5. Proposta didàctica
5.5. Jocs
5.5.2. Jocs per treballar en petit grup
Além dos seminários, oficinas, visitas, entre outros, a formação dos formadores ganha uma iniciativa estratégica, através da realização de um mestrado internacional, na perspectiva de vir a se tornar uma realização permanente a nível nacional. A idéia e a concretização do
Mestrado Internacional em Ciências da Educação – “Formação e Desenvolvimento
Sustentável”46 é um dos frutos do I Seminário Internacional. Daí, ele é concebido numa
parceria da UNEFAB/SIMFR com a Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e Universidade François Rabelais de Tours (França) para, entre outros objetivos, proporcionar formação aos formadores componentes da Equipe Pedagógica Nacional e Regionais ao nível de mestrado, demarcando um fato inédito e histórico de significados e conseqüências profundas na vida presente e futura do Movimento das Escolas de Alternância no Brasil.
O Mestrado Internacional está embasado numa concepção de “aprendizagem mais pela produção e não pelo consumo de saberes”. A pesquisa parte da experiência profissional de
46 UNEFAB, Mestrado Internacional em Ciências da Educação – Diploma: Formação e Desenvolvimento Sustentável, Folder, Anchieta-ES, 2002.
cada um dos mestrandos e se torna o fio condutor do processo, se transformando numa “cooperativa de aprendizagem”. É uma oportunidade de registro e de sistematização de longos anos de experiências, feitas por atores implicados diretamente e que pesquisam para
e não sobre as Escolas de Alternância, enfim, os Centros Familiares de Formação por
Alternância – CEFFAs no Brasil. O Mestrado Internacional representa, além da qualificação, uma valorização e profissionalização dos formadores implicados nas Escolas Famílias e Casas Familiares ou, propriamente, os CEFFAs do Brasil.
O Mestrado é uma necessidade e interesse para o Movimento da alternância educativa, sobretudo, para se criar um processo de produção de saberes a partir das práticas, poder
fortalecer, reconhecer, recriar ou até mesmo, reinventar a alternância educativa no Brasil,
através da pesquisa permanente.Esta necessidade e interesse podem representar também
um interesse para a Universidade, numa relação de cooperação mútua para uma reciprocidade de benefícios.
O mestrado aporta três interesses fundamentais para o Movimento da alternância no Brasil: a) o primeiro interesse é dos atores da Instituição, pois é uma oportunidade ímpar para uma formação que valoriza a experiência, o engajamento social e promocional; b) segundo, o interesse é para a Instituição em si, pois a formação lhe confere a dimensão científica a partir da pesquisa de cada um, capital de conhecimento específico que pode ajudar a clarear melhor as funções para o Movimento e c) terceiro, a afirmação para o mundo externo do patrimônio de conhecimentos e experiências acumuladas que proporciona autoridade, poder para pronunciar de forma paritária com outras instituições educacionais.
Por outro lado, a Universidade pode empreender novas formações, sobretudo para atender os adultos que atuam no campo social/promocional. Ela poderá avançar em propostas inovadoras na interface com a Pedagogia da Alternância. A parceria para serviços recíproca, concebida pelo Movimento, pressupõe gestão compartilhada entre representantes da Instituição e a Universidade, onde cada um assume seu papel para colimar em benefícios que satisfaçam aos envolvidos.
Conclusão ao capítulo
Por fim, a partir desta tentativa de sistematização das experiências de formação pedagógica específica de Monitores das EFAs do Brasil podemos concluir que há uma longa e vasta experiência acumulada a nos dar lições e orientar o presente e o futuro da formação e profissionalização de Monitores a partir mesmo do Brasil. A iniciativa pioneira do Centro de Formação do Mepes é remodelada pela mediação da UNEFAB dada as necessidades colocadas pelo fenômeno da expansão das EFAs e da geografia continental do Brasil, com seus ecossistemas variados, a multi-cultura etc. A ela cabe a reflexão, a elaboração, a coordenação e avaliação do Plano de Formação Pedagógica específica de Monitores, através da Equipe Pedagógica Nacional. Nos parece um grande acerto a descentralização da formação, através da sua operacionalização nas Associações Regionais com suas equipe pedagógicas locais.
A formação em serviço nos parece ser a melhor opção para uma formação verdadeiramente por alternância e para a alternância. Um novo passo é avançar para a graduação ao nível superior.
A partir desse novo milênio as experiências de alternância no Brasil começam a se juntar e a formação pedagógica dos Monitores constitui-se num dos fatores de ações conjuntas. Ou
seja, o Plano de Formação Pedagógica de Monitores passa a ser comum aos CEFFAs47 e a
Equipe Pedagógica Nacional se amplia com representantes também das Casas Familiares Rurais filiadas às Associações Regionais de Casas Familiares Rurais (ARCAFARs)
47 A sigla CEFFA = Centro Familiar de Formação por Alternância é uma convenção acordada entre a União Nacional das Escolas família-Agrícola do Brasil – UNEFAB, Associação das Casas Familiares Rurais - ARCAFAR e o PROJOVEM. Este nome tem sido utilizado em comunicações, audiências com autoridades e documentos comuns apresentados a órgãos públicos pelas diversas instituições que utilizam a Pedagogia da Alternância no Brasil. Na verdade, o Brasil comporta uma série de experiências com denominações variadas, quais sejam: Escola Família Agrícola (EFA), Casa Familiar Rural (CFR), Escolas Comunitárias Rurais (ECOR), Escola Familiar Rural e Projovem .
A Formação Pedagógica de Monitores comum a todos os CEFFAs do Brasil foi discutida nos últimos encontros da Equipe Pedagógica Nacional, fevereiro e junho de 2003. Veja Relatório de Atividades da EPN, UNEFAB, 2003. O Encontro de Junho,dando seqüência ao de fevereiro, avaliou os cinco anos de experiência da UNEFAB e propôs um novo Plano de Formação Pedagógica, bem como ampliou a Equipe Pedagogia Nacional. Antes, era composta somente por representantes das Regionais da UNEFAB, ou seja, das Escolas Família Agrícola. A partir de então, passa a compor-se também por representantes das Associações Regionais de Casas Familiares Rurais (ARCAFARs).
A política comum de formação dos/as Monitores/as pode se tornar uma estratégia de recriação permanente do presente e futuro dos CEFFAs, através de um ambiente fecundo de reflexão e construção da Pedagogia da Alternância Brasileira, tendo como ingredientes os desafios permanentes das práticas educativas do quotidiano dos CEFFAs, as experiências acumuladas ao longo da história do Movimento, os contextos sócio-políticos e econômicos, sobretudo, a participação efetiva dos Monitores e, como parceiros, (numa perspectiva de serviços recíprocos e de gestão compartilhada), Universidades e centros de pesquisa afins, para cooperação técnica, consultorias para formação, planejamento e avaliações permanentes e também a pesquisa.
Para tal intento, há de se perguntar, sobretudo, aqueles que assumem como responsáveis pedagógicos com a função de formadores, as questões tais como: “o que é mesmo formação”; “o que é formação por alternâncias?”. Por que e para que é importante formar por alternâncias? Com estas questões vamos ao aprofundamento teórico nos próximos capítulos tendo na mente as perguntas que norteiam esta pesquisa: “Como tem se dado o processo de formação dos monitores das EFAs e como os processos formativos formalizados valorizam realmente a vida e experiência como lugar de formação e contribuem para uma formação por e para alternâncias?”.
Capítulo 4 - ALTERNÂNCIAS E FORMAÇÃO
“...não é o professor quem ensina e quem solicita imediatamente ao aluno que aplique o que aprendeu no ´terreno´, na sua realidade, pelo contrário,é a partir das situações vividas pelo aluno no seu meio que o professor prepara o que vai ensinar”.
André Duffaure
Introdução ao capítulo
Este capítulo está organizado em duas seções. A primeira aborda as alternâncias na formação, sua gênese, antecedentes históricos, o processo de construção e reconhecimento; a alternância como ruptura ou renovação educativa e os conceitos e modelos de alternância. A segunda seção trata da formação em sete itens: a emergência do sujeito na formação; o circuito entre teoria e prática a partir do mito da caverna em Platão; conceitos de formação; a teoria tripolar desenvolvida por Gaston Pineau, a partir de Rousseau; o aprender e formar- se numa perspectiva de autoformação; o lugar da experiência na formação e, por fim, a formação em alternância. Vamos constatar que a alternância real pressupõe um processo formativo que se desenvolve numa complexa e paradoxal mescla de rupturas e inter- relações.
A – ALTERNÂNCIAS
As Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) organizam o seu funcionamento através do regime de alternância. Neste capítulo vamos abordar a história da Alternância desde a sua utilização empírica, enquanto prática pedagógica até a sua consagração como uma Pedagogia ou um “sistema educativo”, conforme afirma Gimonet (1998, p. 1): “A alternância na formação, Método Pedagógico ou um novo sistema educativo? – A experiência das “Maisons Familiales Rurales” (MFRs).