5.1 Valg av leverandører
5.1.1 Leverandørhierarkiet
A indústria de provedores de acesso gratuito à Internet experimentou, num curto período de tempo (dois anos), um astronômico crescimento impulsionado, principalmente, pela rápida adesão dos usuários às ferramentas e benefícios proporcionados pela Internet. Segundo informações do CyberAtlas, o número de usuários na Internet brasileira alcançou a marca de 6,1 milhões no ano de 2001. Nesse período foram criados 17 provedores de acesso, entre exclusivos, pagos, gratuitos e híbridos – Tabela 4.5. Contudo, este período, também, foi marcado por um forte processo de consolidação, com seis ou 35,3% dos players encerrando suas atividades, um ou 5,9% sendo comprado, cinco ou 29,4% alterando seu modelo de negócio – gratuito para híbrido – e, apenas, um ou 5,9% dando continuidade ao modelo essencialmente gratuito.
Com as dificuldades de geração de receitas mediante a venda de espaço publicitário, os provedores de acesso tiveram que evoluir seus modelos de negócio de forma a desenvolver novas fontes para produção de receitas visando atender as necessidades de criação de valor econômico. O caminho trilhado neste sentido passou pela disponibilização
clientes e retê-los nas fronteiras do ambiente do provedor, (2) prover serviços de acesso – pagos -, de maior valor agregado.
O processo de evolução do modelo de negócio dos provedores de acesso amparou-se, fortemente, no estabelecimento de alianças com empresas prestadoras de diversos serviços eletrônicos, explorando, assim, os possíveis benefícios da complementariedade de serviços. Verificou-se que o processo de inovação proporcionado por essas combinações de serviços foi, em grande parte, mitigado pela facilidade de cópia dos mesmos, uma vez que todos os provedores ofereceram serviços semelhantes.
A expansão da base de clientes atendia as necessidades de ganhos de escala com influência direta na questão da eficiência, mas, principalmente, na questão da construção de barreiras de entrada. Todavia, com a entrada, quase que simultânea, de diversos players no mercado de provimento, bem como a disponibilização de acesso gratuito por parte de empresas de outros setores, principalmente, bancos, aumentou a rivalidade da competição, prejudicando a estrutura da indústria e, por conseguinte, sua lucratividade.
O processo de retenção dos clientes por meio da diversidade de serviços acabou se mostrando de pouca eficácia na criação de custos de mudança. O ambiente Internet, por suas características, coloca tudo a um passo do mouse. Paradoxalmente, não foram identificados provedores oferecendo programas de fidelização. Todo o processo de retenção ficou a cargo dos serviços disponibilizados.
No que tange a questão do acesso pago, este pareceu ser o caminho tomado por todos – exceto Ibest -, no sentido de buscar novas fontes de receitas.
clientes. Adicionalmente, as operadoras de telefonia identificaram nos provedores um valioso parceiro, tendo em vista a venda de pulsos telefônicos. Entretanto, praticamente todos os provedores de acesso seguiram na mesma direção, fazendo com que as vantagens criadas pela agregação de novos serviços não tivessem sustentação estratégica.
A avaliação dos provedores contemplados pela pesquisa – Brfree, Ibest, Tutopia e IG -, demonstrou uma padronização, quase que uniforme, dos serviços disponibilizados, com uma sutil diferença, em termos de implementação, apresentada pelo IG, conforme evidenciado pelos dados coletados. Essa diferença se manifestou, principalmente, via o desenvolvimento de um conjunto de marcas próprias, capazes não apenas de captar um maior número de clientes, mas também, de atrair investidores estratégicos – Telemar – com forte interesse no setor.
Com a fragilidade de suas matrizes de receita, aliado às crescentes necessidades de caixa, tendo em vista os custos de manutenção da operação, os provedores de acesso que sucumbiram, viram a necessidade de atrair novos sócios, não apenas capitalistas, mas, também, estratégicos, representados, principalmente, pelas operadoras de telefonia.
A derrocada da grande maioria dos provedores de acesso se deu, essencialmente, pela combinação desses fatores – custos crescentes, ausência de diferenciais competitivos e matriz de receita insuficiente -, os quais tiveram seus efeitos amplificados pela crise internacional dos mercados virtuais protagonizada pela NASDAQ.
CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES
No macro-ambiente, os últimos dois anos têm sido muito difíceis para as empresas com atuação no mercado virtual, principalmente, para aquelas ditas start-ups. Com o colapso da bolsa eletrônica americana, a NASDAQ, os potenciais investidores, que vinham aportando imensas somas de capital na criação de novas empresas, passaram, não mais, a fazê-lo, pelo menos, com a mesma intensidade ou com os mesmos patamares de risco.
Logicamente, o mercado não parou, nem irão cessar a produção de novas idéias e empresas. Contudo, mesmo para os Estados Unidos, berço da indústria de Internet e núcleo do mercado de venture capital a situação tem se mostrado periclitante, já que os investimentos ficaram reduzidos a economias pessoais dos empreendedores.
Para os países localizados na América Latina, que recebiam boa parte dos investimentos vindos dos fundos americanos, o baque foi ainda mais intenso. Diversas empresas (StarMidia, Terra, AOL) perderam, da noite para o dia, até 80% de seu valor de mercado. Muitos investidores desistiram de realizar novos rounds de aporte de capital, fazendo com que a possibilidade de obtenção de recursos se tornasse exígua.
Especificamente no mercado de provedores de acesso, observou-se uma onda de falências ao redor do mundo influenciada, não apenas, pelas dificuldades acima descritas, mas, também, pela ineficiência na geração de receitas por meio da venda de publicidade, fazendo com que um novo modelo de negócio, baseado na parceria com operadoras de telefonia, e na venda de acesso com maior valor agregado, se transformassem numa exigência de mercado.
Percebeu-se, claramente, que os provedores de acesso caminham para se tornarem portais, com um modelo de negócio muito próximo do implementado por empresas como
Yahoo, Starmidia, AOL e Terra, dentre outros. Na verdade, fica cada vez mais tênue a linha que separa cada um desses segmentos. O processo de introdução de novos produtos e serviços, por parte dos provedores de acesso, tem sido ininterrupto.
Alguns profissionais acreditam que este mercado deixe de existir em breve no Brasil, bastando para isto que a agência reguladora do setor dê permissão para empresas de telefonia atuarem neste segmento. Neste caso, restaria aos provedores aliar-se, o quanto antes, a essas operadoras, o que, como se viu, já vem sendo realizado. Certamente, esta não é uma situação de todo ruim, já que estas empresas – operadoras de telefonia -, são, geralmente, grupos globais e capitalizados.
Finalmente, pôde-se concluir que o mercado de provedores de acesso será restrito a duas ou, talvez, três empresas, que dividirão as grandes verbas de publicidade. Neste sentido, criar uma marca forte pode ser um fator crítico de sucesso, uma vez que esta teria a capacidade de atrair um maior número de usuários e, conseqüentemente, de anunciantes.
A Internet como um todo representa uma indústria em pleno processo de construção onde nada é definitivo e não existem verdades absolutas. Com isto, as aplicações a serem desenvolvidas encontram-se em seu estágio inicial de implementação, fazendo com que muitos dos impactos sofridos pelo mundo real ainda estejam por vir.
Assim sendo, especificamente no segmento abordado por esta pesquisa, poderiam ser realizados estudos mais detalhados, bastando para isto, apenas, que fosse possível ter acesso a fontes de dados mais fidedignas. Também poderiam ser realizados estudos no processo de adesão dos usuários aos novos meios de acesso, representados, principalmente, pela opção de banda larga.
A introdução de novos serviços parece ser um movimento sem fim, todavia, seria interessante saber, quais deste s serviços, realmente, são valorizados pelos clientes, de forma a se tornarem candidatos a serviços pagos.
Atualmente, está em curso um movimento para dar início a cobrança pelo acesso ao conteúdo de jornais e revistas. Seria interessante saber qual a propensão dos usuários para compra dessas notícias.
Este trabalho teve como base o segmento de provedores de acesso gratuito, entretanto, como pôde ser observado com o auxílio dos guias de serviços, o número de segmentos é bastante grande. Um trabalho que investigasse outros segmentos, como, por exemplo, o de entretenimento, poderia apresentar novas descobertas, específicas desta área, que não foram elucidadas por esta pesquisa.
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