4.5 Capture and transport September 2019
4.5.6 Kulan transport
A t ransform ação que o com ércio vem sofrendo est á int im am ente associada a evolução dos m eios de transporte. Prim eiro o transporte de baixo custo e confiável resum ia- se no t ransport e m arít im o, e com isso a at ividade com ercial acont ecia em cidades portuárias. A prim eira revolução tecnológica em relação ao transport e foi a invenção da locom ot iva a vapor. Hoj e devido ao desenvolvim ent o da t ecnologia pode- se incluir a essa relação de m eios de t ransport e além do m arít im o e ferroviário, o sist em a de hidrovias, aut o- est radas, aéreo e inclusive o de dut ovias ( BOWERSOX; CLOSS, 2001) .
O raio de circulação de um a m ercadoria em t em pos m ais rem ot os, era m uit o rest rit o, devido a não exist ência de m eios t ransportes eficient es e por falt a de desenvolvim ent o t ecnológico com o na confecção de em balagens onde os produtos pudessem ser acondicionados de form a a não se det eriorarem num período de t em po m ais longo para locom oção da sua origem ao pont o de venda, e t am bém por não haver um sist em a adequado que ot im izasse t odo um procedim ent o de t ransport e, est ocagem , at é a finalização do processo da venda ( BALLOU, 2006) . O leit e por exem plo, foi no início com ercializado em garrafas de vidro, e era vendido nos arm azéns
e padarias e t am bém havia um sist em a de ent rega nas port as das residências. Tem pos depois passou a ser com ercializado em sacos plást icos, observando- se que em am bos os t ipos de em balagem , havia necessidade de est arem arm azenados em locais resfriados, com t em perat uras adequadas e m esm o assim , o t em po de arm azenam ent o era m uit o pequeno, m uit as vezes est ando j á det eriorado m esm o est ando dent ro do prazo de validade, que não era det erm inado na em balagem e para o qual não havia legislação específica que prot egesse o consum idor. Com a aplicação da t ecnologia na confecção de em balagens com o no caso da “ t et ra pak” , e com as legislações que obrigam a m encionar o prazo de validade, o prazo de consum o é bem m aior, e t am bém perm it e ao consum idor ut ilizar de seus direit os caso o produt o est ej a det eriorado em t er at ingido esse prazo ( NOVAES, 2001) .
Em regiões, ainda com padrão econôm ico baixo, é possível se verificar um com ércio de m ercadorias som ente ent re um a vizinhança im ediat a, o que gera um cust o final m ais elevado do produto. Cada região possui condições am bient ais e geográficas, além de m ão de obra, específicas para o cult ivo ou desenvolvim ent o de cert o produt o, port ant o o m ais adequado é que ele o produza em larga escala e que possa ser com ercializado e abast eça out ras regiões com produções diversas. Além de haver um m elhor aproveit am ent o, pois o excedent e a ser com ercializado represent a que se houver algum t ipo de perda, essa sej a m inim izada. ( BALLOU, 2006)
A capacidade de t ransport e é que com anda esse t ransport e de bens produzidos num a m esm a região assim com o propicia o int ercam bio de m ercadorias de um a região para out ra em pont os ext rem os. Se não houvesse o t ransport e às com unidades t eriam de ser econom icam ent e aut o- suficient es, o que provocaria um a lim it ação nos produtos oferecidos, pois seria praticam ent e im possível se t er um a grande variedade de produção num a m esm a com unidade; o que provocaria a alt a dos preços, pois os cust os são m ais baixos quando se t em um a larga escala de produção, o cust o t am bém se eleva com um a dist ribuição pequena, pois ocorre m uit o desperdício de produt os, além t am bém de acarret ar um a ut ilização ineficient e dos recursos nat urais. At ravés de um sist em a eficiente de t ransport e se consegue um a econom ia t ant o no processo de produção com o na dist ribuição, ou com ercialização, pois a aproxim ação gerada ent re os post os de produção, arm azenagem e venda, que se encont ram geograficam ent e dispersos, significa a possibilidade de redução de cust os proporcionada pela especialização ( BOWERSOX; CLOSS, 2001) .
A inform ação, devido às possibilidades proporcionadas pelas t ecnologias circula em tem po real, portant o os costum es e hábitos, assim com o a m oda, est á se tornando padrão em todos os locais do globo. Já se sabe com antecedência qual a t endência para a próxim a est ação, ant es que elas cheguem a vit rinas locais, assim com o é possível se com er qualquer t ipo de alim ent o que ant es só podiam ser consum idos onde eram produzidos, ou que est ariam rest rit os a det erm inada época do ano. Pode- se obter m elhores preços nos alim ent os e outros produtos com o o vestuário,
quando existe um a produção em larga escala, assim os cust os podem ser dim inuídos. Para que essa redução de cust o chegue ao seu destino final, que m uit as vezes é o varej o, é necessário que haj a a possibilidade de um a dist ribuição am pla at ingindo vários locais ao m esm o t em po, o que se consegue at ravés do encurt am ent o das distâncias obtidas at ravés de um a lógica de distribuição. Por isso m uitas vezes se observa que determ inado produto local tem preços superiores ao m esm o produto vindo de out ro local, m uit as vezes m ais distant e ( NOVAES, 2001, BALLOU, 2006) .
Através de um sistem a logístico22 eficient e a separação geográfica ent re a produção e o consum o não represent a um a barreira, m as sim um a pont e, ou sej a, um a solução econom icam ent e viável, t ant o num a análise nacional com o int ernacional. Para que haj a um sist em a com plet o e eficient e a logíst ica deve est ar present e e acom panhando o processo dest e a m at éria prim a at é o final quando o produt o é descart ado. A logíst ica deve est ar present e em “ t odas as at ividades im port ant es para a
disponibilização de bens e ser viços aos consum idores quando e onde est es quiserem adquiri- los” . ( BALLOU, 2006, p. 27)
Um a m aneira de obt er m elhores preços j unt o ao consum idor final, é se obt er um a int egração de com unicação desde a fabricação até o pont o de venda. O
22 Por sistem a logístico deve- se entender todas as instalações onde os m ateriais são estocados
por m eio int erm ediário ou final, assim com o loj as de varej o, depósito de produtos acabados, fábricas e depósitos de m atérias prim as ( BOWERSOX; CLOSS
,
2001, P. 415) .processo j ust- in- tim e23
- JI T, onde se opera com a redução de est oques, t em sido
m uito eficient e na redução dos cust os das m ercadorias no varej o. Há ainda que se levar em consideração, de um a m aneira geral, que o produt o m uit as vezes não chega a sair das prat eleiras, ou por est ar danificado, ou por est ar com prazo de validade vencido, ou sim plesm ent e por j á est ar ult rapassado, port ant o ele deve volt ar ao seu est ágio inicial para que sej am t om adas as devidas providencias. Se for o caso de descart á- lo, o produt o j á est ará com post o, provavelm ent e por dois ou m ais it ens, ou m at eriais diferent es, pois a em balagem vai sofrer um processo diferent e de descart e do produt o em si, para que est ej a adequado às leis am bient ais ( BALLOU, 2006) .
A logíst ica, port ant o represent a não só um processo de fluxo de m ercadorias, ot im izando o cust o final ao consum idor, part indo- se de um a int eração ent re t odo o sist em a de produção e dist ribuição, procurando- se t am bém um a m argem de lucro sat isfat ória, m as ela t am bém colabora com o m eio am bient e, t anto no descart e da m ercadoria, com o t am bém na m inim ização desse descart e. Essa é a definição de logística de acordo com Ballou ( 2006, p. 29) :
Logíst ica/ Cadeia de Suprim ent os é um conj unt o de at ividades funcionais ( transportes, controle de estoques, etc.) que se repetem inúm eras vezes ao longo do canal pelo qual m at érias- prim as vão sendo convertidas em produtos acabados, aos quais se agrega valor ao consum idor. Um a vez
23 Processo cuj o obj etivo é dispor do m aterial necessário, na quantidade necessária e no
que as fontes de m atérias- prim as, fábricas e pontos de venda em geral não têm a m esm a localização e o canal representa um a seqüência de etapas de produção, as atividades logísticas podem ser repetidas várias vezes até um produto chegar ao m ercado ( BALLOU, 2006, p. 29) .
Pode- se dizer assim , que a logíst ica t em part e da responsabilidade no sucesso de alguns em preendim entos com o os hiperm ercados e o shopping center, pois além at uar na m elhora do cust o do produt o ao consum idor, e que vai int erferir diret am ent e do shopping cent er cuj a est rat égia adotada é a da com pra com parada, vai t am bém perm it ir que as loj as ofereçam um a grande variedade de produt os, ut ilizando sua área const ruída para que as m ercadorias sej am expost as, podendo elaborar um a am bient ação do pont o de venda de m aneira m ais atrat iva, um a vez que a área dest inada à est ocagem pode ser m inim izada.
O processo deve com plet ar seu ciclo com a m áxim a eficiência para que dessa form a o em preendedor t enha o lucro desej ado pois poderá ou disponibilizar um a área m aior do seu espaço para locação de loj a, ou o com erciant e poderá t er um a loj a m ais am pla e assim explorar m elhor sua área de exposição, e o consum idor t am bém sairá ganhando pois os preços serão m ais at rat ivos, devido à com pet it ividade e haverá um a m aior diversidade de produtos oferecidos ao consum idor.
A rede nort e am ericana de hiperm ercados Wal- Mart é um a rede de varej o que se destaca por ter se utilizado da logíst ica com o estratégia. O Wal- Mart com eçou com o um a em presa fam iliar no int erior rural dos EUA, no Arkansas em 1962 quando
Sam uel Moore Walt on, m ais conhecido por Sam Walt on, abriu a prim eira loj a de descont os que devido às proporções que foi adquirindo em pouco t em po, t eve de com pet ir com out ras redes j á est abelecidas em áreas m et ropolit anas, sendo o principal concorrent e à rede K- Mart . O nom e de Wal- Mart foi dado por um associado, pois para se fazer com pras nesse tipo de loj a, havia a necessidade de se cadastrar com o sócio deste clube ( BALLOU, 2006; www.walm artbrasil.com .br, acesso em 06/ 09/ 06) .
A K- Mart t inha com o conceit o a com ercialização de m ercadorias de preços baixos com qualidade adot ando o self- service com o est rat égia para at ingir seus obj et ivos de vendas. A abert ura dos prim eiros hiperm ercados da rede Wal- Mart , acontece nos anos de 1986 e 1987, sendo que no ano seguinte de 1988 são abert os os prim eiros “ supercent ers”24. Depois de t er iniciado sua expansão int ernacional com a
abert ura da prim eira loj a no México, o Wal- Mart dá cont inuidade às suas at ividades com a abertura de loj as no Brasil e Argentina, no ano de 1994. Tem com o local sede de seus escrit órios no Brasil a cidade de Osasco, em São Paulo, dando continuidade em sua preferência por áreas periféricas para inst alação de suas loj as. A prim eira loj a
24 O Wal- Mart Supercenters é um a cadeia de hiperm ercados com área const ruída que varia de
9.000 m2 a 24.000 m2 tendo um a área m édia de 17.000 m2. Esses Supercenters oferecem tudo
que é encontrado nos superm ercados, m as com m aior núm ero de serviços e lazer, encontrando- se cabeleireiros, loj as de alim ent ação, locadoras de film es, e alguns supercenters possuem at é posto de abastecim ento de com bust ível ( www.wikipedia.org, acesso em 07/ 11/ 07) .
SAM’S CLUB25 abert a no Brasil foi no m unicípio de São Caet ano do Sul, seguida pela loj a de Sant o André, am bas no ABC Paulist a som ente localizando a t erceira em Osasco ( FI SHMAN, 2006; www.walm art brasil.com .br, acesso em 06/ 09/ 06) .
As duas prim eiras loj as Wal- Mart Supercent er t iveram sua inauguração conj unt a sendo um a na cidade Sant o André e a out ra em Osasco. A inauguração dessas cinco loj as do grupo ocorreu em 1995. Hoj e, em 2007 totalizam 152 loj as dist ribuídas em t odo Brasil. Com m ais de cinco m il loj as espalhadas pelo m undo, o Wal- Mart at ua t am bém na divulgação e dist ribuição de produt os de fornecedores brasileiros, at ravés de program as globais de export ação. Dessa form a o Wal- Mart ganha ao diversificar a sua ofert a de produt os e ainda cont ribui com o fort alecim ent o da polít ica de export ações brasileiras. At ravés de sua polít ica ele beneficia t am bém a com unidade dent ro de um a esfera geral, incluindo client es, fornecedores, funcionários. Sua polít ica privilegia o lem a, vender grandes quant idades com lucro m ais baixo, que pequenas quant idades com lucro m aior ( FI SHMAN, 2006; www.walm art brasil.com .br, acesso em 06/ 09/ 06) .
O Wal- Mart adotou a tecnologia com o principal arm a para enfrentar seu concorrent e, inst alando um a rede de conexão ent re suas loj as, est abelecendo um a ligação diret a ent re a caixa regist radora e o sist em a de reposição de est oque. At ravés
25 O SAM’S CLUB é a rede de com ércio at acadista pertencente cadeia do Wal- Mart, onde para
do código de barras, se conseguia m aior eficiência e rapidez no check- out da m ercadoria com um a m enor m argem de erro com parando- se com o sist em a de digit ação de preços. Tam bém através de um invest im ent o na área de t ransport e, pode- se reduzir est oques de m ercadorias e conseqüent em ent e reduzir a área dest inada a est ocagem , conseguindo preços m elhores que o concorrent e que m ant eve sua est rat égia t radicional, invest indo som ent e em anúncios publicit ários e na prom oção at ravés da ut ilização da im agem de pessoas fam osas. O Wal- Mart dessa form a além de conseguir preços m elhores, conseguiu t am bém m aior diversificação de m ercadorias e um a reposição de produt os m ais eficient e, não perm it indo que falt asse de algum a m ercadoria im port ant e para o client e, deixando- o m ais sat isfeit o. A satisfação com plet a do client e se dá quando ele com pra o produt o pelo m elhor preço no m om ent o e no lugar desej ado. ( BALLOU, 2006)
O sist em a de com unicação exist ent e ent re grandes em presas, com o no caso do Wal- Mart e seus fornecedores é conhecido com o com ércio elet rônico EDI26, onde exist e um a t ransferência elet rônica operacionalizada por m eio de um a rede exclusiva. Esses dados são transferidos diretam ent e entre com putadores, sem necessidade de conexão a um a rede de int ernet pública e abert a. Est e sist em a subst it ui o sist em a convencional que era feit o m anualm ent e, onde havia necessidade de int ensa m ão- de-
obra e t em po ext enso. O processo de com pra, para se realizar t ant o m anualm ent e com o pelo EDI , envolve m uit as et apas com o a descrição a seguir:
[ ...] pedido ao fornecedor para cotação do produto, recebim ent o e processam ento da cotação, subm issão da ordem de com pra aos escalões superiores, aprovação do pedido, notificação da expedição, envio da fatura e pagam ento final.[ ...] O EDI perm ite o intercâm bio autom ático desses dados, além de outros, conectando clientes, fornecedores, prestadores de serviços e instituições financeiras entre si ( NOVAES, 2001, p. 79) .
Para que um a grande em presa, assim com o o Wal- Mart , consiga se estabelecer de m aneira com pet itiva no m ercado, faz- se necessário um invest im ento inicial para im plem entação de sist em as e tam bém de operação, que agilizem o processo de com unicação ent re o pont o de varej o e os seus fornecedores.
Out ro t ipo de com unicação ent re varej o e o fornecedor é cham ado de e-
com m er ce ou com ércio elet rônico, do t ipo B2B, que significa com ércio elet rônico business- t o- business, exist e ainda o B2C, ou com ércio elet rônico business- t o- consum er. O com ércio elet rônico B2B é feit o at ravés de sit es, onde pode haver desde
trocas de inform ações sobre os produt os com ercializados com o t am bém a aquisição de produtos, apenas com o detalhe desde procedim ento se efetuar com pessoas j urídicas em am bos os lados. Já no com ércio eletrônico B2C, a transação ocorre entre pessoa física de um lado e pessoa j urídica do out ro. Os nort e- am ericanos por viverem um a realidade com baixos níveis de inflação e t erem um sist em a de correio eficient e, j á
fazem uso do com ércio sem loj a há m uit o t em po, t endo est e se iniciado com em presas que ofereciam seus produt os através de cat álogos, com o a Sears am ericana, que depois viria a ser um a grande loj a de depart am ent os, hoj e ext int a; ou que realizavam vendas em dom icílio com o a Avon. Depois passou a haver um com ércio que se efet uava por anúncios em j ornais e revist as e recebiam pedidos por t elefone, fax, ou pelo correio, e m ais t ardiam ent e por e- m ail. Esse com ércio sem loj a t eve com o grande propulsor os serviços de encom endas expressas, pois tendo um serviço de entregas eficient e, esse t ipo de com ércio pode oferecer m elhores preços ao consum idor, pois a concent ração de est oque em um único local que est ej a est rat egicam ent e localizado de form a a at ender um a área am pla reduz os cust os de arm azenagem e est es podem ser revertidos em um cust o final m enor ( NOVAES, 2001) .
Apesar do propalado clichê de que a I nternet seria a “ m orte da geografia” , pois t ende a elim inar ou reduzir drasticam ente os m ovim entos físicos de pessoas e de m ercadorias, na verdade o lugar e o deslocam ento espacial ainda terão grande im portância na econom ia. Ou sej a, a Logística ainda continua agregando valor de lugar e, m ais do que nunca, de tem po. Mas, é claro que, t ant o o “ lugar” , com o o “ deslocam ento” , im portam m enos hoj e do que há um a década ( MOON apud NOVAES, 2001, p. 90) .
A int ernet é hoj e responsável por um a ext ensa variedade de produt os com ercializados, desde produtos farm acêuticos até j óias, m as ainda assim , m uitas pessoas com pram det erm inados produt os quando est ão na presença deles,
principalm ent e os art igos relacionados à m oda com o roupas e sapat os. Há ainda a com pra adicional à com pra principal que ocorre, quando no pont o de venda o consum idor se depara com um produt o que possa est ar com plem ent ando o m ot ivo principal da sua viagem . Há t am bém hoj e em dia um a procura pelo produt o m ais personalizado, sej a ele um com putador, um a roupa, onde o padrão do “ t am anho único” , est á sendo deixado de lado da produção em larga escala. Est e é um out ro pont o im port ant e onde o com ércio pode obt er um diferencial perant e seus concorrent es, quando pode oferecer um a opção específica num curto prazo de tem po e