2. Theory & literature review
2.1 Literature
A Tabela 5.6 apresenta comparação de teores de HPA dos sedimentos do estuário do rio Potengi com teores de HPA em sedimentos de outras regiões.
Tabela 5.6. Comparação dos teores de HPA do estuário do rio Potengi com dados da literatura para sedimentos de outras áreas nacionais e internacionais. No caso do presente estudo, a faixa de concentração corresponde a 34 estações, e as duas maiores estão listadas entre parênteses.
Local Total de HPA
(ng g-1)
Nº de HPA
analisados Referência
Áreas nacionais com pouca influência de atividades antropogênicas
Cananéia, SP <LD* 17 Nishigima et al., 2001
Baía de Guaratuba, PR 1,5 – 3270 14 Pietzsch et al., 2010
Áreas nacionais com intensa influência de atividades antropogênicas
Baía de Guanabara, RJ 143 – 20843 23 Lima, 1996
São Sebastião, SP 21,3 – 1305 24 Zanardi, 1996
Baía de Sepetiba/Ilha
Grande, RJ 37 – 1552 12 Figueiredo, 1999
Santos, SP 79,5 - 15389 12 Medeiros, 2000
Santos, SP 80 – 42390 17 Nishigima et al., 2001
Baía de Todos os Santos, BA 1,3 – 4021 16 Silva, 2002
Baía da Guanabara, RJ 91 – 9727 20 Meniconi et al., 2002
Lagoa dos Patos, RS <LD* - 10451 16 Garcia, 2004
Baía de Todos os Santos, BA 8 – 4163 23 Venturini e Tommasi, 2004
Lagoa dos Patos, RS 37,7 – 11780 23 Medeiros et al., 2005
Santos e São Vicente, SP 22,6 – 68130 23 Bícego et al., 2006
Áreas internacionais com intensa influência de atividades antropogênicas
Gironde, França 18,5 – 4888 17 Budzinski et al., 1997
Hong Kong, China 56 – 3758 16 Ke et al., 2005
Pearl, China 189,1 – 636,7 18 Luo et al., 2006
Potengi, RN 174 – 8886
(84743 e 109407) 29
Este estudo
Capítulo V – Resultados e Discussões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
74 Maria Sara Maia de Queiroz, Fev/2011
Os dados da literatura reportam as concentrações de HPA em sedimentos de várias regiões, cujos cenários antrópicos são semelhantes aos observados na região do estuário do rio Potengi: zona portuária, centro urbano e terminal petrolífero.
Considerando o que já foi declarado no item 5.1.3, sobre a concentração de HPA nos sedimentos de fundo do estuário do rio Potengi, a qual variou de 174 a 8886 ng g-1, com exceção das estações T10 e T16, que, destacadamente apresentaram concentrações 84743 e 109407 ng g-1, respectivamente, os valores encontrados neste estudo são comparáveis aos de outras áreas nacionais e internacionais com grande influência antrópica, o que sugere o registro de contaminações difusas instaladas no estuário (Tabela 5.6).
É de grande relevância a comparação com o estudo de Carrascoza (2011), no qual é analisado o teor de hidrocarbonetos alifáticos no estuário do rio Potengi, inclusive nas mesmas estações de amostragem discutidas no presente trabalho. Podendo destacar, portanto, algumas estações, entre elas está T10, que para os dois estudos apresentou fonte predominantemente petrogênica. Já para as estações T23 e T33, que nesse estudo apresentou fonte predominantemente pirolítica, Carrascoza (2011) não indicou características de nenhuma fonte. Enquanto que, para as estações T7, T8, T9, T13, T28, T31, T34, T19 e T27, a mesma destacou o predomínio das fontes petrogênicas para as sete primeiras estações e biogênicas para as duas últimas, nesse estudo essas estações apresentaram características de superposição de fontes petrogênicas e pirolíticas, situando-se numa zona de mistura. Ao passo que, as estações T16, T30, T36 e T22, que nesse estudo exibiu fonte pirolítica, Carrascoza (2011) apontou fonte biogênica para as três primeiras e petrogênica para a última. Esse conflito dá ênfase à existência de múltiplas fontes de hidrocarbonetos, que se sobrepõe numa mesma região. A Tabela 5.7 e a Figura 5.18 mostram a classificação das fontes dos hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, de acordo com Carrascoza (2011) e com o presente estudo.
A comparação com o trabalho de Carrascoza (2011) revela a importância de um estudo em conjunto para um melhor diagnóstico ambiental de uma área impactada como é o estuário do rio Potengi, onde há a presença de uma quantidade significativa de atividades antrópicas que podem pôr em risco a integridade do mesmo.
Capítulo V – Resultados e Discussões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
Tabela 5.6. Classificação das fontes de HPA e Hidrocarbonetos Alifáticos (dados do estudo de Carrascoza, 2011) para as amostras de sedimentos do estuário do rio Potengi.
Estações Carrascoza (2011) Este trabalho T1 - Petrogênico T2 - Múltiplas fontes T3 - Múltiplas fontes T4 - Múltiplas fontes T5 - Múltiplas fontes T6 - Múltiplas fontes
T7 Petrogênico Múltiplas fontes T8 Petrogênico Múltiplas fontes T9 Petrogênico Múltiplas fontes T10 Petrogênico Petrogênico
T11 - Múltiplas fontes
T12 - Múltiplas fontes
T13 Petrogênico Múltiplas fontes
T14 - Múltiplas fontes
T15 - Múltiplas fontes
T16 Petrogênico Pirolítico
T17 - Múltiplas fontes
T18 - Múltiplas fontes
T19 Biogênico Múltiplas fontes
T20 - Múltiplas fontes T21 - Múltiplas fontes T22 Biogênico Pirolítico T23 - Pirolítico T24 - Múltiplas fontes T25 - Petrogênico T26 - Múltiplas fontes
T27 Biogênico Múltiplas fontes T28 Petrogênico Múltiplas fontes T29 Mistura Múltiplas fontes T30 Petrogênico Pirolítico T31 Petrogênico Múltiplas fontes
T32 - Múltiplas fontes
T33 - Pirolítico
T34 Petrogênico Múltiplas fontes
Capítulo V – Resultados e Discussões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
76 Maria Sara Maia de Queiroz, Fev/2011
Figura 5.18. Classificação das fontes de HPA e Hidrocarbonetos Alifáticos (dados do estudo de Carrascoza, 2011) para as amostras de sedimentos do estuário do rio Potengi.
Capítulo VI
Conclusões
Capítulo VI – Conclusões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
78 Maria Sara Maia de Queiroz, Fev/2011
6. Conclusões
Neste estudo, foram quantificados os 16 HPA prioritários (segundo a EPA, incluindo parentais e alquilados), totalizando 29 compostos em 36 amostras de sedimentos coletadas no estuário do rio Potengi, região que sofre elevada pressão antropogênica. Os HPA foram identificados e quantificados para fins de análise da origem, concentração e distribuição dos mesmos e do comprometimento ambiental da área estudada, em virtude da possibilidade de efeitos toxicológicos sobre a biota.
Os resultados obtidos permitiram verificar que:
O perfil de HPA foi similar para a maioria das estações, observando-se a predominância dos HPA de dois e três anéis (principalmente naftaleno, fenantreno e seus homólogos alquilados) sobre os outros compostos em 32 das 36 estações, variando de 54% a 100% em relação ao total de HPA, indicando que vazamentos e derramamentos de combustíveis devem ser a fonte dominante de poluição por HPA no estuário.
As razões diagnósticas baseadas em concentrações dos compostos de HPA indicaram a existência de misturas de fontes de hidrocarbonetos relacionadas a combustíveis e produtos de combustão de compostos orgânicos em toda a área estudada com exceção de algumas estações como T10, localizada no terminal pesqueiro, que apresentou assinatura de hidrocarboneto predominantemente petrogênica, provavelmente devido o intenso tráfego marítimo, T1 (estação localizada na foz do estuário, próximo ao forte dos Reis Magos) e T25 (estação localizada debaixo da ponte de Igapó, onde há intenso tráfego rodoviário), apresentaram contribuição petrogênica, enquanto que T16, localizada no dique da base naval Almirante Ary Parreiras, T22, T23, T30, T33 e T36 (áreas de mangue) apresentaram características de fontes predominantemente pirolíticas. O perileno esteve presente em apenas duas estações. O que indica ausência de
contribuição de HPA de origem natural diagenética.
As concentrações de HPA nos sedimentos do estuário do rio Potengi, apresentaram-se semelhantes a vários sistemas estuarinos nacionais e internacionais com grande influência antropogênica.
Capítulo VI – Conclusões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
Com relação às fontes antropogênicas de hidrocarbonetos encontrados no estuário do rio Potengi, as mesmas estão associadas às atividades situadas no entorno, como zona portuária, terminal petrolífero, descargas de efluentes “in natura”, dique da base naval com tráfego constante de suas embarcações, terminal pesqueiro, instalações industriais situadas no entorno como curtumes, ETEs, imunizadoras, lava-jatos, carciniculturas e intenso tráfego rodoviário. A comparação do presente trabalho com o de Carrascoza (2011) demonstra a
importância do estudo em conjunto de HPA e hidrocarbonetos alifáticos para um melhor diagnóstico ambiental e confirmação de focos de poluição na área impactada. Como por exemplo, a estação T10 que apresentou característica petrogênica em ambos os trabalhos.
É importante ressaltar que o contexto ambiental em que o estuário está inserido justifica a presença potencial das fontes petrogênicas e pirolíticas presentes nos seus sedimentos de fundo. O presente estudo serviu para mostrar que diferentes técnicas de interpretação ressaltam aquelas assinaturas que possam ser mais predominantes em uma dada estação. Assim, os aparentes conflitos entre as ferramentas de interpretação, os quais ora podem indicar uma assinatura petrogênica e ora uma assinatura pirolítica para uma mesma estação, refletem na verdade a predominância de um aporte em relação ao outro, sem, entretanto, descartar a possibilidade de aportes múltiplos (inclusive biogênicos; Carrascoza, 2011) nas estações amostradas.
Quanto ao comprometimento ambiental da área em estudo, pode-se concluir: Oito estações apresentaram valores de concentração maiores que os admitidos
como PEL pela NOAA (2008) para o somatório de HPA de baixo peso molecular. Compostos individuais como fenantreno, fluoranteno e antraceno estiveram presentes em mais da metade das estações com teores entre o TEL e o PEL e acima do PEL. O naftaleno apresentou valores acima do PEL em doze estações. O naftaleno é classificado como possível carcinógeno humano segundo IRIS, USEPA, 2005.
O nível de contaminação por HPA na maioria das estações sugere que há risco potencial de ocasionais efeitos biológicos adversos serem observados, porém em
Capítulo VI – Conclusões Dissertação de Mestrado PPGCEP - UFRN
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algumas estações se confirmam que impactos adversos sobre a biota ocorrem com freqüência, como por exemplo, as estações T10 e T16.
A ausência de padrões de qualidade para sedimentos estuarinos de regiões de climas tropicais configura-se uma barreira. Sugere-se que em trabalhos futuros, seja feito um levantamento geoquímico de regiões estuarinas brasileiras com o objetivo de determinar um banco de dados que permita definir valores orientadores de concentrações de HPA em sedimentos de estuário.
Os resultados apresentados nesta Dissertação de Mestrado mostraram que o estuário do rio Potengi, tem registrado a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) nos seus sedimentos de fundo, possivelmente devido à intensa atividade antropogênica existente no seu entorno.
A recuperação do estuário do rio Potengi se faz de grande importância devido à manutenção da qualidade de vida da população e da biota existente na área, favorecendo assim a preservação do meio ambiente. Portanto, medidas de prevenção e remediação tornam-se necessárias, acompanhadas de um monitoramento periódico da área estudada, visto sua importância biológica.
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82 Maria Sara Maia de Queiroz, Fev/2011
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