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5.3 Hvordan brukes resultatinformasjon i virksomheten?

5.3.4 Læring som element i virksomhetsstyringen

Fonte: PINHEIRO Daniela. 34 Coisas da Moda. Copia + imita = roupa nova. Bem pagos e badalados, alguns estilistas brasileiros plagiam roupas estrangeiras na maior.

Revista PIAUÍ, Ano I, jun. 2009.

Por meio das imagens apresentadas pela autora, pode-se concluir que, mesmo em marcas renomadas e estilistas no mercado há bastante tempo, a cópia reina. Jum Nakao, designer renomado, declara em entrevista a Pinheiro (2009) sua opinião a respeito da prática da cópia:

“Se fosse um país sério, óbvio que a cópia seria um escândalo. Mas o que acontece na política se repete com menor visibilidade no mundo da moda: é uma impunidade, a cara de pau, a sensação de que se pode fazer de tudo e continuar como se nada tivesse acontecido” (p.36).

Um dos motivos para a cópia ser tão disseminada e, muitas vezes, valorizada na moda é devido a um dos elementos da sua essência: pertencer a um grupo. Isso pode ser observado desde o seu surgimento, com os burgueses almejando serem associados à aristocracia por meio da vestimenta. A pesquisadora Maria Lúcia Bueno (2008) afirma ser a moda um dos primeiros elementos que comunicam a pertença à cidade, constituindo um dos primeiros indícios de cidadania. Nesse sentido, o aldeão abandona o traje regional e adota o urbano,

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antes mesmo de assimilar a língua. Destarte, Lipovetsky (2008) ressalta que um dos fatores determinantes na Revolução Francesa foi a conquista de poder vestir o traje desejado, retirando a exclusividade de cores e modelos do clero, da realeza e da corte. Com a Revolução Francesa, o "supermercado de estilo" é fecundado e, a partir disso, a liberdade é desfrutada, ou seja, não é mais falsidade ideológica vestir algo da classe a que não pertence. A imitação a um grupo e a mudança sazonal constituem o material genético da moda. Por isso, a cópia tem sua raiz e está intimamente relacionada à moda e não se deve negligenciar esse fato. Também por isso a cópia, quando discutida, é abordada pela mídia especializada, porque o consumidor não se preocupa com isso, muitas vezes é ele quem fomenta a cópia. Discuto a cópia porque, para algo ser copiado, imitado e desejado a ponto de identificar um determinado grupo, de materializar um desejo e de funcionar como um agente atualizador da aparência, esse algo deve necessariamente ser criado por alguém anteriormente. Logo, é nesse aspecto da criação que devemos observar a cópia, para utilizá-la como um componente importante da aprendizagem, como parte constituinte da moda, mas também como comportamento a ser evitado. Basta comparar a atitude de falsificadores e camelôs com os estilistas e designers; todos têm a mesma atitude, copiar e vender cópias, entretanto o falsificador não utiliza seu nome, sua marca e não se afirma um criador, ele copia inclusive a marca alheia.

Esse comportamento deve ser evitado porque, além de ser antiético, as marcas nacionais não possuem identidade, não possuem um estilo forte o suficiente para que haja cópia, imitação de outros e, por isso, copiamos mais e exportamos menos e não fazemos moda, mas sim temos confecções. Isso é refletido no ensino que transmite o medo e a falta de autonomia da indústria para fomentar um processo criador com liberdade. A cópia, o marketing e os estudos de caso servem para fundamentar uma alternativa para o aculturamento e para a falta de posicionamento.

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Penso ser importante a associação da leitura de imagem à disciplina dos estudos visuais, pois eles configuram um campo de estudo que se dedica a investigar a influência da

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visualidade na formação, na produção do imaginário, no comportamento, na construção das identidades individuais e coletivas, nas relações sociais e na política. Isso pode ser observado em raciocínio proposto por Brea (2005), que ressalta o caráter democrático e contemporâneo da área a qual não considera somente a Alta Arte como artefato visual digno de ser analisado, mas também nos convida a abraçarmos a diversidade de manifestações artísticas como a moda, o design, a cultura de massa e a publicidade como objeto de estudos, sendo tratada com peso igual ao peso da Alta Arte. Diante disso, o autor explica que os estudos visuais configuram uma metodologia que alça as leituras de imagem dentro da diversidade de manifestações e afirma que essas leituras têm o poder de desvendar o efeito das imagens no processo criativo das pessoas.

[...] desde a perspectiva e a urgência de desenvolver um equipamento analítico ampliado - uma ferramenta conceitual indisciplinadamente transdisciplinar - que seja capaz de afrontar criticamente a análise dos efeitos performativos que as práticas de ver se seguem em termos de produção de imaginário; e tendo em conta o tremendo impacto político que tal produção de imaginário fomenta, por seu efeito decisivo enquanto as formas possíveis de reconhecimento identitário - e por consequência, quanto à produção histórica e concreta de formas determinadas de subjetivação e socialidade (BREA, 2005, p.9).

As imagens, quando não são digeridas de acordo com a personalidade de quem olha, quando são recebidas passivamente, contaminam a formação identitária das pessoas e, com isso, prejudicam o processo criativo. Diante do exposto, as análises que descortinam essa dinâmica complexa da imagem contaminar os modos de individuação das pessoas são análises que contemplam a metodologia dos estudos visuais, os quais aceitam como fundamentação teórica os artefatos visuais. Isso pode ser observado no trabalho do fotógrafo Hans Eijekelboom, o qual retrata como a recepção alienada da imagem exerce uma influência significativa no comportamento das pessoas.

O fotógrafo apresentou para a Bienal de São Paulo, em 2012, a série Fotonotities - Apontamentos Fotográficos, realizada no período de 1992 a 2007. O conceito da série deflagra, de uma maneira explícita, a uniformização que a moda fomenta por meio dos nichos de consumo. Essa subjetivação formada pela visualidade, a qual Brea (2005) discute na teoria, é materializada na prática por Eijekelboom, por meio das fotos que estão presentes no quadro

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a seguir, tiradas em vários lugares do mundo, no período de 1992 a 2007, como já foi mencionado.

Imagem 6 Quadro comparativo Eijekelboom

fonte: http://performatus.net/hans-eijkelboom-sao-paulo/

Nesse contexto, os estudos visuais enfrentam o desafio transdisciplinar que a imagem exige e contribuem para um entendimento do processo criativo, consciente do papel da cultura e da moda para instigar a observação das interpretações individuais e coletivas dos conteúdos veiculados nas imagens. Tudo isso a fim de fomentar, a partir da reflexão e do julgamento da iconografia, a seleção de fontes com autonomia para a formação de repertório cultural pessoal e para construção de uma linguagem autoral. Sem a reflexão que a leitura exige, a imagem é recebida de forma apática, alienada, mas, quando munidos com a destreza na análise de imagem e com a crítica que a leitura desperta, a imagem pode deixar de ser recebida passivamente, para ser pesquisada com consciência.

Moxey (2005) também comenta a importância de analisar essas relações da cultura, com a identidade de um povo na transformação desse referencial em material para a criatividade, ressaltando que é preciso "[...] entender muitos aspectos do comércio de mercadorias artísticas e a maneira que estas influem, não somente na opinião pública, mas também na identidade cultural [...] "(MOXEY, 2005.p.31). Isso para desvendar a cultura na qual se está inserido, para atuar de forma autônoma para a eleição dos referenciais estéticos e

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culturais, deixando de receber de forma acrítica as imagens e passando a pesquisá-las com liberdade para formar imagens próprias. Esse processo de pesquisa e de crítica com a imagem que os estudos visuais promovem não passa de processos de leitura.

Isso evidencia e justifica o ensino dos Estudos Visuais em todos os cursos que, de alguma forma, utilizam a visualidade como forma de trabalho, como: Artes Visuais, Publicidade, Marketing, Comunicação, Artes Plásticas, Artes Cênicas, Desenho Industrial, Design (nas suas mais variadas vertentes: de moda, de interiores, de games, de automóveis...), entre outros. O mesmo autor pondera ainda que a qualidade da análise realizada dentro da disciplina indisciplinar/transdisciplinar dos Estudos Visuais deriva, justamente, da destreza em realizar o trânsito que ela exige entre uma diversidade de disciplinas como a sociologia, a história, a antropologia, a semiótica, o marketing, a economia e outras mais que o repertório do pesquisador possuir e o objeto de análise exigir.

A mesma vitalidade do estudo do visual e da criação do valor estético dependerá de nosso talento para conceber novas perspectivas de mundo que correspondam a pontos de vista nunca antes articulados na produção do conhecimento (MOXEY, 2005.p.32).

É importante ser reiterada a proximidade que autor estabelece entre o processo da leitura visual com o processo criativo. Essa afirmação vem ao encontro da abordagem triangular, que propõe justamente isso: a contextualização que atua como método de leitura do artefato, de entendimento do campo, de crítica que pode culminar também na produção, no fazer artístico. Essa vitalidade em identificar e expressar a visão de mundo individual do sujeito fundamenta dois processos criativos: a produção e a leitura, visto que ler uma obra também é criação. E é esse tipo de leitura criativa que alicerçará o fazer artístico. Leituras de artefatos pobres de criatividade são desvinculadas de insights peculiares na observação de cada indivíduo que interpreta e, portanto, não configuram leituras.

Rossi (2009), baseada em pesquisas de Housen (1983) e Parsons (1992) as quais determinaram as fases da recepção de imagem, demonstra por meio das fases do desenvolvimento estético, os cinco estágios contidos no processo de ler uma imagem: 1° descritivo narrativo, 2° construtivo, 3° classificativo, 4° interpretativo e 5° re-criativo.

De acordo com os autores, o primeiro estágio representa leitores sem muito convívio com as artes, sem experiência de leitura e, por isso, elegem aleatoriamente os elementos da

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