Kapittel 9: Informantene som elever og lesere
9.3 Lidija og Jon: et komparativt portrett
Historicamente, a área de saúde caracteriza-se por incorporações de inovações tecnológicas contínuas (MORAN; ALEXANDER, 1997).
A incorporação tecnológica é então uma constante na área médica e com ela traz preocupação quanto ao impacto exercido pela aquisição de novas tecnologias sobre o crescimento dos custos (COSTA, 2004; DEWAR, 1997; DOZET; LYTTKENS; NYSTEDT, 2002; MARINHO et al., 2003; MORAN; ALEXANDER, 1997). O avanço tecnológico tem proporcionado benefícios em termos de qualidade e tempo de vida, no entanto, tem aumentado as despesas médicas (DEWAR, 1997; DOZET; LYTTKENS; NYSTEDT, 2002).
O sítio Adoro Física demonstra quanto o avanço tecnológico é valorizado na área de saúde. Expõe também que a busca por novas tecnologias é algo constante, as quais têm se mostrado eficientes na cura de indivíduos doentes, contribuindo para o beneficio da sociedade como um todo (TUDO..., 2007). No entanto, Ugan, Bright e Rogers (2003) defendem que as incorporações de novas tecnologias só devem ser realizadas após a análise minuciosa do custo benefício delas provenientes. Os autores destacam que a decisão não deve ser tomada baseada apenas na confiabilidade histórica das pessoas quanto à eficiência de novas tecnologias; devem-se analisar as variáveis que terão influência após a aquisição, respondendo a perguntas de validade do esforço despendido na aquisição, utilidade da aquisição, produção proveniente, entre outras.
Trabalhos como os de Carvalho (2004) e Moran e Alexander (1997) discutem sobre o interesse capitalista que também se encontra presente nos constantes avanços tecnológicos, demonstrando que o cuidado com a saúde tem sido um negócio almejado e lucrativo. Esse tipo de discussão reforça a necessidade de se analisar as decisões de investimentos em novas tecnologias, de modo a comprovar os prováveis benefícios futuros a serem alcançados.
Um setor que comumente sofre avanços tecnológicos é o de diagnóstico por imagem, que é “a avaliação médica de tecidos e funções orgânicas do corpo humano, normais e anormais – causadas por doenças ou acidentes – por meio de imagens” (IMAGENS..., 2007, p. 1).
Desde 8 de novembro de 1895, quando o físico alemão William Conrad Röntgen (1845-1923) descobriu o Raio X – radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 0,01 e 1 Å (1 Å= 10-8 cm = 10-10 m) - e por esta descoberta recebeu o
prêmio Nobel em física em 1901, demonstrando o uso destes raios para a visualização de ossos e outras estruturas do corpo humano, esta técnica tem sido a dominante no diagnóstico clínico (IMAGENS..., 2007, p. 1).
O Raio X se mostra um exame de custo mais baixo que os equipamentos predecessores ao diagnóstico por imagem, como são o caso da cintilografia (1952), ultra- sonografia (1966), tomografia computadorizada (1972), ressonância magnética (1973), entre outros. No entanto, o Raio X não é eficiente na observação de muitos órgãos e estruturas musculares e esqueletais (IMAGENS..., 2007).
O nascimento do imageamento nuclear se deve à descoberta da radioatividade natural pelo francês Antoine Henri Becquerel (1852-1908) em 1896, e a descoberta do polônio pelo francês Pierre Curie (1859-1906) e sua esposa, a polonesa naturalizada francesa Marie Curie (Marja Sklodowska-Curie) (1867-1934), em 1898, pelos quais os três cientistas receberam o prêmio Nobel em física em 1903 (IMAGENS..., 2007, p. 2).
Foi, portanto, um avanço em termos da emissão de diagnóstico, trazendo imagens reveladoras e além de proporcionarem segurança no ato de diagnosticar, permitia que doenças fossem descobertas em seu estado inicial, aumentando a probabilidade de sucesso na cura.
Assim, o imageamento nuclear deu a possibilidade de em 1973 surgir as primeiras imagens de ressonância magnética, permitindo a realização de um exame “[...] para visualizar partes internas do corpo humano em funcionamento. As imagens são formadas quando os dados são processados através de um computador que monta imagens semelhantes a ‘fatias’ do corpo humano ou outro objeto analisado” (RESSONÂNCIA..., 2007, p. 1).
A ressonância magnética é um dos exames mais modernos existentes atualmente porque permite a visualização das diferentes estruturas internas do corpo sem necessidade de radiação (raios X). Através de um forte campo magnético e da emissão de ondas de rádio freqüência e de computadores, o aparelho produz imagens de altíssima resolução e, conseqüentemente, com mais detalhes da anatomia do corpo e de suas patologias, em duas ou três dimensões nos planos axial, sagital e coronal, imagens fundamentais para o diagnóstico preciso e precoce de doenças (EXAMES..., 2007, p. 1).
Entre as principais vantagens da imagem proveniente da ressonância magnética encontra-se “seu enorme contraste entre os vários órgãos, como veias, artérias, nervos e tumores, que não geram sombra nas radiografias” (IMAGENS..., 2007, p. 3).
A ressonância magnética trouxe então inovações em matéria de diagnóstico por imagem, suas imagens permitem uma percepção mais apurada das partes internas do corpo humano, acrescentando qualidade e segurança ao diagnóstico.
Assim, a medicina já conta com diversos tipos de exames que a auxiliam no diagnóstico por imagem, de modo que o médico tem a oportunidade de elencar possíveis hipóteses diagnósticas em determinado paciente, identificando a que pode ser considerada mais grave. Após tal procedimento, encaminha-se o paciente à realização de exame que tem as condições tecnológicas necessárias a responder a hipótese diagnóstica levantada de acordo com a hierarquia da gravidade estabelecida.
Faz-se necessário acrescentar que, embora inovações tenham sido introduzidas na área de diagnóstico por imagem, um exame não substitui a utilidade do outro; cada um tem sua adequação à determinada hipótese diagnóstica, a qual deve ser determinada pelo médico solicitante. A ressonância magnética, por exemplo, não consegue visualizar bem determinadas cavidades, onde o Raio X pode ter o efeito melhor; já a tomografia computadorizada fornece uma imagem mais condizente de determinadas partes do corpo e assim por diante. A escolha do exame adequado faz com que a doença possa ser diagnosticada mais rapidamente, aumentando a probabilidade de tratamento, além disso, evita com que se incorra em custos desnecessários.
2.4 IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE DE CUSTOS NA GESTÃO DAS