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Livet før diagnostisering

In document Hæ, har du ADHD? (sider 46-53)

5. UNGE KVINNERS ERFARINGER MED EGEN ADHD-DIAGNOSE

5.1. Livet før diagnostisering

Ao estudar a origem dessas instituições, Sinclair (2005) distingue três períodos da história da S&P e da Moody’s nos Estados Unidos: o começo das empresas; a institucionalização dos ratings nos mercados de valores mobiliários depois da crise de 1929 - visto que muitos governos estaduais passaram a incorporar esse tipo de padrão em fundos de previdência -; e a intensificação da globalização financeira a partir da década de 1980. O Brasil possui quatro agências nacionais e três internacionais autorizadas a emitir opiniões pela CVM. Abaixo segue um pouco da história das agências atuantes no Brasil.

2.4.1 Austin

A Austin é uma agência de origem brasileira. Segundo a própria empresa, “conta com desenvolvimento de metodologia própria, a qual adapta padrões internacionais ao mercado financeiro nacional e suas particularidades” (AUSTIN, 2014a). Desempenha grande atuação junto aos bancos, haja vista que a primeira nota atribuída a uma instituição financeira ocorreu em 1997. No entanto, quase 40% de sua receita líquida no ano de 2013 decorreu de ratings atribuídos a cotas de FIDCs6. Esse percentual aumentou somente nos anos subsequentes,

6 “FIDC constitui um tipo de aplicação em que a maior parte dos recursos é destinada à aquisição de direitos creditórios. Os direitos creditórios vêm dos créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques,

chegando a representar quase 50% da receita líquida dessa agência em 2015. Segundo a agência, o seu diferencial de mercado é não possuir comitês internacionais, de sorte que as decisões são tomadas dentro do Brasil, imprimindo maior dinâmica ao processo de atribuição de notas de crédito. Verifica-se, ainda, que as notas de crédito da agência contam com a credibilidade dos investidores e representam bom custo-benefício para os contratantes. Atualmente, a organização não conta com nenhum cliente que represente mais de 5% de sua receita líquida anual (AUSTIN, 2014a, 2014b).

2.4.2 Argus (LFRating)

A história da LFRating está ligada a uma sociedade de economistas criada no Rio de Janeiro, em 1977, com o intuito de prestar assessoria e análise ao mercado de capitais. A empresa desenvolveu-se a partir das avaliações de instituições que a empresa de consultor ia fazia e, no ano de 2002, separou parte de suas operações, criando uma agência classificadora de risco de crédito. Em 2013, cerca de metade da receita da agência LF provinha de avaliações feitas de títulos lastreados em recebíveis (CCB, CCI, CPR, LF, LCA e LCI7). Já em 2015, quase 40% da receita da agência provinha de títulos securitizados (CRI, CRA, CDCA, CCCB e debêntures8). Em 2014, o nome fantasia LFRating foi comprado por cinco analistas de risco

contratos de aluguel e outros. O direito de recebimento desses créditos é negociável, quer dizer, a empresa o cede a terceiros e isso é feito por meio de um FIDC. Por isso, créditos originados de operações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação de serviços podem ser transformados em cotas de FIDC”. (BM&FBOVESPA, 2015).

7 CCB: Cédula de Crédito Bancário é um título representativo de promessa de pagamento em dinheiro decorrente de operação de crédito. Pode ser emitido por pessoa física ou jurídica e a contraparte é uma instituição bancária. Fundos mútuos, fundações e seguradoras podem adquiri-lo.

CCI: Cédula de Crédito Imobiliário é um instrumento originado de direitos de crédito imobiliário parcelado. A cédula é emitida pelo credor, que pode cedê-la sem a necessidade de um contrato, apenas com o endosso no próprio título.

CPR: Cédula de Produto Rural é uma promessa de entrega futura de produtos rurais por parte de produtores rurais ou cooperativas. Por meio desse instrumento, os emitentes recebem pagamento à vista relat ivo à venda futura de mercadorias.

LF: Letra Financeira é um instrumento que possibilita alongar o prazo de captação das instituições financeiras. LCA: Letra de Crédito do Agronegócio é um título emitido por instituição financeira vinculado a direitos creditórios de negócios entre produtores rurais, suas cooperativas e terceiros, inclusive financiamentos ou empréstimos.

LCI: Letra de Crédito Imobiliário é emitida por instituições financeiras lastreadas por créditos imobiliário s . (CETIP, 2012)

8 CRI: Certificado de Recebíveis Imobiliários é lastreado em créditos imobiliários, emitido exclusivamente por companhias securitizadoras e transforma fluxos de recebíveis de médio ou longo prazo em ativos financeiros negociáveis à vista.

que passaram a chamar a nova sociedade de Argus Classificadora de Risco de Crédito Ltda. (LFRATING, 2014).

2.4.3 Liberum Ratings

A mais nova agência de rating a atuar no mercado brasileiro é a Liberum Ratings, criada em agosto de 2011, momento em que a própria empresa reconhece que a indústria de

rating passava por uma crise. A Liberum ressalta que seus sócios não possuem qualquer tipo

de vínculo com outros grupos econômicos, bem como seus funcionários não têm nenhum tipo de relação que possa ser considerada um conflito de interesses. Mais da metade da receita líquida da Liberum é obtida pela avaliação de FIDCs e de produtos de securitização. (LIBERUM, 2014a, 2014b).

2.4.4 SR Rating

A SR Rating estabeleceu-se em 1993 no Brasil e afirma ser “a primeira agência de classificação de riscos do Brasil” (SR RATING AGENCY, 2012). A própria organização reconhece que o estabelecimento de seu negócio só foi possível em razão da estabilização econômico-financeira ocorrida no país a partir da década de 1990. Sua primeira classificação de risco foi para a emissão de debêntures da Mesbla Trust no mesmo ano de sua criação. Naquele momento, a SR era a única agência de rating atuante no Brasil. Vale-se de escalas de classificação globais e nacionais e mantém parcerias internacionais, o que significa proximidade com investidores europeus, americanos e asiáticos, segundo a própria empresa. A

CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio é uma espécie de título emitido exclusivamente por companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio. É lastreado em direitos creditórios originários de negócios realizados entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, sendo uma promessa de pagamento em dinheiro.

CDCA: Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio é um instrumento financeiro usado em negócios entre produtores rurais, cooperativas e terceiros e que representa promessa de pagamento em dinheiro . É emitid o exclusivamente por agentes da cadeia produtiva do agronegócio.

CCCB: Certificado de Cédulas de Crédito Bancário emitido por instituição financeira que representa um conjunto de CCB.

receita líquida da SR provém em sua maior parte da classificação de títulos de dívida e operações estruturadas. (SR RATING AGENCY, 2012, 2014).

2.4.5 Moody’s

A Moody’s foi fundada por John Moody em 1900, ano em que foi publicado pela empresa um manual de enorme sucesso com informações financeiras sobre as ações de bancos, agências governamentais, indústrias, mineração e empresas de alimentos. Após três anos a empresa já era conhecida em todo o território dos Estados Unidos. Contudo, em 1907 John foi obrigado a vender a companhia por falta de recursos e enfrentou uma das primeiras crises, cujo resultado foi a criação do sistema do Federal Reserve nos Estados Unidos (SINCLAIR, 2005). John voltou aos negócios em 1909 com a ideia de que seria mais valioso fornecer aos investidores análises sobre as ações e títulos disponíveis no mercado em vez de apenas disponibilizar uma coletânea de informações a esse respeito. Então, publicou nesse mesmo ano um livro que analisava a qualidade das ações das ferrovias americanas. A inovação deu-se em virtude da utilização de letras para expressar a qualidade de um determinado investimento.

A ideia não era totalmente inovadora, visto que havia sido utilizada anteriorme nte por algumas firmas comerciais, como a R. G. Dun and Company nos Estados Unidos, no final do século XIX, para classificar seus clientes e sua respectiva qualidade de crédito (SINCLAIR, 2005). Desta maneira, Moody’s entrou no mercado de análise de ações e títulos de investimentos, expandindo seus julgamentos para além das ferrovias. Segundo a própria companhia, em 1913 os ratings publicados já eram um fator impactante no mercado americano de títulos. Foi a partir dos anos 1970 que a empresa começou a cobrar os emissores de ações e os investidores pelos serviços que fornecia. O racional disso é que a emissão de opinião por parte de uma empresa como a Moody’s agrega valor substancial para que as companhias emissoras de ações e títulos consigam acesso ao mercado (MOODY’S, 2012a).

No Brasil, a Moody’s presta serviços desde 1997, atribuindo ratings a emissores de títulos em variados setores, tais como bancos, seguradoras, gestores de recursos, companhias de infraestrutura etc. A companhia promete “serviços (...) adaptados para atender às necessidades de seus clientes, ao mesmo tempo em que garante ratings internacionalme nte consistentes” (MOODY’S, 2012b). Grande parte da receita líquida dessa agência vem de serviços de rating de crédito corporativos e de infraestrutura.

2.4.6 Standard & Poor’s (S&P)

Assim como a Moody’s, a história da S&P está relacionada às ferrovias americanas. O Poor’s American Railroad Journal aparece em meados da década de 1850 (SINCLAIR, 2005). Em 1860, Henry Varnum Poor publica o livro History of the Railroads and Canals of

the United States. Oito anos depois, Henry junta-se com seu filho para publicar um manual

anual para investidores sobre o mesmo assunto, ressaltando-se que 12 anos depois essa publicação já possuía mais de cinco mil assinantes (SINCLAIR, 2005). Somente em 1906 Henry e Luther Lee Black reconheceram a necessidade de formar uma central de informações sobre o mercado financeiro nos Estados Unidos e fundaram então a Standard Statistics Bureau. O foco era a compilação e publicação de informações sobre ferrovias e indústrias.

Em 1919, o negócio de publicações de manuais da Poor’s sofreu uma fusão com parte da Moody’s. No entanto, esta operação não alterou o negócio de aferição de ratings da Moody’s, tendo sido fundidas apenas as seguintes empresas: Moody’s Manual Co. e Poor’s Railroad Manual Co. Somente em 1922 a Poor’s Publishing e a Standard Statistics iniciaram a aferição de ratings para o mercado americano. A Poor’s Publishing sofreu com a quebra da bolsa de Nova Iorque e, em 1930, um investidor chamado Paul Babson comprou uma quantidade massiva das ações da companhia, assumindo-a. A S&P surge em 1941, com a fusão da Standard Statistics e da Poor’s Publishing.

Em 1966, McGraw-Hill Companies adquirem a S&P, entrando no campo de serviços de informação para o mercado financeiro. Em 1969 a empresa começou a cobrar os emissores pela aferição de ratings, mudando o modelo de negócio da indústria. (STANDARD & POOR'S, 2012a). Segundo a própria Standard & Poor’s (2012b), seu papel é “fornecer informações que facilitem a tomada de decisões de investimento [...] na forma de ratings de crédito”.

No Brasil, a atribuição de ratings dessa agência deu-se a partir de 1992. Contudo, as avaliações sobre as empresas brasileiras nessa época eram feitas no escritório de Nova Iorque, e somente em 1998 a empresa abriu um escritório em São Paulo, com equipe local para acompanhar os 26 ratings atribuídos a emissores brasileiros. A S&P teve importante participação no desenvolvimento da securitização de ativos no Brasil (FIDCs), discutindo pormenores tributários e de risco com reguladores e investidores. (STANDARD & POOR’S,

2012b). A maior parte da receita líquida dessa agência provém de ratings auferidos para empresas e governos.

2.5.7 Fitch Ratings

A Fitch Ratings começou sua história de modo similar à Moody’s e a S&P, tendo iniciado seus negócios como uma empresa de publicações. Criada por John Knowles Fitch em 1913, iniciou a edição de boletins de estatísticas financeiras, tendo adotado em 1924 a escala de rating com letras para analisar a qualidade de crédito. (FITCH RATINGS, 2012b). O grupo Fitch é resultado de uma fusão e duas aquisições seguidas. A fusão ocorreu em 1997 entre uma empresa de Nova Iorque (Fitch) e outra de Londres (International Bank Credit Analysts – IBCA). Já as aquisições ocorreram em 2000, tendo a primeira ocorrido em abril, quando a Duff & Phelps Credit Rating Co. de Chicago foi comprada, e a segunda em dezembro com a compra do Thompson Financial Bank Watch. O grupo possui dupla matriz (Londres e Nova Iorque), e o nome escolhido para continuar operações foi o da empresa de Nova Iorque. No Brasil, a IBCA iniciou operações no início da década de 1980 e estabeleceu escritório em 1997. Em 2003, a Fitch adquiriu a Atlantic Ratings após o falecimento de seu fundador. A Atlantic era a maior agência nacional de rating, atuando no mercado brasileiro desde 1992 (FITCH RATINGS, 2012a). Grande parte da receita líquida da agência provém dos segmentos de finanças corporativas e públicas.

In document Hæ, har du ADHD? (sider 46-53)