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Conclusion and implications on practice

Appendix 1: Literature search strategy

Para saber um pouco mais sobre a Matemática no curso de Administração, procurei em anais de congressos/encontros de administradores artigos que discutissem essa disciplina. No CONBRAD – Congresso Brasileiro de Administração, realizado em 2004 e no I, II e III Congresso de Administração da Unifenas, realizado em 2002, 2003 e 2004, pela UNIFENAS (Universidade José do Rosário Vellano, em Minas Gerais), os artigos apresentados não falavam sobre a disciplina de Matemática. Pesquisei em seguida, nos anais do ENANPAD (Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração) e do ENANGRAD (Encontro Nacional da Associação Nacional dos cursos de graduação em Administração), onde encontrei apenas três artigos. Então, resolvi elaborar um questionário para ser enviado a professores de Matemática de cursos de Administração de Empresas, para verificar se eles têm acesso a trabalhos específicos dessa área. Catorze professores responderam o questionário e nenhum artigo foi citado.

Comprovado a falta de trabalhos sobre a disciplina de Matemática no curso de Administração, procurei verificar desde quando essa disciplina faz parte do currículo do curso de Administração.

A disciplina de matemática sempre pertenceu ao currículo do curso de Administração. Em 1966, o Conselho Federal de Educação fixou o primeiro currículo mínimo do curso de Administração (de acordo com o Parecer 307/66) e a matemática fazia parte desse currículo:

Matemática, Estatística, Contabilidade, Teoria Econômica, Economia Brasileira, Psicologia Aplicada à Administração, Sociologia Aplicada à Administração, Instituições de Direito Público e Privado (incluindo noções de Ética Administrativa), Legislação Social, Legislação Tributária, Teoria Geral da Administração, Administração Financeira e Orçamento, Administração Pessoal e Administração de Material. (www.cfa.org.br)

Em 1993, o Conselho Federal de Educação instituiu o novo currículo mínimo dos cursos de graduação em Administração:

Capitulo 2 O curso de Administração de Empresas e a Matemática

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O curso que habilita ao exercício da profissão de Administrador, será constituído das seguintes matérias:

FORMAÇÃO BÁSICA E INSTRUMENTAL: Economia, Direito, Matemática, Estatística, Contabilidade, Filosofia, Psicologia, Sociologia, Informática. Total: 720 h/a (24 %).

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: Teorias da Administração, Administração Mercadológica, Administração da Produção, Administração de Recursos Humanos, Administração Financeira e Orçamentária, Administração de Materiais e Patrimoniais, Administração de Sistemas de Informação, Organização, Sistemas e Métodos. Total: 1.020 h/a (34 %).

DISCIPLINAS ELETIVAS E COMPLEMENTARES. Total: 960 h/a (32%). ESTÁGIO-SUPERVISIONADO. Total: 300 h/a (10%).

(BRASIL, 1993 apud OLIVEIRA, 2000) Em 1995, foi criado o CNE – Conselho Nacional de Educação, um órgão integrante da estrutura de administração direta do MEC. Assim, foi atribuído à Câmara de Educação Superior (CES) “deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério de Educação e do Desporto, para os cursos de graduação” (http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0776.pdf).

Os integrantes do MEC e do CNE/CES queriam maior flexibilidade na organização dos cursos, pois consideravam o currículo mínimo ineficaz diante da qualidade que eles desejavam. Assim, o CNE/CES aprovou, em 2003, as novas diretrizes curriculares que acaba com os currículos mínimos e traz uma nova concepção para o ensino de Administração no Brasil, dando maior autonomia às Instituições de Ensino (IES). As novas diretrizes curriculares nacionais (DCN) foram instituídas em fevereiro de 2004, pela resolução número 1 de 02 de fevereiro de 2004. Elas apresentam o perfil desejado para o Administrador, as competências e habilidades que os formandos devem possuir e os conteúdos curriculares que deverão ser contemplados no curso (ver anexo 4). Ao escrever sobre a organização curricular, as DCNs não citam mais as disciplinas, como ocorria nos currículos mínimos, e sim colocam campos de formação. A Matemática está inserida nos Conteúdos de Estudos Quantitativos e suas

Capitulo 2 O curso de Administração de Empresas e a Matemática

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Tecnologias, sendo a Matemática do primeiro ano uma base para outras disciplinas, tais como Matemática Financeira e Estatística, entre outras.

Analisando as competências e habilidades exigidas nas DCNs, destaco os itens I e IV do art. 4º:

I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;

IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando- se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais;

(BRASIL, 2004) Gostaria de ressaltar que, ao falar de competências e habilidades, não pretendo colocar em discussão a diferença entre competências e habilidades, já que o MEC não faz essa distinção, por ser uma questão polêmica e foge ao escopo dessa pesquisa.

Essas competências e habilidades citadas acima devem ser trabalhadas na disciplina de matemática. Entretanto, são pontos difíceis de serem desenvolvidos com o ensino tradicional, através de aulas expositivas. Concordo com Paulette (2003) que a metodologia de ensino através de resolução de problemas é mais adequada para atingir esses objetivos. O ensino através da resolução de problemas, por trabalhar em grupos, também ajuda a desenvolver expressão e comunicação citado no item II (ver anexo 4).

A importância da matemática para o Administrador é contemplada no artigo de Santos e outros (1998). Segundo esses autores, o uso do pensamento matemático é um instrumento essencial na resolução de problemas do cotidiano, como podemos comprovar através da história. Em seu artigo, eles colocam os objetivos da matemática na formação do administrador:

- Ensinar ao aluno o pensamento intuitivo e lógico-dedutivo;

- Ensinar o aluno a compreender aspectos quantitativos da realidade;

- Possibilitar ao aluno dominar os conceitos e técnicas de cálculo e mostrar que ele pode aplicar essas técnicas dentro da empresa:

Capitulo 2 O curso de Administração de Empresas e a Matemática

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A matemática, portanto, possibilita que o administrador seja preciso na definição das variáveis e estabeleça claramente as hipóteses que são utilizadas na demonstração da tese. Possibilita, também, que seja lógico no desenvolvimento de análises e adquira um contexto sistemático para dedução de conclusões empiricamente verificáveis. (WEBER, J. E. apud SANTOS e outros, 1998, p.10)

Lopes e Pinto (2002) também comprovam a importância da matemática para o Administrador, através de uma pesquisa com duas empresas de grande porte. Uma das empresas pesquisadas, quando fala sobre os conhecimentos necessários para desenvolver funções administrativas, coloca que são necessários familiaridade com números, capacidade de análise de dados e noção de ferramentas estatísticas e de qualidade.

Apesar da importância da matemática para o futuro Administrador, temos dois problemas contemplados em artigos recentes. Um problema foi comprovado nesse mesmo artigo de Lopes e Pinto (2002), que faz uma comparação entre o perfil exigido pelo MEC, o perfil procurado por essas duas empresas e a grade curricular de um curso de Administração de Empresas de uma universidade particular de São Paulo. Eles comprovam que as competências e habilidades exigidas pelo MEC estão de acordo com aquelas que as empresas consideram necessárias; entretanto, essas competências não são encontradas nos

formandos. Uma das empresas pesquisadas acredita que os

profissionais/estudantes atuais deixam a desejar em alguns aspectos, muitos não estão preparados para o mercado de trabalho, apresentando baixo conhecimento técnico na área de atuação.

Outro problema foi contemplado por Maggi (2002), que escreve sobre as dificuldades que os alunos apresentam em matemática, ao ingressar no curso de Administração. Segundo esse autor, as dificuldades encontradas pelos alunos na universidade pesquisada são frutos do processo de formação matemática realizado no Ensino Médio, que não tem por finalidade desenvolver o raciocínio lógico formal e a capacidade de análise qualitativa e quantitativa de dados e situações. A matemática do Ensino Médio muitas vezes ensina ao aluno ser capaz de reproduzir conhecimento que lhe é dado como algo acabado, não desenvolvendo um pensamento criativo.

Capitulo 2 O curso de Administração de Empresas e a Matemática

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A importância da matemática, as dificuldades encontradas pelos alunos e o fato dos alunos formados não apresentarem as competências necessárias para o Administrador justificam a realização dessa investigação que pretende contribuir com pesquisas na área.

Capítulo 3 O trabalho de Campo

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Capítulo 3

Capítulo 3 O trabalho de Campo

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O trabalho de Campo