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Liquid moisture management properties of fabrics

8.3 Principle of test methods

8.3.3 Liquid moisture management properties of fabrics

Pesquisas têm demonstrado que infelizmente a avaliação escolar tem se configurado como um poderoso procedimento nas mãos do professor, que substancialmente classifica, seleciona, rotula, controla e decide a trajetória escolar do aluno. Apesar do discurso amplamente proclamado pelos educadores em oportunizar o diagnóstico das aprendizagens ocorridas, a avaliação apresenta aspectos contraditórios e exerce funções que afastam o aluno da escola, ampliando e alimentando os índices de fracasso e evasão escolar (VILLAS BOAS, 2001).

Alguns aspectos inapropriados na avaliação, como cobrança de conteúdos com dificuldades diferentes de como foram trabalhados e o uso de interpretações comportamentais dos alunos e de critérios traçados exclusivamente pelo docente, podem afastar o aluno da escola, assim como desqualificar seu trabalho. Portanto, tanto aspectos formais como

informais podem consolidar resquícios negativos no processo avaliativo, como o desencadeamento de sucessivos fracassos sem a possibilidade de superá-los, causando um quadro profundo de desinteresse por parte do aluno, que nesse entremeio pode até optar pelo o abandono da escola (VILLAS BOAS, 2001).

Freitas et. al. (2013, p. 27) ressaltam que a avaliação formal compõe-se das práticas “que envolvem o uso de instrumentos explícitos da avaliação, cujos resultados podem ser examinados objetivamente pelo aluno, à luz de um procedimento claro”. É aquela que normalmente é realizada por meio de provas, testes, exercícios e atividades, em grande parte, escritas, como pesquisas, resolução de exercícios matemáticos e redações. Nesse tipo de avaliação, a percepção do professor acerca das aprendizagens ocorridas é comumente expressa por notas, conceitos ou menções e os instrumentos utilizados normalmente seguem os moldes do livro didático.

A avaliação informal é aquela que se dá pela interação entre professor e alunos e que privilegia aspectos comportamentais, atitudinais e procedimentais ocorridos no decorrer do período de tempo destinado para se avaliar a aprendizagem. A avaliação informal oferece grande flexibilidade de diagnose para o professor, porém requer considerável cautela para não estabelecer critérios diferenciados aos alunos. Construir um contrato didático com os alunos, incluindo antecipadamente os critérios avaliativos, pode ser um valoroso instrumento para obtenção adequada e exitosa de uma avaliação em que todos sejam submetidos igualitariamente.

Villas Boas (2007, p. 11) salienta que

a diferença entre a avaliação informal e a formal é que a informal nem sempre é prevista e, consequentemente, os avaliados, no caso os alunos, não sabem que estão sendo avaliados. Por isso, deve ser conduzida com ética. Precisamos nos lembrar sempre de que o aluno se expõe muito ao professor, ao manifestar suas capacidades e fragilidades e seus sentimentos. Cabe à avaliação ajudar o aluno a se desenvolver, a avançar, não devendo expô-lo a situações embaraçosas ou humilhantes. A avaliação serve para encorajar e não para desencorajar o aluno.

A utilização da avaliação informal pode ser explicada por alguns aspectos favoráveis, como: ocorrer em ambientes naturais e revelar situações nem sempre previstas. Porém a avaliação informal não deve ser usada de forma punitiva. Todo professor atento, comprometido com a aprendizagem do seu aluno e permanentemente investigador da realidade pedagógica em que esteja envolvido usa todas as informações advindas da informalidade para cruzá-las com os resultados da avaliação formal, compondo a sua compreensão sobre e a favor do desenvolvimento de cada aluno (VILLAS BOAS, 2007).

construção dialógica em um processo de negociação. “A ideia de que a avaliação é uma medida dos desempenhos dos alunos está (...) solidamente enraizada na mente dos professores... e, frequentemente, na dos alunos”.

Luckesi (2002, p. 7/8) ressalta que é

importante salientar ainda o equívoco existente no uso dos conceitos de avaliação qualitativa e avaliação quantitativa. Avaliação, para ser constitutivamente avaliação, só pode ser qualitativa. O termo avaliar provém etimologicamente de dois outros termos latinos: prefixo a e verbo valere, que significa ´dar preço a`, ´dar valor a`; em síntese, atribuir ´qualidade a`. Com isso, compreendo que toda avaliação é qualitativa: levado a sério o conceito, não existe avaliação quantitativa.

O adequado uso da avaliação informal se expressa em favor da aprendizagem do aluno e acontece quando o professor:

 dá ao aluno a orientação de que necessita, no exato momento da necessidade;  manifesta paciência, respeito e carinho ao atender suas dúvidas;

 providencia os materiais necessários à aprendizagem;  demonstra interesse pela aprendizagem de cada um;

 atende a todos com a mesma cortesia e interesse, sem demonstrar preferência;  elogia o alcance dos objetivos da aprendizagem;

 não penaliza o aluno pelas aprendizagens ainda não adquiridas, mas, ao contrário, usa essas situações para lhe dar mais atenção, para que ele realmente aprenda;

 não usa rótulos nem apelidos que humilhem ou desprezem os alunos;  não comenta em voz alta suas necessidades ou fragilidades;

 não faz comparações;

 não usa gestos nem olhares de desagrado com relação à aprendizagem (VILLAS BOAS, 2004b, p. 24/25).

A avaliação formal destacadamente é utilizada pelos professores, pois responde mais facilmente às exigências escolares das quais estão comprometidos, visto que se objetiva o controle burocrático do trabalho do professor, a partir da formulação de objetivos educacionais e instrucionais, com a predominância de uso de técnicas mediante uma prática formal e funcionalista. Na ocorrência de maus resultados por parte dos alunos, muitos educadores ainda recorrem à avaliação formal, como modelo principal em suas práticas avaliativas, em detrimento de outros meios avaliativos da aprendizagem. Dessa forma, há um distanciamento de uma proposta pedagógica que assegure a aprendizagem diferenciada a alunos de diferentes contextos culturais. Efetivamente, cabe aos docentes praticarem a avaliação informal de modo que ela “se articule à avaliação formal como meio de complementação das informações coletadas sobre a aprendizagem dos alunos. Com essa intenção ela se insere na avaliação formativa” (VILLAS BOAS, 2014, p. 3).