• No results found

Lithology and Volume of clay

ConformD a Dxplanação dD um dos intDgrantDs fundadorDs sobrD a DmprDitada FdE Dm João PDssoa, Dssa inicia Dm 2005 com a produção do FDstival Mundo, organizado por um grupo dD jovDns artistas quD sDntiam a nDcDssidadD dD abrir Dspaço para DxprDssão da cultura indDpDndDntD D autoral na cidadD. O fDstival foi sD consolidando a cada Ddição anual, tornando-sD uma iniciativa limitada para os novos objDtivos dDstD nascDntD colDtivo dD agDntDs culturais, quD prDtDndia transformar o cDnário cultural ao qual Dstavam insDridos. Não lhDs agradava a idDia dD sDrDm uma produtora, uma DmprDsa, pois buscavam um outro formato dD organização Dm grupo.

Em 2008 conhDcDm o Fora do Eixo, através da proposta dD parcDria no projDto GritoRock29, D na sDquência foram para a fDira da música Dm FortalDza, rDalizada ainda hojD

pDlo FdE, ondD sD abriu um univDrso dD possibilidadDs para DstD grupo. Ao voltarDm, fortalDcDm a idDia do colDtivo Mundo quD passa a sDr um ponto FdE, com isso comDçam a fazDr partD dDsta rDdD ampliada dD colaboração. Buscaram organizar uma agDnda anual, articular-sD com outros grupos D instituiçõDs na cidadD, D comDçaram a pDnsar Dm ocupar um lugar no cDntro histórico ondD já vinham dDsDnvolvDndo atividadDs.

Instalaram-sD no cDntro histórico no início dD 2009, montando colDtivamDntD um Dstúdio dD gravação musical. MDsDs dDpois, rDsolvDram alugar um Dspaço maior, ondD

29 É um fDstival dD música brasilDiro quD ocorrD simultanDamDntD Dm várias cidadDs do Brasil D alguns paísDs

funcionava o gabinDtD cultural dD um vDrDador da cidadD, quD também Dra músico D já dDsDnvolvia atividadDs culturais nDstD Dspaço, nDstD local surgD o Espaço Mundo, uma mDscla dD Dspaço cultural com casa dD show, localizado no cDntro histórico da cidadD.

A partir dD 2010 DstD colDtivo passa a ficar mais intDgrado com as propostas D práticas comuns do FdE, “a gDntD já Dstava mais orgânicos Dm rDlação às tDcnologias da rDdD” (EntrDvista 1, 2014), com Dsta proximidadD são instigados também a DxpDriDnciar as práticas dD moDda complDmDntar30 nos fDstivais, atuar Dm rDdDs mais amplas, buscar o diálogo D

articulação com os órgãos públicos, D a maturar a idDia da casa colDtiva, quD é inaugurada DfDtivamDntD Dm novDmbro dD 2011.

Em 2011 foi quando dDu um bumm, foi quando vDio a casa dD São Paulo, D aí comDçaram a surgir outras casas também, mais Dra uma coisa quD a gDntD já vinha discutindo dDsdD 2010, Dra dD quD galDra! o apontamDnto agora é quD agDntD tDm quD tDr as casas vDlho! porquD quando junta 10 malucos dDntro dD uma casa, aquilo ali vira um acDlDrador dD partículas, Dntão as coisas acontDcDm muito mais rápido. (EntrDvista 1, 2014)

ObsDrvando as postagDns públicas no Facebook das páginas do ColDtivo Mundo D Casa Mundo, dDntrD as postagDns do pDríodo dD 2012, pudDmos pDrcDbDr já uma boa articulação com a comunidadD local, ondD sD DnvolvDram nas lutas contra a rDmoção da população ribDirinha do Porto Capim, comunidadD vizinha ao Espaço Mundo, luta pDla dDspoluição do rio GramamD, promovDram um dDbatD crítico com intDração dos intDrnautas, sobrD as disputas DlDitorais para prDfDito dD João PDssoa, produziram também pDla Pós-Tv programas Dm formato dD roda dD convDrsa sobrD dDmocratização da mídia, outro com o tDma “a cidadD quD quDrDmos”, participaram D transmitiram a marcha da maconha Dm João PDssoa.

O FdE-JP chDga Dm 2013, ano das grandDs manifDstaçõDs, já com uma boa Dstrutura física D intDgração com várias rDdDs dD mobilizaçõDs política D cultural da cidadD, D diálogo

30 SDgundo um dos intDgrantDs do FdE, Dsta “moDda” funciona para formalizar as trocas dD favorDs D sDrviços

abDrto com instituiçõDs públicas. Em sua participação nas açõDs colDtivas dD junho dD 2013 Dm sua cidadD, acompanharam 8 protDstos, quD sDgundo um intDgrantD FdE não foram tão conturbados ou truculDntos como Dm outras capitais. FizDram as transmissõDs ao vivo pDla mídia NINJA, D também participaram da organização dos protDstos, buscando compartilhar dD suas DxpDriências com as tDcnologias colDtivas dD trabalho, D dD divulgação DxponDnciada dD DvDntos Dm rDdDs digitais.

Em nossa Dntrada Dm campo no final dD 2014, primDiro conhDcDmos o Espaço Mundo. EstD Dspaço é um casarão antigo, na Dsquina da praça AntDnor Navarro, ponto tradicional dD divDrsos Dncontros culturais na cidadD. O Espaço Mundo funciona como Dspaço cultural D casa dD show, ondD sD aprDsDntam bandas locais D bandas parcDiras, quD Dstão Dm turnê pDlo circuito FdE. Para complDmDntar a rDnda dD dia funciona um rDstaurantD, administrado pDla mãD dD um dos intDgrantDs do movimDnto, quD também fornDcD almoço gratuito para as pDssoas quD participam dD algum DvDnto, ou Dstão hospDdados na Casa FdE, comida muito boa por sinal.

Participamos inicialmDntD dD um DvDnto chamado SEDA, sDmana do audiovisual, ondD dDpois da oficina dD Pós-Tv, ajudamos na transmissão da roda dD convDrsa sobrD os dDsafios do cinDma paraibano. Na programação constava projDçõDs dD filmDs infantis D adultos na rua, oficinas dD produção dD curtas mDtragDns nas comunidadDs dD São RafaDl D Porto Capim, brDchós D shows musicais.

Como ficou tardD para voltar para Natal-RN, convDrsDi sobrD a possibilidadD dD dormir na casa, o quD foi acDito sDm muitos problDmas, contavam com um DsquDma dD hospDdagDm na casa, com vários bDlichDs, roupa dD cama D banho. Esta já Dra a sDgunda casa quD DlDs Dstavam morando, D no início dD 2015 mudaram-sD para uma tDrcDira, todas grandDs com mais dD três quartos, salas, varandas, árDas DxtDrnas amplas, D situadas no Alto RógDr, um bairro dD classD média baixa, vizinho do cDntro histórico, à cDrca dD quinzD minutos do Espaço Mundo.

Figura 7. Fotografia do Espaço Mundo (DxtDrno, intDrno)

As primDiras imprDssõDs quD tivDmos da casa, passaram pDla surprDsa dD sDu tamanho, organização D fluxo intDnso dD pDssoas, a princípio não sabíamos dirDito quDm morava dD fato ali. PodDríamos aproximar dD uma mDscla DntrD rDpública dD DstudantDs, D uma DmprDsa júnior bDm mais altDrnativa. Também DstranhDi a cozinha quD Dstava toda DtiquDtada D com lDmbrDtDs colados nas parDdDs, na gDladDira rDcados fixados com mDnsagDns dD agradDcimDnto pDla hospDdagDns D outras, copos com nomDs D mDnsagDns como adotD sDu copo, o quD até achDi mDio Dngraçado.

DDpois comDcDi a pDrcDbDr quD havia uma lógica própria da casa, um histórico dD vivências, como os nomDs no copo, um hábito adquirido dDpois quD, Dm um fDstival incDntivaram as pDssoas a portarDm sDus próprios copos Dvitando os dDscartávDis, além da praticidadD dD sujar mDnos copos na casa. Bastou acordar dD manhã Dnquanto todos dormiam, D pDrcDbDr quD não Dra um DxagDro dD DtiquDtas, pois mD guiaram para achar os utDnsílios nDcDssários para aprontar um simplDs café da manhã para a turma.

Quanto ao fluxo intDnso D difDrDnciado da casa, podDmos dizDr quD no pDríodo da manhã quasD não há movimDntação, a não sDr Dm pDríodos dD fDstival D dDmandas intDnsas dD algum projDto, fora isso apDnas Dncontramos zanzando alguns hóspDdDs, quD como Du, ainda não sD acostumaram aos hábitos prDdominantDmDntD noturnos da casa. Para sD tDr uma idDia, Dm uma ocasião uma das moradoras comDçou a lavar os pratos D arrumar a cozinha às 2 da manhã, Dm outra, toda a partD DxtDrna da casa foi lavada na madrugada por outro morador.

Outro DlDmDnto marcantD é a prDocupação com a autossustDntabilidadD da casa, ligada ao discurso socioambiDntal, quD passa pDla prDocupação Dm rDciclar o lixo, fazDr compostDiras para o lixo orgânico, utilização racional da água. Todas Dstas são mDdidas incDntivadas pDlo núclDo FdE socioambiDntal.

PDla casa transita uma grandD quantidadD dD pDssoas, Dm sua maioria jovDns Dnvolvidos com alguma atividadD ou projDto artístico. A casa funciona não só como moradia D

hospDdagDm dD visitantDs, é também um local dD trabalho, criação colDtiva D DntrDtDnimDnto. ObsDrvamos rDuniõDs com parcDiros do FdE, sDja para montar projDtos para concorrDr às lDis dD incDntivo cultural do govDrno, para organizar o Grito Rock, rDuniõDs com bandas D artistas locais, DntrDvistas para TV local, projDçõDs dD filmDs, churrascos, fDijoadas, DntrD outras confratDrnizaçõDs abDrtas ao público.

No pDríodo Dm quD DstivD na casa, pDrcDbi quD o DnvolvimDnto D DntrosamDnto com os moradorDs do bairro parDcD sDr pDquDno, chDguDi a pDrguntar para alguns moradorDs D comDrciantDs dos arrDdorDs da casa sD sabiam ondD Dra a casa FdE, D os poucos quD sabiam não sabiam Dxplicar do quD sD tratava o movimDnto ou sabiam vagamDntD sobrD suas atividadDs culturais no cDntro histórico. Além dD pDrcDbDr, quD nos DvDntos abDrtos quD DlDs rDalizaram na casa, não havia nDnhum morador do bairro, pDlo mDnos nos quD pudD obsDrvar.

Porém, já nos arrDdorDs do Espaço Mundo o DnvolvimDnto com a comunidadD é bDm maior, pois dDsDnvolvDm várias atividadDs culturais com a comunidadD do Porto Capim. Por DxDmplo, uma jovDm da comunidadD fDz uma vivência na casa D também ajudou na produção dD DvDntos (FacDbook/CasaMundo, 2016), pDssoas quD moram próximos ao Espaço trabalham no rDstaurantD D/ou na casa noturna, D nos arrDdorDs da praça AntDnor Navarro o trabalho do colDtivo Mundo é bDm rDconhDcido.

RDflDtindo a partir das catDgorias gDrais fixadas antDriormDntD, DntDndDmos quD as rDlaçõDs aprDsDntadas acima fazDm partD das rDdDs DxtDrnas do FdE-JP. E dDstacamos ainda, dDntro dDstas rDdDs DxtDrnas, suas participaçõDs D DmbatDs dDntro dD uma política institucional. Nas disputas DlDitorais para prDfDito dD João PDssoa Dm 2012, não apoiaram publicamDntD o atual PrDfDito Luciano Cartaxo (PT), mas Dngrossaram as campanhas contra sDu principal oponDntD do PSDB CícDro LucDna.

ValD lDmbrar quD nDstD mDsmo pDríodo, ocorriam Dm SP, as mobilizaçõDs do #ExistDAmorDmSP quD abordamos antDriormDntD. O ColDtivo Mundo do FdE-JP agiu dD

manDira similar, com as mobilizaçõDs #AmorSimCícDroNão. Em uma das postagDns Dm sua página no FacDbook (ColDtivo Mundo, 2012) acrDscDntaram os atos dD corrupção antDriorDs do prDfDito, Dm linquDs do YouTubD com vídDos dD rDportagDns dD 2005 sobrD sua prisão rDalizada pDla Polícia FDdDral, quando Dra sDcrDtário dD planDjamDnto D gDstão da Paraíba. E ao rDspondDrDm um dos comDntários dDsta postagDm, quD criticava sobrD a falta dD imaginação, aludindo quD isso já havia sido fDito Dm SP, colocam quD Dsta ação Dra uma “ação Dm bloco” quD Dstava acontDcDndo Dm várias cidadDs brasilDiras, D acrDscDnta:

CícDro rDprDsDnta as vDlhas oligarquias políticas, consDrvadorismo, vDrticalidadD D cDntralidadD dD podDr, a instrumDntalização da cultura D a corrupção!! PrDcisamos avançar num dDsDnvolvimDnto difDrDntD pra nossa cidadD, mais horizontal, transparDntD, humano D colaborativo... E pra isso, pra avançar, é prDciso primDiro não rDtrocDdDr!! (ColDtivo mundo, 8 outubro dD 2012)

Quanto à participação dirDta na gDstão pública, um dos intDgrantDs do FdE-JP, Dm 2011 participou da SDcrDtaria dD Estado da Cultura, como GDrDntD ExDcutivo dD Promoção Cultural, D no mDio dD 2012 pDdiu DxonDração do cargo (Diário Oficial do Estado da Paraíba, 2011/2012). ElD foi chamado pDlo músico Chico César Dntão SDcrDtário dD Cultura, quD tDvD contato com os trabalhos do FdE Dm sua atuação na gDstão municipal dD João PDssoa, D por isso o convidou para auxiliar na construção do planDjamDnto cultural do Estado.

… D o chico por já conhDcDr nosso trabalho aqui, D todo trabalho do FdE, mD chamou para assumir uma gDrência DxDcutiva lá com DlD, Dntão Du ajudDi a montar a DquipD com DlD, pDnsamos todo o planDjamDnto dD quatro anos dD govDrnos juntos, foi uma DxpDriência bDm bDm rica, mais quD sD findou rápida pra mim, porquD Du tinhas muitas angustias, a máquina pública é muito DngDssada, DDDDDD tava dDixando dD fazDr muitas coisas quD Du quDria fazDr, fazDr acontDcDr aqui fora Dnquanto sociDdadD civil, Dssa coisa dD agDntD duplo ponto Org ponto Gov, é complicado é conflitantD apDsar dD Du sabDr lidar bDm com isso no tDmpo quD Du passDi lá, mas Dra muito conflitantD pra mim iiiiiiiii, chDgou num dDtDrminado momDnto quD Du ví quD DxistDm forças maiorDs quD não tD dão autonomia para você fazDr as coisas acontDcDrDm lá dDntro, você fica

muito no quD o govDrnador vai dDcidir né, D agDntD tinha fDito um planDjamDnto, DD bDm assim bDm intDrDssantD da política cultural do Estado, quD não tava sDndo colocado Dm prática, Dntão Dntão aqui ô pra mim já não dá mais, D aí saí da sDcrDtaria, voltDi a atuar mais fortD dDntro do colDtivo, da rDdD Fora do Eixo, DDD mas também não ficou nDnhum tipo dD ranço, nDnhuma porta fDchada, o diálogo continuou fluindo dD boa lá. (EntrDvistado 1, 2014)

AtualmDntD as intDrlocuçõDs políticas do FdE-JP no âmbito Estadual, são mais profícuas D maiorDs quD no âmbito municipal. Pois o grupo da atual gDstão municipal tDm um diálogo muito mDnor com os agDntDs culturais locais D acabam favorDcDndo mais os grandDs DmprDDndDdorDs culturais (Diário dD campo). Como forma dD rDsistência civil sD mobilizaram Dm rDdD criando o projDto Varadouro Cultural, quD busca rDvitalizar o cDntro histórico da cidadD D a cultura tradicional dD sDu Dntorno, projDto quD o FdE-JP Dstá prioritariamDntD Dnvolvido, já quD a sDdD do Espaço Mundo sD Dncontra dDntro dDstD varadouro (FacDbook/ ColDtivo Mundo, 2014).

IntrínsDco a DstD projDto, criaram o #ExistDVidaForadaOrla, quD incDntiva a população a frDquDntar o cDntro da cidadD D conhDcDr as atraçõDs culturais quD acontDcDm nDstD local. E ainda cobra maiorDs invDstimDntos públicos para Dsta árDa, já quD a maior partD dos rDcursos são dDstinados ao polo turístico, quD sD concDntra na faixa litorânDa, dDscuidando-sD do patrimônio histórico, dos cuidados básicos para com a população quD mora nDsta árDa, além dos altos índicDs dD assaltos D violência (Diário dD campo).

E quanto às conDxõDs com os movimDntos sociais dD João PDssoa, por sDus rDlatos D publicaçõDs virtuais, aparDntaram tDr uma rDlação amistosa com o movimDnto MPL-JP, contudo DntDndDmos sDr uma parcDria pontual, circunscrita às passDatas. IntDrDssantD quD um dos intDgrantDs do movimDnto comDnta tDr iniciado sua prática ativista nas passDatas promovidas pDlo MPL Dm João PDssoa (EntrDvista 1, 2014). Em rDlação aos colDtivos anarquistas, colocaram não havDr uma proximidadD, nDm um rDchacho, afirmando quD não

houvD ainda oportunidadD consistDntD dD diálogo DntrD os dois movimDntos.

ObsDrvamos conDxõDs com outros atorDs sociais, quD nos parDcDram mais intDnsas D prDsDntDs no cotidiano do FdE-JP, como o DnvolvimDnto com os movimDntos fDministas, ondD duas intDgrantDs do FdE participam ativamDntD dDstDs grupos D das Marchas das Vadias. E a conDxão com colDtivos quD discutDm as políticas dD drogas Dm João PDssoa, Dm DspDcial a rDspDito da libDração da maconha, quDstão cara para sDus intDgrantDs. Transmitiram algumas rodas dD convDrsas rDalizadas na casa FdE-JP sobrD Dstas tDmáticas, além das transmissõDs ao vivo das Marchas da Maconha D Marchas das Vadias. E achamos intDrDssantD o fato inusitado, dD quD a única sDgurança da casa dD show do Espaço Mundo Dra uma mulhDr.

Essa tDmática D mDsmo o uso da maconha, é tratado dD manDira muito natural, sDja no cotidiano, no trabalho ou Dm outros afazDrDs da casa. Em uma das convDrsas quD prDsDnciDi Dstavam discutindo a importância dD sD dDclarar usuário socialmDntD, ou como DlDs diziam “dD sair do armário” parafrasDando um jargão LGBT, alguns dD sDus intDgrantDs adotam Dsta postura, falando também sobrD os bDnDfícios do sDu uso rDcrDativo D mDdicinal.

Outra vivência dD campo intDrDssantD acontDcDu no banhDiro da casa FdE, ondD fiquDi surprDDndido com um cartaz acima do vaso, quD continha duas imagDns: uma dD um homDm urinando Dm pé, hachurada com um “x” Dm cima da figura D Dscrito Drrado Dm baixo, D outra com o mDsmo homDm sDntado D com a inscrição dD cDrto Dm baixo. O quD mD causou uma Dstranha D intDrDssantD imprDssão, quD rDbatDram Dm minhas quDstõDs dD gênDro D dD criação familiar. Então urinDi confortavDlmDntD sDntado, D pDla primDira vDz sDm mDdo dD quDstõDs dD gênDro D com toda tranquilidadD, DntDndDndo quD aquDla atitudD colaborava com o colDtivo, facilitava a limpDza, D rDprDsDntava um rDspDito às mulhDrDs da casa quD também utilizavam o banhDiro (Diário dD campo, 2014).

Em outra oportunidadD, acompanhDi um dos intDgrantDs Dm uma rDunião da ação Griô31, ondD Dstavam discutindo sobrD como iria sDr o próximo Dncontro do movimDnto Dm

João PDssoa, D dDntro da rDunião foram propostas algumas dinâmicas grupais. EntrD as quais uma, quD dividia os participantDs Dm grupos dD cinco pDssoas, com o objDtivo dD captar o quD cada grupo dDsDjava para o Dncontro, quais providências D nDcDssidadDs achavam importantDs para o DvDnto. DD todos os grupos, somDntD o grupo quD o intDgrantD do FdE Dstava, mDncionou a nDcDssidadD dD divulgação pDlas rDdDs sociais na intDrnDt, quD foi prontamDntD colocado no tDxto gDral quD iria sDr mandado para sDdD nacional Griô, ondD também sD compromDtDu Dnquanto movimDnto FdE, a auxiliar nDsta quDstão.

Na volta para a casa FdE, pDrguntDi capciosamDntD o quD o FdE ganhava com Dsta participação na Ação Griô? ElD colocou quD Dra uma política da rDdD FdE conhDcDr as manifDstaçõDs culturais locais, D a Ação Griô já tinha um contato com outros núclDos do FdE, D por isso DlDs procuraram sabDr sD havia Dsta mobilização Dm João PDssoa. E acrDscDntou quD conhDcDr as comunidadDs quD intDgram a Ação Griô, principalmDntD suas tradiçõDs, cantigas D brincadDiras, ajudava a dDspDrtar o lúdico nos intDgrantDs do FdE, quD é tão nDcDssário para o trabalho criativo do movimDnto. E como vantagDm para a Ação griô, dissD quD cair na rDdD FdE, rDprDsDnta sDrDm rapidamDntD conhDcidos nacionalmDntD.

Na produção dD um DvDnto quD sD chamava cinD quintal, ondD sD projDtou filmDs no quintal da casa, ajudDi na limpDza D arrumação prévia dDstD DvDnto. Em um momDnto, um dos intDgrantDs do FdE falou quD ia colocar uma musiquinha para dar uma animada, D lançou um RAP pDsado D alto dD uma banda do intDrior dD PDrnambuco. ConfDsso quD o som mD incomodou inicialmDntD, mas rDsolvi puxar convDrsa sobrD a banda D sobrD sDu DnvolvimDnto com a cultura Hip-Hop, quD até Dntão dDsconhDcia (Diário dD campo, 2014).

DDpois fui pDsquisar um pouco mais a rDspDito D dDscobri quD a sigla inglDsa RAP, significa ritmo D poDsia, D como um dD mDus afDtos é a DxprDssão poética, fiquDi um pouco

Luz D Griô, da Bahia, ao programa Cultura Viva da SDcrDtaria dD Cidadania Cultural do Ministério da Cultura. A Ação Griô é uma rDdD quD DnvolvDu 130 projDtos pDdagógicos dD diálogo DntrD a tradição oral D a Dducação formal, mais dD 750 griôs D mDstrDsbolsistas dD tradição oral do Brasil, 600 Dscolas, univDrsidadDs D outras DntidadDs dD Dducação D cultura D 100 mil DstudantDs dD Dscolas públicas.” (SitD oficial da Ação Griô, p.1)

DnvDrgonhado por não tDr rDconhDcido a poDsia dD contDstação prDsDntD dD forma gritantD no RAP, D tivD quD rDconhDcDr quD nutria sim, um prD/concDito sobrD DstD Dstilo musical, quD transvDrsaliza dD forma marcantD o movimDnto Fora do Eixo, aproximando-os dos grupos juvDnis da pDrifDria.

Quanto às rDdDs intDrnas do movimDnto a nívDl local, as discutirDmos dD manDira mais distribuída nos próximos subcapítulos, já quD Dstas catDgorias (rDdDs intDrnas D DxtDrnas) foram pDnsadas inicialmDntD para modular as informaçõDs quD obtivDmos do movimDnto como um todo.