtor e não devem ocorrer mudanças drásticas, mas sim constantes melhorias alinhando gestão e técnicas produtivas. Essa difusão de tecnologia pode ocorrer via entidade representativa, programas de governo ou iniciativas de laticínios.

Um dos maiores gargalos para o desempenho do sistema estudado é a falta de leite, situação agravada durante a entressafra. Uma solução para esse problema seria o

pagamento diferenciado durante a entressafra que estimulasse os produtores a utilizarem técnicas para desestacionalizarem a produção. Nesse caso, alem do estímulo financeiro, a conscientização dos produtores sobre essa questão e a transferência de tecnologia também são essenciais, visto que muitos nem sabem que elas existem.

O relacionamento entre produtor de leite e laticínio também poderia aumentar a competitividade do complexo como um todo. Por se tratar de pequenos produtores de leite sem acesso a fontes de informações, uma alternativa seria a agroindústria fornecer mais informações para os produtores por meio de informativos técnicos, dias de campos, palestras ou mesmo por assistência técnica com valor subsidiado. A parceria com SENAR, CATI, SEBRAE ou universidades poderia facilitar essas ações e diminuir seus custos. Iniciativas como essas poderiam melhorar a qualidade do leite, aumentar a produtividade e sanar outros problemas recorrentes nesse relacionamento.

Ainda no relacionamento fornecedor-laticínio, sugere-se melhorar o sistema de precificação do leite. Além do pagamento diferenciado durante a entressafra, deve-se estabelecer padrões de qualidade do leite e bonificar o produto conforme a qualidade. Também é importante que valor do leite seja reajustado periodicamente acompanhando as oscilações de mercado. Atitudes como essa podem estimular o investimento e aumento da produção.

A adoção de tecnologia por parte da agroindústria também é importante para estimular a competitividade do sistema como todo. Além das tecnologias de produção, a profissionalização da gestão e a capacitação da mão de obra operacional devem ser o objetivo dessas empresas. A adoção de ferramentas que permitam um maior controle financeiro da atividade, monitoramento do mercado e controle de qualidade do produto final podem indicar pontos a serem melhorados, diminuir os custos de produção e melhorando a qualidade dos produtos. Algumas ações podem ser tomadas em grupo para realização de cursos e palestras e algumas devem implementadas individualmente em cada empresa. Mais uma vez parceiras com órgãos governamentais ou associações como a ABIQ podem potencializar essas atitudes. Ações do governo também podem ter impacto diretamente sobre a competitividade da bubalinocultura de leite. A melhoria das condições das vicinais e estradas de terra que dão acesso às propriedades pode interferir nos custos de transporte e facilitar o escoamento da produção de leite. Em algumas regiões o melhoramento dos serviços de infraestrutura básica principalmente energia, telefone e internet também pode ter impacto positivo sobre as condições de produção.

A criação de programa ou política de estímulos à bubalinocultura são ações do governo com impacto mais direto sobre o desempenho do setor. Por meio dos órgãos de pesquisa ou de extensão rural como CATI, APTA e EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) poderiam ser criados programas de pesquisa e de transferência de tecnologia parar identificar as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores e laticínios e propor soluções práticas. Esse tipo de ação é muito importante devido à dificuldade do produtor em ter acesso à informação e à tecnologia de produção. Nesse contexto, palestras, cursos e consultorias governamentais poderiam facilitar o acesso à informação e aumentar o nível de tecnologia empregado no setor.

O fomento à pesquisa também pode trazer muitos benefícios para o setor produtivo. Deve-se buscar identificar e avaliar qual sistema produtivo se adéqua melhor a cada situação. Alem da parte técnica como nutrição, reprodução e manejo em geral, também é importante ser feita a avaliação da viabilidade econômica de cada sistema.