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La resolució de problemes

3. Marc teòric

3.3 Bones pràctiques escolars

3.3.2 La resolució de problemes

Somados o desprezo, os preconceitos ainda latentes contra o rural na sociedade brasileira e o fato das Escolas não possuírem fontes seguras de financiamento efetivo e suficientes elas sofrem a dificuldade de assegurar profissionais de nível superior no campo.

Quadro 06 - Dados da qualificação dos Monitores

Nº Regional Total Nível

Médio % SuperiorNível % Cursando Superior % CursarA %

01 AECOFABA 126 111 88,1 15 11,9 111 88,1 - - 02 AEFACOT 60 21 35 39 65 13 21,6 08 13,4 03 AEFARO 35 14 40 21 60 09 25,7 05 14,3 04 AMEFA 99 67 67,6 32 32,4 15 15 52 52,6 05 FUNACI 56 31 55,3 25 44,7 20 35,7 11 19,6 06 IBELGA 42 07 16,6 35 83,4 01 2,3 06 14,3 07 MEPES 126 52 41,2 74 58,8 27 21,4 25 19,8 08 RAEFAP 44 14 31,8 30 68,2 11 25 03 6,8 09 RACEFAES 38 14 36,5 24 63,5 10 26 02 10,5 10 REFAISA 43 36 83,7 07 16,3 31 72 05 11,7 11 UAEFAMA 68 63 92,6 05 7,4 62 91 01 1,6 Total 737 430 58,3 307 41,7 313 42 118 16,3

O quadro 06 demonstra uma situação em que a EFA se encontra, praticamente, nas mãos de educadores de nível médio. São 430 Monitores representando 58,3% do total. Com nível superior são 307 monitores, ou seja, 41,7% do total. Frente às dificuldades de ordem econômica e dos preconceitos que ainda são fortes, podemos ponderar que 41,7 % de Monitores de nível superior no campo representam um grande avanço. Por outro lado, dos 430 Monitores de nível médio, 313 estão cursando faculdade. Um número expressivo e animador, porém o desafio é manter esses profissionais por mais tempo na EFA.

As Regionais AEFARO, AEFACOT, RAEFAP e RACEFAES possuem um quadro acima de 60% de profissionais com nível superior. Estão à frente nesta resolução da problemática da graduação de seus Monitores. O MEPES com 58,8 % de Monitores graduados está caminhando para solucionar o problema.

A RACEFAES, criada mais recentemente deverá constituir-se em Regional congregando todas as EFAs Capixabas, inclusive as que pertencem ao MEPES. Neste quadro, os dados referentes à RACEFAES são das Escolas não ligadas ao MEPES. Eles são estimados, pois das nove unidades, somente duas EFAs e as três Escolas Comunitárias Rurais de Jaguaré responderam à pesquisa. A AECOFABA, REFAISA e UAEFAMA estão habilitando seus Monitores através de uma parceria com a Universidade local, oferecendo cursos especiais parcelados, ou seja, modulares, permitindo aos Monitores alternar estudo e trabalho.

A AMEFA é um das Regionais que necessita tomar providências para resolver este problema de habilitação do seu quadro de Monitores para atender a legislação brasileira que exige todos os professores, a partir do segundo ciclo do ensino fundamental, com habilitação superior a partir de 2006.

Nesta perspectiva, o número de 118 Monitores ainda no nível médio é preocupante. Muitos possuem uma grande experiência pelo tempo de dedicação e pelo investimento que se fez na preparação para o exercício da função. Isto não pode ser desconsiderado, a habilitação significa a garantia da empregabilidade e da manutenção de quadros que o movimento formou ao longo da sua história.

Pelas informações obtidas na UNEFAB e Regionais o quadro de Monitores habilitados concentra aqueles ligados à formação geral, ou seja, às áreas de conteúdos da base nacional comum. Os

Monitores responsáveis diretamente pela Educação Profissional, seja ao nível de “orientação” no Ensino Fundamental ou a profissionalização no Ensino Médio, são, na maioria, Técnicos em Agropecuária. Portanto, o quadro de habilitação média concentra-se na área profissionalizante. Este é, ao nosso ver, um dos motivos pelos quais as EFAs são demasiadamente escolas e pouco formação profissional.

A elevação da escolaridade dos alunos e alunas é fundamental, pois se coloca no campo do direito enquanto cidadania e é base importante para o processo da profissionalização. Portanto, constitui-se também em fator de desenvolvimento. Por outro lado, a profissionalização deve caminhar paritariamente sem dicotomias e prejuízos frente à escolarização, pois uma complementa a outra. Neste sentido falta no Movimento uma política estratégica para graduar e habilitar adequadamente os Monitores da área profissionalizante, pois se trata de “formar profissionais para profissionalizar os os filhos e filhas dos agricultores”.5 As parcerias com instituições Universitárias sensíveis às demandas da agricultura familiar, da agroecologia etc se fazem necessárias para se criar cursos superires em alternância na área tecnológica. Pode começar como uma iniciativa emergencial para atender os monitores, mas deve continuar para atender ex-alunos dentro de uma política de formação de quadros superiores para suprir as necessidades da agricultura familiar, numa perspectiva do eco- desenvolvimento.

Criar cursos profissionais no nível de tecnólogo em parceria com universidades e centros tecnológicos seria um avanço histórico do movimento EFA, pois a alternância estaria se expandindo para a graduação, numa perspectiva de profissionalização de quadros superiores para suprir as Escolas, os movimentos sociais do campo e aos setores da economia de base familiar, numa perspectiva de eco-desenvolvimento.

Cabe muito bem ponderar que o profissional de nível médio não representa desqualificação para o movimento da alternância. Pelo contrário, são os quadros médios que muitas vezes seguram o Projeto e o leva adiante com muito profissionalismo. Na maioria dos casos está em jogo a experiência, a dedicação, o compromisso com a causa dos agricultores. Este capital humano e social construído e acumulado pelos anos da experiência precisa ser devidamente valorizado no seio do movimento das EFAs.

A formatação de cursos superiores precisa levar em conta a experiência e o conhecimento adquirido para não impor uma graduação nos moldes tradicionais do ensino superior e impossibilitar, à maioria desses profissionais, o acesso e a devida graduação. Nesta perspectiva já existe um projeto em fase de consolidação iniciado pela AMEFA, em parceria com RACEFAFAES, IBELGA e UNEFAB, podendo se estender para todas as Regionais. Trata-se da criação de um “Tecnólogo em Gestão Agrícola: com ênfase em agroecologia”. Este curso iniciaria atendendo a demanda de graduação e habilitação dos Monitores, preferencialmente, da área técnica em agropecuária e depois, pretende continuar como uma nova opção de formação para ex-alunos das escolas de Ensino Médio e Educação Profissional.