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Landbruks- og matdepartementet

5. Forslag under det enkelte

5.10 Landbruks- og matdepartementet

descoberto uma aptidão desde cedo em suas vidas estudantis.

Embora todo o preconceito com a licenciatura, optei por fazer Matemática porque eu gosto, e como a licenciatura é que dá condição de fazer Matemática, então eu optei por fazer. Gosto muito de matemática. Meu pai dizia: isto é um curso que você faz como um hobby. É tanto que eu fiz vestibular para Medicina por ordem dele, aí fiquei pendente. Então eu fiz outra vez. Aí minha mãe me disse assim: quando ele lhe der o dinheiro, vá e faça o que você quer.Professora A

A Professora A citou que o pai não queria que ela fizesse matemática, mas mesmo assim, com a ajuda da mãe, ela fez. Vale observar que o pai tinha altas expectativas em relação à filha, pois queria que ela fizesse Medicina. Talvez achasse que a Matemática não dava retorno financeiro, além de ser um campo profissional masculino. A FURNE12 era única que oferecia o curso de Licenciatura em Matemática; o curso de Bacharelado, de maior prestígio pela valorização da pesquisa, só passou a existir na UFPB13 Campus II, em 1978. A licenciatura formava profissionais que recebiam baixos salários. E como lembra Bourdieu (2002), as profissões mais femininas, como é o caso atualmente do magistério, têm um valor de mercado (e social) mais baixo.

Eu fiz ainda um ano de fisioterapia e deixei. A questão de deixar fisioterapia foi o fato do não reconhecimento da profissão, no mercado de trabalho, no tempo que eu fiz. Agora é que a área está sendo valorizada. Depois fiz vestibular para administração e passei, mas não quis fazer, não fui fazer nem a matrícula. Em seguida eu optei por fazer matemática, porque eu sempre gostei de matemática. Eu achava que fazendo matemática, eu tinha mais opção de emprego. Professora B

A Professora B, que tentou outros cursos superiores, coloca em prioridade a questão de opção de emprego e viu na Matemática um campo maior.

A relação que eu tinha com a matemática, sempre foi boa. Fiz o vestibular para Matemática porque sempre gostei de matemática. Eu não pensava no magistério eu pensava mais na matemática, mas enveredei para o magistério.Professora C

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FURNE – Fundação Universidade Regional do Nordeste. Fundação instituída pelo governo municipal em 1966, em que os alunos pagavam uma parcela para estudar.

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UFPB - Universidade Federal da Paraíba , na época não oferecia o curso de Licenciatura em Matemática e o curso de Bacharelado só foi fundado em 1978.

Eu não pensava muito no curso, foi mais pela facilidade que eu tinha na matemática, e incentivo do meu namorado, que já era professor de Matemática. Eu gostava de matemática e tinha domínio do conteúdo. Ser professora não, mas eu gostava da disciplina, do conteúdo [...] Não tive a oportunidade que as minhas filhas tiveram, se dedicaram apenas ao estudo. Eu, modéstia à parte, tinha despontado na área se tivesse a oportunidade que minhas filhas tiveram.Professora D

As Professoras C e D revelam que não tinham intenção de ensinar, mas o caminho profissional que surgiu para elas, relacionado com a matemática, foi o magistério. Talvez o caminho da realização pessoal para estas duas professoras fosse a pesquisa em matemática, em que o preconceito com a mulher é maior ainda.

Eu sempre gostei de matemática. Desde que eu fui aluna, desde o primário que eu gostava de matemática. Quando eu terminei o Pedagógico, eu ensinava todas as disciplinas, a gente era polivalente, mas me dedicava mais a matemática. Eu achava que os alunos tinham raiva dela, porque eles não gostavam da matemática. Mas sempre minha vontade era de fazer matemática. Resolvi fazer vestibular sem fazer o científico [...] Passei e fiz Licenciatura em Matemática na FURNE.Professora E

A Professora E demonstrou na sua fala que além de gostar da área de ensino, tinha preferência pela matemática. Daí, após o Pedagógico, cursou a Licenciatura em Matemática, um caminho pouco comum, já que o pedagógico de nível médio leva ao ensino das séries iniciais.

O que surpreende nas falas das Professoras A, B, C e D é que elas se identificam com a matemática, com o conteúdo em si, mas não pensavam em lecionar, porém enveredaram para o magistério que era o caminho profissional disponível para elas, o caminho profissional natural para a mulher.

Através das falas das professoras entrevistadas, percebe-se que gostar de matemática é ter facilidade para aprender. Mas elas não contam terem recebido estímulos da família ou de professoras/es; apenas a Professora A e a Professora D receberam incentivo, mais tarde, para fazer o curso de Matemática, uma da mãe e a outra do namorado. Sua persistência contradiz o preconceito acerca da inferioridade intelectual da mulher expresso assim por P.J. Mobius (1900, citado por SCHIENBINGER, 2001, p.315), neurologista alemão: “a matemática, que expressa

exatidão e clareza masculinas, está em oposição natural tanto à condição feminina como ao amor”.

Os dados do INEP (2005) revelam que as mulheres têm tido uma presença crescente em todos os níveis de ensino no Brasil. Segundo o INEP (2004) os cursos de

Engenharia também contam com maior participação das mulheres nos seus quadros de matriculados: a presença feminina, que representava no ano de 1996, 17,4% das matrículas, em 2003 é de 20,3%. No Nordeste, especificamente em Campina Grande, na Paraíba, o número de alunas no Curso de Licenciatura em Matemática na UEPB aumentou de 28,68% em 2001 para 35,00% em 2004, mas se reduziu para 25,80% em 2005.

A atuação das mulheres como professoras de matemática, em todos os níveis, é importante como modelo, e pode influenciar as meninas para o estudo da matemática. Por isso é interessante acompanhar a evolução da presença feminina na docência na Licenciatura em Matemática nas Universidades Públicas de Campina Grande. Na UEPB, em 1996, as mulheres docentes correspondiam a 19,51%; em 2000, a 18,18%; e em 2005 representavam 18,36%, o que revela que não houve alteração. Na UFCG, em 1996, as mulheres docentes correspondiam a 20%; em 2000, a 19,57%; e em 2005 elas aumentaram sua participação para 26,47%, um pequeno aumento. Apesar de todo o crescimento da participação das mulheres nos cursos superiores em geral, todavia na Licenciatura em Matemática, em Campina Grande, este crescimento ainda é pouco expressivo.