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Li’s model for determinants of transaction cost in construction projects

2.5 Transaction cost in construction projects

2.5.3 Li’s model for determinants of transaction cost in construction projects

2.5.1.1 PSDB: entre as prévias e o consenso

A escolha do candidato do partido para a disputa presidencial de 2006 esteve marcada por intensas divergências internas entre aqueles que apoiavam o nome do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os partidários na época do prefeito da capital paulista, José Serra. A competição interna se caracterizou por constantes declarações à imprensa e pelo aumento de investimento publicitário por ambos os pré-candidatos (SCHIVARTCHE; CORSALETTE, 2006). Até a declaração oficial do PSDB, realizada no dia 14 de março, não se sabia ao certo se o candidato do partido seria resultado de um consenso interno ou se haveria a necessidade da realização de prévias.

Em 2005, antes mesmo de Serra haver declarado abertamente a possibilidade de competir pelo PSDB, os tucanos favoráveis a Alckmin, antecipando a competição interna, apresentaram publicamente alguns inconvenientes da opção pela candidatura do primeiro.

Eram contrários a deixar a prefeitura de São Paulo nas mãos do PFL, uma vez que Serra havia cumprido apenas um ano de mandato. A isso se somava o argumento de que ele próprio, durante as eleições para a prefeitura, havia assinado um documento no qual garantia não abandonar o mandato (PERIN, 2005). No final daquele ano houve, ainda, a tentativa do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de lançar sua candidatura, sem êxito, entretanto, nas fileiras do partido.

Um ponto forte a favor de Serra foram as pesquisas de opinião (SERRA..., 2005; RECONDO, 2005), divulgadas pela imprensa, que anunciavam a vantagem do tucano em relação a Lula. Segundo pesquisa Datafolha de dezembro de 2005, Serra liderava as intenções de voto com 36% contra 29% do candidato petista. Pela primeira vez, um nome do PSDB conseguiu se posicionar à frente de Lula, sendo que, de acordo com a pesquisa, se as eleições fossem realizadas no período, Serra não apenas ganharia no primeiro turno, como também sairia vitorioso no segundo com 50% das intenções de voto contra 36% de Lula.

A mesma vantagem não ocorreria no caso de uma disputa entre Alckmin e Lula. Neste cenário, segundo a pesquisa, Lula ganharia com 30% das intenções de voto no primeiro turno contra 22% do tucano. Em um segundo turno, haveria empate técnico: Lula teria 41% das intenções de voto e Alckmin 40%. A vantagem de Serra frente a Lula (e frente a Alckmin) foi constatada também pela pesquisa CNI/IBOPE, publicada no mesmo período.

Alckmin, na véspera da decisão oficial tucana, depois de meses pregando o “entendimento” no partido e afirmando a “tradição” da não realização de disputas internas, acabou por anunciar que não abandonaria a disputa e estaria disposto a enfrentar as prévias (BOMBIG; GOIS, 2006). Ao contrário, Serra defendeu, até o final do processo, o consenso. “Não há condição de se fazer uma prévia no PSDB. Porque uma prévia vai acabar dividindo o partido e criando problemas, rivalidade, no fundo favorecendo o adversário”, afirmou em reportagem a Folha de São Paulo (SEABRA, 2006).

Passados meses de negociações internas e declarações na imprensa, por fim, a decisão do PSDB foi tomada a portas fechadas, em uma série de reuniões envolvendo os dois pré-candidatos e a cúpula do partido. Serra abdicou da sua candidatura à Presidência e, posteriormente, terminou disputando o governo de São Paulo nas eleições de 2006.

Possivelmente a decisão estratégica tomada pelo partido levou em conta dois fatores. O primeiro consistia em evitar aprofundar mais o racha interno, que poderia ocorrer no caso da realização de prévias. E o segundo referia-se a um cálculo simples, efetuado em um cenário no qual o oponente disputava seu segundo mandato com uma taxa de aprovação em torno de 50%. Nesse contexto, cabia avaliar se valeria a pena correr o risco com Serra em

uma disputa pelo Planalto ou se seria melhor garantir a manutenção do governo tucano em São Paulo.

2.5.1.2 PT e PSOL: sem impasses

Diferentemente do PSDB, não existiu disputa interna pela candidatura presendencial no PT e no PSOL para as eleições de 2006. Em razão dos escândalos envolvendo o Partido dos Trabalhadores, não surpreende que o já assinalado desempenho da organização na conquista dos demais cargos tenha ficado aquém do esperado. A avaliação do governo Lula, entretanto, manteve-se elevada. Esses dois fatores somados à possibilidade da reeleição fizeram de Lula o candidato natural do partido.

Mesmo em um cenário sem escândalos, poder-se-ia prever uma decisão semelhante por parte do PT. A não realização de prévias para a escolha do candidato presidencial tem sido uma constante no partido, ainda que o artigo 135 do Estatuto do PT seja claro quanto à possibilidade de sua realização: “havendo mais de um pré-candidato às eleições majoritárias, será realizada Prévia Eleitoral” (PARTIDO DOS TRABALHADORES, 2007).

Desde 1989 há um consenso em torno do nome de Lula como candidato presidencial do partido. A exceção ocorreu somente na eleição de 2002 e, mesmo naquele ano, durante as prévias, a preferência dentro do PT apenas se confirmou: Lula venceu, com 84,4% dos votos, o senador paulista Eduardo Suplicy, que recebeu 15,6% (PT..., 2002).

O consenso também imperou dentro do PSOL. Criado em junho de 2004 por iniciativa da senadora Heloísa Helena e dos denominados “deputados radicais” (João Batista e Luciana Genro) expulsos no ano anterior do PT, o partido contava com uma tímida representação no Congresso, assim como no território nacional. Em suas fileiras, Heloísa Helena era a única que apresentava projeção nacional, devido à sua atuação no Senado – no qual assumiu, em 2000, a liderança partidária (na época ainda PT) e do bloco de oposição. A opção por seu nome como candidata presidencial do partido foi estratégica, visto que era fundamental ao PSOL apresentar-se nacionalmente nas eleições de 2006 e tentar delimitar um espaço próprio à esquerda do PT.