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4.1 Hvordan forstår lærere begrepet «lærerens profesjonelle skjønn»?

4.3.1 Ledelse

A medida de impacto de Distribuição Espacial dos Usos, como foi representado no modelo ALUTI, tem influência direta na demanda do subsistema de transportes (decisões de viagem por exemplo), as restrições advindas dessa medida afetam a dinâmica interna desse subsistema.

As análises de configuração espacial do uso residencial foram contempladas na sessão anterior com as medidas de desempenho de uso do solo. Para complementar as informações quanto à configuração espacial das atividades produtivas (empregos), de maneira a melhorar a compreensão dos indicadores de Mix de Usos, será analisado o indicador de intensidade de oportunidades de emprego por renda (EmpBR15 e EmpAR15).

Representando a atividade trabalhar, essa variável deveria ser composta pelo total de empregos por grupo de renda por zona. No entanto, nas análises, a atividade residir é representada pela quantidade de domicílios, ficando numa escala muito diferente relacionar emprego com domicílio, onde o ideal seria relacionar emprego com pessoa. Além disso, as bases de dados não disponibilizam os dados empregos estratificados por renda.

Por esse motivo, será adotada uma variável proxy, obtida no processo de modelagem no TRANUS através dos coeficientes intersetoriais, para representar as oportunidades de emprego. Assim, a variável quantifica o total de domicílios de alta ou baixa renda ) atraídos pelos empregos de uma zona. Na Figura 21 é demonstrada a sua formulação matemática.

Figura 21: Formulação Matemática da variável Oportunidade de Emprego

Fonte: Elaborado pela autora.

Esse indicador também pode ser considerado uma medida de desempenho do subsistema de uso do solo, mas como os processos que influenciam nas decisões locacionais da atividade empreender não são objeto de investigação desse estudo, esse indicador será apresentado apenas nesse momento da análise para melhor compreender a sua influência na configuração da mistura de usos trabalhar/residir no território.

A interpretação da distribuição espacial dos usos (dos padrões de ocupação do território) pode se dar através de indicadores que incorporem aspectos como distâncias a serem percorridas, densidade ou diversidade de atividades no território, reconhecida por alguns autores como “mix de usos” (FRANK; PIVO, 1994, VAN WEE; MAAT, 2003). Para a problemática em estudo, deseja-se investigar se o desempenho do subsistema do uso do solo está gerando um padrão de ocupação monofuncional residencial nas periferias. A literatura

aponta alguns indicadores específicos para medir o grau de multifuncionalidade de uma região. Batty et al. (2003) utiliza a diversidade, representando as diferentes funções urbanas que podem ser simultaneamente acessadas em uma área. Rodenburg e Nijkamp (2002), por sua vez, utiliza uma medida de intensidade da presença de uma atividade em uma região.

Dessa maneira, um indicador que represente o mix de usos apresenta-se como sendo adequado para caracterizar a monofuncionalidade nas periferias urbanas, gerada por uma configuração espacial residencial espraiada em paralelo a uma configuração espacial das atividades produtivas centralizada, impactando diretamente no subsistema de transportes.

A relação demanda e oferta de oportunidades distribuídas no território para cada grupo de renda deverá ser expressa por um indicador de mix de usos trabalhar e residir, que, dentre os usos existentes numa cidade, estão diretamente relacionados aos níveis de acessibilidade aos postos de trabalho da população. A relação entre esses usos será representada por um indicador de razão entre as variáveis oportunidade de empregos e domicílios por grupo de renda. Na Figura 22 é demonstrada a sua formulação matemática.

A relação trazida nesse indicador também evidencia a existência de monofuncionalidade residencial na região periférica, pois uma zona com uma proporção de domicílios muito maior que a de empregos atesta que o uso do solo ali é predominantemente residencial. Como visto em Rodenburg e Nijkamp (2002), um indicador de intensidade da área de uso solo residencial sobre a área total solo ocupado numa zona também indicaria a existência desse padrão de ocupação. No entanto, não estão disponíveis nas bases de dados essa informação de uso do solo estratificada por renda.

Figura 22: Formulação Matemática das Medidas de Impacto de Distribuição Espacial de Usos

Fonte: Elaborado pela autora.

Quanto menor os valores desse indicador, significa que, numa zona, a quantidade de domicílios de uma renda é superior à quantidade de oportunidades de emprego existentes para essa população, é também um indicativo da predominância do uso residencial na zona

(monofuncionalidade). No caso de se ter uma zona com 50 oportunidades de emprego e 100 domicílios, o valor do indicador seria 0,50. O que significa que essa demanda por trabalho deverá suprida em outra zona com mais oportunidades, há, portanto, uma maior necessidade por deslocamentos motivo trabalho da população residente nessa zona do que numa zona com o indicador 1,5 por exemplo.

Apesar dos valores mais altos desse indicador expressarem uma monofuncionalidade do uso trabalho, essa situação não vai ser encarada como problemática nesse estudo, pois significará uma maior oportunidade de empregos para as pessoas que residem nessa zona, o que geraria menos necessidades de deslocamentos motivo trabalho.

O diagrama da Figura 23 insere esses indicadores e variáveis na Representação da Problemática, indicando os problemas de distribuição espacial inadequada dos usos por baixo mix empregos/domicílios que irão caracterizar e diagnosticar, assim como a concentração de empregos na região central.

Figura 23: Indicadores e Variáveis que compõem as Medidas de Impacto do Uso do Solo

Fonte: Elaborado pela autora.