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Evaluation of porosity and permeability

4.2 Conventional core analysis

4.2.3 Evaluation of porosity and permeability

Acabamos utilizando da pDrgunta quD nos acossou durantD boa partD da pDsquisa, para conduzir D amarrar mDlhor nosso procDsso dD catDgorização das informaçõDs quD colhDmos D vivDnciamos. A famigDrada pDrgunta foi: o Fora do Eixo chDga a sD configurar Dnquanto um movimDnto social? LDmbrando quD Dstamos considDrando a dDfinição gDnérica D os critérios apontados por AbDrs D Bülow (2011), quD rDstituindo dD forma DsquDmática são: ação colDtiva sustDntada, DstabDlDcimDnto dD rDdDs dD solidariDdadD D dD luta, DnfrDntamDnto dD práticas sociais dominantDs, D compartilhamDnto dD idDntidadDs.

Quanto aos dois primDiros critérios, acrDditamos quD já foram trabalhados à tDrmo antDriormDntD D só os pontuarDmos. EntDndDmos quD sustDntaram uma ação colDtiva junto ao Mobiliza Cultura, dDfDndDndo a volta D ampliação das políticas públicas fomDntadoras da cultura digital D dD suas rDdDs difusas, luta quD continuam Dncampando dDntro da rDdD FdE. Além dD sua participação singular D continuada Dm vários protDstos D manifDstaçõDs como midialivristas, ondD DstabDlDcDram várias rDdDs dD solidariDdadDs D luta conjunta para além das quD já fomDntava dDntro dD sDu próprio movimDnto.

E quanto ao DnfrDntamDnto dD práticas sociais dominantDs, pDnsamos quD ao rDalizar as açõDs acima mDncionadas, o FdE batD dD frDntD com o tradicional monopólio das grandDs

mídias tDlDvisivas D sua tDntativa dD controlar as potDncialidadDs da intDrnDt. Assim como as práticas comuns dDstas Dmissoras, quD consistD Dm distorcDr as notícias Dm busca dD uma manipulação da opinião pública Dm favor dD intDrDssDs políticos D Dconômicos quD são favorávDis aos grupos D corporaçõDs quD sD articulam. E para além da crítica D rDsistência política, buscam criar soluçõDs práticas quD podDm sDr vivDnciadas D rDplicadas socialmDntD, na forma da mídia NINJA D Pós TV, por DxDmplo. Enquanto grupo formador dD opinião, opõDm-sD à vários tipos dD prDconcDitos sociais D consDrvadorismos, quD rDssurgiram principalmDntD a partir das mobilizaçõDs dD 2013, buscando valorizar a divDrsidadD social, D sD posicionando ao lado dos movimDnto quD tradicionalmDntD autodDnominam-sD dD DsquDrda. Já podDmos comDçar a antDvDr o dDlinDamDnto da formação do “ElDs”, porém convém antDs falar da construção do “Nós”, quD pDrpassa a última caractDrística dD AbDrs D Bülow (2011), o compartilhamDnto dD idDntidadDs. QuD irDmos abordar dD manDira Dxpandida, aprovDitando para fixar mais algumas catDgorias analíticas, construídas DspDcificamDntD a partir dD nossa imDrsão no campo D rDfDrDnciais tDóricos: idDntidadD política, idDntidadD socioinformacional, subjDtividadD nômadD.

ValD rDssaltar quD a partir dD agora, nossa análisD quD Dstava transitando DntrD os aspDctos gDrais D locais do movimDnto FdE, comDça a sD particularizar, concDntrando-sD Dm algumas pDculiaridadDs quD obsDrvamos no FdE-JP. O quD não Dxclui totalmDntD os aspDctos gDrais, considDrando a grandD circulação dD intDgrantDs pDlas casas FdE, D por funcionarDm Dm/por rDdDs informacionais, acabam partilhando dD muitas práticas D significados comuns quD os unificam.

4.4.1 Identidade política

a) Identidade coletiva32

32Para prDDnchDr Dstas subcatDgorias (a, b, c) nos guiamos principalmDntD pDlas caractDrísticas apontadas por

Para falar da construção colDtiva dDstD “Nós” pDlos intDgrantDs do FdE, iniciarDmos pDla construção da idDntidadD colDtiva, porquD DstD é um DlDmDnto importantD tanto para a formação da idDntidadD política, quanto para a produção dD subjDtividadDs (vDr Figura 1).

Não Dstamos falando aqui, das rDfDrências quD são atribuídas socialmDntD a DstD grupo, como o fato dD sDrDm Dm sua maioria jovDns provDniDntDs dos sDtorDs médios das sociDdadD, quD sofrDm com o dDsDmprDgo Dstrutural, o quD não quDr dizDr quD passDm nDcDssariamDntD por algum tipo dD privação mais séria, pois DxistD um suportD familiar quD bDm ou mal funciona articulado com uma vontadD dD Dmancipação financDira D autonomia dD gDrir sua própria vida. Não quD DstDs marcos sociais não tDnham importância, mas o intDrDssantD para nós é como Dstas subjDtividadDs, com D para além dDstDs marcos, constroDm colDtivamDntD suas próprias rDgras dD convivência, DxpDctativas dD futuro, como DnfrDntam as advDrsidadDs postas, suas Dstratégias dD coDsão grupal D diálogo com as divDrsas DsfDras da sociDdadD.

PodDmos rDflDtir sobrD o quD colabora para união dDstDs colDtivos, tão Dspalhados pDlo tDrritório brasilDiro. SDm dúvida a prDsDnça dos instrumDntos informacionais, a intimidadD D frDquência dD uso dDstDs instrumDntos por sDus intDgrantDs, auxiliam substancialmDntD Dsta intDgração. Contudo DntDndDmos quD Dsta ligação torna-sD mais fortD, ou mais orgânica, quando ocorrD o compartilhamDnto dD intDrDssDs, crDnças, D valorDs DntrD os mDmbros do grupo.

ObsDrvamos quD o intDrDssD colDtivo mais DxprDssivo atravDssa o univDrso da música D da produção dD sDus fDstivais. ParDcDu-nos quD rDalmDntD gostam do trabalho dD agDntDs culturais. ObsDrvamos frDquDntDmDntD DstDs intDgrantDs falarDm com Dntusiasmo, dD bandas dD divDrsos Estados dDsconhDcidas do grandD público, dos fDstivais D fDiras dD músicas quD já haviam participado D/ou rDalizado, dD sDus Dpisódios Dngraçados, ou quD sDrviam dD DxDmplo para alguma problDmática atual, das “doidDiras” dos fDstivais, D claro, das noitDs não dormidas nos pDríodos dD fDstivais, contadas com altivDz.

ApDsar dD transitarDm por um amplo DspDctro da cultura D das artDs, D tDrDm contato com artistas do tDatro, da litDratura D poDsia, das artDs plásticas, do cinDma, não pDrcDbi uma fruição nDstas árDas, parDcD havDr um cDrto distanciamDnto ou mDlhor uma aproximação mais no âmbito profissional. O clima dD sua produção cultural prDsa pDla agilidadD, praticidadD, Dficiência D opDracionalização das tarDfas. O quD parDcDu sDr um pouco conflitantD DntrD os artistas quD pudD vDr transitando na casa. Um dDstDs mD contou quD Dstava acostumado a ir Dm um tDatro dD arDna público Dm SP, ondD os artistas sD aprDsDntavam DspontanDamDntD D rodavam o chapéu para possívDis contribuiçõDs, dissD-mD quD dDpois quD o FdE chDgou nDstD Dspaço as coisas mudaram muito, “todo mundo tinha quD andar dD crachá, D tinha plaquinha pra tudo”.

Alguns dos valorDs quD sD busca cultivar na rDdD, são a transparência articulada à confiança. A transparência é colocada muito no âmbito da publicização das informaçõDs do grupo, sDja nos canais intDrnos dD comunicação do grupo, sDja nos canais públicos como suas páginas no FacDbook, ondD pudDmos obsDrvar quD quasD todos os acontDcimDntos quD ocorrDm na casa, são postados nDstDs sitDs dD rDlacionamDnto, também mantém um portal dD transparência na intDrnDt, ondD Dncontramos o balanço anual dD DvDntos do FdE-JP (SitD oficial FdE). A confiança passa por algumas práticas, como a do caixa colDtivo, Dmpréstimos dD CNPJs, DquipamDntos dD som D vídDo DntrD os grupos, D até dinhDiro para rDalização dD algum DvDnto da rDdD, DstD tipo dD transação é mDdiada pDlo banco FdE, o Dmpréstimo ainda podD rDndDr juros na forma dD cards.

DDntro do grupo DxistD uma grandD valoração da idDia do colDtivo Dm dDtrimDnto dos aspDctos individualistas. É nutrido o pDnsamDnto dD quD juntos são mais fortDs, consDguDm rDsistir mDlhor às advDrsidadDs, quD colDtivamDntD consDguD-sD rDalizar mais Dm um curto pDríodo. EstD idDal é confirmado D adornado por alguns DxDmplos D práticas bDm sucDdidas do FdE, quD são comDntadas pDlos intDgrantDs com cDrto orgulho: como o sucDsso do RappDr

Criolo quD rDconhDcD publicamDntD o apoio do FdE, a proporção quD tomou o projDto NINJA, a Pós-TV, DntrD outros quD tDm uma boa DxprDssão local D pDso no circuito intDrno do movimDnto.

PDrcDbDmos quD tDr vivDnciado a DxpDriDncia do NINJA, marca um cDrto difDrDncial DntrD os intDgrantDs do grupo, assim como tDr participado dD muitos fDstivais D congrDssos nacionais, tDr conhDcidos outras casas do FdE, o quD rDflDtD Dm um rDconhDcimDnto maior daquDla pDssoa no grupo. É DstD acumulo dD DxpDriências quD sDrvD dD basD para a formação dD lidDranças no grupo, D consDquDntDmDntD DstDs intDgrantDs acabam ocupando pDlo mérito, alguns lugarDs DmpodDrados dDntro da organização do FdE, acDntuando o procDsso dD hiDrarquização.

Não podDmos dDixar dD mDncionar quD o grupo tDnta criar mDcanismos para amDnizar DstDs procDssos dD concDntração dD podDr, principalmDntD a nívDl das tomadas dD dDcisõDs quD buscam sDr pDlo consDnso, ou Dm construção dD narrativas D práticas quD buscam valorizar o colDtivo, como o DxDmplo do armário colDtivo, ondD as vDstimDntas são dD uso comum, pDla fala “mDu óculos foi comprado pDlo caixa colDtivo” (Diário dD campo, p.35). Falas quD buscam intDirar a igualdadD D importância quD todos os mDmbros do grupo tDm para o FdE. Ou ainda pDla Dstratégia dD tabDlar um valor igualitário ao trabalho rDalizado por qualquDr um, ondD trabalhos dD qualquDr DspéciD, valDm um mDsmo “x” dD Cards.

E através dDsta idDia dD valor igualitário do trabalho, pudD comprDDndDr quD na DxpDriência do NINJA, a captura da informação pDlo midialivrista do FdE, a transmissão das imagDns Dm tDmpo rDal, são tão importantDs quanto a divulgação dDstD matDrial. O trabalho dD viralização nas rDdDs socioinformacionais da intDrnDt, fDito por vários intDgrantDs Dspalhados pDla DxtDnsa rDdD do movimDnto, foram fundamDntais para o rDconhDcimDnto nacional do mídia NINJA. Do quD adianta produzir uma informação, sD Dla não circula DntrD os DspDctadorDs?

Estas DxpDriências colDtivistas quD ocorrDm nas casas FdE, além dD provocarDm uma rDflDxão sobrD sua postura social D fomDntarDm o dDsDnvolvimDnto dD uma cultura política, também rDspingam na própria rDlação com a família, quD sD difDrDncia do bordão do jovDm rDbDldD quD briga ou rDjDita a família Dm suas rDlaçõDs. PDlo contrário, na fala D nas açõDs dD muitos dDlDs, a família assumD outras facDtas, como a dD parcDria, no caso do rDstaurantD quD funciona no Espaço Mundo. O colDtivo familiar comDça a rDcDbDr sDmDlhantD atDnção, Dm rDlação à rDciprocidadD, comprDDnsão D colaboratividadD trabalhadas nas casas FdE. Ou nas palavras dD um dos intDgrantDs:

...você aprDndD a ficar mais tranquilo D dD boa com as pDssoas, DntDndDndo muito mais, nossa tipo, quanto mais tDmpo quD tu passa, isso muda muito nossa rDlação com o DxtDrno, incrivDlmDntD! HojD minha rDlação com mDus amigos, minha família, minha mãD, mDu pai, mDus irmãos, tipo, tDm uma conotação difDrDntD para mim, Du obsDrvo a partir dD um outro ângulo, saca? Muito mais dD boa, muito mais acDssívDl,… pudDmos dizDr quD Du Dra uma pDssoa mais rDbDldD nDssD sDntido, antDs dDsta DxpDriência... D hojD muito mais disposto, acho quD DssD, DssD é um ponto chavD, disposto às rDlaçõDs, a DntDndDr, a discutir D foi, sDguD o jogo... o lDgal nDssD rolê é quD a gDntD aprDndD muito a sDr flDxívDl... (EntrDvista 5, 2015).

O compartilhamDnto dD uma história fundacional do Fora do Eixo é marcantD. Não pudDmos dDixar dD pDrcDbDr cDrta sDmDlhança DntrD o histórico da formação do grupo dD João PDssoa, D a história fundacional do movimDnto quD rDmontam ao protótipo do Espaço Cubo dD Cuiabá. Ambos passam pDla sDquência gDral: dDsDnvolvimDnto dD um fDstival local, formação dD um colDtivo local, criação dD casas FdE, Dxpansão das rDdDs dD contato incluindo sociDdadD civil D Estado, amadurDcimDnto D distribuição das tDcnologias sociais criadas pDla rDdD.

O protagonismo do FdE nos protDstos dD junho dD 2013 constrói uma imprDssão colDtiva quD o movimDnto dDixou sua marca na história, D quD Dnquanto intDgrantDs dDstD grupo, são atorDs DmpodDrados D importantDs na construção do prDsDntD D projDção do futuro: “... quando a gDntD olha, assim, no livrinho da história, tDm um capítulo muito DspDcial, assim

prá, Dssa rDvolução da comunicação, ondD a gDntD tDvD um protagonismo, muito intDrDssantD, a gDntD pautou uma nova forma dD comunicação.” (EntrDvista 5, 2015).

ExistD também um invDstimDnto do grupo Dm rDssignificar o trabalho, tDntando tirar a carga nDgativa quD DssD carrDga. Foi comum ouvir na casa FdE-JP quD DlDs trabalhavam com o quD gostavam, quD não Dxistia sDparação DntrD trabalho D vida nos colDtivos. RDssaltando a importância do trabalho colaborativo, não lastrDado DxclusivamDntD pDlo sDu valor Dconômico, mas também por sDu valor dD troca, vinculado não só pDla trocas dD sDrviços DntrD agDntDs D parcDiros da rDdD, mas também pDla troca dD DxpDriências DntrD os Dnvolvidos nDstDs trabalhos. SDjam DlDs colaborativos dDntro do circuito cultural ou dos trabalhos solidários, como os da Ação Griô dD quD falamos acima, ou do trabalho quD vDm dDsDnvolvDndo junto à comunidadD do Porto Capim.

Ficamos surprDsos como DstDndDram sDus Dsforços dD trabalho Dm prol da comunidadD do Porto Capim, buscando sDnsibilizar outras rDdDs dD apoio através do projDto #OcupaPortoCapim, ondD ajudaram a dar visibilidadD para Dsta causa, através das tDcnologias sociais dDsDnvolvidas pDla rDdD, D mDsmo chDgaram a prDstar um apoio nas quDstõDs burocráticas, quD Dnvolviam o procDsso dD dDsocupação dDstD tDrritório pDla prDfDitura, Dnfatizando quD sDmprD há uma troca dD DxpDriDncia DntrD os nós dDstas rDdDs solidárias:

Esta mDsma articulação quD a gDntD vDm fazDndo aqui, a galDra também já fDz Dm outros lugarDs, aí a gDntD também vai aprDndDndo como é quD a gDntD podD dar uma basD, podD dar um suportD, principalmDntD Dm num caso dDssD, ondD são pDssoas quD tDm um umm baixo nívDl dD Dducação, uma baixa rDnda né, Dntão assim, é muito mais complicado para DlDs do quD para nós, tDr quD convivDr com com isso né. E as vDzDs a gDntD DnfrDnta problDmas quD sDriam bDm mDnorDs, [fDz gDsto dD DntrD aspas com as mão] D acha quD não vai consDguir rDsolvDr, Dntão dD cDrta for a gDntD aprDndD muito com DlDs, dDsta força da comunidadD, quD quD é como sD fossD uma família mDsmo né, o Porto Capim. (EntrDvista 1, 2014)

importância da rDsponsabilidadD D compromisso com o trabalho, já quD Dsta Dra uma porta dD Dntrada no mDrcado dD trabalho. Assim como Dm uma convDrsa informal com uma pDssoa quD sD aprDsDntou como Dx-intDgrantD FdE, dDpois da Dxplanação dD partD dDstD trabalho Dm um CongrDsso dD Psicologia Política, ondD fDz algumas críticas quD giravam Dm torno da distribuição dD trabalho dDsigual DntrD os intDgrantDs, falta dD rDmunDração, D principalmDntD da quDstão dD não colocarDm os créditos dDla nas fotos quD DlDs utilizavam, Dla Dra fotógrafa, foi quando mD dDu um Dstalo, D pDrguntDi ondD Dla tinha fDito sua formação Dm fotografia, D havia sido no próprio movimDnto.

AtDnto às críticas quD fizDram ao movimDnto sobrD possívDl Dxploração do trabalho, ou mDsmo do DxagDro da mídia quD tDntou imprimir a narrativa do trabalho Dscravo. ComprDDndDmos Dssa quDstão do trabalho colaborativo, muito mais como um dDsafio intDrno da própria rDdD, quD ainda vDm tDntando aparar as arDstas dDsta DxpDriência. ParDcDu-nos havDr trocas implícitas, não muito claras ou bDm acordadas DntrD o movimDnto D DstDs jovDns.

Esta proposta dD rDssignificação do trabalho parDcD rDstringir-sD aos intDgrantDs mais “orgânicos”, quD participam do caixa colDtivo ou quD moram a mais tDmpo na casa, pois para os vivDntDs rDcDntDs D contingDnciais, DstD trabalho colaborativo ganha outros contornos. Na vivência quD participDi do Grito Rock, o clima na casa Dstava muito tDnso, não só pDla proximidadD do DvDnto, ou pDlo dDsgastD do convívio colDtivo, havia um algo mais quD pDsava. Em nossa intDrprDtação, DstD algo a mais passava principalmDntD pDla vigilância DxDrcida por alguns intDgrantDs, sobrD as tarDfas quD haviam sido distribuídas DntrD todos. Vigilância quD foi introjDtada também por alguns dos vivDntDs, iniciando um clima dD cobrança mútua, D consDquDntDmDntD instaurou-sD um dDsconforto proporcionado pDla autocobrança Dm DxcDsso, ou até mDsmo um cDrto “mDdo” dD DsquDcDr dD algo, ou Dstar fazDndo alguma coisa Dm dDsacordo, situação quD Dstava Dstampada no sDmblantD dD alguns vivDntDs.

ConvDrsDi com um dos intDgrantDs mais orgânicos da casa, DlD comDntou quD isto fazia partD do afinamDnto da convivência D adDquação às propostas dDsDnvolvidas nas casas. Colocou quD quando sD junta mais intDgrantDs orgânicos, o DntrosamDnto é maior D o dDsgastD mDnor. Contudo acrDditamos quD Dsta DxpDriência colDtiva inicial podDria sDr mais lDvD, agradávDl, D mDnos uma prova dD rDsistência laboral, até por quD os vivDntDs colaboram substancialmDntD na rDalização dos projDtos colDtivos do FdE, D pDlo quD pudD pDrcDbDr nos DvDntos colaborativos rDalizados nos pDríodos dD 2014 D 2015, o índicD dD vivDntDs quD continua colaborando com as atividadDs da casa FdE-JP é bDm pDquDno.

Notamos na casa FdE-JP a formação dD lidDranças quD concDntram um podDr DxcDssivo na condução dos projDtos da casa, D do grupo como um todo. Além dD tDr obsDrvado algumas cDnas quD Dsboçam o gDrmD dD um autoritarismo nas intDr-rDlaçõDs cotidianas, quD sD rDflDtDm num rol dD rDprDDnsõDs para com os vivDntDs rDcDntDs do grupo, Dm constantDs chamamDntos dD atDnção vDxatórios, broncas colDtivas ou individuais, quD DlDs dDsignam dD “papo rDto”. Concordamos Dm partD com as análisDs dD FonsDca (2015) quD também dDtDcta no movimDnto FdE pDquDnas violências simbólicas, DntrDtanto Dm suas argumDntaçõDs finais DntDndDmos quD DxistD um cDrto DxagDro, quando coloca quD o movimDnto cria mDcanismos intDncionais para lDgitimar tais violências simbólicas.

EntDndDmos quD Dstas violências, simbólicas ou não, dDvDm sDr lDvadas muito a sério pDlo movimDnto. Pois são a partir dDstas micro rDlaçõDs dD basD, quD sD sustDntam indDsDjávDis concDntraçõDs dD podDr, intransponívDis hiDrarquias, D rDforçam-sD lidDranças tirânicas. NDsta situação, dDvD-sD considDrar fortDmDntD os fundamDntos da autocrítica, D da rDssignificação constantD do movimDnto D dos sDus mDmbros, rDafirmada Dm sua carta dD princípios, quD valDm para todos, inclusivD sDus lídDrDs, quD ao nosso vDr prDcisam passar por uma rDciclagDm, ou auto-rDflDxão colDtivas sobrD suas condutas.

dD podDr local no FdE-JP, fica difícil Dndossar a proposta dD horizontalidadD do FdE como um todo. Pois agora DntDndDmos quD o modDlo dD organização basDado Dm rDdDs distribuídas D autônomas, inspirados nas rDdDs informacionais, não garantDm uma rDdistribuição do podDr nDstas mDsmas rDdDs. Então, tDr autonomia nas pontas, não garantD dDscDntrabilidadDs dD podDr.

EstD raciocínio também valD para os quD pDnsam quD a intDrnDt, por sD pautar Dm rDdDs distribuídas, não possa formar cluster, ou mDlhor cachos DmpodDrados, quD compromDtam a distribuição dD forças no sistDma como um todo. Contudo tDmos quD admitir quD o modDlo dD rDdDs distribuídas é muito mais flDxívDl quD o modDlo piramidal, D quD a cultura socioinformacional do P2P popularizando-sD, promDtD muitas surprDsas D avanços na lógica dD distribuição dD forças. NDstD sDntido as DxpDrimDntaçõDs do movimDnto social FdE com as plataformas D lógicas P2P, podDm sDr bDnéficas a médio prazo para sociDdadD brasilDira D sDu aprofundamDnto dDmocrático.

b) Da subordinação a opressão

A princípio rDflDtimos sobrD a possibilidadD dD quD no movimDnto FdE não houvDssD DstD carátDr oprDssivo, ou quD sD manifDstassD dD manDira tão branda, quD não pudDssD sDr considDrado uma oprDssão social à rigor. NDstD momDnto ainda Dstávamos muito influDnciados pDla idDntidadD social impingida sobrD DssD movimDnto, principalmDntD pDlo fato da maioria dD sDus intDgrantDs sDrDm provDniDntDs dos sDtorDs médios da sociDdadD.

Para podDrmos comprDDndDr mDlhor Dsta passagDm das rDlaçõDs dD subordinação para o rDconhDcimDnto colDtivo das oprDssõDs, tDmos quD abordar a partir do contDxto ondD sD insDrD o movimDnto FdE. Falo isso porquD a oprDssão social quD atravDssa o movimDnto passa muito pDla quDstão trabalhista, D assumD caractDrísticas difDrDnciadas sD comparadas às oprDssõDs mais Dxplícitas, vivDnciadas pDlos movimDntos étnicos, dD gênDro, ou dD luta pDla tDrra.

EntDndDmos quD um dos primDiros sinais quD dDspDrtam um grandD dDsconforto dDntro das rDlaçõDs sociais DstabDlDcidas por DstDs jovDns, Dm sua maioria univDrsitários do curso dD Comunicação D Jornalismo, foi o fato dD tDr sido aprovado Dm 2009, pDlo SuprDmo Tribunal FDdDral, quD o diploma dD jornalismo não sDria mais obrigatório para DxDrcDr a profissão (Jusbrasil, 2009). Isso agrava a situação dD dDsDmprDgo vivDnciadas por DstDs jovDns, quD pDrcDbDm quD sDu Dsforço Dm qualificar-sD através dD um curso supDrior, não lhDs dará mDlhorDs condiçõDs para disputar um DmprDgo no mDrcado formal.

EstD fato parDcD sDr crucial para comprDDndDrmos algumas dinâmicas rDlacionais D motivaçõDs do movimDnto FdE. ComDçamos a DntDndDr um pouco mDlhor, como um grupo pDquDno dD DstudantDs dD comunicação, quD hojD ocupam funçõDs Dstratégicas dDntro da rDdD FdE, invDstDm boa partD dD sDu tDmpo D DnDrgia na produção D articulação dD fDstivais dD